Aprender a tocar um instrumento, com que idade o meu filho deve começar?

Instrumento de percussão: quando começar a praticar?

Aprender a tocar um instrumento, com que idade o meu filho deve começar?

São numerosos os estudos que revelaram que a prática de um instrumento musical possui grandes benefícios para a saúde física e emocional da criança.

Um estudo publicado no periódico americano Neuropsychology revelou que indivíduos que tiveram aulas de piano, flauta, clarinete e outros instrumentos musicais na infância tiveram desempenho melhor em testes de inteligência do que pessoas que não tiveram contato com a música.

Aqueles que praticavam música quando pequenos apresentaram um coeficiente de inteligência mais alto do que os que não praticavam. E quanto mais tempo os músicos mantiveram praticando até a idade adulta, melhores eram os resultados.

Além de melhorar a atividade cerebral, tocar um instrumento musical deixa a criança mais calma, com maior capacidade de concentração, mais confiante, mais curiosa e também mais feliz.

Embora os benefícios sejam vários e ilimitados, não vale a pena insistir que a criança pratique um instrumento se ela não despertar interesse para tal.

Aprender a tocar um instrumento musical deve ser feito, em um primeiro momento, pelo prazer. A criança deve querer praticar o instrumento e gostar de fazê-lo.

Assim, não adianta forçar a criança a aprender esse ou  aquele instrumento. Também não é ideal que a criança seja precoce na prática de um instrumento musical.

Nesse caso, qual seria a melhor idade para que uma criança comece a tocar bateria?

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O gosto pela música vem de berço

Numa família onde os pais, ou pelo menos um deles possuem um interesse particular por música, é muito provável que as crianças também vão possuir. Muitas vezes os gostos e as habilidades musicais são hereditários.

Aprender a tocar bateria: quanto mais cedo melhor?

É a vontade de muitos pais que os seus filhos sigam o seu legado. Pais músicos costumam, desde cedo, introduzir os seus filhos no mundo da música.

O segredo para que essa empreitada dê certo é «deixar fluir». Deixar fluir significa deixar as coisas se fazerem de forma natural, por elas mesmas, sem forçar a barra.

Se você quer que o seu filho aprenda a tocar bateria, deixe ele próprio se interessar pela coisa. Não adianta forçar, é preciso sim incentivar, dar o exemplo e gradualmente apresentá-lo à música.

O despertar musical de uma criança pode começar bem cedo, a medida que os pais vão lhe apresentando um estilo particular de música. No caso da bateria, toque para a criança e deixe a tocar também se ela quiser.

Não hesite em comprar pequenos instrumentos musicais, incluindo uma bateria para criança, ou um pandeiro, um triângulo, tambor, pratos, um bumbo, violão, teclado…

Você pode encontrar mini baterias eletrônicas adequadas para os pequenos.

Deixe os instrumentos à disposição da criança para que ela aprenda como lidar com eles e se familiarize com os diferentes sons. Aproveite todas as oportunidades para cantar, dançar, cantar e tocar os sons da música que você costuma ouvir com o seu filho.

Certos jogos de tabuleiro permitem que você aprenda sobre os diferentes instrumentos e, especialmente, o bingo musical que consiste em adivinhar o instrumento de acordo com uma determinada trilha sonora (guitarra, flauta, violino, saxofone, trompete …). Diferentes estilos musicais são abordados.

Além disso, uma visita a uma loja de música pode permitir que a criança descubra novos instrumentos (ukulele, violão, violoncelo, gaita …), tembpem pode ser a ocasião de ouvir músicos alguns músicos tocarem.

Não hesite em ir aos concertos musicais dedicados às crianças para estimular a sua curiosidade. Consulte o programa da escola de música da sua cidade, algumas vezes essas escolas propõem uma jornada de portas abertas onde visitantes podem vir assistir a apresentação dos alunos. Nada como ver outras crianças tocando para que o seu filho se motive a tocar também.

Riscos de um iniciação precoce na música

Aprender a tocar bateria requer alguma maturidade. A criança deve ser capaz de concentrar uma certa quantidade de tempo para aprender a bater nos diferentes instrumentos ou ler as partituras.

As crianças muito pequenas precisam é de brincar!

Ainda que aprender a tocar bateria tenha que rimar com prazer, essa prática exige, claro, um pouco de esforço e trabalho regular. O foco e a disciplina são essenciais para progredir, adquirir um bom nível e poder praticar dentro de um grupo de música por exemplo ou mesmo fazer uma apresentação.

Assim, uma criança que não está pronta, não importa quantos anos ela tenha, achará a prática chata e será desencorajada diante da menor dificuldade.

O problema é que, com essa experiência negativa, pode ser difícil recuperar o prazer de tocar alguns anos depois. A má experiência permanece ancorada na memória da criança que, mais tarde, pode se recusar a fazer aulas de bateria com um professor de música.

É melhor esperar que a criança esteja preparada e demonstre dela mesma, interesse para ir à sua aula de música. A criança deve estar ciente de que um instrumento musical não é um brinquedo, mesmo que se possa se divertir muito com a música.

Assim, antes de 7 anos, é melhor dar passos pequenos despertando aos poucos o interesse da criança pela música, ao invés de já colocá-la em um curso de bateria.

As aulas de bateria para as crianças não serão necessariamente acompanhadas de aulas de teoria musical. Ou pelo menos a teoria musical não será necessariamente tão completa quanto aprender piano ou aprender violão.

Você não quer ver o seu filho assim, certo?

De fato, o solfejo rítmico é diferente do solfejo musical. Não se trata se saber ler uma partitura como quando se aprende a tocar piano, mas sim saber onde bater e quando.

Mas não é por isso que aprender a tocar bateria é mais fácil.  Ele aprenderá a bater nos diferentes componentes da bateria e se familiarizará com o ritmo. Isto requer uma certa maturidade intelectual e habilidade física.

Assim, recomenda-se que a criança tenha pela menos 7 anos de idade para iniciar o aprendizado da bateria. Porém, saiba que não se trata de uma regra absoluta. Uma criança pode sim começar a aprender bateria mais cedo.

Assim como para a aprendizagem do piano, aprender a tocar bateria requer que a criança possua uma boa coordenação motora, com as mãos…mas também nos pés. Essa habilidade é adquirida em torno dos 5 anos de idade.

Assim sendo, a idade ideal varia de acordo com o desenvolvimento da criança: sua altura, maturidade e capacidade de concentração.

De fato, o tamanho da bateria acústica nem sempre é adequado para crianças muito pequenas, especialmente em aulas de música. Assim, será necessário esperar até que a criança seja grande o suficiente para alcançar os pedais e acertar os pratos.

Para aulas de bateria em casa, no entanto, você pode comprar uma bateria especial para crianças de 4 a 7 anos, por exemplo.

Como se pode observar, não existe uma resposta categórica para a pergunta «com que idade uma criança pode começar a tocar bateria». Os pais estão em melhor posição para avaliar as habilidades de seus filhos.

Um professor de música e baterista será capaz de oferecer uma aula experimental para avaliar a capacidade da criança de aprender o instrumento ou não.

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Acompanhe o seu filho durante a aprendizagem da bateria

Uma vez que a criança tenha começado as aulas de bateria, será necessário acompanhá-lo em seu aprendizado. A criança precisa de uma rotina de estudo dedicado a música, assim como para o resto de sua aprendizagem.

Violão ou bateria, a criança precisa praticar o seu instrumento musical!

É necessário estabelecer um momento diário para praticar o instrumento. A prática leva a perfeição, então é importante manter a  rotina dos ensaios.

Treinar todas as tardes após o dever de casa pode ser muito bom. Mas tenha cuidado para não pressionar muito a criança.

Se a criança perceber que o treino se tornou uma obrigação que a impede de fazer outras atividades de lazer, era pode começar a resistir aos treinos.

Quebre a rotina algumas vezes em nome do bem estar da criança, e seja flexível! Algumas vezes a criança vai preferir praticar antes de fazer o dever de casa, ou brincar antes de praticar, dê crédito a seu filho e perceba como as coisas se passam. Não force-o e convide-o para fazer exercícios que ele sabe identificar onde ele poderia melhorar.

Mantenha um dia ou dois de não prática durante a semana, por exemplo, no domingo, para que a criança não tenha nada para fazer e possa soltar as rédeas da sua imaginação.

Mantenha um acompanhamento da evolução da criança. Com a prática, a tendência é que ele toque bateria cada vez melhor, então anote as vitórias e parabenize a criança sempre que ela apresentar um melhor desempenho.

Lembre-se que o momento do treino não é um show. Evite trazer pessoas para ver o seu filho treinar bateria. O treino é um momento de distração para a criança e o ideal é que ele não sinta que está sendo julgado ou avaliado. A criança deve querer tocar por si mesma, não se trata de uma obrigação.

Sempre deixe a bateria disponível em um espaço reservado. Na sala de ensaio (ideal), em um canto do quarto da criança ou em um canto da sala de estar. Ver o seu instrumento numa boa disposição é motivante para a criança. Ela vai sentir mais vontade de tocar.

A melhor maneira de monitorar o progresso da criança, especialmente no começo, é frequentando a aula de bateria (sem intervir), especialmente se a criança for jovem. Isso nem sempre é possível, dependendo da sua agenda e de alguns professores que preferem que os familiares não estejam presentes (para não estressar os alunos).

Mas, mostre sempre interesse pelas atividades do seu filho e mostre-se disposto a ajudá-lo a superar as dificuldades.  Não é porque você não pratica a bateria que você não pode ajudá-lo. Motivar já é ajudar!

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Источник: https://www.superprof.com.br/blog/crianca-pode-aprender-drum/

Como introduzir seu filho na aprendizagem de um instrumento musical

Aprender a tocar um instrumento, com que idade o meu filho deve começar?

Tempo de leitura: 5 minutos

Em nosso primeiro artigo, afirmamos: “Não inicie seu filho na música matriculando-o na aula de instrumento; esta só será benéfica quando ele já tiver estabilizada a aptidão musical. Antes disso, ele corre o risco de apenas acionar teclas ou beliscar cordas, mecanicamente, muscularmente, sem sentido”.

Um de nossos leitores, o eminente violinista e professor Zoltan Paulinyi, teceu algumas bem colocadas objeções. Resolvemos então aprofundar um pouco mais o assunto, esclarecer as dúvidas do professor Paulinyi e, claro, dar mais algumas dicas importantes sobre a aprendizagem de música, especialmente de um instrumento musical.

Qual a idade certa?

Uma das perguntas mais frequentes feitas pelos pais é: “Uma criança deve começar a aprender um instrumento musical a partir de qual idade?”. Segundo o professor Paulinyi, “crianças de 3 anos já são capazes de se apresentar dignamente com instrumento musical”.

Tenho de dizer que concordo plenamente com Paulinyi e, ainda assim, continuo afirmando: não caia nessa tentação! Como isso é possível?

É possível porque não há uma idade cronológica correta para uma criança começar a ter aulas de instrumento. Quem afirma isso é Edwin Gordon, a quem os leitores foram apresentados em nosso artigo passado.

Segundo Gordon, se as crianças não conseguirem cantar com afinação e movimentar o corpo com bom ritmo, elas não realizarão todo o seu potencial na aprendizagem de um instrumento musical.

E para isso, elas precisam passar por um processo de audiação (aquela palavra que explicamos no artigo citado, lembra-se?) preparatória.

A audiação preparatória dará às crianças um sentido objetivo de tonalidade e de métrica.

Assim, uma criança de 3 ou 4 anos pode estar plenamente preparada e uma criança de 9 anos pode não estar!

O instrumento como referência: certo ou errado?

Em defesa do uso do instrumento musical, o professor Paulinyi diz: “O instrumento musical pode tornar-se uma referência sonora, principalmente no caso de os pais não conseguirem dar o suporte pelo canto (fato muito comum no Brasil, infelizmente)”.

A palavra “infelizmente”, colocada pela próprio professor, já introduz nossa resposta. Ou seja, ele quer dizer que idealmente o suporte deveria ser pelo canto, mas, como este é deficiente, então que seja pelo instrumento.

O problema é que, se o instrumento for o centro, a referência sonora, a criança (ou pessoa em qualquer idade) terá dificuldade em aprender a audiar.

Ela ficará dependente do instrumento, sem poder imaginar ou conceber o som fora daquele instrumento.

Ela estará mais preocupada com dedilhado, com posição do arco, com embocadura, com posição das mãos e tantos outros problemas técnicos não necessariamente musicais.

O aluno poderá até mesmo desenvolver tensões desnecessárias, porque, sem audiação, ele não sabe muito bem qual som produzirá de seu instrumento antes de tocá-lo. Em geral, as aulas de instrumento ensinam a imitar e memorizar aquilo que os professores tocam.

Consequentemente, o aluno só pode confiar na imitação e na memorização, gerando ansiedade e tensão. Com o tempo, essa situação contínua de ansiedade cansa o aluno e a música passa a ser para ele algo difícil, que gera sofrimento.

Em pouco tempo, ele abandonará o estudo do instrumento e a música para sempre.

Eu já vi tal situação ocorrer centenas de vezes!

Fica a dica: o instrumento musical deve funcionar como uma extensão de nosso corpo, e não como uma muleta, para compensar uma deficiência.

O curso ideal de instrumento musical

Como explicamos em nosso artigo anterior, segundo Gordon, o som vem antes da notação e há uma sequência correta para a aprendizagem de música. Assim sendo, o bom professor ensina dois instrumentos: um visível, como piano, violino, saxofone etc., e outro invisível, que está dentro da cabeça do aluno, o instrumento de audiação.

É óbvio que há necessidade de desenvolver a técnica instrumental para tocar o instrumento visível. Todavia, caso o aluno não desenvolva competências de audiação, não tocará seu instrumento de forma musical, por mais técnica que possua.

Como deve ser o curso ideal de instrumento?

  1. Antes de tudo, audiação preparatória, com muita escuta, movimentação e canto de padrões tonais e rítmicos;
  2. O vocabulário de padrões tonais e rítmicos que foi desenvolvido pelo canto, pela cantilação rítmica e pela movimentação deve ser transportado para o instrumento;
  3. Toque de canções familiares e não familiares que utilizem o mesmo vocabulário;
  4. Toque de outros repertórios, que continuam a desenvolver o vocabulário;
  5. Finalmente, aprendizagem de leitura musical, daquilo que os alunos já conseguem audiar e tocar.

Uma dica preciosa! As crianças devem ter a oportunidade de ouvir um músico altamente profissional tocar o instrumento que elas estão aprendendo. Elas precisam ouvir a qualidade do som produzida por um grande músico. Elas serão capazes de audiar essa qualidade. O mesmo ocorre com o fraseado e a afinação.

Tempo de estudo

Geralmente, acredita-se que, quanto mais tempo alguém estudar seu instrumento, melhor será. Isso não é bem assim. Se alguém passar seis horas estudando um instrumento, mas sem audiar, o resultado será pouco recompensador, com o acúmulo de tensão muscular, canseira mental e pouco resultado sonoro.

Haverá mais benefícios se a prática do instrumento for por curtos períodos e  várias vezes ao dia, com tempo suficiente para pensar naquilo que se está tocando, ou seja, para desenvolver a audiação.

Hoje o assunto foi mais denso. Mesmo assim, aguardo seu comentário e suas dúvidas! Até mais!

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Источник: http://comoeducarseusfilhos.com.br/blog/como-introduzir-seu-filho-na-aprendizagem-de-um-instrumento-musical/

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