Cefaleias: as famosas dores de cabeça na gravidez

Cefaleia: principais causas e estratégias de tratamento

Cefaleias: as famosas dores de cabeça na gravidez

Cefaleia é uma das causas mais comuns de consulta em emergências e consultórios médicos. Mas afinal qual o melhor tratamento para a cefaleia? Esta resposta parece simples mas não é. Existem mais de 200 tipos diferentes de cefaléias.

Assim, para podermos encontrar o melhor tratamento temos que primeiro tentar identificar de forma correta qual o tipo de cefaleia que a pessoa apresenta. Neste texto vamos revisar alguns conceitos sobre os principais tipos de cefaleia bem como algumas opções de tratamentos.

A idéia não é esgotar o tema mas sim servir como uma introdução.

As cefaléias primárias compreendem quase 90% dos casos e estão ligadas a processos orgânicos cerebrais. Já as cefaleias que estão associadas com outras doenças como tumores e hemorragias são chamadas de cefaleias secundárias e compreendem cerca de 10% dos casos de cefaleia. Das cefaléias primárias cerca 45% são do tipo Tensional e 30% Enxaqueca (ou Migrânea).

A fisiopatologia das cefaleia primárias é complexo e está em constante processo de evolução. Novas pesquisas tentam elucidar estes mecanismos há décadas.

Atualmente sabemos que estes processos envolvem um fenômeno de vasodilatação na dura-mater e no escalpo, nos seios venosos e grandes vasos intracranianos, com liberação de neurotransmissores e citocinas, atuando nesses envoltórios do encéfalo, haja vista que o encéfalo em si não tem receptores de dor.

Além disso, acaba envolvendo o gânglio trigeminal, vias parassimpáticas e serotoninérgicas, além do ganglio esfenopalatino. Fica claro que trata-se de um fenômeno complexo e que envolve múltiplos mecanismos cerebrais.

Cefaleia do tipo Tensional:

É o tipo mais comum e as suas principais características são: cefaleia bilateral, de intensidade leve a moderada, não latejante ou pulsátil, sem outras características associadas, ocorrendo mais frequentemente ao final do dia, podendo durar de minutos até horas. O seu mecanismo fisiopatológico não é bem conhecido mas parece envolver uma ativação anormal de receptores de dor periféricos.

Tratamento da crise:

As bases do tratamento da crise de cefaleia tensional são os antiinflamatórios (AINEs) e analgésicos. Nos casos refratários graves pode ser necessário a utilização de medicações endovenosas. Deve-se evitar a cefaleia por uso excessivo de medicamentos limitando a terapia aguda a 10 dias por mês em média e, normalmente, um máximo de duas doses por dia de tratamento.

Enxaqueca:

A Enxaqueca é o segundo tipo mais comun de cefaléia e possui as seguintes características: pode ter história familiar positiva, costuma iniciar já na juventude, atinge 2 vezes mais mulheres do que homens, cefaleia em geral unilateral, latejante ou pulsátil.

Muitos pacientes apresentam sintomas associados antes e durante as crises de dor como náuseas, vômitos, fotofobia (intolerância a luz), fonofobia (intolerância ao barulho) ou piora com determinados tipos de cheiro.

 Alguns pacientes apresentam sintomas prodrômicos, que ocorrem antes da crise de dor e podem acontecer até dias antes da crise. Alguns destes sintomas são: irritabilidade, depressão, euforia, bocejos, fonofobia ou fotofobia, sensação de frio, anorexia (perda da fome), até diarréia e constipação.

Além disso, algumas pessoas ainda podem apresentar alteração de funções neurológicas antes da dor o que chamamos de Aura. Alguns sintomas que podemos encontrar são: alterações visuais, distúrbios da fala ou linguagem, perda de força ou sensibilidade.

Obviamente que nestes casos devemos sempre afastar outras causas mais graves, principalmente em pacientes sem o diagnóstico prévio de Enxaqueca.

Além disso, alguns pacientes podem ter crises de Enxaqueca em associação com fatores desencadeantes tais como: ovulação, reposição hormonal, uso de álcool, cafeína, estresse ou sedentarismo.

Para o diagnóstico da enxaqueca é necessário ter:
Pelos menos 5 crises com duração de 4 a 72h e ocorrência de náusea, ou vômitos, ou fotofobia e mais 2 dos 4 sinais: unilateral, pulsátil, dor moderada a severa e que piora com exercícios físicos.

Tratamento da crise:

O tratamento pode incluir o uso de analgésicos comuns associados ou não a cafeína, antieméticos, antiinflamatórios (AINEs) e medicações específicas para Enxaqueca.

Dentre as medicações específicas podemos destacar a Ergotamina, Dihidroergotamina e os Triptanos, associados ou não com antiinflamatórios.

 Quando AINEs ou analgésicos combinados não resolvem, ou em casos mais graves, pode ser necessário a utilização das medicações específicas.

Tratamento Profilático:

Quando há mais de 3 crises mensais ou, ainda, o uso de analgésicos por 15 dias por mês, ou quando as crises são muito debilitantes, podemos pensar em uma estratégia de longo prazo com o uso de medicações profiláticas que tem o objetivo de prevenir a ocorrência das crises de dor. Dentre os tratamentos profiláticos podemos destacar:

1) Tratamento profilático não medicamentoso:

Restringir alimentos com alto teor de tiramina (queijos, vinhos tintos, alimentos defumados e com conservante), evitar estressores psíquicos, jejum prolongado, privação ou excesso de sono e polifarmacoterapia. Incentivar a pratica de exercícios físicos e relaxantes também pode ajudar.

2) Tratamento profilático medicamentoso: 

O tempo de uso pode variar de 3 a 6 meses, mas em alguns casos este período pode ser extendido. Aqui temos que estar atentos aos efeitos colaterais de cada opção. O médico e o paciente decidirão qual opção terá mais chance de sucesso no longo prazo levando em consideração características pessoais, doenças prévias e preferências do paciente.

Beta-Bloqueadores: tais como Propranolol, Atenolol e Metropolol.

Bloqueadores dos canais de cálcio: semelhantes aos betabloqueadores – Diltiazem, Flunarizina, Verapamil, Nimodipina, Nifedipina.

Antidepressivos tricíclicos: bloqueiam a recaptação da serotonina e noradrenalina – Amitriptilina, Imipramina, Nortripitilina.

Anticonvulsivantes: Valproato ou Divalproato de sódio e Topiramato.

Cefaleia em Salvas:

É caracterizada por ataques de cefaleia unilateral, frequentemente graves e associados a sintomas autonômicos típicos, sendo mais comum em homens.

 Os sintomas autonômicos podem incluir ptose (queda da pálpebra), miose (diminuição do tamanho da pupila), lacrimação, injeção conjuntival, rinorreia (secreção nasal), edema periorbital, sudorese facial e congestão nasal. A inquietação também pode ser uma característica típica de um ataque de cefaléia em salvas.

Os ataques geralmente duram de 15 a 180 minutos. Devido a intensidade das crises sempre devemos afastar causas mais graves de cefaleia secundária através de uma avaliação com um neurologista.

Tratamento da crise:

Inalação de Oxigênio na emergência. Em geral se utiliza O2 a 100 % em um volume de 10ml/min em máscara por 15 minutos. Em geral a resposta ao Oxigênio é satisfatória. Também podem ser utilizadas medicações específicas em casos refratários.

Tratamento profilático:

Para prevenção das crises no longo prazo podem ser utilizados o Verapamil e Topiramato. Alguns estudos apontam que talvez os corticóides possam ajudar também.

Existem algumas características que consideramos como sinais de alerta pois podem estar associados com causas secundárias de cefaleia e desta forma devem ser investigadas com maior urgência.
– Presença de sintomas sistêmicos como a febre;- História de câncer;- Déficit neurológico = sinais de piora das funções neurológicas como por exemplo: perda de força, perda de sensibilidade, alterações na fala, alterações na visão ou confusão mental;- Início súbito e já com cefaleia muito intensa desde o seu início;- Início com mais de 50 anos de idade;- Mudança do padrão ou «jeito» da dor em pacientes já com história de cefaleia crônica;- Cefaleia que piora com a posição do corpo como por exemplo deitado;- Cefaleia que inicia após espirrar, evacuar ou exercício físico;- Papiledema = edema no nervo óptico que pode ser visualizado pelo médico no exame físico ao realizar o exame do fundo de olho. Isso só o médico poderá identificar;- Cefaleia com piora progressiva e/ou com sintomas atípicos;- Cefaleia associada a gravidez ou puerpério;- Dor nos olhos associada a sintomas autonômicos;- Cefaleia iniciada após traumatismo craniano;- Pacientes com imunossupressão como por exemplo portadores de HIV ou em uso de medicações imunossupressoras;

– Abuso de medicações analgésicas.

Conclusão:

Fica evidente que o diagnóstico correto do tipo de cefaleia é fundamental e está diretamente relacionado com a chance de sucesso com o tratamento escolhido. No entanto, esta é uma tarefa difícil que requer uma avaliação detalhada com um Neurologista.

Se você possui cefaleia de forma recorrente procure a avaliação com um especialista pois existem inúmeras opções de tratamentos disponíveis para lhe ajudar a ter uma maior qualidade de vida.

Sempre procure a revisão com um médico Neurologista visando a realização de um diagnóstico correto e a escolhe do melhor tratamento possível.

Referências:

1. Frederick R. Cefaléia do tipo tensional em adultos: tratamento agudo In; Jerry W Swanson, ed. UpToDate. : UpToDate Inc. https://www.uptodate.com/contents/tension-type-headache-in-adults-acute-treatment?search=tratamento%20cefal%C3%A9ia&source=search_result&selectedTitle=1~150&usage_type=default&display_rank=1 (Accessed on september 01, 2020.)

2. Jonathan H Smith. Tratamento agudo da enxaqueca em adultos. In;Jerry W Swanson , ed. UpToDate. : UpToDate Inc. https://www.uptodate.com/contents/tension-type-headache-in-adults-acute-treatment?search=tratamento%20cefal%C3%A9ia&source=search_result&selectedTitle=1~150&usage_type=default&display_rank=1 (Accessed on september 01, 2020.)

3. Jonathan H Smith, MD. Tratamento preventivo da enxaqueca episódica em adultos. In;Jerry W Swanson , ed. UpToDate. : UpToDate Inc. https://www.uptodate.com/contents/preventive-treatment-of-episodic-migraine-in-adults?search=tratamento%20profilatico%20para%20cefal%C3%A9a&source=search_result&selectedTitle=1~150&usage_type=default&display_rank=1  (Accessed on novembre 12, 2020.)

Источник: https://vitallogy.com/feed/Cefaleia%3A+principais+causas+e+estrategias+de+tratamento./1617

Dor de cabeça na gravidez: o que pode ser e como aliviar

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Dores de cabeça são comuns na vida e na gestação. Embora a maioria delas seja benigna e se trate de, por exemplo, tensão, a grávida também tem chance de sofrer com cefaleias secundárias, ou seja, aquelas causadas por condições que oferecem risco de vida a ela ou ao bebê, como eclâmpsia e trombose venosa cerebral. Portanto, ignorar a dor de cabeça na gravidez é potencialmente devastador.

A maior parte das dores de cabeça em gestantes é descrita como um desconforto intenso ao redor da crânio e, às vezes, na parte de trás do pescoço, porém a sensação varia de pessoa para pessoa. Ainda há as enxaquecas, que despertam dores debilitantes e geralmente associadas à náusea ou sensibilidade à luz, ou ao ruído.

Normalmente, cefaleias são combatidas com analgésicos de venda livre, porém grávidas têm diversas restrições quanto ao tipo de medicamento que pode ser tomado. É uma ironia, visto que algumas características e sintomas comuns da gravidez – como fadiga e alterações hormonais – podem resultar em dores de cabeça.

Portanto, o ideal é obter orientações médicas sobre qual remédio tomar nessa fase, além de tentar adotar métodos caseiros para diminuir o incômodo e passar o resto da gravidez de bem com seu corpo.

A seguir, saiba o que pode ser dor de cabeça na gravidez e como tratá-la de forma segura e eficaz.

As dores funcionam como um sinal de alerta que algo prejudicial ao organismo está acontecendo, de maneira que espera-se uma solução. A dor de cabeça se encaixa neste mesmo contexto.

Embora o cérebro tenha papel fundamental na percepção dos estímulos, ele não sente dor. Na verdade, o que dói são as estruturas que ficam próximas ao encéfalo, como as meninges – revestimento do cérebro –, os ossos, os vasos sanguíneos, a pele e os músculos.

O desconforto pode ser causado por diversas condições, como traumas, tensão, enxaqueca, fome, sensibilidade a alimentos, problemas de visão, cansaço, alterações hormonais e doenças.

A maioria das dores de cabeça na gravidez é primária, ou seja, não tem ligação com distúrbios ou complicações da gestação.

Elas podem ser tensionais, enxaquecosas ou em salvas.

Já as cefaleias secundárias são causadas por complicações relacionadas à gravidez, como pressão alta e diabetes.

Dores de cabeça são comuns no primeiro trimestre e costumam ser fruto das diversas transformações que o corpo passa para gerar uma nova vida, como mudanças hormonais, aumento do volume de sangue e mudança de peso.

Desidratação

Ocorre quando a quantidade de água no corpo é inferior à necessária para as funções fisiológicas.

A gestante precisa de mais líquido do que uma pessoa comum, visto que ele é essencial para a formação do saco amniótico e da placenta, que é o órgão que protege e passa nutrientes para o feto. Portanto, desidratação nessa fase é grave e pode gerar complicações como parto prematuro, defeitos congênitos e baixa produção de leite. 

Além da dor de cabeça, a desidratação gera aumento de temperatura e baixa micção.

Estresse e ansiedade

Mulheres que lidam com estresse e ansiedade na gravidez também estão mais predispostas a sofrerem dor de cabeça, visto que os desconfortos emocionais podem ser interpretados pelo cérebro como físicos.

Privação de sono e cansaço

Falta de sono e cansaço são outras causas comuns de dor de cabeça na gravidez, explicadas pelo fato de esse período ser permeado por mudanças físicas que podem atrapalhar o repouso.

Algumas gestantes podem ter hipersensibilidade a determinados alimentos, de modo que sentem dor de cabeça após ingeri-los. Essa relação varia de pessoa para pessoa, ou seja, algumas mulheres podem ter enxaqueca após comer chocolate, enquanto outras não.

Além do cacau, os alimentos que costuma causar dor de cabeça incluem:

  • Leite e laticínios
  • Fermento
  • Tomates
  • Farinha de trigo
  • Pimenta
  • Café
  • Carnes processadas, como salame e presunto
  • Frutas cítricas, como limão e laranja
  • Temperos prontos
  • Bebidas alcoólicas

Abstinência de cafeína

Algumas gestantes podem optar por não tomar café ou outros derivados de cafeína, como chá-mate e refrigerante de cola, já que a substância eleva a frequência cardíaca e o metabolismo corporal, podendo prejudicar o desenvolvimento da placenta e do feto.

Todavia, quem já estava acostumada com a cafeína pode ter sintomas pela interrupção do consumo, como fraqueza, tontura e dor de cabeça.

Para evitar as consequências da abstinência, vale diminuir aos poucos a ingestão de cafeína e não repentinamente.

Nutrição pobre

A deficiência de nutrientes, como as vitaminas D, B12 e B6, pode gerar dor de cabeça na gestação. Nesse caso, vale consultar um nutrólogo ou nutricionista para receber orientações sobre dieta e suplementação. 

Hipoglicemia

Apesar de a hipoglicemia, que é o baixo nível de açúcar no sangue, não prejudicar o desenvolvimento do bebê, pode haver prejuízos à mãe. Frequentemente relacionada à diabetes gestacional, esse quadro causa dor de cabeça, tremor, suor e sensação de desmaio.

Em geral, recomenda-se ingerir alimentos ricos em carboidratos para interromper o quadro rapidamente, porém essa medida não exclui a necessidade de investigar as causas da baixa glicêmica.

Postura

A dor de cabeça de origem cervical pode ser causada por má postura, comum em gestantes devido ao peso do feto na barriga. Pode ocorrer desgaste cervical postural. Além da cefaleia, há outros sintomas como náuseas e sensibilidade à luz.

Pressão alta (pré-eclâmpsia)

Dores de cabeça durante o segundo ou terceiro trimestre de gravidez podem ser indícios de pressão alta, condição grave também chamada de pré-eclâmpsia.

A doença tratável pode causar sérias complicações tanto para a mãe quanto para o bebê, como acidente vascular encefálico (AVC), pouco suprimento de oxigênio para o bebê, parto prematuro, descolamento da placenta e baixo peso ao nascer.

Causas menos comuns

Outras causas menos frequentes de dor de cabeça na gravidez englobam infecções comuns e doenças graves, como:

  • Sinusite
  • Coágulo sanguíneo
  • Anemia falciforme
  • Tumor 
  • Problemas de coração
  • Meningite
  • Encefalite

Em geral, a dor pode ser latejante, pulsante ou contínua, além de poder afetar tanto um lado do crânio como os dois.

O incômodo pode ocorrer nas partes frontal ou lateral da cabeça, assim como acometer a região atrás dos olhos.

Os sintomas de dor de cabeça durante a gravidez podem se manifestar de diversas maneiras e variar de uma pessoa para outra.

A dor de cabeça na gravidez é um quadro comum e que pode surgir em todos os trimestres.

A tensional é mais comum no primeiro trimestre de gestação, visto que nessa fase há diversas mudanças corporais – como alterações hormonais e aumento no volume de sangue – e de rotina em pouco tempo, além de ser comum a existência de preocupações sobre o futuro da família.

Já a cefaleia no segundo e no terceiro trimestres de gravidez costuma ocorrer por motivos mais preocupantes, como pressão alta e diabetes. Portanto, ao senti-la vale comunicar imediatamente seu médico para que o quadro seja investigado.

O desconforto durante o terceiro trimestre ainda pode estar relacionado à má postura e ao aumento de peso pela barriga.

Enxaqueca piora na gravidez?

Mulheres que sofrem de enxaqueca regularmente tendem a experimentar menos crises durante a gravidez. No entanto, há casos com a mesma regularidade e que até mesmo apresentam piora dos episódios de dor.

A enxaqueca também tem sido associada a episódios intensos de cefaleia no pós-parto.

Portanto, o ideal é conversar com seu médico sobre histórico de enxaqueca e quais medicamentos podem ser tomados na gestação.

Dor de cabeça oferece risco ao bebê?

A dor de cabeça por si só não oferece risco ao feto, mas sabe-se que mulheres com enxaqueca têm risco ligeiramente maior de desenvolver pré-eclâmpsia. Apesar disso, a probabilidade é baixa e a maioria das pacientes com enxaqueca não tem pressão alta.

Mulheres que sentem dor de cabeça na gravidez frequente e que não melhora com o uso de medicamentos devem buscar um médico o quanto antes, visto que esse é um indício de pré-eclâmpsia, quadro que oferece riscos sérios para a mãe e o bebê. 

Também vale consultar imediatamente um médico se tiver febre, dificuldade de enxergar, sudorese, cefaleia intensa ou comum, dor abaixo das costelas e desmaio. 

No consultório, podem ser recomendados testes e exames para descobrir a causa da dor de cabeça na gravidez, como:

  • Exame de pressão
  • Hemograma
  • Teste de açúcar no sangue
  • Teste de visão
  • Ultrassom da cabeça e/ou pescoço
  • Ecocardiograma e eletrocardiograma

Independente de o atendimento ser emergencial ou de rotina, é recomendado informar ao médico a presença de antecedentes pessoais ou familiares de enxaqueca, pressão alta, convulsões ou diabetes.

A maioria das causas de dor de cabeça na gravidez é tratável ou evitável com os cuidados certos.

Sim, a maioria das causas de dor de cabeça na gravidez é tratável ou evitável com os cuidados certos.

Para isso, é importante que a gestante tome os medicamentos e faça todos os tratamento exatamente como orientados pelo médico, além de seguir as recomendações de dieta e exercício.

A maioria das gestantes pode tomar com segurança paracetamol para tratar dores de cabeça ocasionais, porém é importante conversar com o profissional da saúde responsável antes de recorrer a remédios sem prescrição médica.

Vale lembrar que aspirina e ibuprofeno não são recomendados na maioria dos casos.

Anti-hipertensivos

Pressão alta é uma causa séria de dor de cabeça na gravidez. Por nem sempre gerar sintomas, é recomendado medir a pressão arterial pelo menos uma vez ao dia em casa.

Medicamentos para hipertensão arterial devem ser receitados pelo médico, assim como uma dieta com pouco sal e mais fibras. Praticar atividades físicas também pode fazer a diferença.

Acupuntura

A acupuntura trata a dor de cabeça do tipo tensional na gravidez, já que estimula neurotransmissores essenciais para promoção do bem-estar e o alívio da dor. 

Embora o tratamento seja conhecido pela aplicação de agulhas finas em pontos específicos do corpo, engloba também outras técnicas da Medicina Chinesa, recomendações alimentares, exercícios e terapias complementares.

Apesar de ter abordagem integrativa, a acupuntura não exclui tratamento médico e muito menos descarta a necessidade de pré-natal, sendo indicado associar as técnicas da Medicina tradicional com a chinesa, a fim de gerenciar os sintomas com segurança e eficácia. 

Medidas caseiras

Ainda é possível tentar aliviar a dor de cabeça na gravidez com algumas medidas naturais e caseiras.

Por exemplo, se o incômodo for fruto de sinusite, pode-se aplicar uma compressa quente ao redor dos olhos e nariz. Já a cefaleia por tensão é aliviada por compressa fria ou bolsa de gelo no pescoço.

Receber uma massagem nos ombros e pescoço também ajuda a aliviar a dor, assim como descansar em um quarto escuro e silencioso. Vale ainda tomar um banho quente e relaxante no chuveiro ou na banheira.

A maneira mais eficaz de evitar o surgimento de dor de cabeça na gestação é adotar bons hábitos, como:

  • Manter boa postura (principalmente no terceiro trimestre);
  • Praticar exercícios leves, como caminhada e pilates;
  • Evitar gatilhos de dor de cabeça, como certos alimentos ou odores ;
  • Gerenciar o estresse;
  • Praticar técnicas de relaxamento, como mindfulness, ioga e massagem.;
  • Coma regularmente de modo equilibrado.;
  • Beber bastante líquido.;
  • Ter um horário regular de sono.

Источник: https://www.hong.com.br/dor-de-cabeca-cefaleia-gravidez/

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