Cesariana. Tudo o que sempre quis saber!

15 respostas – para o que toda grávida sempre quis saber – sobre o parto

Cesariana. Tudo o que sempre quis saber!

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Depois das novidades da gravidez – como os desconfortos, os ultrassons, as emoções -, é comum, principalmente se você estiver no terceiro trimestre, que a sua preocupação seja com o parto. Saiba que esse sentimento é normal, mas procure relaxar.

Há muitos mitos em torno do assunto – como a dor, a anestesia ideal -, e tenha certeza: o parto é mais tranquilo do que se imagina. Foi pensando em deixar você mais calma que respondemos às principais dúvidas das grávidas a respeito do nascimento do bebê. Lembre-se ainda de que conversar com o seu médico é fundamental.

Não tenha vergonha de perguntar.

Para 60% das mulheres, o sinal de largada são as cólicas, que começam na parte final da coluna – ou na bexiga – e são acompanhadas pelo endurecimento do útero.

Você também pode perceber que chegou a hora se houver vazamento de líquido amniótico pela vagina depois que a bolsa estourar, se tiver um pequeno sangramento ou, ainda, se eliminar o tampão mucoso que protege a entrada do útero.

Em menos de 2% dos casos, a mulher não apresenta nenhum indício de que o bebê está chegando.

2 – Quais são as fases do trabalho de parto?

A primeira etapa começa quando as contrações ficam ritmadas, de dez em dez minutos, e seu útero chega à dilatação completa, de dez centímetros. A segunda fase é a de expulsão do bebê, quando você fará força. A última é chamada de dequitação e acontece quando a placenta sai pelo canal do parto, normalmente dez minutos após a saída do bebê.

Os médicos consideram que a gestante entrou em trabalho de parto quando tem mais de três centímetros de dilatação no útero. Desse momento em diante, um parto demora de oito a 18 horas.

4 – Como são as contrações?

Você vai sentir que a barriga fica bem dura e também uma dor semelhante à das cólicas menstruais, nas costas, na altura do sacro, vindo em direção ao abdômen.

Essa dor começa fraca, intensifica-se no pico da contração e depois some, como uma onda. Conforme o trabalho de parto avança, as contrações ficam mais frequentes, fortes e demoradas. No intervalo entre elas, você não vai sentir nada.

É importante saber que, a cada contração que passa, é sinal de que logo você estará com seu filho no colo!

5 – É possível deixar esse momento antes do parto mais confortável?

Técnicas de relaxamento e respiração e massagens circulares nas costas ajudam muito durante o trabalho de parto. Caminhar contribui para diminuir a dor das contrações e controlar a ansiedade.

Procure uma posição que seja mais confortável para você, sentada ou em pé. Outra opção para alívio das dores é ficar em imersão numa banheira de água quente.

Procure respirar de maneira profunda e lenta, inspirando pelo nariz e expirando pela boca, isso melhora o oxigênio que vai para o bebê.

Quando você começar a sentir contrações regulares, com intervalos diminuindo e a intensidade aumentando. Uma dica é se deitar um pouco depois de um banho quente. Se as contrações diminuírem ou pararem, ainda não deve ter chegado a hora.

7 – Vou precisar raspar os pelos pubianos?

Antigamente, os médicos faziam a tricotomia (raspagem total) por achar que facilitava a higiene. Mas a prática caiu em desuso, pois as fissuras provocadas pela depilação aumentam as chances de infecção. O ideal é manter os pelos aparados ou curtos.

8 – O que é melhor: parto normal ou cesárea?

Tanto para a mãe quanto para o bebê, o parto normal é mais saudável e menos arriscado. A recuperação da mulher costuma ser mais fácil. Já a cesárea, como qualquer cirurgia, implica riscos. Se houver erro no cálculo da idade gestacional, o bebê pode nascer prematuro. É indicada quando não é possível realizar o parto normal ou quando a segurança de mãe e filho está em risco.

9 – Quais são as opções de anestesias para o parto?

Há três técnicas, e a indicação de cada uma delas depende de fatores, como o quadro clínico, a tolerância da paciente à dor e o estágio em que está o trabalho de parto. A anestesia peridural, mais fraca em relação aos outros métodos, permite a renovação da dose e não tira a sensibilidade da mulher aos movimentos.

Na raquidiana, anestesia de efeito mais rápido e mais potente, a aplicação é única. A terceira opção é o duplo bloqueio, que combina as anteriores e é indicada para quem tem muita sensibilidade à dor e ainda está no início do trabalho de parto. No parto normal, pode ser utilizada qualquer uma das técnicas.

Na cesariana, a participação da mulher não é importante, por isso, normalmente, os médicos usam a raquidiana.

A anestesia acaba com a dor. No parto normal, em geral, os médicos esperam que a gestante esteja com 5 centímetros de dilatação para aplicar o analgésico. Isso porque as contrações representam um estímulo importante para o bebê.

Os médicos, no entanto, admitem que quem deve indicar o momento da anestesia é a grávida porque o limite da dor é diferente de uma mulher para outra.

É preciso ficar atenta para não se deixar influenciar por cenas de sofrimento no parto divulgadas em filmes, novelas. A realidade não é essa.

11 – Quando é feita a indução do parto?

Quando o colo do útero não dilata o suficiente para a passagem do bebê ou demora demais e por algum motivo o parto precisa ser acelerado, o médico induz o útero a contrair, usando um hormônio chamado ocitocina, que é sintetizado em laboratório. Você o receberá injetado, por meio de um cateter no braço.

12 – Quais são as melhores posições para ter parto normal?

O ideal é que você esteja confortável. Na hora da expulsão do bebê, você pode ficar apoiada sobre o lado esquerdo, com uma perna estendida e outra flexionada, recostada na cama, de cócoras ou agachada na água.

A posição tradicional, deitada com as pernas em perneiras, facilita o acesso do médico ao bebê, mas exige mais esforço na hora da expulsr ão, já que a gravidade não ajuda. Também tem outra desvantagem: você não vê o bebê nascendo.

Converse com o seu médico antes sobre isso.

Esse corte no períneo (a musculatura entre a vagina e o ânus) é feito para facilitar a saída do bebê no parto normal e evitar o rompimento dos tecidos nessa região.

Ele acontece quando a gestante já recebeu a anestesia para o parto. Se não houve analgesia, você pode pedir um anestésico local. Alguns médicos nem a realiza mais, e nem sempre a mulher precisa fazer a episiotomia.

Converse com o seu obstetra sobre esses detalhes antes do parto.

14 – Onde é feito o corte da cesárea?

A incisão é feita bem pertinho da região dos pelos pubianos e tem, em média, 10 centímetros. Os pontos serão retirados duas semanas depois do parto. A cicatriz tende a sumir com o tempo.

15 – Posso amamentar o meu filho logo após o nascimento?

Tudo vai depender das suas condições de saúde e as do seu bebê. Se ambos estiverem bem, sim. A mamada na primeira hora favorece a capacidade de a mãe prosseguir com a amamentação com sucesso.

Além disso, ela faz com que o bebê fique menos estressado e tenha a frequência cardíaca mais equilibrada.

Além de todos os benefícios da amamentação, sugar o peito estimula a liberação de ocitocina na mãe, que incentiva contrações uterinas, expulsando a placenta.

Источник: https://revistacrescer.globo.com/Gravidez/Parto/noticia/2013/07/15-respostas-para-o-que-toda-gravida-sempre-quis-saber-sobre-o-parto.html

Cesariana

Cesariana. Tudo o que sempre quis saber!

A cesariana é um procedimento cirúrgico (operação) para a extração do feto (nascimento do bebé) por via abdominal através da realização de um pequeno corte realizado acima da púbis da mãe.

Há que ter em conta que uma cesariana deve ser realizada para evitar um mal maior, ou seja, para evitar um problema grave para o feto ou para a mãe. Apesar de ser um procedimento muito seguro na atualidade, deve apenas ser realizado em determinadas condições. Veja adiante mais informação em “indicações da cesariana”.

Em muitos países europeus e americanos tem havido um aumento do número de partos por cesariana. A questão coloca-se se este aumento do número de cesarianas é justificado por razões médicas ou não. As explicações são muitas e as conclusões não são fáceis. Entender algumas considerações permite analisar melhor o tema.

A organização mundial de saúde (OMS) recomenda manter a taxa de cesarianas abaixo dos 15%.

Mas convém recordar que este número não leva em consideração a heterogeneidade étnica, o aumento da idade materna, as técnicas de reprodução medicamente assistidas e o aumento das gravidezes múltiplas (gémeos) em muitas sociedades modernas. Portanto, seria mais lógico considerar um valor maior, que segundo o nosso tipo de população rondaria os 20 a 25%.

A cesariana é uma intervenção cirúrgica com riscos maternos muito baixos, mas superior ao parto vaginal (veja quais em riscos da cesariana e comparação com o parto normal). Por isto, a cesariana deve ser realizada apenas em determinadas condições, conforme descrevemos de seguida.

Quando está recomendada a cesariana?

Sem entrar numa classificação muito exaustiva, podemos resumir de uma forma simples quais são as principais indicações para uma cesariana:

  1. Se o canal de parto não permite a passagem do feto, ou porque este é muito grande ou porque a bacia da mãe é muito estreita. É denominada de incompatibilidade feto-pélvica;
  2. Se há placenta prévia (placenta baixa) ou o cordão é velamentoso (passa em frente do colo uterino) e a passagem do feto é impossível, pois pode provocar uma hemorragia muito grande;
  3. Se o feto não tolera o parto normal. Se antes ou durante o parto se considera que existe um risco de sofrimento, então a cesariana é alternativa para protegê-lo;
  4. Se o parto põe em risco a mãe visto esta padecer de alguma patologia (doença). Esta é uma indicação menos frequente.

De seguida, descrevemos passo a passo como se realiza uma cesariana.

Como se realiza uma cesariana?

A cesariana é feita através de uma pequena abertura na parede abdominal da mãe, normalmente através de uma pequena incisão na pele 2 a 3 cm acima da sínfise púbica (da púbis) com cerca de 10 cm de comprimento.

Depois fazem-se outras aberturas nos tecidos colocados por baixo da pele (tecido celular subcutâneo, aponevrose e peritoneu) até chegar ao útero.

Por fim faz-se uma abertura neste (também transversal) para extração do feto. Posteriormente, retira-se a placenta e de seguida são encerradas (suturadas) as aberturas que foram realizadas para chegar ao feto.

Com quantas semanas o bebé pode nascer?

Por norma, o recém-nascido nasce de forma espontânea (parto normal) entre as 37 e as 42 semanas de gestação.

A cesariana pode ser programada a partir das 39 semanas pois é a idade gestacional em que se considera que toda a maturação do feto (nomeadamente cerebral) está completa.

A baixo das 39 semanas de gestação considera-se que o bebé é um termo-prematuro.

A decisão de efetuar a cesariana num dado momento da gravidez deve ser tomada pelo médico obstetra (especialista em obstetrícia), levando em consideração diversos fatores relacionados com a saúde da mãe e do feto.

Saiba, aqui, tudo sobre evolução da gravidez.

Anestesia na cesariana

A anestesia durante a cesariana pode ser igual à do parto normal (epidural ou raqui-anestesia). Em raras situações pode ser realizada anestesia geral.

Quanto tempo demora uma cesariana

É variável. Depende se se trata da primeira cesariana ou se há cesarianas anteriores. Se é uma cesariana em ausência ou em trabalho de parto. Mas, normalmente, varia entre 30 a 60 minutos.

Riscos, complicações na cesariana

Embora sejam raras as complicações, quando comparadas com o parto normal o parto por cesariana possui associada uma maior perda de sangue, maior risco de lesão da bexiga e maior risco tromboembólico.

Em gravidezes subsequentes aumenta o risco de novo parto por cesariana, placenta prévia (placenta baixa), placenta acreta (placenta aderente ao útero) e risco de rotura uterina se entrar novamente em trabalho de parto.

Apesar dos riscos atrás enumerados a cesarina é um procedimento cirúrgico muito seguro na atualidade com uma baixa taxa de complicações quer durante quer após a cirurgia, desde que executada por especialistas em obstetrícia devidamente capacitados para o efeito.

Cicatriz após cesariana

A cicatriz após a cesarina resulta da pequena incisão na pele (2 a 3 cm). O local da cicatriz é acima da sínfise púbica (a púbis). A extensão (tamanho) é de aproximadamente 10 cm de comprimento.

As técnicas atuais permitem minimizar bastante a cicatriz, apesar de ser sempre visível quando a mulher está completamente despida.

Recuperação, cuidados após a alta

A recuperação após uma cesariana pode ser mais demorada quando comparada com um parto normal, pois é realizada uma cirurgia. Pode haver algumas dores no pós-parto imediato e a deambulação (andar, caminhar) faz-se mais tarde do que no parto normal.

Devem ser seguidas as seguintes recomendações no pós-operatório da cesariana:

  • Se foi usado na pele um fio não absorvível os pontos são retirados normalmente ao 7º dia. Se foi usado um fio absorvível não é necessário retirar pontos;
  • O uso de uma cinta no pós-operatório pode dar algum conforto;
  • A mulher deve manter uma dieta rica em cálcio (particularmente aquelas que amamentam);
  • A administração de suplementos de ferro pode ser importante para compensar as perdas hemáticas (perdas de sangue) após o parto;
  • A mulher pode reiniciar a sua atividade sexual após a cessação do lóquios, desde que as relações sexuais não provoquem does e desconforto e tenham decorrido, pelo menos 2 a 3 semanas após a cesariana;
  • É normal no primeiro mês após o parto surgirem alterações no humor, irritabilidade, labilidade emocional, ansiedade, insónia (dormir mal), crises de choro (pospartum blues). Habitualmente, estas alterações são transitórias, melhorando ao final de 2 semanas. Se estas alterações se prolongarem por muito mais tempo a mulher deve procurar ajuda, pois pode surgir uma depressão pós-parto;
  • É costume surgir queda de cabelo mais intensa até aos 6 meses após o parto;
  • Esforços e atividade física deve ser evitada nas primeiras semanas, devendo ser retomada de forma gradual;
  • A consulta do puerpério deve ser feita entre a 4ª a 6ª semana após o parto;
  • O teste do pezinho (recém nascido) deve ser realizado no 3º dia de vida. A primeira consulta deve ser feita aos 15 dias de vida.

Quanto custa uma cesariana?

O custo de uma cesariana varia de acordo com diversos fatores. Se a cesariana é efetuada num hospital público não existe lugar a qualquer tipo de pagamento (é uma intervenção gratuita).

Se a mulher optar por um hospital particular, o preço da cesariana varia de acordo com o seu subsistema de saúde ou seguro de saúde e das condições associadas.

Informe-se junto do seu subsistema ou fornecedor do seguro de saúde.

Veja mais informação sobre o valor e onde fazer a cesariana em Portugal, selecionando o seu concelho de residência.

Mitos e verdades sobre a cesariana

Existem alguns mitos e verdades sobre a cesariana. Tentamos, de seguida, desmitificar alguns deles:

  • Embora o parto normal ou natural tenha menos riscos que o parto por cesariana, os riscos desta são baixos (veja quais em riscos da cesariana);
  • Os bebés nascidos por cesariana são totalmente normais no seu desenvolvimento. Alguns estudos sugerem um risco maior de alergias e problemas digestivos. Isto porque o bebé ao não passar no canal de parto não é sujeito às bactérias presentes na vagina da mãe que vão colonizar o sistema digestivo do bebé e melhorar a sua flora intestinal e imunidade. Estão a ser estudadas formas com suplementos para compensar esta possível deficiência.
  • Uma vez realizada uma cesariana os partos a seguir não têm de ser necessariamente por cesariana. Mas aumenta a probabilidade de isso acontecer;
  • A amamentação não é pior em bebés nascidos por cesariana. Embora o leite demore mais a subir, a amamentação é igual independentemente do tipo de parto. Em ambos os casos esta deve ser estimulada precocemente;
  • O vínculo mãe-bebé não é menor após o parto por cesariana. Diversos estudos demonstram que não há diferenças. Pode-se favorecer o contacto do bebé com a mãe tão rápido como num parto normal.

Vantagens do parto normal vs cesariana

O parto normal ou natural (com ou sem intervenção instrumental) possui diversas vantagens quando comparado com o parto por cesariana, a saber:

  • Existe um risco de infecção inferior;
  • Tempo de internamento mais baixo (geralmente 48 horas);
  • O tempo de recuperação mais baixo;
  • O útero volta ao tamanho natural mais rápido;
  • Aumenta as hormónas responsáveis pelo bem estar;
  • Menores riscos com complicações anestésicas;

Para o bebé também existem algumas vantagens, a saber:

  • Uma maior tranquilidade e recetividade ao toque e para o bebé;
  • Existe uma facilidade acrescida para respirar (no parto normal, o bebé ao passar pelo canal de parto faz com que o tórax seja comprimido, provocando com que os líquidos do interior do pulmão sejam naturalmente expelidos);

Saiba, aqui, tudo sobre o parto normal.

Источник: https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/ginecologia/cesariana/

Embarazo saludable
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