Estou grávida e dói-me a barriga

Dor na barriga na gravidez: o que pode ser e o que fazer

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A dor abdominal na gravidez pode ser causada pelo crescimento do útero, prisão de ventre ou gases, e pode ser aliviada através de uma alimentação equilibrada, exercício físico ou chás.

Porém, ela também pode indicar situações mais graves, como gravidez ectópica, descolamento da placenta, pré-eclâmpsia ou até mesmo aborto. Nestes casos, a dor, geralmente, vem acompanhada de sangramento vaginal, inchaço ou corrimento e nesse caso, a gestante deve ir imediatamente ao hospital.

Indicamos aqui as causas mais comuns de dor abdominal na gravidez:

No 1º trimestre da gravidez

As principais causas de dor abdominal no primeiro trimestre de gravidez, que corresponde ao período de 1 a 12 semanas de gestação, incluem:

1. Infecção urinária

A infecção urinária é um problema muito comum da gestação e que é mais frequente de acontecer no início da gestação, podendo ser percebida por meio do surgimento de dor no fundo do abdômen, queimação e dificuldade para urinar, vontade urgente de urinar mesmo tendo pouca urina, febre e enjoos.

O que fazer: É recomendado ir ao médico para que seja feito um exame de urina para confirmar a infecção urinária e iniciar o tratamento com antibióticos, repouso e ingestão de líquidos.

2. Gravidez ectópica

A gravidez ectópica acontece devido ao crescimento do feto fora do útero, sendo mais comum nas trompas e, por isso, pode surgir até às 10 semanas de gestação.

A gravidez ectópica normalmente é acompanhada de outros sintomas, como dor abdominal intensa em apenas um lado da barriga e que piora com o movimento, sangramento vaginal, dor durante o contato íntimo, tonturas, náuseas ou vômitos.

O que fazer: Em caso de suspeita de gravidez ectópica deve-se ir imediatamente ao pronto-socorro para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, que geralmente é feito a partir de uma cirurgia para retirada do embrião. Entenda mais sobre como deve ser feito o tratamento para gravidez ectópica.

3. Aborto espontâneo

O aborto é uma situação de emergência e que acontece com mais frequência antes das 20 semanas e pode ser percebido por meio da dor abdominal no pé da barriga, sangramento vaginal ou perda de líquidos pela vagina, saída de coágulos ou tecidos, e dor de cabeça. Veja lista completa dos sintomas de aborto.

O que fazer: É recomendado ir imediatamente ao hospital para realizar uma ultrassonografia para verificar os batimentos cardíacos do bebê e confirmar o diagnóstico. Quando o bebê encontra-se sem vida, deve ser realizada uma curetagem ou cirurgia para sua retirada, mas quando o bebê ainda encontra-se vivo, podem ser realizados tratamentos para salvar o bebê.

A dor no 2º trimestre da gravidez, que corresponde ao período de 13 a 24 semanas, normalmente é causada por problemas como:

1. Pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia é o aumento de forma súbita da pressão arterial na gravidez, que é difícil de tratar e que pode representar risco tanto para a mulher quanto para o bebê. Os principais sinais e sintomas de pré-eclâmpsia são dor na parte superior direita do abdômen, náuseas, dor de cabeça, inchaço das mãos, pernas e rosto, além de visão embaçada.

O que fazer: é recomendado ir ao obstetra o mais cedo possível para avaliar a pressão arterial e iniciar o tratamento com internamento porque esta é uma situação grave que coloca em risco a vida da mãe e do bebê. Veja como deve ser o tratamento para pré-eclâmpsia.

2. Descolamento da placenta

O descolamento da placenta é um problema grave da gravidez que pode se desenvolver após as 20 semanas e que pode provocar o parto prematuro ou aborto dependendo das semanas de gestação. Essa situação gera sintomas como dor abdominal intensa, sangramento vaginal, contrações e dor no fundo das costas.

O que fazer: Ir imediatamente para o hospital para avaliar os batimentos cardíacos do bebê e realizar o tratamento, que pode ser feito com remédios para impedir a contração uterina e repouso. Nos casos mais graves pode ser feito o parto antes da data prevista, caso seja necessário. Saiba o que se pode fazer para tratar o descolamento da placenta.

3. Contrações de treinamento

As contrações de Braxton Hicks são as contrações de treinamento que normalmente surgem após as 20 semanas e duram menos de 60 segundos, apesar de poderem acontecer várias vezes ao dia e de provocarem pouca dor abdominal. Nesse momento, a barriga fica momentaneamente dura, o que nem sempre causa dor abdominal. Mas em alguns casos pode haver dor na vagina ou no pé da barriga, que dura alguns segundos e depois desaparece.

O que fazer: É importante nesse momento tentar manter a calma, repousar e mudar de posição, deitando de lado e colocando um travesseiro por baixo da barriga ou entre as pernas para se sentir mais confortável.

As principais causas de dor abdominal no 3º trimestre de gravidez, que corresponde ao período de 25 a 41 semanas, são:

1. Prisão de ventre e gases

A prisão de ventre é mais comum no final da gestação devido ao efeito dos hormônios e da pressão do útero sobre o intestino, que diminui o seu funcionamento, facilitando o desenvolvimento de prisão de ventre e surgimento de gases. Tanto a prisão de ventre quanto os gases levam ao surgimento de desconforto ou dor abdominal do lado esquerdo e cólicas, além da barriga pode estar mais endurecida nesse local da dor. Conheça outras causas de cólica na gravidez.

O que fazer: Ingerir alimentos ricos em fibras, como gérmen de trigo, verduras, cereais, melancia, mamão, alface e aveia, beber cerca de 2 litros de água por dia e praticar exercícios físicos leves, como caminhadas de 30 minutos, pelo menos 3 vezes por semana. É recomendado consultar o médico se a dor não melhorar no mesmo dia, se não fizer cocô 2 dias seguidos ou se surgirem outros sintomas como febre ou aumento da dor.

2. Dor no ligamento redondo

A dor no ligamento redondo surge devido ao alongamento excessivo do ligamento que liga o útero à região pélvica, devido ao crescimento da barriga, levando ao aparecimento de dor na parte inferior do abdômen que se estende para a virilha e que dura apenas alguns segundos.

O que fazer: Sentar, tentar relaxar e, se ajudar, mudar de posição para aliviar a pressão no ligamento redondo. Outras opções são dobrar os joelhos sob o abdômen ou deitar de lado colocando um travesseiro sob a barriga e outro entre as pernas.

3. Trabalho de Parto

O trabalho de parto é a principal causa de dor abdominal no final da gravidez e é caracterizado por dor abdominal, cólicas, aumento da secreção vaginal, corrimento gelatinoso, sangramento vaginal e contrações uterinas com intervalos regulares. Saiba quais são os 3 principais sinais de trabalho de parto

O que fazer: Ir para o hospital para avaliar se realmente está em trabalho de parto, já que estas dores podem se tornar regulares durante algumas horas, mas podem desaparecer completamente durante a noite inteira, por exemplo, e voltar a surgir no dia seguinte, com as mesmas características. Se possível, é indicado ligar para o médico para confirmar se é trabalho de parto e quando deve ir ao hospital.

Quando ir ao hospital

A dor abdominal persistente no lado direito, próxima do quadril e febre baixa que podem surgir em qualquer fase da gravidez podem indicar apendicite, uma situação que pode ser grave e que por isso deve ser despistada o quanto antes, sendo recomendado ir imediatamente ao hospital. Além disso, também deve-se ir imediatamente para o hospital ou consultar o obstetra que acompanha a gravidez quando apresenta:

  • Dor abdominal antes das 12 semanas de gestação, com ou sem sangramento vaginal;
  • Sangramento vaginal e cólicas fortes;
  • Forte dor de cabeça;
  • Mais de 4 contrações em 1 hora durante 2 horas;
  • Inchaço acentuado das mãos, pernas e rosto;
  • Dor ao urinar, dificuldade ao urinar ou urina com sangue;
  • Febre e calafrios;
  • Corrimento vaginal.

A presença destes sintomas pode indicar uma complicação grave, como a pré-eclâmpsia ou gravidez ectópica, e, por isso, é importante a mulher consultar o obstetra ou ir imediatamente para o hospital para receber o tratamento adequado o mais cedo possível.

Источник: https://www.tuasaude.com/o-que-fazer-quando-sentir-dor-abdominal-na-gravidez/

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Índice

As dores abdominais durante a gravidez podem ser causadas por algumas doenças, tais como as enumeradas abaixo. Em qualquer caso, se tiver dores, não tem de se preocupar com elas no início, é melhor ir ao seu médico porque ele irá avaliar o seu caso específico e dar-lhe um diagnóstico.

Dor abdominal no primeiro trimestre

Durante o primeiro trimestre de gravidez, uma das principais causas de dor abdominal são:

Infecção do tracto urinário. A infecção do tracto urinário é um problema muito comum na gravidez que normalmente surge no início da mesma. Cistite é o nome da infecção da bexiga e, embora a mais comum seja no início da gravidez, pode estar presente em qualquer período da gestação.

Se suspeitar que pode ter uma infecção do tracto urinário, deve contactar o seu médico para tentar evitar que a infecção se propague aos seus rins.

Além da dor abdominal, as infecções do tracto urinário têm outros sintomas: dor ou sensação de ardor ao urinar, a necessidade de urinar frequentemente, dificuldade em reter a urina, vontade de urinar com a bexiga vazia, dor ou sensação de peso na bexiga, sangue na urina, etc.

Gravidez ectópica. A gravidez ectópica ocorre devido ao crescimento do feto fora do útero. É mais comum nas trompas de Falópio e pode ocorrer até às 10 semanas de gestação.

Qualquer localização no corpo de uma mulher que não seja o útero não é compatível com uma gravidez e pode causar complicações para ela quando o feto começa a crescer. A gravidez ectópica é considerada uma emergência médica.

Para além da dor abdominal, tem outros sintomas tais como dor com movimentos intestinais, sangramento vaginal, rigidez nos músculos abdominais, a presença de uma massa palpável na virilha, náuseas e vómitos, etc. O diagnóstico é geralmente feito por ultra-sons.

Aborto espontâneo. O aborto é uma situação de emergência que normalmente ocorre antes das 20 semanas. Provoca dor abdominal no abdómen inferior, hemorragia vaginal ou perda de líquidos da vagina, fugas de coágulos ou tecidos, e dores de cabeça.

Dor abdominal no segundo trimestre

No segundo semestre de gravidez, a dor é normalmente causada por problemas como:

Pré-eclâmpsia. A pré-eclâmpsia é o aumento súbito e difícil de tratar da pressão sanguínea durante a gravidez. Caracteriza-se por dor abdominal acompanhada de inchaço no rosto, mãos e pernas, dor de cabeça, visão turva, náuseas e vómitos. Além disso, a pré-eclâmpsia pode causar convulsões a uma mulher. 

Descolamento da placenta.

O descolamento da placenta é um problema grave na gravidez que pode desenvolver-se após 20 semanas e pode levar ao parto pré-termo ou aborto, dependendo do número de semanas de gravidez, embora mais frequentemente a placenta caia abruptamente no terceiro trimestre.

Os sintomas que acompanham as dores abdominais graves (e lombares) na abrupção da placenta são hemorragia vaginal (que pode ser pesada ou discreta), contracções uterinas, ou baixa pressão sanguínea (no caso de hemorragia muito pesada).

Contracções de treino. As contracções Braxton-Hicks são as contracções de treino que normalmente ocorrem após 20 semanas e duram menos de 60 segundos, mas normalmente causam pouca dor abdominal.

Estas contracções são geralmente curtas, irregulares, e de baixa frequência. Não aumentam o risco de nascimentos prematuros e causam mais desconforto do que dor.

Normalmente, mudar de posição e ficar em repouso é suficiente para as fazer ir embora.

Dor abdominal no terceiro trimestre

No terceiro trimestre de gravidez, as causas desta dor podem ser:

Obstipação e gás. A obstipação é mais comum no final da gravidez devido ao efeito das hormonas e da pressão que o útero exerce sobre o intestino, o que o faz abrandar, facilitando o desenvolvimento da obstipação e do gás.

Dor no ligamento redondo. A dor no ligamento redondo surge do estiramento excessivo do ligamento que liga o útero à região pélvica devido ao crescimento da barriga. Este tipo de dor é um desconforto comum durante a gravidez.

À volta do útero estão os ligamentos chamados ligamentos redondos. À medida que o seu útero cresce durante a gravidez, os ligamentos esticam-se e engrossam para proporcionar mais apoio.

  Estas alterações causam por vezes dores agudas em um ou ambos os lados do abdómen.

A dor nos ligamentos redondos pode aparescer se mudar subitamente de posição; por exemplo, ao sair da cama, de uma cadeira, ou ao tossir, rolar na cama, ou ao sair da banheira. Pode também sentir uma dor chata após um dia muito activo, como se tivesse caminhado muito ou feito alguma outra actividade física.

Embora a dor ligamentar redonda seja uma queixa comum e inofensiva, a dor abdominal grave durante a gravidez pode indicar um problema obstétrico grave, tal como parto prematuro, pré-eclâmpsia grave, ou placenta descolada, bem como um problema médico não relacionado com a gravidez, tal como a apendicite. É por isso que é importante para uma mulher ver o seu obstetra ou ir imediatamente ao hospital para um tratamento adequado se ela tiver dores fortes na zona do ventre.

Trabalho de parto: qualquer parto que ocorra após a 37ª semana de gravidez é considerado uma gravidez normal (parto a termo). Quanto mais cedo o nascimento, menos tempo o bebé teve de se desenvolver, pelo que estará em maior risco de complicações.

Os sintomas que o parto começou são: contracções uterinas frequentes e rítmicas, que se tornam mais intensas à medida que o tempo passa, ligeira hemorragia vaginal, ruptura de sacos de água, e uma sensação de pressão na região pélvica.

Se não se encontrar nas últimas semanas de gravidez e detectar algum destes sintomas, deve contactar o seu médico.

Outras causas de dor menos comuns

– Ruptura uterina

– Infecção do líquido amniótico

– Útero encarcerado

– Esteatose hepática de grávida

– Hemoperitoneu espontâneo

Cistite

Definição:

Inflamação da bexiga

Sintomas:

Dor e ardor ao urinar, febre, etc.

Tratamento:

Antibióticos.

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Источник: https://www.todopapas.com.pt/gravidez/saude-na-gravidez/estou-gravida-e-doi-me-a-barriga-11877

10 SINAIS DE PROBLEMAS NA GRAVIDEZ

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A gravidez é uma fase da vida da mulher na qual ela costuma apresentar sentimentos ambíguos.

Apesar da felicidade e da excitação de saber que brevemente será mãe, a gravidez também pode fazer a gestante sentir-se miserável.

Enjoos, cansaço, sono excessivo, azia, dor na barriga, pernas inchadas, instabilidade emocional, vontade de urinar a toda hora e aparecimento de estrias são apenas alguns dos sinais e sintomas inconvenientes da gravidez.

Apesar desses sintomas inoportunos serem esperados e de certa forma até considerados normais em uma gravidez saudável, é preciso que as grávidas tenham bastante atenção e não rotulem imediatamente qualquer sintoma inconveniente como apenas mais um dos muitos incômodos da gravidez.

Enjoos são normais, mas enjoos excessivos, que impedem a gestante de se alimentar e se hidratar não podem ser ignorados. Da mesma forma, dor abdominal na gravidez é muito comum, mas uma dor abdominal de grande intensidade, associada a contrações uterinas e perdas de sangue pela vagina pode ser um sinal de ameaça de aborto.

Se você está grávida e não conhece os sinais de alerta, corre o risco de acabar negligenciando sintomas importantes que possam surgir ao longo da gestação. Não procurar o médico na hora certa pode acabar prejudicando a sua saúde a do bebê que está na sua barriga.

Neste artigo vamos falar sobre 10 sinais e sintomas que habitualmente apontam para algum problema na gravidez e que nunca devem ser ignorados pelas gestantes.

Sangramento vaginal

Pequenas perdas de sangue pela vagina, sem outros sintomas associados, podem ocorrer a qualquer momento da gestação, sem que isso necessariamente indique algum problema. A maioria dos sangramentos durante a gravidez são de pequeno volume e têm origem em pequenas lesões do trato genital feminino, que não costumam acarretar nenhum risco para o feto.

Existem, porém, algumas características do sangramento vaginal que falam muito a favor de complicações. São elas:

  • Sangramento volumoso ou persistente.
  • Presença de coágulos.
  • Sangramento associado à relevante dor abdominal ou pélvica.
  • Sangramento associado a contrações uterinas frequentes e intensas.
  • Sangramento associado à queda da pressão arterial.
  • Sangramento vaginal em mulheres que já tiveram um aborto espontâneo.

É fundamental salientar que mesmo um sangramento vaginal sem os sinais de risco listados acima deve ser reportado ao seu obstetra. O fato de pequenos sangramentos serem relativamente comuns não significa que eles obrigatoriamente são benignos. É sempre melhor prevenir do que remediar.

Entre os problemas mais graves que podem cursar com sangramento vaginal durante a primeira metade gravidez, podemos citar:

  • Abortamento ou ameaça de abortamento.
  • Gravidez ectópica.

Entre os problemas mais graves que podem cursar com sangramento vaginal durante a segunda metade gravidez, podemos citar:

Falamos com mais detalhes sobre sangramentos na gravidez no seguinte artigo: SANGRAMENTO NO INÍCIO DA GRAVIDEZ.

Dor abdominal

Assim como o sangramento vaginal, leves dores de barriga são eventos comuns e inocentes ao longo da gravidez. Porém, se algum dos sinais abaixo estiver presente, a gestante deve entrar imediatamente em contato com o obstetra:

  • Dor abdominal intensa e persistente.
  • Dor abdominal associada a vômitos.
  • Dor abdominal com diarreia sanguinolenta.
  • Dor abdominal com febre.
  • Dor abdominal com sangramento vaginal.
  • Dor abdominal causada por contrações uterinas.
  • Dor abdominal com perda de líquido pela vagina.
  • Dor abdominal associada à dor para urinar.

Entre os problemas de saúde que podem ser a causa de uma relevante dor abdominal na gravidez, podemos citar:

  • Gravidez ectópica.
  • Aborto espontâneo.
  • Dor do ligamento redondo.
  • Trabalho de parto.
  • Descolamento prematuro da placenta.
  • Pré-eclâmpsia.
  • Infecção urinária na gravidez.
  • Doenças intra-abdominais não relacionadas à gravidez, como apendicite, colecistite, pancreatite, gastroenterite infecciosa ou cálculo renal.

Se você quiser saber sobre as diversas causas de dor abdominal na gravidez, acesse o seguinte artigo: PRINCIPAIS CAUSAS DE DOR ABDOMINAL NA GRAVIDEZ.

Náuseas e vômitos

Ter enjoos nas primeiras semanas de gestação é um dos sinais mais típicos e conhecidos da gravidez. Entretanto, há um limite para o que consideramos um enjoo “normal” da grávida.

Na maioria das grávidas, os enjoos são intermitentes. É comum haver uma alternância entre fome e náuseas ao longo do dia. Apesar de incômodo, os enjoos da gravidez raramente causam algum problema ao feto. A maioria das gestantes consegue se alimentar durante os períodos de alívio das náuseas, mantendo, assim, um adequado consumo de nutrientes.

Todavia, ao contrário dos outros tipos de náuseas e vômitos que sentimos ao longa da vida, no enjoo típico da gravidez não há outros sintomas gastrointestinais associados, como febre, diarreia e intensas cólicas. A presença destes sintomas aponta para um problema mais grave que não apenas um simples enjoo da gravidez.

Outro sinal de gravidade são vômitos intensos e incontroláveis, que fazem com que a grávida não consiga se alimentar nem se hidratar adequadamente. Se você está grávida, apresenta vômitos frequentes e já perdeu pelo menos dois quilos por conta destes, procure um médico, pois podemos estar diante do diagnóstico de hiperêmese gravídica.

A hiperêmese gravídica ocorre em até 2% das gestações e se caracteriza por vômitos incoercíveis, não responsivos ao tratamento, associados à desidratação, alterações hidreletrolíticas e perda de peso. Como a grávida não consegue se alimentar nem ingerir líquidos, ela acaba precisando ser internada para administração de líquidos por via intravenosa.

Se você quiser saber mais sobre os enjoos da gravidez, leia: ENJOOS E VÔMITOS NA GRAVIDEZ – Causas e Tratamento.

Contrações uterinas antes da hora

Na gravidez existem dois tipos de contração uterina: as indolores e inocentes e as dolorosas e que podem causar expulsão do feto.

Contrações uterinas indolores, chamadas de contrações de Braxton Hicks, costumam surgir a partir 2º trimestre de gravidez e servem como “treinamento” para o útero na hora do parto. As contrações de Braxton Hicks provocam mais desconforto do que dor e são de curta duração, com intervalos irregulares e baixa frequência.

Por outro lado, as contrações uterinas dolorosas são aquelas que estão associadas com o início do trabalho de parto. Se a gestante já está com mais de 38 semanas de gravidez, é natural que elas surjam. O problema é quando essas contrações dolorosas começam a aparecer antes de 37ª semana de gravidez, levando ao risco de parto prematuro.

Se você tem menos de 37 semanas de gravidez e apresenta contrações uterinas com as características a seguir, entre em contato com o seu obstetra:

  • Contrações uterinas dolorosas.
  • Contrações uterinas frequentes e ritmadas, que vão se intensificando com o passar das horas.
  • Sangramento vaginal leve.
  • Rompimento da bolsa d’água.
  • Sensação de pressão na região pélvica.

Corrimento vaginal

As alterações hormonais naturais da gravidez podem fazer com que a gestante tenha um corrimento vaginal inocente. Em geral, esse corrimento benigno é de pequeno volume, coloração clara e inodoro.

Porém, algumas complicações da gravidez ou infecções ginecológicas podem se manifestar com corrimento vaginal. Procure o seu obstetra caso o corrimento venha acompanhado de alguma das seguintes características:

  • Febre.
  • Odor forte
  • Corrimento claramente purulento.
  • Corrimento excessivo.
  • Corrimento sanguinolento.
  • Dor pélvica.
  • Intensa coceira vaginal.
  • Queimação ou dor na vagina.
  • Dor ao urinar.

Se você quiser saber mais sobre os diferentes tipos de corrimento vaginal, leia: CORRIMENTO VAGINAL NA GRAVIDEZ.

Dor para urinar

Dor ao urinar, chamada de disúria, é um dos sintomas mais clássicos da infecção urinária, principalmente da cistite, que é a infecção da bexiga.

A cistite ocorre em aproximadamente 1 a 2% das mulheres grávidas. Como o risco de ascensão das bactérias em direção aos rins é maior nas gestantes, a cistite da grávida é considerada um quadro mais grave que as cistites das mulheres não grávidas.

A infecção urinária na gravidez está associada a um maior risco de infecção dos rins (pielonefrite) da mãe e de nascimento prematuro, baixo peso do feto e aumento da mortalidade perinatal.

Além da dor ao urinar, outros sinais e sintomas de infecção urinária que você deve estar atenta são:

  • Qualquer tipo de incomodo na região genital que surja ao urinar (dor, ardência, queimação, peso, pontadas, etc.).
  • Vontade de urinar frequentemente.
  • Dificuldade em segurar a urina.
  • Vontade de urinar mesmo com bexiga vazia.
  • Sangue na urina.

Falamos especificamente da infecção urinária na gravidez no seguinte artigo: INFECÇÃO URINÁRIA NA GRAVIDEZ – Sintomas, Causas e Tratamento.

Inchaço assimétrico nas pernas

Todo mundo sabe que as grávidas retêm líquidos e praticamente todas as gestantes apresentam algum grau de edema nas pernas no terceiro trimestre de gravidez.

No entanto, há situações nas quais o surgimento de edema dos membros inferiores deve ligar o sinal de alerta. A principal é quando uma perna começa a ficar desproporcionalmente mais inchada que a outra.

A gravidez aumenta o risco de trombose venosa profunda (TVP) e um edema assimétrico pode ser o primeiro sinal de uma grande veia da perna obstruída por um trombo (coágulo). A trombose dos membros inferiores é um quadro perigoso, pois ela é o principal fator de risco para a embolia pulmonar (leia: EMBOLIA PULMONAR – Sintomas, Causas e Tratamento).

Além do inchaço assimétrico outros sinais de TVP do membro inferior são a vermelhidão local, dor, aumento da temperatura da perna acometida e um inchaço “endurecido” ao redor da área trombosada.

Explicamos com mais detalhes a trombose dos membros inferiores no seguinte artigo: TROMBOSE VENOSA PROFUNDA – Causas, Sintomas e Tratamento.

Redução dos movimentos do bebê

A maioria dos bebês começa a se mover dentro do útero a partir da 7ª ou 8ª semana de gravidez. No entanto, nesta fase, eles ainda são muito pequenos e os seus movimentos são imperceptíveis para a mãe.

Os movimentos do bebê só começam a ser perceptíveis a partir da 16º semana, mesmo assim, eles ainda são discretos. Mulheres que já vivenciaram outras gravidezes têm mais facilidade para reconhecer os seus fetos “chutando”, enquanto as mães de primeira viagem muitas vezes só conseguem identificar os movimentos do bebê depois da 20ª semana.

A partir do 3º trimestre, porém, os movimentos fetais tornam-se facilmente identificáveis, muitas vezes até visíveis através da barriga da mãe. Nesta fase, as grávidas conseguem dizer facilmente quando o seu bebê está acordado e quando está dormindo.

Uma redução abrupta nos movimentos do feto pode ser um sinal de complicação da gravidez. Por esse motivo, alguns obstetras recomendam que você gaste algum tempo do dia contando os chutes do seu bebê. Você pode escolher uma hora do dia em que seu bebê costuma estar ativo. Conte quantos “chutes” o bebê dá em hora para você ter uma ideia do quão ativo ele costuma ser.

Se você começar a sentir o seu bebê mais quieto que o habitual e o número de chutes dele nas próximas 2 ou 3 horas for muito abaixo do esperado, entre em contato com o seu obstetra. Mas antes de se desesperar, lembre-se que o bebê pode estar apenas dormindo. O ideal é você saber a que horas do dia ele costuma estar mais agitado.

Febre

A febre é um sinal meio óbvio de que há algo de errado, esteja a mulher grávida ou não. Ainda assim, é importante reforçarmos a necessidade de se contactar o obstetra caso a grávida comece a apresentar temperaturas acima de 37,5ºC por mais de 24 horas. Caso a grávida tenha febre acima de 38,5ºC, o contato com o obstetra deve ser imediato.

Infecções durante a gravidez aumentam o risco de complicações tanto para mãe quanto para o feto. Algumas delas estão associadas, inclusive, a um maior risco de parto prematuro.

Para entender o que é a febre e quais são os seus riscos, leia: O QUE É A FEBRE?.

Sinais de pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia é uma complicação grave, que podem surgir durante a segunda metade da gestação, geralmente após as 20 semanas de gravidez.

A pré-eclâmpsia ocorre em 5% a 10% das gestações. 75% dos casos são leves e 25% são graves. Os sinais e sintomas da pré-eclâmpsia são:

  • Hipertensão arterial que surge após a 20ª semana de gestação.
  • Perda de proteínas na urina, que costuma ser notada devido a um aumento da espumação da urina.
  • Inchaços pelo corpo, principalmente nos braços, pernas e face.
  • Dor abdominal.
  • Dor de cabeça.
  • Visão embaçada.
  • Alterações das provas de função hepática (leia: O QUE SIGNIFICAM TGO, TGP, GAMA GT e BILIRRUBINA?).

Quando a gestante com pré-eclâmpsia passa a apresentar quadros de crise convulsiva, chamamos o quadro de eclâmpsia.

Em relação ao feto, os riscos da pré-eclâmpsia incluem descolamento prematura da placenta, baixo crescimento e desenvolvimento intra-uterino e parto prematuro.

Explicamos a pré-eclâmpsia em detalhes no artigo: ECLÂMPSIA E PRÉ-ECLÂMPSIA – Sintomas, Causas e Tratamento.

Источник: https://www.mdsaude.com/gravidez/sinais-de-problemas-na-gravidez/

Dor ovariana e outras dores durante a gravidez é normal

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Comitê Editorial IVI Salvador

Sentir algumas dores durante o período da gestação é uma condição que praticamente não dá para ser evitada. Nessa fase da vida da mulher, as dores podem ou não ser normais. Por isso, é fundamental estar sempre alerta! Logo no início da gravidez, as dores podem se tornar um pouco assombrosas. Cólicas, dores nas costas e até mesmo uma leve dor ovariana durante o período são situações comuns.

O útero é um órgão super elástico, na verdade ele é um músculo. A princípio ele tem o tamanho de um punho fechado. À medida em que a gestação vai evoluindo, ele cresce, e por conta disso é que surgem as cólicas. Órgãos como o intestino, o estômago, o fígado e até mesmo o coração vão se ajustando. Tudo para oferecerem espaço para o útero e, claro, para o bebê.

As dores podem ser normais

Por tudo isso, sentir dores na barriga durante a gestação é algo mais comum do que se imagina. Dessa forma, a depender da sensibilidade da mulher, essas dores podem se tornar motivo de queixas para o médico. Com os ovários, também não é diferente.

Logo nos primeiros meses de gravidez, os ovários tem uma estrutura chamada corpo lúteo, que se mantém até a décima segunda semana. Ele quem produz os hormônios que mantêm a gravidez na fase inicial. A depender do tamanho deste corpo lúteo, as mulheres mais sensíveis podem sentir e manter uma queixa persistente de dor ovariana.

Assim, durante o primeiro e o segundo trimestres da gravidez, é possível, e bastante freqüente, que a mulher sinta dores.

Tudo não passa de um reflexo de todas essas mudanças que estão acontecendo no corpo da gestante. No entanto, os especialistas alertam que é necessário observar. Dores na gravidez são passageiras e podem ir e vir conforme o bebê vai crescendo e a gestação avança. Mas se essa dor se tornar crônica e intensa, é necessário consultar o médico, para que a causa específica seja identificada.

As principais causas da dor

A dor pélvica no período da gravidez, muitas vezes pode se assemelhar ao desconforto habitual que acontece durante a menstruação. Essas dores são frequentemente causadas por todas as mudanças típicas do período da gestação.

A primeira delas é o aumento gradativo do tamanho do útero. Isso pode causar câimbras ou até uma tensão abdominal. Nesse caso, as dores podem ser mais notadas especialmente durante o primeiro trimestre. Em geral, é uma dor mais leve, de baixa intensidade, que pouco a pouco desaparece à medida que a gravidez progride.

A mulher grávida que sofre de dores abdominais ao fazer movimentos repentinos, ou até quando espirra, não precisa se preocupar. Além de ser muito comum, trata-se também de um incômodo pontual.

Problemas digestivos comuns, como gases ou lentidão na digestão, normalmente são agravados na gravidez. Quem já convive antes da gestação com algum problema digestivo já compreende a dor habitual que pode ocorrer.

Mas para quem nunca teve uma dor de estômago, já fica o alerta: no caso de gestantes, esses problemas podem causar desconforto e alguma dor na região abdominal.

Quando a dor vem acompanhada de outros sintomas

Caso a gravidez comece a apresentar complicações, a dor pélvica pode ser um sinal de que existe algo errado. Mesmo porque, nesses casos, normalmente a dor vem acompanhada por outros sintomas. Um dos principais motivos de quando a dor vem associada a outros sintomas, pode ser por conta de uma gravidez ectópica.

Esse tipo de gestação acontece fora do útero, e requer uma atenção especial e imediata por parte do médico. Entre os inúmeros sinais de alerta, está a dor pélvica.

Além disso, nesse caso específico, a dor ainda pode vir acompanhada de sangramento vaginal irregular.

Outros sintomas como enjoos e vômitos; e uma possível turgescência mamária (mamas mais duras e inchadas) também podem ser verificados.

Uma possível chance de aborto também entra na lista de dor associada a algum outro fator de risco. A combinação de dor pélvica com cólicas constantes e intensas e sangramento vaginal pode indicar risco de aborto. Por isso a importância de, ao detectar uma dor mais crônica ou insistente, buscar auxílio médico com um profissional capacitado.

Em alguns casos, pouco dias de repouso já são suficientes. Assim, quando a situação estiver normalizada, a gravidez volta a ser levada normalmente até o final dos nove meses.

Mas, infelizmente, a dor pélvica quando vem acompanhada de outros sintomas pode ser o aviso de um aborto espontâneo. O colo do útero se abre, produzindo dois sintomas muito notáveis. Sangramento vaginal abundante e dor abdominal intensa devido a contrações uterinas que estão ocorrendo e que se findarão no aborto.

Algumas patologias importantes, como a Doença Inflamatória Pélvica também podem provocar dor.

O que fazer ao sentir dor durante a gravidez

Como diz o ditado popular, “é melhor prevenir do que remediar”. Por isso, caso a mulher sinta dores na região pélvica durante a gravidez, o caminho mais indicado é buscar logo uma consulta com o médico que a acompanha. Desse modo, pode-se descartar qualquer tipo de complicação.

Especialmente se a dor continuar persistindo com o tempo, se for muito intensa ou vier acompanhada de outros sintomas. Especialmente sangramento, vômito ou náuseas. Buscando o atendimento com um especialista, a futura mamãe ficará mais tranquila para seguir sua trajetória com mais leveza.

Nesses casos de dores mais fortes e constantes, com outros sintomas associados, é provável que a equipe médica recomende repouso. Além disso, existem soluções para aliviar dores mais leves, como a aplicação de compressas quentes na região pélvica.

Muita gente tem medo de procurar o médico, mas só com o devido acompanhamento, a mulher que venha a sofrer de algo mais sério, conseguirá tratar da forma devida e realizar o seu sonho de ser mãe.

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Desconforto abdominal durante a gravidez

Estou grávida e dói-me a barriga

Desconforto abdominal durante a gravidez

Contrações de Braxton Hicks ou dor de barriga? Todas as gravidezes são acompanhadas por uma dor abdominal mais ou menos intensa. Nalgumas mulheres, apenas se manifesta como um puxão, enquanto que noutras podem sentir-se verdadeira cãibras.

As dores abdominais suaves são frequentemente um dos primeiros sintomas da gravidez.

Muitas mulheres interpretam esse sinal, talvez junto com outras mudanças físicas e psicológicas, corretamente como uma fase muito inicial e logo em seguida recebem a confirmação «oficial» do seu ginecologista de que estão grávidas.

  • A causa mais importante de dor abdominal durante a gravidez é o crescimento do útero e da criança, o que aumenta a tensão nos músculos, ligamentos e órgãos internos. A dor pode tornar-se bastante intensa numa inicial da gravidez, e os fatores hormonais (incluindo o afrouxamento dos tecidos corporais causados pelas hormonas da gravidez) também desempenham um papel importante.
  • Problemas típicos da gravidez incluem dor nos ligamentos uterinos, que podem chegar a transformar-se em cãibras. Os ligamentos uterinos são filamentos de músculos lisos e tecido conjuntivo que viajam das paredes do útero para a parede pélvica e daí para a vulva. A sua missão é manter o útero numa posição estável e erguida. A progressão da gravidez faz com que se estressem, o que causa dor em ambos os lados do abdómen, bem como dor nas costas. Estas dores manifestam-se na região dos ligamentos cruzados e ligamentos da virilha, bem como através da dor abdominal, que é semelhante a cólicas menstruais ou dores de estômago. Muitas mulheres experimentam mais dor e mais frequentemente no lado direito do útero, uma vez que, durante a gravidez, o útero tende a mover-se ligeiramente para o lado direito.
  • Sexo durante a gravidez também pode causar dor abdominal e dor lombar leve. Normalmente, as mulheres sentem o orgasmo como uma ondulação agradável na vagina e no útero, mas agora também pode ser acompanhada por uma sensação de dor semelhante à das contrações leves, especialmente na parte final da gravidez. Isso não representa nenhum perigo para o bebé ou para a gravidez: a menos que haja contraindicações médicas, o sexo durante a gravidez está permitido.

Dor abdominal e complicações na gravidez

Dor abdominal e cãibras também podem ser sintomas de complicações durante a gravidez:

  • No início da gravidez, por exemplo, elas podem ser causadas por um aborto espontâneo precoce ou uma gravidez extrauterina. Um aborto espontâneo precoce (até a 12ª semana de gestação) manifesta-se por sangramento e dor semelhantes às cãibras no baixo-ventre; do ponto de vista médico, normalmente não pode ser impedido. Uma gravidez extrauterina inadvertida, geralmente entre a oitava e a décima semana de gestação, leva a um sangramento, assim como uma dor intensa que começa no lado em que o embrião está localizado e afeta todo o abdómen. Em ambos os casos, é necessária assistência médica.
  • No segundo trimestre de gestação, a dor abdominal intensa semelhante à das cólicas pode indicar um aborto espontâneo tardio (da 13ª a 23ª semana de gestação), algo que segundo as estatísticas é raro e afeta aproximadamente uma em cada 100 gravidezes. Um aborto iminente está ligado não apenas à dor, mas também ao sangramento. Em caso de dor abdominal e hemorragia ou fluxo moderado, é necessário consultar imediatamente o médico para saber como proceder. O sangramento agudo é uma emergência e requer tratamento hospitalar urgente.
  • Entre a 24ª e a 37ª semana de gravidez, a dor abdominal, pélvica e nas costas (parcialmente acompanhada de diarreia) pode ser um sinal de que pode ocorrer parto prematuro. Neste caso é necessário ir urgentemente ao hospital. Se não tiverem rebentado as águas, o início do trabalho pode ser atrasado ou impedido.
  • Na segunda metade da gravidez, a dor abdominal intensa também pode ser um sintoma de outras complicações da gravidez. Por exemplo, a síndrome de HELLP, uma complicação grave da gravidez, é caracterizada por dor intensa na parte superior direita do abdómen.

Dor abdominal ou contrações reais?

Para as mulheres grávidas, é importante saber se o desconforto que sentem é devido à dor abdominal relacionada com a gravidez ou se são verdadeiras contrações. Todas as mulheres grávidas temem contrações prematuras.

Além disso, as chamadas contrações de treino (contrações de Braxton Hicks) também ocorrem desde o início da segunda metade da gravidez: os músculos uterinos contraem-se levemente e o abdómen endurece.

O mais tardar a partir da 32ª semana de gravidez, todo o útero está sujeito a esse «treino para o parto.

«Essas contrações geralmente não são dolorosas, acontecem em intervalos irregulares e desaparecem no máximo após um minuto.

As contrações anteriores geralmente começam por volta da semana 36 da gravidez e indicam que o trabalho de parto se aproxima, mas ainda pode tardar dias a semanas. Também aparecem em intervalos irregulares, não são muito dolorosos e desaparecem novamente.

As contrações reais, por outro lado, ocorrem em intervalos regulares que vão sendo cada vez mais curtos enquanto a dor vai aumentando progressivamente. Se antes da semana 36 começar a ter contrações mais de três vezes por hora, forem dolorosas, especialmente na parte inferior das costas, e estiverem associadas a fluxo aguado ou sanguinolento, é preciso consultar um médico.

As mulheres que não sabem exatamente a que se deve a sua dor devem consultar o médico, pois é melhor prevenir do que remediar. A propósito, contrações prematuras nem sempre indicam que o trabalho começou de forma irreversível. Também podem ser um sinal de que a gestante se excedeu física ou psiquicamente e precisa urgentemente de descanso e relaxamento.

Almofada de caroços de cerejeira e sacos térmicos

O calor, a tranquilidade e o relaxamento ajudam a aliviar a dor aguda. Uma almofada térmica, por exemplo, uma almofada quente de caroços de cereja, um saco térmico ou um banho quente ajudam a aliviar a dor no útero.

Massagens

As massagens abdominais com óleos de massagem suave proporcionam relaxamento, as compressas de óleo na região da virilha impedem o aumento da dor. Além disso, os óleos para mulheres grávidas melhoram a elasticidade da pele e ajudam a prevenir as estrias.

Faixas para a barriga e cintas

Quando a gravidez já está avançada, faixas abdominais ou cintas podem aliviar a tensão do tecido durante o dia. No entanto, as mulheres grávidas não devem deixar de fazer exercício regularmente ou algum tipo de desporto de equilíbrio leve, o que também pode ter um efeito preventivo contra a dor relacionada com a gravidez.

Quando é necessário que um médico trate a dor abdominal?

No caso de dor abdominal persistente, grave ou aguda, é essencial que o médico examine os sintomas. Essas dores podem não apenas estar associadas a complicações na gravidez, mas também a outras doenças, como apendicite, cistite, cálculos renais ou cálculos biliares.

Uma visita ao médico também é absolutamente necessária se houver outros sintomas além da dor abdominal. Os sinais de alarme são, entre outros:

  • Febre, arrepios
  • Sangramento
  • Náuseas, vómitos, diarreia
  • Sangramento e fluxo alarmante
  • Comichão ou dor ao urinar

A dor abdominal é um dos efeitos colaterais normais da gravidez.
Deve-se principalmente ao crescimento do útero e do bebé.
Se a dor for aguda e persistir, é necessário um exame médico urgente para detetar se é devido a complicações na gravidez ou doenças orgânicas numa fase inicial.
Conselho da ginelogista Dr.ª Verena Breitenbach

  • É melhor consultar um médico com demasiada frequência e fazer uma cardiotocografia do que negligenciar alguma coisa.
  • Doenças sofridas fora da gravidez também podem ser sofridas durante a gravidez, por isso é necessário obter um diagnóstico exato.

Este artigo foi revisado por nossa equipe de especialistas.

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