Exames de gravidez: o Triple Teste no primeiro trimestre

Exames do 1º trimestre de gestação

Exames de gravidez: o Triple Teste no primeiro trimestre

Os exames do primeiro trimestre de gravidez devem ser feitos até a semana 13 de gestação e tem como objetivo avaliar a saúde da mulher e, assim, verificar se há risco da mãe passar alguma doença para o bebê. Além disso, esses exames também ajudam a identificar malformações e verificar o risco de aborto espontâneo.

É importante que esses exames sejam feitos de acordo com a recomendação do ginecologista, pois assim é possível garantir que a gravidez ocorra como esperado e sejam prevenidas complicações.

1. Exame ginecológico

O exame ginecológico é realizado logo na primeiro consulta do pré-natal e é feito com o objetivo de avaliar a região íntima da mulher e, assim, identificar sinais de infecção ou inflamação na região genital, isso por que algumas situações como candidíase, inflamações vaginais e câncer de colo do útero, por exemplo, quando não identificadas e tratadas podem influenciar no desenvolvimento do bebê.

2. Exames de rotina

Em todas as consultas de acompanhamento, o ginecologista pode realizar alguns exames mais gerais para avaliar a saúde da mulher. Assim, é comum que seja feita a medição da pressão arterial com o objetivo de avaliar o risco de eclâmpsia, o que pode levar à antecipação do parto, além de também ser feita a avaliação do peso da mulher.

Outro exame de rotina que é normalmente feito é a verificação da altura uterina, em que é feita a medição da região abdominal com o objetivo de avaliar o crescimento do bebê.

3. Ultrassom

O exame de ultrassom realizado no primeiro trimestre de gravidez é o transvaginal, que é normalmente realizado entre a 8ª e a 10 ª semana de gestação e serve para verificar que o bebê está mesmo no útero e não nas trompas, verificar o tempo de gestação e calcular a data prevista do parto. 

Esse ultrassom também pode ser feito para verificar a frequência cardíaca do bebê e saber se são gêmeos, por exemplo. No ultrassom realizado com 11 semanas é possível fazer a medida da translucência nucal, que é importante para avaliar o risco do bebê ter alguma alteração genética como a Síndrome de Down, por exemplo.

4. Exame de urina

O exame de urina de tipo 1, também chamado de EAS, e o exame de urocultura são frequentemente indicado no primeiro trimestre de gestação, isso porque esses exames permitem verificar se há algum sinal indicativo de infecção urinária que possa interferir no desenvolvimento do bebê. Assim, no caso de ter sido identificada infecção, o ginecologista pode indicar a realização de tratamento com antibióticos. Veja como deve ser o tratamento da infecção urinária na gravidez.

Confira no vídeo a seguir algumas dicas de alimentação para ajudar a combater a infecção urinária na gravidez:

4. Exames de sangue

Alguns exames de sangue podem ser recomendados pelo médico no primeiro trimestre de gravidez, sendo eles:

  • Hemograma completo: Serve para verificar se há alguma infecção ou anemia.
  • Tipo sanguíneo e fator Rh: Importante quando o fator Rh dos pais é diferente, quando um é positivo e outro é negativo.  
  • VDRL: Serve para verificar se há sífilis, uma doença sexualmente transmissível, que se não for devidamente tratada, pode levar a malformação do bebê ou aborto espontâneo.
  • HIV: Serve para identificar o vírus HIV que provoca a AIDS. Se a mãe for devidamente tratada, as chances do bebê se contaminar são baixas.
  • Hepatite B e C: Serve para diagnosticar as hepatites B e C. Se a mãe receber o devido tratamento, evita que o bebê seja contaminado com estes vírus.
  • Tireoide: Serve para avaliar o funcionamento da tireoide, os níveis de TSH, T3 e T4, pois o hipertireoidismo pode levar ao aborto espontâneo.
  • Glicose: Serve para diagnosticar ou acompanhar o tratamento da diabetes gestacional.
  • Toxoplasmose: Serve para verificar se a mãe já teve contato com o protozoário Toxoplasma gondi, o qual pode causar malformação no bebê. Caso não seja imune, ela deverá receber orientações para evitar a contaminação.
  • Rubéola: Serve para diagnosticar se a mãe possui rubéola, pois esta doença pode provocar malformação nos olhos, coração ou cérebro do bebê e também aumenta o risco de aborto espontâneo e de parto prematuro.
  • Citomegalovírus ou CMV: Serve para diagnosticar a infecção pelo citomegalovírus, que quando não é devidamente tratada pode causar restrição de crescimento, microcefalia, icterícia ou surdez congênita no bebê.

Além disso, durante o pré-natal também podem ser feitos exames para identificar outras infecções sexualmente transmissíveis como gonorreia e clamídia, que podem ser diagnosticadas por meio do exame das secreções vaginais ou exame de urina. Se houver alguma alteração em algum destes exames, o médico poderá solicitar a repetição do exame no segundo trimestre de gestação. Saiba quais são os exames indicados no segundo trimestre de gravidez.

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Источник: https://www.tuasaude.com/exames-do-primeiro-trimestre-de-gravidez/

Exames na gravidez: Saiba quais os mais importantes | Alta

Exames de gravidez: o Triple Teste no primeiro trimestre

Conheça os exames mais importantes na gravidez, desde o diagnóstico até os exames pré-natais. 

Diagnóstico de gravidez 

A suspeita de uma gestação pode ser percebida por sinais físicos. Os mais comuns são:

  • Atraso menstrual;
  • Náuseas e vômitos;
  • Sensibilidade e aumento das mamas;
  • Aumento da frequência urinária.

Após a suspeita, a gravidez pode ser confirmada ainda nos seus estágios iniciais. Os métodos preferenciais para o diagnóstico são:

Dosagem sanguínea do BhCG quantitativo: 

Durante a gravidez, há a presença de secreção na circulação sanguínea de um hormônio chamado Gonadotrofina Coriônica Humana. Sendo assim, através da dosagem sanguínea do BhCG, é possível confirmar a gestação com 5 dias de atraso menstrual.

Ultrassonografia obstétrica: 

A ultrassonografia obstétrica do primeiro trimestre de gravidez, também pode auxiliar no diagnóstico da gestação.

A avaliação transvaginal é capaz de visualizar o saco gestacional no interior da cavidade uterina a partir da 5ª semana de gestação.

A vesícula vitelínica é a primeira estrutura a ser vista entre a 5ª e a 6ª semana, enquanto o embrião é frequentemente visto em torno da 6ª semana. 

Quais os exames pedidos na gravidez? 

Para o acompanhamento pré-natal, geralmente são solicitados os seguintes exames:

  • Exames de imagem;
  • Ultrassonografia de 1º trimestre;
  • Ultrassonografia obstétrica de 1º e 2º trimestre;
  • Ultrassonografia obstétrica com dopplervelocimetria;
  • Perfil biofísico fetal;
  • Cardiotocografia;
  • Ultrassonografias morfológicas.

O exame de NIPT é indicado, especialmente, para mulheres grávidas acima dos 35 anos;  gestantes com histórico de gravidez anterior afetada por alterações cromossômicas; gestações em que um ou ambos pais sejam portadores de mutações genéticas e pacientes com triagem sérica positiva no primeiro ou segundo trimestre de gestação. 

Exames de Imagem no acompanhamento pré-natal

A gestação é um momento de alegria, descobertas e ansiedade para a família que se prepara para receber o bebê.

A gestante é constantemente questionada sobre a evolução da gravidez, tanto do seu estado de saúde, quanto ao desenvolvimento do feto. Esse período deve sempre ser acompanhado com o máximo de atenção, focando nas consultas de pré-natal e nos exames pertinentes à gestação. 

Com o aprimoramento da ultrassonografia e do uso no acompanhamento da gravidez, podemos conhecer aspectos do desenvolvimento do feto que antes passavam despercebidos. Sendo assim, muitas complicações da gestação puderam ser melhor compreendidas e novas abordagens diagnósticas e terapêuticas foram descobertas.

Esse desenvolvimento acabou levando à criação de uma especialidade em obstetrícia que é a Medicina Fetal. Dedicada ao acompanhamento do bebê e ligada à evolução da ultrassonografia, essa especialidade médica vê o feto como paciente e, ao longo dos anos, vem desenvolvendo tecnologias voltadas ao diagnóstico e tratamentos intrauterinos.

Apesar da baixa ocorrência de malformações na população em geral (entre 2 e 3%), a avaliação ultrassonográfica sequencial na gestação pode auxiliar no acompanhamento e na tranquilização da gestante e da família. 

A seguir abordamos um pouco sobre os exames ultrassonográficos realizados durante o pré-natal: 

Ultrassonografia de 1º trimestre

Essa ultrassonografia é o primeiro exame de imagem da gestação e do bebê, sendo frequentemente realizado por via transvaginal.

A ultrassonografia obstétrica do 1º trimestre tem como principais funções identificar:

  • Local da gestação (gestação tópica ou ectópica);
  • Vitalidade do bebê,
  • Número de sacos gestacionais (gestação única ou gemelar);
  • Número de placentas, em caso de gestação gemelar;
  • Medir o embrião e definir a idade gestacional;
  • Avaliar útero e ovários. 

É importante salientar que, dentre todos os parâmetros para cálculo da idade gestacional, o CCN (comprimento cabeça-nádegas), que é realizado durante essa ultrassonografia, é o mais confiável. Estudo de Campbell, sobre essa avaliação, mostrou que o CCN previu a data provável do parto com 85% de precisão.

Além disso, a ultrassonografia do 1º trimestre identifica se uma gestação é múltipla e permite a identificação do número de placentas (corionicidade). Essa informação é importante, pois define se a gestação gemelar tem uma placenta (monocoriônica) ou placentas distintas (dicoriônica). Caso seja uma gestação monocoriônica, o padrão de acompanhamento é mais rigoroso. 

Ultrassonografia obstétrica de 2º e 3º trimestres 

A ultrassonografia obstétrica de 2º e 3º trimestres é o exame mais comum realizado em laboratório. É indicado para:

  • Determinação da idade gestacional;
  • Avaliação da posição fetal;
  • Avaliação do peso e padrão de crescimento fetal;
  • Avaliação do bem estar fetal;
  • Avaliação da placenta, do cordão umbilical e líquido amniótico.

A avaliação ultrassonográfica obstétrica do 2o e 3o trimestres pode ser realizada com o intuito de determinar a idade gestacional, porém os parâmetros utilizados são menos precisos do que a CCN. Sendo assim, na presença de uma avaliação ultrassonográfica de 1º trimestre, esse deverá ser o parâmetro preferencial.

A ultrassonografia obstétrica do 2o trimestre tem como função principal avaliar o bem estar e o padrão de crescimento do feto.

O bem estar fetal pode ser avaliado através da curva de crescimento dentro da normalidade, pela atividade fetal durante o exame e pela quantidade de líquido amniótico. Essa avaliação pode ser complementada por exames, como o perfil biofísico fetal e a dopplervelocimetria fetal.

A comparação entre os exames ultrassonográficos, realizados pela paciente, fornece a informação ao médico obstetra sobre os parâmetros de crescimento e vitalidade, permitindo que, na presença de alteração, esse venha a agir de forma precoce e adequada para cada caso. 

Ultrassonografia obstétrica com dopplervelocimetria:

Esse exame complementa a avaliação ultrassonográfica obstétrica de rotina.

Durante o exame, a dopplervelocimetria é capaz de mostrar ao médico obstetra a situação do ambiente vascular gestacional. Essa avaliação pode ser dividida nos territórios vasculares materno e fetal.

Do ponto de vista materno, são avaliadas principalmente as artérias uterinas, com o objetivo de identificar riscos associados à ocorrência de restrição de crescimento intrauterino e/ou doença hipertensiva específica da gestação.

No território fetal, é avaliada principalmente a dopplervelocimetria das artérias umbilicais e da artéria cerebral média do feto.

Com esse exame, o clínico poderá avaliar o estado hemodinâmico fetal, recebendo a informação correta sobre os diversos leitos vasculares e consequentemente sobre as condições do bem estar fetal. As alterações desses valores nortearão a decisão médica perante cada caso em específico. 

Perfil biofísico fetal:

É frequentemente utilizado para avaliação do bem estar fetal. Esse exame foi idealizado por Manning e col. em 1982 e baseia-se na avaliação de 5 parâmetros:

  • Volume do líquido amniótico;
  • Tônus fetal;
  • Movimentos corporais fetais;
  • Movimentos respiratórios fetais;
  • Cardiotocografia.

Cardiotocografia:

Sua finalidade é a avaliação do bem estar fetal através do monitoramento da frequência cardíaca do feto, além de permitir a detecção das contrações uterinas. É realizado preferencialmente a partir da 28ª semana de gestação com a paciente deitada de costas. A gestante não deve estar em jejum por mais de 2 horas e o tempo de avaliação é de, no mínimo, 20 minutos. 

Ultrassonografia morfológica de 1o trimestre:

A ultrassonografia morfológica de 1o trimestre é um exame utilizado com a finalidade de rastreamento de possíveis malformações fetais, a fim possibilitar diagnosticar precocemente durante a gestação.

Esse exame é realizado entre a 11a e a 14a semanas (preferencialmente entre a 12ª e 13ª semanas) de gestação e baseia-se na mensuração da chamada Translucência Nucal (TN).

Translucência Nucal é a medida de um fluido abaixo da pele da região do pescoço do bebê durante o 1o trimestre de gestação.

Em gestações de fetos com alterações cromossômicas, doenças gênicas e/ou cardiopatias congênitas, essa medida pode estar aumentada.

O rastreamento pela Translucência Nucal detecta 80% dos casos de Síndrome de Down.

Outros marcadores ultrassonográficos como a frequência cardíaca fetal, dopplervelocimetria de ducto venoso, avaliação do fluxo da valva tricúspide e a presença de osso nasal também contribuem para este rastreamento.

Entretanto, quando associado a marcadores bioquímicos como a fração livre do BhCG e PAPP-A, os valores de detecção desse rastreamento aumentam para 90%.

Durante a avaliação de 1o trimestre também é possível realizar o rastreamento para pré-eclâmpsia durante a gravidez, avaliando fatores combinados como:

  • Características maternas;
  • Histórico de doenças prévias e histórico obstétrico;
  • Dopplervelocimetria de artérias uterinas;
  • Medida da pressão arterial materna;
  • Avaliação de um marcador bioquímico chamado PLGF.

Por fim, os achados da USG morfológica de 1o trimestre são marcadores que sinalizam uma situação de maior risco para uma alteração, indicando a necessidade de complementação com outros exames ou a de uma conduta diferenciada a ser realizada durante o pré-natal. 

Ultrassom morfológico do 2o trimestre:

Com o desenvolvimento da ultrassonografia e consequente melhora da resolução dos aparelhos de ultrassom, a anatomia fetal começou ser conhecida a tal ponto que hoje em dia há praticamente padrões de normalidade para todos os órgãos fetais. Esse conhecimento permitiu o desenvolvimento da ultrassonografia morfológica, com o objetivo de avaliar detalhadamente os aspectos da formação estrutural do bebê. 

Neste exame pode ser detalhado achados do Sistema Nervoso Central, extremidades esqueléticas, face, coração, rins e outros órgãos internos do feto. No 2o trimestre também são avaliados sinais ultrassonográficos, como visualização do osso nasal e mensuração da prega nucal.

Esse amplo estudo da formação do bebê, permite considerar o ultrassom morfológico de 2o trimestre como um exame rastreador de anomalias cromossômicas que apresenta uma sensibilidade de cerca de 83,5%. 

Ultrassonografia de colo uterino:

 A medida do comprimento do colo uterino pela via endovaginal, pode ser útil na predição do trabalho de parto prematuro, sendo preferencialmente realizado entre a 16a e a 24a semana de gestação.

É considerado normal o comprimento longitudinal do colo uterino acima de 2,5 cm, com a presença do eco glandular e a visualização do orifício interno do útero fechado sem proeminência da bolsa amniótica para o seu interior. 

Ultrassonografia tridimensional 3D/4D

         Representa uma evolução da ultrassonografia bidimensional. A obtenção de imagens tridimensionais permite aos pais e familiares uma visão mais realista do bebê. Além disso, mostra detalhes e movimentos em tempo real, proporcionando aos pais sentimentos de alegria e tranquilidade.

         A ultrassonografia 3D/4D também pode, em determinadas situações, auxiliar o médico na avaliação mais detalhada de determinadas partes e órgãos do bebê, aumentando a sensibilidade e assertividade diagnóstica.

         A qualidade do exame depende de vários fatores, dentre eles, a posição do bebê, a idade gestacional e a quantidade de líquido amniótico. As melhores imagens, principalmente da face, são obtidas com idade gestacional entre 26 e 30 semanas, época na qual a face está mais preenchida por tecido adiposo e geralmente tem um bom volume de líquido amniótico. 

Referências Bibliográficas

Belmonte PL, Sfendrych RL, Sanchez RC, Isfer EV. Ultra-sonografia obstétrica morfológica. Rev Bras Med Gin Obstet 1996; 7:328-36.  

Campbell S, Warsof SL, Little D ,Cooper DJ. Routine ultrasound screening for the prediction of gestational age.Obstet Gynecol 1985;65:613-20

Manning FA. Fetal biophysical profile. Obstet Gynecol Clin North Am. 1999;26(4):557-77.

Moraes Filho OB & Latham AEF. Diagnóstico Clínico e Laboratorial da Gravidez. In. Fernandes CE, de Sá MFS. Tratado de Obstetrícia FEBRASGO. 1ª ed. Elsevier;2019. p.55-90.

Peixoto S. Manual de assistência pré-natal. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), 2014.p.31-34.

The Fetal Medicina Foundation. Disponível em: https://fetalmedicine.org/education/the-11-13-weeks-scan. Acesso em 13/12/2020.

Источник: https://altadiagnosticos.com.br/saude/exames-de-gravidez-obrigatorios

Quais exames pré-natais as grávidas devem realizar?

Exames de gravidez: o Triple Teste no primeiro trimestre

Para garantir a saúde da mãe e do bebê, o ideal é que a mulher que queira ter filho procure um médico ginecologista antes de começar a tentar engravidar, para que ela passe por uma avaliação pré-concepcional e realize os exames pré-natais.

Segundo o art. 226, §7º da Constituição Federal, o planejamento familiar é livre decisão do casal. Portanto, toda mulher tem direito de planejar se quer ser mãe e, em caso afirmativo, quantos filhos deseja ter e qual o momento mais adequado para isso.

Assim que decide engravidar, a mulher começa a preocupar-se com a gravidez e saúde do futuro bebê. Será que conseguirei engravidar com facilidade ou terei alguma condição médica que dificultará ou mesmo impedirá a concepção? Será que a gravidez transcorrerá bem? E o bebê, nascerá saudável?

Para garantir a saúde da mãe e do bebê, o ideal é que a mulher que queira ter filho procure um médico ginecologista antes mesmo de começar a tentar engravidar, para que ela passe por uma avaliação pré-concepcional que tem como objetivo identificar possíveis fatores de risco ou doenças que podem afetar o curso normal da gestação.

Consulta pré-concepcional

“A realização de uma consulta pré-concepcional com um especialista para identificação de riscos e orientações relevantes a cada mulher é um excelente início para uma gravidez saudável”, reforça a dra. Renata Lopes Ribeiro, médica obstetra do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e membro da equipe de Medicina Fetal do Fleury

Nessa avaliação, o médico analisará o histórico clínico, ginecológico e obstétrico da paciente, além de realizar um exame físico e solicitar exames laboratoriais.

O histórico clínico é feito com o intuito de identificar e tratar possíveis doenças prévias, como diabetes e hipertensão arterial, que podem afetar o desenvolvimento do bebê e a saúde da mãe, além de reconhecer hábitos cujos efeitos adversos podem ser prejudiciais à gravidez, como tabagismo e uso excessivo de álcool.

O histórico ginecológico e obstétrico, por sua vez, serve para verificar a ocorrência de gestações anteriores, intervalo entre elas, partos e possíveis intercorrências, como abortamento e pré-eclâmpsia.

No exame físico, são avaliadas a pressão arterial, o peso e a altura da paciente, para que ela recebe orientação nutricional adequada e informações sobre hábitos saudáveis que devem ser cultivados, como manter uma atividade física regular.

“Nessa consulta pré-concepcional, aconselhamos também o uso de ácido fólico por 60 a 90 dias antes da concepção, para a prevenção de anomalia congênita do tubo neural (a dose dessa vitamina vai depender se houve ou não antecedente desse tipo de má-formação)”, explica a dra. Ribeiro.

Além disso, os médicos em geral solicitam exames laboratoriais gerais como hemograma, glicemia e função da tireoide, além das seguintes sorologias infecciosas: HIV, hepatites B e C, rubéola e sífilis.(Veja a lista completa de exames por período no fim da matéria.)

No caso da rubéola e da hepatite B, se a sorologia vier negativa, há indicação de imunização (vacina) prévia à gravidez. Na presença do teste negativo de HIV, hepatites B e C e sífilis, a paciente deve ser orientada sobre os cuidados preventivos.

Na vigência de testes positivos, ela deve ser esclarecida acerca dos tratamentos disponíveis para reduzir o risco de transmissão vertical (para o recém nascido), além de aconselhada sobre a importância do diagnóu001cstico e tratamento do parceiro.

 Veja também: Enigma da gravidez

Exames pré-natais no primeiro trimestre

Contudo,  para muitas mulheres a gravidez acontece sem que tenha sido planejada ou antes que a futura mãe tenha ido ao médico. Nesse caso, quando a gestante deve começar o pré-natal?

O ideal, segundo especialistas, é que, nesse caso, a mulher vá ao ginecologista assim que a gravidez for confirmada.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de consultas durante o pré-natal deve ser igual ou superior a seis, para que haja acompanhamento adequado de cada fase da gestação.

Durante a primeira consulta são pedidos exames pré-natais como tipagem sanguínea, fator Rh e Coombs indireto (em caso de Rh negativo), para identificar o risco de incompatibilidade do sistema Rh do sangue materno e fetal (quando o fator Rh da mãe é negativo e o do feto, positivo). Além disso, são pedidas sorologia para doenças como rubéola, HIV, toxoplasmose, hepatites B e C e citomegalovírus.

Nessa fase da gravidez os médicos também costumam solicitar exame de urina e de fezes e de secreção vaginal, se houver indicação clínica.

“Além desses exames, o médico deve solicitar uma ultrassonografia obstétrica inicial para confirmar a data da gestação, se o embrião está se desenvolvendo no lugar correto dentro do útero, e se a gravidez é única ou de gêmeos”, esclarece a dra. Ribeiro.

Entre 11 semanas e 3 dias a 13 semanas e 6 dias está indicada a ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre, exame de imagem mais importante para estabelecer o risco de o feto ter síndrome cromossômica, representada principalmente pela síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21).

Exames pré-natais no segundo trimestre

Esse período é considerado por muitas mulheres o mais tranquilo da gravidez, pois os sintomas iniciais como enjoo e mal-estar já diminuíram ou passaram e o feto ainda não ocupa muito espaço na cavidade abdominal materna.

Em geral, nessa fase é feito, nas pacientes com glicemia de jejum normal verificada em avaliação prévia, o teste de tolerância oral a glicose 75 mg, para diagnóstico de diabetes gestacional. É recomendado que seja realizado entre 24 e 28 semanas.

[A gravidez de risco ocorre] quando existem doenças maternas prévias à gestação, ou antecedente de intercorrência em gestação anterior ou condições obstétricas de risco vigentes na gestação atual

Também é no segundo trimestre (entre 20 e 24 semanas) que as grávidas costumam descobrir o sexo do feto, ao realizar a  ultrassonografia morfológica do segundo trimestre, exame feito para identificar má-formações fetais estruturais , como por exemplo fenda labial e anomalias congênitas cardíacas.

Exames pré-natais no terceiro semestre

Nessa fase, repetem-se o hemograma e algumas sorologias, como para sífilis, HIV, hepatites B e C e toxoplasmose, se as anteriores forem negativas. Também se realiza a pesquisa da bactéria estreptococo do grupo B (entre 35 e 37 semanas), que pode ser transmitida para o bebê durante o parto normal.

Gravidez de risco

“Cerca de aproximadamente 10% das gestações cursam com critérios de risco, que aumentam o risco de intercorrências para o feto e para a mãe. Esse cenário acontece quando existem doenças maternas prévias à gestação, ou antecedente de intercorrência em gestação anterior ou condições obstétricas de risco vigentes na gestação atual”, informa a dra. Ribeiro.

São inúmeras as situações possíveis, e cada uma em particular requer exames adicionais pertinentes. Uma das doenças maternas prévias que exigem mais atenção médica é a hipertensão arterial crônica.

A gestante hipertensa deve realizar outros exames além dos rotineiros do pré-natal, tanto para o auxílio da avaliação clínica da hipertensão e função renal da paciente, quanto para evitar ou diagnosticar a pré-eclâmpsia, uma das principais causas de morte materna no país.

Gravidezes consideradas de risco devem ser acompanhadas com mais rigor, o que pode incluir consultas e exames pré-natais adicionais.

“A realização de uma consulta pré-concepcional com um especialista para identificar riscos e receber orientações relevantes de forma individualizada é um excelente início para uma gravidez saudável”, finaliza a obstetra.

Exames pré-natais recomendados de acordo com o período da gestação

Pré-concepção:

Hemograma;

Glicemia;

Função da tireoide;

Sorologias infecciosas para HIV, hepatites B e C, rubéola e sífilis

Primeiro trimestre:

Tipagem sanguínea e fator Rh;

Coombs indireto (se a mãe for Rh negativo);

Glicemia em jejum;

Dosagem de TSH e T4 livre;

Sorologias infecciosas para  sífilis, rubéola, citomegalovírus (somente para grupo de risco), HIV, toxoplasmose IgM e IgG, hepatite B (HbsAg) e C;

Urocultura + urina tipo I;

Citopatológico de colo de útero (papanicolau), se for necessário;

Exame da secreção vaginal (se houver indicação clínica);

Parasitológico de fezes (se houver indicação clínica);

Ultrassonografia obstétrica inicial;

Ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre (avalia o risco de algumas síndromes cromossômicas), entre 11 semanas e 3 dias a 13 semanas e 6 dias.

Segundo trimestre:

Teste de tolerância oral a glicose 75 mg, empacientes com glicemia de jejum normal em avaliação prévia, para diagnóstico de diabetes gestacional (recomendado entre 24 a 28 semanas);

Ultrassonografia morfológica do segundo trimestre, feita entre 20 e 24 semanas com o intuito de identificar má-formações fetais estruturais, como por exemplo fenda labial e anomalias congênitas cardíacas. Nessa fase da gestação, já é possível determinar o sexo do feto.

Terceiro trimestre:

Hemograma;

Sorologias para  sífilis, HIV, toxoplasmose (se permanever negativa) e  hepatites B e C;

Pesquisa do estreptococo do grupo B (entre 35 e 37 semanas);

Ultrassonografia obstétrica para avaliação do crescimento fetal (entre 34 e 37 semanas).

Agradecimento especial: Dra. Renata Lopes Ribeiro, médica obstetra do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e membro da equipe de Medicina Fetal do Fleury.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/mulher-2/obstetricia/quais-exames-as-gravidas-devem-realizar-durante-o-pre-natal/

Pré-natal: exames laboratoriais na gravidez

Exames de gravidez: o Triple Teste no primeiro trimestre

Chamamos de pré-natal as consultas médicas realizadas durante a gravidez, que têm como objetivo acompanhar a evolução da gestação e assegurar uma boa saúde ao feto e à futura mãe.

As consultas de pré-natal devem ser iniciadas no primeiro trimestre, preferencialmente até a 10ª semana de gestação. Em geral, sugerimos às mulheres que agendem uma consulta de acompanhamento pré-natal assim que descobrirem que estão grávidas.

O pré-natal tem como objetivos:

  • Estimar a idade gestacional correta e a provável data do parto.
  • Identificar, prevenir ou tratar potenciais problemas que possam pôr em risco a gravidez.
  • Monitorizar ao longo da gestação o estado de saúde da mãe e do feto.
  • Informar e educar a mãe sobre hábitos saudáveis e adequados durante a gravidez.

Neste artigo vamos abordar os exames laboratoriais indicados durante o pré-natal. O seguimento pré-natal com ultrassom obstétrico será discutido em artigo à parte, que pode ser acessado neste link: ULTRASSOM NA GRAVIDEZ.

Exames laboratoriais no pré-natal

Vários exames laboratoriais, tanto de sangue quanto de urina, são necessários para um pré-natal adequado. Vamos a seguir explicar de forma simples os exames de pré-natal mais solicitados durante a gestação.

Exames pré-natal do 1° trimestre:  

TIPAGEM SANGUÍNEA

A tipagem sanguínea é importante para detectar mulheres que tenham sangue com fator Rh negativo (A-, B-, AB- ou O-) que estejam grávidas de bebês com sangue Rh positivo (A+, B+, AB+ ou O+).

Em geral, o sangue do bebê não se mistura com o sangue da mãe durante a gravidez, por isso, em uma primeira gravidez não há problemas quando a mãe e o filho têm fatores sanguíneos distintos.

Porém, durante o parto, o organismo da mãe pode entrar em contato com alguma porção de sangue fetal, estimulando o sistema imunológico materno a produzir anticorpos contra o fator Rh.

Isso significa que, em uma próxima gravidez, o sistema imunológico da mãe pode rejeitar um feto com fator Rh positivo, uma grave complicação conhecida como eritroblastose fetal.

Portanto, toda gestante com fator Rh negativo que está grávida de um bebê com fator Rh positivo deve receber injeção de imunoglobulina no terceiro trimestre e dentro das primeiras 72 horas após o parto, de forma a impedir o sistema imunológico da mãe de produzir anticorpos permanentes contra o fator Rh.

Gestantes que têm fator Rh positivo no sangue não precisam se preocupar com esse tipo de complicação na gravidez.

PAPANICOLAU

O exame ginecológico de papanicolau, também chamado de citologia cérvico-vaginal, é usado para o rastreio do câncer do colo do útero.

Toda mulher deve fazer este exame de forma regular e o fato de estar grávida não muda essa rotina.

Por isso, em geral, sugere-se que toda mulher com mais de 21 anos de idade, que esteja grávida e não tenha feito o papanicolau recentemente, faça o exame ginecológico na primeira consulta do pré-natal.

O exame ginecológico comum também serve para detectar corrimentos ou sinais de colpite ou cervicite que possam sugerir uma infecção ginecológica em curso. Todo corrimento com aspecto suspeito deve ser investigado (leia: CORRIMENTO NA GRAVIDEZ).

HEMOGRAMA

O hemograma durante o pré-natal tem como principal objetivo a investigação de anemia, que em gestantes é definido quando o valor da hemoglobina encontra-se abaixo de 11 g/dl ou um hematócrito menor que 33%.

As grávidas costumam reter líquidos e há uma diluição natural do sangue, fazendo com que o valor normal da hemoglobina seja um pouco mais mais baixo que nas mulheres não gestantes, cujo limite inferior da normalidade da hemoglobina é 12 g/dl e do hematócrito é 36%.

Portanto, toda grávida pode ter uma anemia leve por causa do aumento do volume de água do sangue, sem que isso tenha relevância clínica. Na grávida, somente valores de hemoglobina abaixo de 11 g/dl são preocupantes e devem ser tratados.

O hemograma é habitualmente solicitado na primeira consulta e pode ser repetido, a critério do médico, no segundo e no terceiro trimestre de gestação.

Para saber mais sobre o hemograma e a anemia, acesse os seguintes links:
– HEMOGRAMA | Entenda os seus resultados.
– O QUE É ANEMIA.

Exames pré-natal do 1° e 3° trimestre:

GLICEMIA

A dosagem da glicemia (concentração sanguínea de glicose) no pré-natal serve para pesquisar o diabetes mellitus gestacional.

Não há um consenso entre as diversas escolas internacionais de obstetrícia sobre a melhor forma de rastrear e diagnosticar o diabetes gestacional.

O que vamos apresentar a seguir são as orientações da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). As sociedades americana e europeia utilizam métodos e valores um pouco diferentes.

O rastreio básico é feito com uma glicemia de jejum na primeira consulta e um teste de tolerância oral à glicose entre a 24ª e a 28ª semana.

O valor considerado normal da glicemia em jejum da primeira consulta é até 85 mg/dl. O critério para o diagnóstico do diabetes é um valor acima de 126 mg/dl (o exame deve ser repetido para confirmação do valor).

As gestantes com glicemia entre 85 e 125 mg/dl são as que apresentam alto risco para desenvolver diabetes gestacional ao logo da gravidez e devem ter muito cuidado com a alimentação e com o ganho de peso durante a gestação.

Todas as gestantes com glicemia entre 85 e 125 mg/dl e aquelas com glicemia menor que 85 mg/dl, mas com fatores de risco (como história familiar, obesidade, diabetes gestacional em uma gravidez anterior, etc.) devem fazer o teste de tolerância oral, também chamado de curva glicêmica, entre a 24ª e a 28ª semana de gravidez.

O teste é feito através de 3 dosagens da glicemia. A primeira é feita em jejum. Logo após colher o sangue, a gestante ingere um xarope contendo 75 gramas de glicose e colhe mais 2 novas amostras de sangue, 1 e 2 horas depois de ter bebido o xarope. Os resultados esperados são os seguintes:

  • Glicemia Jejum: normal até 95 mg/dl.
  • Glicemia após 1 hora: normal até 180 mg/dl.
  • Glicemia após 2 horas: normal até 155 mg/dl.

Se a gestante tiver 2 dos 3 valores acima alterados, ela já pode ser considerada como portadora de diabetes gestacional.

Para saber mais detalhes sobre o diabetes gestacional, acesse o seguinte link: DIABETES GESTACIONAL

Exames pré-natal do 1°, 2° e 3° trimestre:

EXAME DE URINA

Dois exames de urina fazem parte da avaliação básica do pré-natal:  EAS (Urina tipo 1) e a urocultura.

O EAS é um exame simples de urina, que serve, principalmente, para detectar sangramentos, presença de pus (leucócitos) ou de proteínas na urina. Ele é habitualmente solicitado no primeiro e no terceiro trimestre.

A presença de sangue ou pus pode ser um sinal de inflamação do trato urinário, principalmente infecção urinária. Já a proteinúria, que é o nome que damos quando há presença de proteínas na urina, é um dos possíveis sinais da pré-eclampsia, doença que pode surgir no 3° trimestre de gestação.

Em um exame de urina simples, a pesquisa de leucócitos, hemácias e proteínas deve ser negativa. Se o resultado dessa pesquisa for fornecido em números, eles devem estar abaixo do valor de referência.

A urocultura é um exame de urina específico para identificar bactérias na urina. A presença de bactérias na urina da grávida, mesmo sem sintoma algum de infecção urinária, deve sempre ser tratada com antibióticos, pois ela aumenta o risco de complicações da gravidez.

Tanto o EAS quanto a urocultura costumam ser solicitados nos três trimestres da gestação.

Para saber mais detalhes sobre os temas citados acima, acesse os seguintes links:
– INFECÇÃO URINÁRIA NA GRAVIDEZ.
– ECLÂMPSIA E PRÉ-ECLÂMPSIA.
– EXAME DE URINA | EAS ou Urina tipo 1
– EXAME UROCULTURA

Pesquisa de infecções no pré-natal

Outro ponto importante do pré-natal é o rastreio de doenças infecciosas que possam causar complicações no curso da gravidez.
Infecções, como toxoplasmose, rubéola, sífilis, herpes e outras, se adquiridas DURANTE a gravidez, podem provocar abortamento, parto prematuro ou má-formações do feto.

Por isso, é importante a realização de exames de sangue chamados sorologias, que pesquisam a presença de anticorpos no sangue da mãe contra essas infecções.

As doenças cuja grávida já possui anticorpos específicos não podem ser adquiridas novamente, não havendo risco de infecção durante a gravidez.

Por exemplo, ter tido rubéola em algum momento da vida não é o problema, pelo contrário, pois isso significa que a mãe está imunizada e não correr risco de se infectar de novo. O problema é nunca ter tido rubéola e contrair a doença DURANTE a gestação.

As sorologias do pré-natal devem ser solicitadas na primeira consulta. Todas as infecções cuja grávida tenha sorologia negativa, ou seja, não tenha anticorpos específicos, devem ter a sorologia repetida no segundo e no terceiro trimestre para termos certeza de que a mãe não se infectou durante da a gestação.

Anticorpos IgG e IgM na gravidez

Em geral, os anticorpos pesquisados na sorologia são o IgG e o IgM. Um anticorpo do tipo IgM significa que o paciente adquiriu a infecção muito recentemente. Já o anticorpo IgG é um anticorpo de memória, que surge semanas depois do paciente ter sido infectado. Portanto, podemos ter as seguintes situações:

  • IgM positivo e IgG negativo: este resultado indica infecção recente. Se esse tipo de sorologia surgir durante a gravidez, a gestação corre risco.
  • IgM negativo e IgG positivo: este resultado sugere infecção antiga e já curada. Esse tipo de sorologia indica que a paciente já teve a doença há muito tempo, curou-se e hoje encontra-se imunizada, sem risco de tê-la novamente. É o melhor resultado para a gestante.
  • IgM negativo e IgG negativo: este resultado indica que a grávida nunca teve a doença. Esse tipo de sorologia sugere que a paciente não está doente, mas não tem imunidade contra a infecção, podendo contraí-la, caso seja exposta ao germe durante a gravidez.

Exemplo de uma gestante fictícia:

  • Sorologia para toxoplasmose: IgM negativo e IgG negativo.
  • Sorologia para rubéola: IgM negativo e IgG positivo.
  • Sorologia para citomegalovírus: IgM negativo e IgG positivo.

Os resultados acima indicam que a gestante nunca teve toxoplasmose, mas já está imunizada contra rubéola e citomegalovirose. Isso significa que o único risco dela durante a gravidez é em relação à toxoplasmose.

O obstetra só precisa orientá-la sobre como minimizar o risco de contrair toxoplasmose. No trimestre seguinte, não há necessidade de repetir as sorologias contra rubéola ou citomegalovírus, apenas contra toxoplasmose.

É importante destacar que nem todos os resultados da sorologia vêm com as dosagens de IgG e IgM. No caso do HIV, por exemplo, o resultado vem somente como reagente (positivo) ou não reagente (negativo).

Sorologias solicitadas de rotina no pré-natal

A sorologia para algumas infecção fazem parte da rotina de qualquer pré-natal. São elas:

  • Rubéola.
  • Toxoplasmose.
  • Citomegalovírus.
  • Sífilis.
  • Hepatite B.
  • Hepatite C.
  • HIV.

As infecções acima são aquelas que devem ser pesquisadas de rotina em gravidezes de baixo risco. Outras sorologias podem ser solicitadas caso haja necessidade, como, por exemplo, uma grávida que tenha tido contado recente com pessoas com catapora, herpes ou caxumba, por exemplo.

O que explicamos neste artigo são apenas os exames laboratoriais mais simples do pré-natal. Em caso de gravidez de alto risco ou em gestante que apresentem fatores de risco ou forte história familiar para outras doenças, é obrigação do obstetra fazer uma investigação mais especifica.

Источник: https://www.mdsaude.com/gravidez/pre-natal-exames/

Embarazo saludable
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