Fraldas: dez passos para o seu bebé deixá-las!

Desfralde: 10 dicas certeiras para fazer o desfralde (GUIA)

Fraldas: dez passos para o seu bebé deixá-las!

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Por Fernanda Maranha
Atualizado em 24.11.20

A maternidade traz muitos desafios, um deles surge quando o bebê está se tornando uma criança e precisa abandonar um de seus hábitos mais característicos: o de usar fraldas.

A partir do segundo ano de vida da criança, os pais costumam iniciar o processo de desfralde, que consiste em fazer com que o bebê deixe de usar as fraldas e aprenda a usar o vaso sanitário para fazer suas necessidades fisiológicas.

O processo exige ensinar o pequeno a pedir para ir ao banheiro, quando a vontade de fazer xixi ou cocô surgir. Pode ser uma fase difícil, mas algumas dicas podem ajudar a passar por ela de forma mais descomplicada. Confira!

Como fazer o desfralde?

“O desfralde é algo que pode acontecer de um dia para o outro ou desafiar os pais por longos períodos”, afirma a pediatra Priscila Zanotti Stagliorio. Segundo a especialista, não há regras específicas para seguir, que funcionem com todas as crianças. Cada experiência é diferente, inclusive entre irmãos.

A experiência com meninos e meninas pode ser diferente. Muitos apontam que desfraldar as meninas é mais fácil, mas Priscila afirma que não há diferença na maneira de realizar o desfralde.

De todo modo, muitos pais e mães têm dúvidas de como fazer o desfralde e não sabem nem por onde começar. Por isso, veja algumas dicas:

1. Inicie com o desfralde diurno

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A primeira informação para se ter em mente ao começar o processo do desfralde com o pequeno é de começar pelo diurno. A criança só vai aprender a dormir sem fralda depois que deixar de usar fraldas durante o dia.

2. Comece no verão

Não sabe quando começar o desfralde? Prefira o verão! Durante o processo, a criança vai fazer xixi na roupa algumas vezes até conseguir se controlar e, durante o verão, é mais fácil de, ocasionalmente, deixar o bebê molhado ou com poucas roupas – como só de cueca ou calcinha.

“A partir do momento em que os pais iniciam este processo, não recomendo parar por motivos de menor importância, como dó da criança em ficar suja ou molhadinha. Essa fase pode ser rápida e é importante a criança sentir segurança dos pais em suas ações”, explica a pediatra.

Além disso, as roupas, que precisarão ser lavadas com mais frequência, secarão mais rapidamente.

3. Deixe a criança sem fralda por algumas horas

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Mesmo no começo, quando o bebê ainda não souber identificar e controlar suas necessidades, Priscila indica que os pais ou cuidadores devem deixá-los sem fraldas por algumas horas em casa ou na escolinha. Este período ajuda os pequenos a se acostumarem a deixar as fraldas de lado.

4. Estabeleça alguém como referência

É importante para a criança que está desfraldando ter uma referência de qual é a forma correta de fazer as necessidades daquele ponto em diante. Essa referência pode ser o pai ou mãe ou até mesmo um irmão. “É uma boa dica para estimular a criança”, garante a pediatra”

5. Não brigue quando a criança fizer as necessidades nas roupas

Os pais precisam estar cientes de que, durante o desfralde, acidentes vão acontecer. As crianças podem, com frequência, fazer xixi ou cocô nas calças em situações inconvenientes, como em festinhas de colegas ou lugares públicos.

É preciso paciência e compreensão, como explica Priscila: “Nessas situações, os pais nunca devem brigar ou punir a criança, pois isso causa traumas e podem empacar o processo”.

6. Parabenize cada conquista

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Por outro lado, a vitória dos pequenos a cada vez que eles conseguem esperar e fazer xixi no lugar certo deve ser valorizada. “Abrace e parabenize a criança para transmitir confiança”, sugere a pediatra.

7. Lembre a criança de ir ao banheiro

É preciso criar nas crianças o hábito de ir ao banheiro, pois nem sempre ele estará disponível e, às vezes, quando ela lembra e identifica a vontade, pode ser tarde demais para chegar a um.

Por isso, em algumas situações, como em festas ou antes de entrar no carro – mesmo que sejam viagens curtas – é preciso lembrar o filho de usar o banheiro.

“Em viagens mais longas, lembre-se fazer paradas para a criança fazer xixi ou cocô”, salienta Priscila.

8. Invista em superfícies impermeáveis

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Como já foi dito anteriormente, nesta fase os escapes são muito comuns e podem não só sujar e molhar as roupinhas do bebê como também itens da casa. Para evitar tais problemas, a pediatra sugere lançar mão de recursos simples como lençóis impermeáveis para forrar camas, sofás e até o tapete em que a criança se senta para brincar.

9. Carregue roupas extras

Vai passar uma tarde fora de casa com o filho? Lembre-se de carregar ainda mais roupas extras. É comum os papais já fazerem isso por conta do risco de sujar-se com comida, ou o cocô da fralda vazar, mas quando se está em período de desfralde, o risco de precisar trocar a roupa do pequeno é ainda maior!

10. Por fim, o desafio do desfralde noturno

Veja também Fralda de pano ou fralda descartável: qual a melhor opção?

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Segundo a pediatra, o processo de abandonar as fraldas para dormir noturno pode ser ainda mais demorado e requer que os pais estabeleçam certas rotinas, entre elas, duas podem ser essenciais: fazer as crianças sempre irem ao banheiro antes de dormir e não dar muitos líquidos perto da hora de ir para a cama.

Existe uma idade certa para fazer o desfralde?

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De acordo com a especialista, apesar de não existir idade pré-estabelecida para começar, o desfralde pode ser iniciado por volta dos 24 meses.

“Neste período, a criança já possui um pouco de maturidade para sinalizar aos pais quando sente vontade de fazer xixi ou cocô. Mas vale lembrar que cada criança possui um ritmo e os pais não devem cobrá-las e ou puni-las quando não atenderem suas expectativas”, explica Priscila.

Sinais de que a criança está pronta para o desfralde

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Se você não sabe se já está na hora de começar o desfralde do pequeno ou pequena, pode reparar alguns sinais que mostram se eles já estão pronto para este desafio:

  • Consegue falar: se a criança já sabe falar, isso pode facilitar o desfralde, já que ela pode comunicar a quem estiver com ela sua vontade de fazer xixi ou cocô;
  • Sabe sinalizar aos pais quando quer fazer xixi ou cocô: saber falar não é essencial para iniciar o processo de desfralde, mas é preciso que a criança saiba sinalizar de alguma forma suas necessidades, seja com uma palavra ou gesto.
  • Incômodo com a fralda: um sinal claro que pode indicar que está na hora do seu bebê parar de usar fraldas é o próprio incômodo dele com o acessório “Algumas crianças começam a sinalizar que estão incomodadas com a fralda e as arrancam ao longo do dia”, esclarece a pediatra.
  • Consegue ficar sentado na mesma posição por algum tempo: por fim, outro sinal de comportamento que indica que o(a) pequeno(a) está pronto para deixar as fraldas de lado é conseguir ficar sentado na mesma posição por algum tempo, especialmente para fazer cocô.

Convivendo com a criança, os pais podem levar esses e outros sinais em consideração para perceber se ela está pronta para esta nova experiência.

Tenha em mente que, ao fazer o desfralde, é preciso ter paciência, pois trata-se de um processo que não tem duração pré-definida e significa um grande aprendizado para seu filho(a). Priscila dá uma mensagem de esperança para quem está passando por essa fase ou passará em breve: “O importante é não desistir, pois em algum momento vai dar certo!”

Источник: https://www.dicasdemulher.com.br/desfralde/

O manual da alimentação dos bebês

Fraldas: dez passos para o seu bebé deixá-las!

Não há amor mais sincero do que o amor à comida, segundo o dramaturgo irlandês Bernard Shaw (1856-1950). E uma cartilha lançada pela Unicef, o braço das Nações Unidas voltado à infância, pode ajudar os pais a despertarem esse sentimento nos filhos, sem complicações. São dez recomendações para a alimentação dos pequenos até os 2 anos de idade.

“É um período em que se formam hábitos que vão acompanhá-los pela vida toda. Portanto, uma ótima oportunidade de estimular o gosto pela comida saudável“, explica a médica Cristina Albuquerque, chefe de Saúde, HIV/Aids e Desenvolvimento Infantil da Unicef Brasil.

Além de fornecer os nutrientes para o crescimento e o desenvolvimento dos órgãos, a alimentação adequada previne a obesidade. Pois saiba que aqueles bebês rechonchudos, exibidos com orgulho pelas mamães de outrora, hoje são motivo de preocupação. Os índices de excesso de peso na infância dispararam.

Um estudo da Federação Mundial de Obesidade estima que o número de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos que estão com quilos a mais deve pular de 220 milhões para 268 milhões em menos de uma década.

“O sobrepeso é porta de entrada para diabetes tipo 2, hipertensão e acúmulo de gordura no fígado, que aumentam o risco de doenças cardiovasculares, a principal causa de morte no mundo”, explica Cristina.

A refeição é também ocasião de aprender com os adultos a saborear os alimentos, trocar experiências, interagir… “Estudos populacionais mostram que famílias que comem juntas têm um padrão alimentar melhor”, conta o pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg, do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Por isso vale a pena fazer dela um momento agradável de convivência em vez de se limitar a enfiar colheradas goela abaixo enquanto a criança se entretém com o tablet, o celular ou a TV.

Confira agora os dez passos para formar uma geração saudável e bem nutrida.

1. Amamentação até os 6 meses

E aqui falamos em aleitamento exclusivo. O leite materno fornece todos os nutrientes de que o bebê precisa. Dispensa água, chá e suco — inclusive em regiões quentes e áridas.

Não precisa temer aquela história de “leite fraco”. “Mesmo mães de baixo peso produzem, na maior parte das vezes, um líquido adequado às necessidades do bebê”, esclarece Fisberg.

Se o recém-nascido chorar, saiba que é a única forma que ele tem para se comunicar. Não significa sempre que está com fome — pode ser fralda suja, frio, calor, falta de aconchego… Observe se ele está crescendo como o esperado. Se achar que não, peça orientação ao pediatra.

E atenção: a partir do sexto mês, entram outros alimentos, mas a lactação deve ser mantida até os 2 anos.

Para o aleitamento fluir

Confie: não defina horário nem tempo. O bebê sabe quando mamar.

Conforto: há várias posições. Escolha a mais confortável para os dois.

Intercale: na próxima mamada, comece com o seio que não esvaziou na última.

Cuide-se: quem dá de mamar deve beber muita água e comer de maneira equilibrada.

Veja mais: Como preparar os seios para a amamentação

2. Não ofereça açúcar

Nem um pouquinho! Assim se evitam cáries e, claro, o excesso de peso.

A sensação de prazer provocada pelo consumo de doce ativa locais do cérebro relacionados à recompensa, concluíram pesquisadores da Universidade Yale (EUA), do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal do ABC. Daí a vontade de repetir.

E o hábito adquirido na infância é mais difícil de reverter no futuro. “Fora isso, o doce compete com frutas e outros alimentos menos calóricos”, adverte Cristina.

O mel também está desaconselhado: é ultradoce e pode conter uma bactéria que ataca nervos e músculos. E o sistema imunológico do bebê ainda é imaturo para combatê-la.

3. Apresente novos alimentos aos 6 meses

Comece no almoço, com itens frescos preparados com pouco azeite e sal: arroz, feijão, raízes, verduras, legumes, carnes e ovo. Nos lanches da manhã e da tarde, vá de fruta. No sétimo mês, é a vez de liberar o jantar. A partir do oitavo, dê a comida da família — se não tiver muito tempero, sal e gordura.

Deixe o bebê explorar o prato com a colher ou as mãos para sentir sabores, texturas e calor. Desencane da sujeira, tá? Lembre-se de dar água várias vezes ao dia para manter a hidratação.

O bebê e a comida da família

O pequeno vai seguir o exemplo dos pais e irmãos à mesa. Eis um bom motivo para melhorar o cardápio de todos. “O que não é saudável para o bebê não é também para a família”, afirma a endocrinologista e expert em obesidade infantil Zuleika Halpern, de São Paulo.

4. Espere a criança ter fome de comida de verdade

Se o filho rejeita o almoço, muitos pais acabam permitindo a bolacha, o salgadinho e outras tranqueiras. Só que substituir a refeição não é uma boa estratégia.

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O melhor é esperar. Segundo a cartilha, em geral, duas horas sem comer ou beber são suficientes para a fome aparecer.

Contudo, não se recomenda oferecer no meio da tarde aquele prato que foi recusado mais cedo. Cristina indica leite, fruta, enfim, algo saudável que cai bem nesse período do dia.

Não force a barra

Bebês costumam comer pouco. Aquele papo de “Só mais uma colherinha” ou insistir no prato vazio a qualquer custo pode levar a criança a perder a noção de saciedade e comer além do limite. “Aí, sobe o risco de obesidade”, alerta Zuleika.

5. Invista no colorido dos vegetais

Um prato cheio de cor fornece nutrientes diferentes e agrada os olhos. Vale levar a criança à feira para mostrar a variedade e motivá-la a experimentar.

Todo alimento que nasce na terra ou dá em árvores é saudável, porém não estranhe se ela rejeitar algum. “Apresente no mínimo de dez a 12 vezes, mudando o preparo ou o tempero, antes de excluir do cardápio”, sugere Fisberg.

Se ainda recusar ou, pior, vomitar, tente outro item do mesmo grupo. O bebê tem direito a não gostar de tudo.

Desligue as telas

Diante de TV, tablet e celular, a criança nem presta atenção na comida. Isso já faz engordar — fora o sedentarismo. Há indícios de que o excesso de telas mexe com o cérebro. Elas só devem entrar na vida dos pequenos após os 2 anos — no máximo duas horas ao dia.

6. Ofereça grãos, raízes, verduras e frutas

Praticamente não existe alimento in natura que não possa ser introduzido após o sexto mês. “Depende mais do tempero e da forma de apresentação para o bebê se adaptar”, instrui Fisberg.

Os últimos a entrarem no menu são os que têm maior potencial de causar alergia, caso dos frutos do mar. O peixe vai logo de cara. Já embutidos, frituras e macarrão instantâneo, por exemplo, são contraindicados por concentrarem gordura, sal, corantes e conservantes demais, além de poucos nutrientes.

O prato ideal

Escolha um alimento de cada grupo

Carboidratos: Tem arroz, mandioca, batata, cará, macarrão, fubá e inhame.

Proteínas: Peixe, carne (boi ou porco), frango, ovo, feijão, lentilha…

Vitaminas e fibras: Aposte nos vegetais: couve, tomate, cenoura, beterraba etc.

7. Estimule o bebê a mastigar

Isso ajuda a formar os dentes e a desenvolver a fala. Os alimentos devem ser cozidos e amassados com o garfo — as carnes, desfiadas. Não os misture para que o bebê possa provar cada um.

As chances de engasgar são mínimas: mesmo sem dentes, ele morde, só não corta. “Dê porções pequenas e ponha no canto da boca”, ensina Fisberg. “Ele vai jogar o alimento de um lado para outro, o que é útil, porque a digestão começa ali.”

8. Não dê bolachas e afins antes dos 2 anos

Biscoitos recheados, sucos de caixinha, salgadinhos, gelatina e refrigerantes não devem ser oferecidos porque colaboram para a obesidade, além de estarem lotados de aditivos. “O melhor é nem ter essas coisas dentro de casa”, orienta Zuleika.

Quanto àquele comentário do tempo de nossas avós “Mas a criança vai passar vontade e ficar doente!”, ignore. Se ela estiver de olho em um doce, bote uma fruta à disposição.

9. Não se esqueça da higiene

Lavar bem as mãos, os utensílios e os alimentos do bebê evita a contaminação por germes que provocam diarreia e infecções. “A água deve ser filtrada ou fervida e entregue de preferência no copo, entre os lanches e as refeições”, recomenda Cristina. Não tem melhor líquido para matar a sede.

Em vez do suco, priorize a fruta in natura, que concentra boas doses de fibras, substâncias bem-vindas ao intestino.

10. Estimule a vida ativa

Não adianta comer legal e ser sedentário. Por isso a Unicef indica movimentação.

Nessa fase, o bebê curte engatinhar e explorar o ambiente, o que aprimora a coordenação. Incentive-o a buscar um brinquedo e a empilhar objetos, a brincar de esconde-esconde, jogar bola e dançar. Invente atividades no quintal, no parquinho e na piscina.

Assim, ele se mexe e interage com os outros. A busca por saúde pode (e deve) ser divertida.

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Источник: https://saude.abril.com.br/alimentacao/o-manual-da-alimentacao-dos-bebes/

Embarazo saludable
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