Gravidez de risco: o que fazer quando se está de repouso absoluto?

Repouso na gravidez: quando é preciso?

Gravidez de risco: o que fazer quando se está de repouso absoluto?

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Quando o médico aconselha o repouso durante a gestação, é normal que você sinta medo de que algo aconteça e, ao mesmo tempo, muito tédio e frustração por ter que ficar em casa enquanto gostaria, claro, de mostrar o barrigão para todo mundo. Se este é o seu caso, saiba que a medida é importante quando existem riscos na gravidez e, apesar da mudança na rotina, (acredite!) ela só fará bem a vocês. E mais: não são poucas as mulheres que precisam repousar em algum momento da gravidez.

Para se ter uma ideia, um levantamento feito pela Society for Maternal-Fetal Medicine (EUA), mostrou que 18% das norte-americanas fizeram pelo menos uma pausa (curta ou longa) em nove meses.

O motivo? Há evidências de que o esforço físico e o estresse sobrecarregam o organismo, aumentando a possibilidade de sangramentos e contrações.

Diz a lógica, portanto, que ficar de molho é a atitude mais sensata em situações de risco.

Para identificá-las e dar início ao descanso, os exames do pré-natal são decisivos. Um acompanhamento adequado permite detectar, por exemplo, a pré-eclâmpsia – um aumento grave na pressão arterial da gestante.

De acordo com o obstetra Julio Elito Junior, da Unifesp, nessa condição, manter-se deitada de lado, apoiada na face esquerda do corpo, melhora o fluxo de sangue para o bebê, frequentemente comprometido por conta do problema.

Além disso, evita que o quadro se agrave devido à agitação do cotidiano.

Há mais duas alterações recorrentes, ligadas à placenta, que demandam descanso: o descolamento, quando a estrutura se desprende do útero, e a placenta prévia ou baixa, que significa um erro de posicionamento (em vez de estar localizada ao centro ou no fundo do órgão, como é normal, ela se desenvolve abaixo dele). O primeiro caso implica em hemorragia, falta de oxigenação e desnutrição do feto, o que pode ser muito grave para mãe e filho. E o segundo também é capaz de promover sangramentos intensos.

Outra justificativa para o repouso forçado é a ruptura precoce da bolsa, levando à perda de líquido amniótico, o que deixa o bebê exposto a infecções. Diante da situação, a pausa é essencial para evitar uma complicação ainda maior – o prolapso do cordão, quando ele fica comprimido diante da perda de proteção pelo líquido, interrompendo o fluxo sanguíneo para a criança.

No final da gestação, há ainda a possibilidade de ocorrer a dilatação antecipada do colo do útero, uma intercorrência comum, capaz de adiantar o parto.

Tipos de repouso

Seja qual for o seu caso, não há motivo para desespero. “O repouso é bem-sucedido na maioria das vezes, se a grávida seguir todas as recomendações”, tranquiliza Elito Junior. O que isso significa, na prática? Antes de tudo, vale saber que há dois tipos de repouso.

O primeiro é o relativo, ou seja, o médico orienta que a mulher se ausente do trabalho e evite fazer esforços físicos intensos.

No entanto, ela pode ficar em casa e está liberada para andar um pouco, levantar-se, ir ao banheiro, tomar banho sozinha e até realizar alguma atividade profissional em casa (desde que seja no computador e sem excessos).

Já o repouso total é mais rigoroso e exige acompanhamento médico, com internação em um hospital.

“Essa recomendação é restrita a poucos casos, como a eclâmpsia (uma piora da pré-eclâmpsia, que pode vir acompanhada de convulsões e outros problemas)”, afirma Gerson Aranha, obstetra e professor da Universidade Metropolitana de Santos (SP).

Ou seja: apesar de preocupante, nem sempre um descolamento de placenta, por exemplo, exige esse cuidado extremo. E, mesmo que a internação hospitalar seja necessária, as limitações impostas vão variar de acordo com o estado clínico da paciente, que precisa ser avaliada individualmente.

A maior parte das mulheres nessa situação pode se levantar para ir ao banheiro ou tomar banho, pelo menos. Outras, que apresentam uma dilatação preocupante do colo do útero, por exemplo, ficam restritas à cama.

O tipo de complicação e a consequente exigência de descanso também mudam de acordo com a etapa da gestação. A pré-eclâmpsia, por exemplo, costuma ser diagnosticada a partir do quinto mês. Já os problemas relacionados à placenta e à perda do líquido amniótico geralmente aparecem no terceiro trimestre, o que faz dessa fase a mais delicada.

Como evitar o estresse durante o repouso

As intercorrências citadas anteriormente abrem alas para outros dois tormentos: o medo de perder o bebê e o sentimento de culpa. Essas sensações prejudicam, muitas vezes, a qualidade do sono e a alimentação, além de desencadearem possíveis depressões ou crises de ansiedade.

Tudo isso só piora a situação. Para evitar um cenário desfavorável, a psicóloga Vanessa Guarino, pesquisadora da Universidade de São Paulo, sugere que os familiares criem uma rede de apoio consistente. Em poucas palavras: é importante ouvir a mulher com paciência e dar conselhos quando necessário.

Ajudá-la a ocupar os dias também é um grande incentivo. “Leve filmes, dê livros, conte piadas… Ela precisa disso para se distrair”, recomenda a profissional.

Outra boa maneira de deixar a gestação mais leve é abrir a casa para os amigos e, se a preocupação é com o enxoval, vale aproveitar as lojas online para fazer as compras.

Quem já tem um filho maiorzinho deve explicar a ele o que está acontecendo, mostrar que aquela fase será importante para o seu irmão. “A conversa é sempre o melhor caminho”, sugere Vanessa. E, mais uma vez, conte com a ajuda dos parentes para cuidar do seu primogênito, como dar banho ou levar à escola.

Em casa, proponha brincadeiras mais tranquilas e que possam ser feitas pelos dois no local de descanso, como jogos de memória ou livros de colorir. Assim, o vínculo entre mãe e filho é mantido e a grávida aproveita uma companhia capaz de proporcionar carinho, calma e muito amor. O essencial para uma família que está prestes a aumentar!

O repouso na lei

Ausentar-se não é uma escolha e, sim, uma necessidade, quando o médico prescreve repouso. A mulher tem direito ao descanso remunerado, chamado de auxílio-doença, em qualquer período da gestação. O processo é simples: ela deve apresentar o atestado médico na empresa em que trabalha. Então, a companhia irá custear os primeiros 15 dias de salário durante o afastamento.

Em seguida, o contrato fica congelado e quem assume os custos é a Previdência Social. Para isso, é preciso acessar o site do órgão e agendar uma perícia em algum posto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Um médico irá avaliar a situação e conceder o benefício, que geralmente se mantém até o início da licença-maternidade.

De acordo com a advogada Dânia Fiorin Longhi, professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP), a remuneração não será integral, mas, sim, proporcional ao período de contribuição.

Quem faz esse cálculo é o INSS (acesse www.previdencia.gov.br/servicos-ao-cidadao/todos-os-servicos/auxiliodoenca para entender a fórmula). Os benefícios habituais, como vale-alimentação ou refeição, geralmente ficam suspensos.

A não ser que estejam previstos na convenção coletiva de trabalho, que varia de acordo com a categoria. O auxílio também vale para as autônomas, que tenham contribuído pelo menos dez meses com o INSS.

A remuneração será uma média do valor recebido nos últimos 12 meses e as providências são iguais (entrar no site e marcar a perícia).

Existe a possibilidade de dar início à licença-maternidade 28 dias antes do parto. Quem determina a data é o médico da paciente.

Quando esse período começa, o empregador volta a arcar com todos os custos e o salário passa a ser integral (a concessão dos benefícios também depende da convenção coletiva de cada categoria). As grávidas que trabalham por conta continuarão sob a responsabilidade da Previdência Social.

Elas devem acessar o site, agendar uma data e apresentar o laudo médico, assegurando o benefício por 120 dias. No regime CLT, as companhias que aderem ao Programa Empresa Cidadã concedem 180 dias de licença.

Rotina da casa: delegue!Nada de organizar armários, preparar refeições ou promover aquela faxina. Se estiver em repouso, a grávida precisa descansar mesmo. Por isso, deve contar com a ajuda de familiares, vizinhos ou contratar alguém para assumir as tarefas domésticas.

Como é importante ter um cardápio saudável, a comida congelada de supermercado está fora de cogitação. A melhor saída é o planejamento. Quando alguém for cozinhar, por exemplo, peça para fazer porções maiores e congelar o restante para ser consumido nos próximos dias.

Há também diversas empresas que comercializam marmitas fresquinhas e nutritivas – vale pesquisar bem para encontrar a melhor alternativa. Cuidar da alimentação é fundamental em gestações de risco, pois favorece a recuperação e aumenta as chances de um desfecho positivo.

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Источник: https://revistacrescer.globo.com/Gravidez/Saude/noticia/2014/03/repouso-na-gravidez.html

Repouso durante a gravidez

Gravidez de risco: o que fazer quando se está de repouso absoluto?

Toda gestante precisa ter uma rotina mais tranquila comparada à rotina que tinha antes da gravidez. Gravidez não é doença, porém consome muita energia, por isso, para ser vivida com mais prazer segurança é necessário não exigir mais do que o corpo suporta.

Uma gestação que se desenvolve normalmente não requer repouso, porém, em algumas situações o seu médico pode pedir o repouso relativo ou total. Sabe o que isso significa?

O que é repouso relativo durante a gravidez?

O repouso relativo durante a gravidez consiste em limitar certas atividades físicas da futura mãe. Por exemplo:

  • Evitar carregar peso.
  • Ter cuidado para pegar outros filhos no colo.
  • Limitar as tarefas de limpeza da casa, como levantar colchão, arrastar móveis ou agachar muito.

É preciso diferenciar entre repouso total e repouso relativo. No primeiro caso, a mãe deve permanecer na cama descansando, e no segundo, é possível levar uma vida praticamente normal apenas evitando esforços.

Quando o repouso relativo é recomendável?

O repouso durante a gestação pode ser chave para prevenir o risco de aborto, é imprescindível em situações com placenta prévia, por exemplo.

Se o seu médico recomendou o repouso relativo, provavelmente também explicou a razão, caso negativo, pergunte para ele.

Em todo caso, é muito importante seguir sempre suas instruções, pois é para a sua segurança e também do seu bebê.

Alguns casos onde o repouso relativo costuma ser recomendado durante a gestação são:

– Sangramento

Em caso de sangramentos durante o primeiro trimestre da gestação, o repouso relativo e não manter relações sexuais é recomendável para evitar a hemorragia. Este descanso costuma ser suficiente para manter o feto fora de perigo e solucionar o problema.

Quando o sangramento acontece durante o segundo ou terceiro trimestre, o tipo de repouso recomendado dependerá da origem do sangramento. Neste período, os sangramentos podem ser mais perigosos, por isso, se o sangramento continuar mesmo após o tempo esperado de repouso, é preciso procurar o serviço de pronto socorro.

– Crescimento intrauterino restrito

A origem desta complicação pode variar, porém na maioria das vezes está relacionada com a insuficiência placentária. Nestas situações o repouso relativo da gestante ajuda o bebê a ganhar peso e se desenvolver normalmente.

– Contrações prematuras

Manter uma vida tranquila e descansar várias horas durante o dia reduz exponencialmente o risco de parto prematuro. Quando identificado um risco aumentado de parto prematuro, o repouso relativo é fundamental, em algumas ocasiões inclusive o repouso total. Descansar irá ajudar a relaxar os músculos e diminuir a pressão que o bebê exerce no colo do útero.

– Ruptura da bolsa

Se a bolsa estourou, o trabalho de parto está muito próximo e irá ocorrer no máximo nas próximas 48 horas. Até que chegue este momento, além de ir ao hospital, é preciso fazer repouso e informar o médico.

– Placenta previa

Em caso de sangramento causado por uma obstrução parcial ou total do colo do útero com origem placentária (placenta baixa, ou placenta prévia) o repouso deve ser absoluto. Por outro lado, se há diagnóstico de placenta prévia sem sangramento, possivelmente o repouso recomendado será o relativo até o final da gestação.

– Gestação múltipla

Os riscos mais elevados de abortamento, parto prematuro e baixo peso ao nascer são comuns entre gestações múltiplas, incluindo o caso de gêmeos. Nestes casos é melhor manter um repouso relativo a partir do segundo semestre, pois o peso da barriga irá dificultar ainda mais a realização de tarefas habituais da rotina.

– Pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia pode surgir quando a gestante tem a pressão alta (hipertensão). Se manifesta em menos de 10% das gestações, mas é mais comum em casos de primeira gravidez de gestantes com mais de 35 anos e casos de gestação múltipla.

Se não for controlada, a hipertensão pode afetar o bebê com complicações relacionadas com o aporte de oxigênio e nutrientes, além de ser um perigo para a gestante. Se a hipertensão é leve, o repouso relativo e uma dieta baixa em sódio pode manter a situação estável. Em casos mais graves, é necessária a internação da futura mãe.

– Problemas na saúde da futura mãe

Quando a mulher possui problemas respiratórios, do coração, asma, entre outros, é aconselhável não fazer esforços e reduzir as atividades físicas durante toda a gravidez.

Evite o estresse durante a gravidez

A saúde do bebê é uma das principais preocupações de todas as gestantes, principalmente quando existe a indicação de repouso relativo e total. Uma forma de reduzir as preocupações é seguir todos os passos de um pré-natal completo, inclusive, descartando desde o começo da gravidez as dúvidas sobre as doenças causadas por alterações cromossômicas, como a Síndrome de Down.

O NIPT, teste pré-natal não invasivo NACE, é uma forma de descartar riscos a partir da décima semana de gravidez com alta fiabilidade. Para realizar o teste que detecta do DNA placentário que circula no sangue da mãe, é preciso apenas coletar uma amostra de sangue materno.

Источник: https://nace.igenomix.com.br/blog/repouso-durante-gravidez/

Quando é recomendado fazer repouso absoluto durante a gravidez?

Gravidez de risco: o que fazer quando se está de repouso absoluto?

Durante qualquer estágio da gravidez, o médico pode recomendar o repouso absoluto se ele considerar que a sua vida ou a do seu filho podem estar em perigo. Mas quando exatamente é recomendado fazer repouso absoluto durante a gravidez?

Sabemos que esse assunto pode ser controverso, pois, embora essa indicação seja algo completamente a critério do obstetra, os diagnósticos podem passar de um repouso absoluto para um repouso relativo. Então, os limites sobre o que é permitido fazer ou não durante esse repouso também variam.

Por esse motivo, a abordagem quanto a esse assunto que vamos apresentar aqui pode ser útil para você. Vamos contar, de forma informativa, quando é recomendado fazer repouso absoluto durante a gravidez. Porém, nenhuma sugestão apresentada aqui implica deixar de seguir as recomendações do seu médico.

Quando um obstetra recomenda o repouso absoluto para uma mulher grávida, ele parte de um estudo das condições da gravidez a partir das quais é determinado se ela pode ser de alto risco. Uma gravidez de alto risco é aquela que apresenta fatores ou sintomas que possam ter um impacto negativo na saúde da mãe e do bebê.

Os fatores determinantes para que uma gravidez seja considerada de risco e para que a mãe deva tomar medidas especiais, como o repouso, são variados. Em alguns casos, essa decisão é tomada desde as primeiras semanas de gestação. Em outros, pode ocorrer mais perto da fase final. Sem dúvida, em casos extremos, o repouso pode ser indicado durante a gravidez inteira.

Embora possa não parecer, a recomendação de repouso absoluto para uma mulher grávida é uma ocorrência bastante comum. De acordo com as estatísticas, 20% do total de mulheres grávidas em um ano recebem essa indicação médica. Agora, vamos revisar as causas específicas que levam a essa recomendação.

Causas médicas para indicar o repouso absoluto

De acordo com os obstetras, algumas das razões pelas quais é recomendado que uma mulher grávida faça repouso absoluto são:

  • Hipertensão ou pré-eclâmpsia.
  • Problemas no colo do útero: seja porque eles surgiram durante a gravidez ou nas mulheres que sofreram queimaduras ou cortes no colo do útero devido a tratamentos contra o HPV.
  • Contrações intensas e frequentes antes do final da gravidez.
  • Hematomas no saco gestacional.
  • Dor lombar ou ciática.
  • Estresse ou fadiga física e mental.

Certamente, todas essas condições podem desencadear a perda do bebê e são consideradas uma ameaça de aborto. Portanto, o repouso é uma das primeiras medidas geralmente indicadas, além de outros tratamentos específicos para cada caso.

Controvérsias sobre o repouso absoluto

A controvérsia envolvida na indicação de repouso absoluto para uma mulher grávida aumentou à medida que os estudos médicos avançaram. O ponto de partida é que o repouso é uma medida preventiva que, de qualquer forma, colabora para o tratamento das causas principais.

No entanto, muitos especialistas acreditam que não é possível provar que essa indicação possa realmente resolver qualquer uma das complicações específicas da gravidez.

Do ponto de vista psicológico, a opinião é bastante favorável. Essa ciência afirma que o repouso absoluto é benéfico para a mulher grávida. Poder ficar calma, relaxada e sentindo que está colaborando com o bem-estar do bebê contribui para a recuperação da mãe, qualquer que seja a patologia.

“O descanso é uma medida preventiva e, de qualquer forma, colabora para o tratamento das causas principais”.

Dicas práticas durante o repouso absoluto

É claro que, durante o período de repouso absoluto, duas coisas podem acontecer. A primeira é que, de fato, a mãe possa ficar mais calma e recuperar as forças para se sentir melhor.

Por outro lado, a segunda possibilidade é que em algum momento aconteça o contrário e a paciente se sinta entediada, cansada da inatividade e até mesmo sinta certa dor nas costas e nas pernas. Com esses dois cenários em mente, as seguintes dicas práticas devem ser consideradas:

  • O quarto da mulher grávida deve estar equipado com os móveis de sua escolha e com muitos livros e revistas que sejam do seu agrado.
  • Receber visitas frequentes de familiares e amigos é mais do que bem-vindo, para que ela não se sinta sozinha, inativa ou isolada.
  • Fazer exercícios de ginástica isométrica para as pernas ou receber massagens leves nos membros e nas costas também é muito útil.
  • Alimentar-se bem e sem cometer excessos evitará desconfortos e, por consequência, favorecerá a sensação de bem-estar e conforto.

Por fim, queremos dizer que, se você precisar fazer repouso absoluto por recomendação do seu obstetra, é bom que você mantenha uma atitude positiva e calma. Tome esse tempo e aproveite a oportunidade para descansar sem precisar se preocupar.

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Источник: https://soumamae.com.br/quando-recomendado-repouso-absoluto-gravidez/

Gravidez em risco: 10 dicas para um repouso saudável na cama | Familia

Gravidez de risco: o que fazer quando se está de repouso absoluto?

Ficar restrita ao leito durante a gravidez pode ser enlouquecedor. Veja essas dicas para manter sua sanidade caso precise de repouso absoluto na gravidez.

Este artigo foi originalmente publicado no blog “Khaos and Khiddos e republicado aqui com permissão da autora, traduzido e adaptado por Stael Pedrosa Metzger.

Por ordens médicas, fui colocada a repousar na cama quando ainda estava com 27 semanas de gravidez devido a um padrão constante de contrações. Isso não é incomum na gravidez de múltiplos, e como eu já estava me preparando mentalmente para diminuir o ritmo por volta dessa época, a orientação do médico não foi nenhuma grande surpresa.

Quase cinco semanas em casa e duas semanas no hospital mais tarde, entrei em trabalho de parto por volta de 34 semanas. Durante esse período de tempo, eu derramei muitas lágrimas, tinha muita ansiedade e estava entediada além da razão.

Aqui estão 10 dicas para um repouso saudável que realmente me ajudaram ao longo do caminho:

1. Visitas

Eu precisava ver pessoas frequentemente. Ouvir vozes diferentes, eu aguardava as visitas. A coisa importante a se notar foi que eu fiz isso quando eu me senti pronta para tal, quando funcionou melhor para mim. Às vezes eu não queria ver ninguém. E tudo bem. Quando vieram, muitas delas ajudaram com a limpeza da casa.

Só de ouvi-los limpando já ajudou o meu TOC (eu realmente tinha problemas de ansiedade ao ouvir a casa “viva” ao meu redor sem qualquer participação ou controle da minha parte. Sim, eu sou uma doida). E eu admito, os visitantes eram obrigados a trazer comida.

Eu vivi indiretamente através dos lanches impressionantes que elas me traziam já que eu não podia cozinhar para mim.

2. Netflix

Você sabia que existem 120 episódios de Lost? Eu assisti ao episódio 120 de manhã, antes de me internar no hospital para as duas últimas semanas de repouso. Netflix é bom demais. A primeira coisa que meu marido fez quando me colocou em repouso no leito foi me comprar um novo leitor de Blu-Ray que já vinha com Netflix (e Amazon Prime). Ele me fez sentir como uma rainha!

3. Mídia social/Blog

A mídia social é a óbvia conexão com o mundo exterior. É muito mais fácil manter-se conectado do que voltar à idade das trevas quando colocavam a garota grávida em um quarto nos fundos do castelo com as janelas cobertas. Partilhe a sua viagem! Vai ser bom. Você vai precisar das conversas estimulantes de todo mundo.

4. Frigobar

Este provavelmente deveria ter reclamado o primeiro lugar. Uma amiga fantástica ofereceu um para nós (ela ainda entregou!). E foi um bem grande. Meu marido o estocava todas as manhãs antes de sair para o trabalho e eu tinha tudo que eu precisava para o dia ao alcance do braço ao lado da cama.

5. Um hobby

Sendo fotógrafa, eu tive o grande luxo de muito trabalho criativo à minha disposição para passar o tempo. Já ouvi falar de pessoas que tricotaram um milhão de suéteres ou bordaram ponto-cruz ou quaisquer outros trabalhos manuais como passatempo que manteve seus cérebros ocupados e as mãos em movimento.

6. Livros / Revistas

Meu tablet é o meu melhor amigo. Eu pude ler tantos livros impressionantes durante o meu tempo em repouso no leito. E então eu perguntei aos amigos que me visitavam sobre seus livros favoritos e os li também.

Foi legal ver o que diferentes pessoas me indicavam e pude aprender mais sobre suas personalidades e estilo também! Entrei no Goodreads para acompanhar o meu progresso e encontrar novos livros para ler.

Superlegal!

7. Quebra-cabeças/Jogos

Ter outras crianças enquanto em repouso na cama é superdifícil. Não só é frustrante você não se sentir apta a fornecer o cuidado a elas que você gostaria, como é frustrante para elas sentirem sua “ausência” em sua própria rotina diária.

Separando um tempo quando elas chegam em casa da escola para se sentarem na cama e jogar um jogo de tabuleiro com você ou fazer alguma outra atividade em conjunto pode alegrar o seu dia e ajudá-las a se sentirem ainda conectadas e importantes.

(Confira este post com 8 dicas para ajudar sua criança mais velha a ajustar-se a novos Irmãos!)

8. Crie uma rotina

Nos momentos mais obscuros enquanto repousa às vezes você pode sentir-se caindo no abismo do tédio e, na verdade, até um pouco deprimida. Sentir-se tão sedentária pode ter alguns efeitos negativos, se você não tiver cuidado.

Estabeleça uma rotina! No hospital, eu fiz um trato de tentar acordar às 7h30, para tomar o café da manhã todos os dias às 8h00, ler dois capítulos do meu livro, em seguida assistir a um episódio de qualquer programa que eu estivesse seguindo. Mesmo coisas estúpidas.

Eu fiz disso a minha rotina. Eu dei valor ao meu tempo e ao meu dia.

9. Skype, FaceTime, Google Hangout

Agradeça a Deus pela tecnologia! Às vezes você precisava ver um rosto que está longe. Nós somos abençoados com as ferramentas para fazê-lo.

10. Fique arrumada. E limpa

Havia tantas manhãs em que eu simplesmente não tinha vontade de escovar os cabelos ou me vestir. Obriguei-me a fazê-lo de qualquer maneira.

Sabe aqueles dias mais raros, quando eu tinha aguentado demais e me sentia insana na antessala do inferno, prestes a me tornar uma psicopata, uma louca e não fazia as tarefas humanas simples? Bem, esses dias ficavam piores.

Mesmo quando eu não queria fazê-lo, eu certifiquei-me de fazer um esforço para ficar limpa e arrumada, eu me sentia melhor depois. Foi importante tentar me sentir como uma mulher, mesmo com os esforços mais ínfimos.

Haverá superaltos e superbaixos ao repousar no leito. Você tem um trabalho… Deixar o bebê crescer. Abrace essa causa e faça o seu melhor para encontrar paz em seu coração.

Seus esforços não serão sempre facilmente reconhecidos, mas esforce-se para ficar calma e focada em manter o melhor estado mental para o seu pequeno bebê (ou bebês!) à medida que crescem dentro de você. Cada segundo gasto em repouso lhes permite dar um passo para mais perto do desenvolvimento integral.

Vale a pena cada tanto de trabalho duro, energia e momentos sombrios por saber que a cada dia você passou um novo marco e deu-lhes uma chance de uma melhor vida. Cada dia conta.

Dica Bônus!

Aproveite o ritmo mais lento.

Mesmo quando eu estava literalmente entediada às lágrimas em repouso na cama, às vezes eu me pego olhando para trás nesses dias entre o caos de crianças gêmeas, noites sem dormir, birras épicas e momentos indescritíveis de sujeira e meninos desagradáveis, e penso “Cara, aqueles eram os dias.

” Eu não trocaria o meu pedacinho do céu caótico pelo mundo, mas tenho certeza que gostaria de uma semana, caramba… Uma hora! Do tempo em que eu não tinha que fazer absolutamente nada, só ficar deitada na cama. Ahhh… Agora mesmo, eu estou sonhando com isso. Só um dia.

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Источник: https://www.familia.com.br/gravidez-em-risco-10-dicas-para-um-repouso-saudavel-na-cama/

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