Hemofilia na gravidez e no parto

Mulheres com hemofilia – A importância do cuidado na gravidez

Hemofilia na gravidez e no parto

Ainda que rara em mulheres, a hemofilia pode ser um risco para quem deseja engravidar – e também para a criança que será gerada.

Dessa forma, é importante que a gravidez de pessoas com hemofilia seja sempre planejada e acompanhada por profissionais.

A doença não interfere no funcionamento do aparelho reprodutor e é possível usar o fator coagulante durante a gestação sem prejudicar o desenvolvimento do bebê. Veja quais os cuidados necessários em cada etapa.

Como mulheres com hemofilia podem se preparar para a gestação?

Antes de engravidar é necessário buscar aconselhamento genético sobre os riscos de se ter uma criança também afetada pela doença. É preciso ajuda profissional para que a gravidez seja uma realidade apenas depois da gestante ter informações claras e assertivas sobre:

  • A chance de transmitir hemofilia para a criança – que, geralmente, é de 50%;
  • As consequências de herdar a hemofilia para crianças do sexo feminino e masculino;
  • Quais cuidados estão disponíveis em nível local e a que custo;
  • Como a gravidez de mulheres com hemofilia, o parto e o pós-parto devem ser conduzidos para reduzir os riscos para a mãe e a criança.

Cuidados durante a gestação

A maioria das gestantes tem uma gravidez normal, sem complicações hemorrágicas. No entanto, é imprescindível que um obstetra acompanhe a gestação desde o momento da suspeita de gravidez. A equipe deve ser bem preparada, composta por:

  • Obstetra, que será responsável pelos cuidados com a gestante e o bebê durante toda a gravidez;
  • Hematologista, que acompanhará a progressão da hemofilia e manutenção do tratamento da doença durante toda a gravidez;
  • Anestesista, que estará presente no parto e precisa saber sobre as necessidades especiais de uma mulher com hemofilia.

Outros aspectos para ter atenção neste período:

Abortos – mulheres com certos tipos de distúrbios hemorrágicos podem ter abortos espontâneos mais frequentes, especialmente durante o primeiro trimestre. Esse risco pode ser reduzido com a terapia de reposição de fator coagulante feita durante a gestação.

Exames – é também no terceiro trimestre da gravidez de mulheres com hemofilia que deve ser feito um teste dos níveis de fator coagulante – se estiverem baixos, deve ser feita uma preparação para o parto, a fim de reduzir as chances de hemorragia.

Checagem do bebê – durante a gestação, casais que conceberam a criança por métodos naturais, devem fazer exames para verificar se o bebê foi afetado pela hemofilia. Os procedimentos para isso são a amniocentese ou a biópsia das vilosidades coriónicas, ambos invasivos.

Cuidados de pessoas com hemofilia no momento do parto

Devido aos altos níveis de hormônios durante a gravidez, a produção de coágulos é estimulada e, assim, mulheres com hemofilia encontram menos chances de sangrar no parto do que em dias comuns. 

Ainda assim, os níveis de coagulação devem ser monitorados desde dias antes do parto. Dessa forma, os profissionais da saúde envolvidos podem preparar tratamentos adequados – e podem avisar o banco de sangue do hospital, caso necessário. 

Durante o parto, caso ainda não seja do conhecimento dos pais e da equipe médica, o bebê deve ser considerado como afetado por hemofilia. O procedimento deve ser o mais gentil possível, sem etapas invasivas tanto para o bebê quanto para a gestante. O parto normal, portanto, é o ideal nesses casos, embora nem sempre possível.

Deve-se evitar:

  • Uma anestesia epidural;
  • Extração do bebê por sucção;
  • Injeções intramusculares profundas;
  • Episiotomia desnecessária (corte da pele perto da vagina para evitar rasgos);
  • O uso de fórceps;
  • Eletrodos de couro cabeludo.

O pós-parto de mulheres com hemofilia

As mulheres que amamentam geralmente mantêm os níveis hormonais elevados – os mesmo que tinham durante a gravidez. Isso as protege de sangramento nas semanas após o parto.

Para evitar surpresas, todas as mães devem ser observadas cuidadosamente nas semanas após dar à luz. Exames também devem ser realizados para checagem dos níveis de coagulantes.

Em alguns casos, podem ser necessárias transfusões de concentrados de fator coagulante e até mesmo de glóbulos vermelhos.

Há hoje diversos centros especializados que podem oferecer acompanhamento e tratamento de excelência a gestações de mulheres com hemofilia.

O trabalho profissional durante esse processo é fornecer informações e apoio para ajudar durante a gravidez e empoderar as mulheres para assumirem o controle de sua condição, compreender sentimentos complexos e compartilhar de uma rede de apoio com outras mulheres que enfrentam os mesmos problemas. 

Referências: 

Источник: https://www.pfizer.com.br/noticias/ultimas-noticias/mulheres-com-hemofilia-importancia-do-cuidado-na-gravidez

Hemofilia na gravidez e no parto

Hemofilia na gravidez e no parto

Apesar de a hemofilia ser uma patologia muito rara, existe um tipo desta doença que pode aparecer nas mulheres e que pode tornar-se durante o parto. É uma patologia hereditaria.

Índice

O que é que a hemofilia?

Hemofilia é uma doença hemorrágica hereditária, ligada ao cromossoma X, acometendo quase que exclusivamente indivíduos do sexo masculino. A hemofilia ocorre devido a mutações no gene do factor VIII (FVIII) ou IX (FIX) da coagulação sanguínea. Ambos os genes estão localizados no cromossoma X e estas mutações resultam em função procoagulante diminuída ou ausente destes factores.

A deficiência do FVIII é conhecida como Hemofilia A (ou clássica) e a do FIX é conhecida como Hemofilia B. A prevalência é de aproximadamente 1: 5.000 homens na hemofilia A e 1: 30.000 homens na hemofilia B. Existe ainda a hemofilia C, que é o tipo de hemofilia mais raro.

Os sintomas principais desta patologia são:

– Hematomas extensos;

– Hemorragias internas (músculos e articulações);

– Sangramento espontâneo sem que exista um motivo claro;

– Hemorragias prolongadas depois de um corte ou depois de uma cirurgia;

– Graves hemorragias internas nos órgãos vitais, geralmente, depois de um traumatismo grave.

 Como se transmite?

A Hemofilia é uma doença hereditária e herda-se, como se herda a cor da pele, dos olhos, o som da voz, o tipo de sangue etc.

Tudo isto se herda dos nossos pais, e as pessoas com hemofilia herdam também dos seus pais o sangue ao qual falta o factor VIII ou IX. Na generalidade, são principalmente os rapazes que herdam este tipo de sangue.

Quando a hemofilia aparece numa família, e em 30% são casos esporádicos, pode continuar a ser transmitida de pais para filhos.

Em casos raros uma pessoa pode desenvolver hemofilia no decorrer da sua vida. Na maioria dos casos trata-se de pessoas de idade média ou avançada ou de mulheres jovens que acabaram de dar à luz.

Geralmente, a hemofilia é causada pelo desenvolvimento de anticorpos de factor VIII.

Este problema é frequentemente solucionado com um tratamento que inclui uma combinação de esteróides com outro tipo de medicamentos.

Tratamento e expectativas de vida

Actualmente não existe nenhuma terapia definitiva, a única coisa que se pode fazer é corrigir a tendência hemorrágica administrando, por via intravenosa, o factor de coagulação que falta. A hemorragia pára quando chega o factor de coagulação suficiente. É muito importante iniciar o tratamento o quanto antes para evitar danos a longo prazo.

Uma, duas ou três vezes por semana injecta-se o factor de coagulação para manter um nível constante de factor VIII ou IX na corrente sanguínea. Isto pode ajudar a reduzir, ou até mesmo prevenir, os danos nas articulações.

A sobrevivência da hemofilia é muito alta. Sem um tratamento adequado muitas pessoas com hemofilia morrem antes de chegarem a adultas.

No entanto, com o procedimento adequado, a expectativa de vida para pessoas com hemofilia é aproximadamente 10 anos a menos do que as pessoas que não sofrem deste problema.

Com o tratamento adequado as pessoas que padecem desta doença podem levar uma vida completamente normal.

Existem enormes expectativas para a cura desta doença mediante uma terapia genética, que consiste na introdução de genes em determinadas células que sejam capazes de combinar-se com o material genético existente (trazendo a informação que falta para fabricar a proteína deficitária que causa a doença).

Que precauções deve tomar uma portadora de hemofilia se quiser engravidar?

Nas famílias em que algum membro se encontre afectado, é importante detectar as mulheres com risco de virem a ser portadoras e realizar testes genéticos antes de se produzir uma gravidez. A família deve conhecer as implicações da doença: como se herda, a probabilidade de voltar a acontecer e as alternativas que existem.

O nível de factor VIII tende a aumentar durante a gravidez, no entanto, é recomendável verificá-lo durante os últimos meses de gestação.

Se a mãe é portadora, podem fazer-se testes antes do nascimento do bebé. O diagnóstico pré-natal pode realizar-se entre a 9º e a 11º semana de gravidez.

Um parto vaginal normal é perfeitamente aceitável. Geralmente, a anestesia epidural não apresenta problemas e permite que o nível do factor da paciente seja de 40% ou mais. Depois do parto é utilizada uma amostra de sangue do cordão umbilical para se verificar se bebé tem ou não hemofilia.

No caso das mulheres que têm hemofilia C (a mais rara) é necessário que a doença seja altamente controlada durante a gestação e, sobretudo, no parto e no pós-parto.

Hemofilia

Definição:

Doença transmitida em forma hereditária na qual existe uma menor produção de factores de coagulação. Como consequência produzem-se sangramentos perante traumatismos mínimos sobretudo em articulações (hemartrose). A sua gravidade depende da concentração de factores no sangue.

Quando há carência ou défice de algum factor de coagulação, o sangue tarda mais tempo em formar o coágulo e, embora chegue a formar-se, não é consistente e não se forma um bom tampão para parar a hemorragia, por isso, nos hemofílicos graves, inclusivo em pequenas feridas podem originar-se abundantes e até mortais perdas de sangue.

Sintomas:

O principal sintoma é a hemorragia, que pode ser externa ou interna, provocada ou espontânea. As hemorragias mais graves são as que se produzem nas articulações, cérebro, olho, língua, garganta, rins, hemorragias digestivas e genitais.

Tratamento:

Não há actualmente nenhum tratamento curativo disponível e o único que se pode fazer é corrigir a tendência hemorrágica administrando por via intravenosa o factor de coagulação.

TodoPapás es una web de divulgación e información. Como tal, todos los artículos son redactados y revisados concienzudamente pero es posible que puedan contener algún error o que no recojan todos los enfoques sobre una materia. Por ello, la web no sustituye una opinión o prescripción médica.

Ante cualquier duda sobre tu salud o la de tu familia es recomendable acudir a una consulta médica para que pueda evaluar la situación en particular y, eventualmente, prescribir el tratamiento que sea preciso.

Señalar a todos los efectos legales que la información recogida en la web podría ser incompleta, errónea o incorrecta, y en ningún caso supone ninguna relación contractual ni de ninguna índole.

Источник: https://www.todopapas.com.pt/gravidez/saude-na-gravidez/hemofilia-na-gravidez-e-no-parto-1572

Relação entre Hemofilia e a Reprodução Humana

Hemofilia na gravidez e no parto

Revisado pelo: Ginecologista e Obstetra Dr. Rodrigo da Rosa Filho (CRM 119789)

A hemofilia é um tipo de doença do sangue, de características crônicas e de causa hereditária — isso quer dizer que a condição passa dos genitores para seus filhos. Por isso, este se torna um fator preocupante quando o assunto é hemofilia e reprodução humana.

A relação entre hemofilia e reprodução humana é um tópico que deve ter a atenção de casais que possuem hemofílicos na família e que desejam ter filhos, especialmente para mães que são portadoras da doença e/ou carregam os genes de mutação, onde existe o risco de 50% da criança nascer com a doença. Entretanto, é importante ressaltar que 30% dos casos de hemofilia não tem histórico familiar, sendo novos na família.

A hemofilia afeta 1 a cada 10 mil pessoas e, aqui no Brasil, há cerca de 9 mil hemofílicos, sendo assim, podemos perceber que é um problema raro. Mais raros ainda são os casos de hemofilia em mulheres, entretanto, durante a gestação, é preciso ter alguns cuidados.

Confira abaixo um pouco mais sobre essa relação entre hemofilia e reprodução humana, entendendo quais os cuidados necessários para uma gestação mais segura.

O que é hemofilia?

A hemofilia também é chamada na Europa de Doença da Realeza por causa da Rainha Vitória da Inglaterra, que tinha o gene e o transmitiu para todos os seus herdeiros. Muitos deles, do sexo masculino, manifestaram a doença e foram alvo de grande preocupação.

Para entender a relação entre hemofilia e reprodução humana, é preciso ter em mente que somos formados por 23 pares de cromossomos e o erro está justamente no par de cromossomos que determina o sexo, mais especificamente no cromossomo X que aparece tanto em homens quanto em mulheres.

Mas por que só os homens manifestaram a doença? Em grande parte dos casos, as mulheres são apenas portadoras do gene e não manifestam a doença. Isso porque elas possuem 2 cromossomos X e o normal neutraliza o que possui a modificação genética. Como os homens só possuem 1 cromossomo X, a doença se manifesta.

As mulheres podem ser hemofílicas, mas é uma condição bastante rara. Para que isso aconteça, tanto o pai quanto a mãe devem ter o gene.

A hemofilia é caracterizada principalmente pela perda ou redução brusca de capacidade do corpo coagular o sangue. Isso quer dizer que, caso uma ferida seja aberta, ela pode levar o indivíduo à morte, pois o sangue continuará saindo pela ausência do fator coagulante.

Hemofilia e reprodução humana: como lidar com a gestação?

Desde a adolescência, a mulher já pode apresentar alguns sinais de que possui o gene da hemofilia e iniciar o tratamento para uma gestação mais saudável. Alguns sinais são:

  • Sangrar muito mesmo com pequenos cortes;
  • Apresentar sangramento nasal frequente;
  • Menstruação maior que 7 dias e intensas;
  • Apresentar hematomas pelo corpo de tonalidade escura e grandes.

Além disso, a mulher pode apresentar hemorragias após cirurgias pequenas, como uma extração de dente.

Por isso, antes de engravidar a mulher com hemofilia precisa passar por um tratamento e conversar com o obstetra e hematologista.

O risco da gestação precisa ser avaliado, aliás, não só da gestação em si como também do parto, sendo ele natural ou cesáreo.

Lembrando que o risco de transmitir a doença para a criança é de 50% e que, caso nasça um menino, ele manifestará os sinais e sintomas da patologia.

Como planejar a gravidez e o parto de mulheres com hemofilia?

O primeiro passo é consultar os especialistas — obstetra e hematologista — para entender a relação entre hemofilia e reprodução humana, conhecer os riscos e verificar a probabilidade de seguir com uma gestação e parto saudáveis. Para reduzir os riscos, o acompanhamento médico é essencial, assim como seguir todas as orientações dadas.

O especialista tem conhecimento a respeito de como a hemofilia e a reprodução humana se relacionam, podendo assim acompanhar o quadro geral da gestação e analisar os níveis de fatores coagulantes, especialmente no momento mais próximo ao parto.

O mais indicado é que o parto seja feito de forma normal, mas apenas o médico poderá tomar essa decisão identificando o que será melhor para a mãe e para o bebê. Além disso, o uso de instrumentos como o fórceps deve ser evitado pelo risco de gerar uma hemorragia intracraniana no bebê.

O parto deve ser realizado em um ambiente que tenha todo o aparato disponível em casos de emergência. Por exemplo, um local com bolsas de sangue à disposição para uma possível transfusão e que também tenha uma UTI adulta e pediátrica com leitos disponíveis para atendimento para a mãe hemofílica e para o bebê que pode nascer com hemofilia.

Para entender melhor a relação entre hemofilia e reprodução humana, agende uma consulta com um dos especialistas da Mater Prime.

Fontes:

Ministério da Saúde;

Clínica de Reprodução Humana Mater Prime;

Pfizer.

Источник: https://materprime.com.br/relacao-entre-hemofilia-e-a-reproducao-humana/

Embarazo saludable
Deja una respuesta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: