Herpes durante a gravidez

Tudo o que você precisa saber sobre o herpes na gravidez

Herpes durante a gravidez

Uma grande preocupação de muitas mães é o aparecimento do vírus herpes na gravidez, pois pode infectar o bebê durante o parto e o nascimento.

Essa doença é dividida em dois tipos: herpes simples tipo 1 (HSV-1), que afeta principalmente os lábios ou o rosto, e o herpes simples tipo 2 (HSV-1), que pode afetar a região genital e que é transmitido, geralmente, através de relações sexuais.

Tipos de vírus herpes

O herpes é transmitido diretamente pelo contato com as lesões. Embora exista dois tipos, o contágio ocorre indistintamente. Ou seja, também é possível contrair herpes simples HSV-1 na região genital através do sexo oral, por exemplo.

Herpes labial

No momento em que se transmite o vírus, este se desloca pelas células subcutâneas, onde fica adormecido. Em alguns casos, permanece adormecido e não apresenta sintomas. Mas na maioria dos casos, se manifesta em surtos.

É transmitido através do contato direto com as lesões, principalmente através do beijo. Manifesta-se em forma de feridas ou bolhas na boca ou próximas dela.

Herpes genital

Esse tipo de herpes é transmitido principalmente através de relações sexuais, mas o contágio também pode acontecer se uma pessoa tiver herpes labial e mantiver contato com a região genital.

Esse vírus é extremamente perigoso para as mulheres grávidas, pois o riso de aborto espontâneo é bastante elevado quando a infecção é adquirida nas primeiras 20 semanas de gravidez.

E também, caso apareça depois de 32 semanas de gestação, aumentam as chances de contágio do recém-nascido durante o parto.

Sintomas de uma infecção de herpes genital

A maioria das pessoas infectadas não apresentam sintomas ou apresentam sintomas muito leves. Por isso costumam desconhecer a existência da infecção. O surto mais forte geralmente é o primeiro, pois a pessoa infectada não possui anticorpos para combater a infecção.

Os sintomas do herpes costumam aparecer 14 dias após a exposição ao vírus e se manifestam da seguinte forma:

  • Sensação de comichão, ardência, dor ou formigamento na região genital.
  • Fluxo ou secreção vaginal alterada.
  • Gânglios linfáticos inflamados.
  • Dor ao urinar.
  • Aparecimento de pontos avermelhados na vagina ou na vulva, que posteriormente estouram e se transformam em úlceras dolorosas.
  • As lesões podem durar algumas semanas no primeiro surto.

 “Algumas pessoas podem apresentar sintomas parecidos com a gripe, como febre, dor de cabeça e dores musculares”

Como o herpes é transmitido na gravidez?

Embora a medicina venha avançando e os especialistas destaquem que os contágios de recém-nascidos têm sido cada vez menores, existe, sim, o perigo de a mãe transmitir o vírus ao bebê, o que pode trazer graves consequências para a saúde do pequeno.

Se o vírus estiver ativo durante o parto, as chances de contágio aumentam ainda mais. Veja a seguir em detalhes as formas mais comuns de contágio:

  • A forma de transmissão mais frequente ocorre durante o nascimento. As vesículas que estão na vagina ou no colo do útero transmitem o vírus para o bebê quando este passa pelo canal do parto.
  • O risco é muito maior quando a mãe contrai o vírus perto da data do parto.
  • São poucos os casos em que o contágio ocorre devido à ruptura do saco amniótico.

Em caso de herpes se realiza cesárea?

Tudo depende do tempo do contágio. Caso a mãe tenha contraído o vírus antes da gravidez ou antes do terceiro trimestre da gravidez e não apresente nenhum sintoma, ao começar o parto poderá dar à luz de forma natural.

Isso acontece porque a mãe desenvolve anticorpos contra o herpes pouco depois de ter contraído a doença, o que transmite imunidade ao bebê.

No entanto, se a mãe apresentar uma erupção ou sintomas de um possível surto quando a data do parto estiver próxima, será necessário realizar uma cesárea.

Caso a mulher tenha contraído herpes na fase final da gravidez, os especialistas recomendam realizar a cesárea até mesmo quando não houver sintomas de parto.

Prevenção do herpes

Caso você descubra a presença do vírus ou tenha passado por uma situação de possível contágio na gravidez, é importante tomar certas medidas para cuidar da saúde do bebê:

Antes da gravidez

  • Se a mãe suspeitar que tem o vírus, é importante realizar um controle sorológico mensal ou, até mesmo, quinzenal.
  • As mulheres que tiveram resultado positivo no teste de herpes antes da gravidez devem realizar alguns exames a partir da 32ª semana de gravidez.
  • Caso o resultado indicar a presença do vírus, o especialista vai examinar a mãe com um colposcópio para confirmar o resultado.
  • Nas primeiras semanas de gravidez, deve-se realizar um controle do nível dos anticorpos para verificar se pode ocorrer o contágio do bebê.

Depois do nascimento do bebê

  • Lavar com muito cuidado as mãos quando for pegar o bebê no colo.
  • Dar de mamar no seio somente se não houver a presença de lesões herpéticas no mamilo.
  • Não beijar o bebê se houver a presença de herpes labial.
  • O risco de contágio diminui depois de quatro semanas.

O herpes na gravidez pode ser extremamente perigoso para o bebê.

Por isso, é preciso tomar as medidas necessárias para evitar o contágio e, se for preciso, realizar uma cesárea e não se arriscar a realizar um parto natural.

É extremamente importante se informar sobre esse vírus para evitar qualquer contágio que possa fazer mal ao bebê.

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Quais os principais exames procurados pelas gestantes?

Herpes durante a gravidez

Toda grávida deve sempre estar atenta à sua saúde, não é mesmo? Além de se preocupar com a saúde do bebê, é essencial que a futura mãe também esteja com todos os exames em dia.

Atualmente, existe uma série de recomendações que ginecologistas, obstetras e outros profissionais da saúde propõem para que as gestantes tenham uma gravidez tranquila, evitando eventuais problemas e prevenindo adversidades futuras.

Mas como os laboratórios devem receber esse público e quais são os exames mais procurados pelas mulheres durante seus meses de gravidez? Quer saber mais sobre o assunto? Então você está no lugar correto!

Fase pré-natal

Todos os exames realizados nesta fase são de extrema importância, pois eles identificam como está a saúde atual da gestante. O acompanhamento, chamado de pré-natal, pode variar, mas na maioria dos casos ocorre uma vez por mês.

O Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN), pertencente ao Ministério da Saúde, recomenda a realização de, no mínimo, seis consultas pré-natais distribuídas da seguinte maneira: uma no primeiro trimestre, duas no segundo trimestre e três no terceiro trimestre.

É também nesse período que a gestante passa por um acompanhamento médico-obstetra, no qual são esclarecidas dúvidas a respeito das mudanças corporais como manchas na pele, desconforto nas costas, inchaço nos pés, ganho de peso etc.

Como os laboratórios devem se preparar

Os médicos responsáveis pela saúde das mães devem estar atentos a qualquer sinal apresentado durante os exames laboratoriais. Afinal, qualquer alteração inesperada deve ser rapidamente investigada para que a vida do feto não seja afetada.

Seja antes da gestação (quando ela é programada) com os os exames preventivos, durante o período de nove meses e até mesmo após o parto (no período neonatal), os laboratórios devem apresentar uma estrutura de ponta, certificando que todos os exames serão realizados sem problema algum. 

Além disso, é fundamental que os laboratórios foquem em um atendimento humanizado.

Ele consiste em considerar uma integralidade única de cuidado, ou seja, pressupondo a união entre a qualidade do tratamento técnico e a qualidade do relacionamento que se desenvolve entre paciente, familiares e equipe, colocando a ética sempre em primeiro lugar. Isso resultará em um conforto maior por parte das gestantes durante a realização dos exames.

Os principais exames

Separamos abaixo uma lista dos exames com maior procura por parte das pacientes gestantes. Confira quais são:

Hemograma completo

Esse exame indica a avaliação dos compostos presentes no sangue, como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Por meio do hemograma, é possível descobrir se a gestante possui anemia ou alguma infecção e qual o estado do seu sistema imunológico.

O hemograma deve ser realizado na primeira consulta da gestação, podendo ser repetido em outros trimestre, de acordo com as recomendações do obstetra.

Glicemia

Esse exame, realizado em jejum pela grávida, indica a quantidade de açúcar no sangue. Se forem apresentados níveis muito altos, pode significar uma diabetes gestacional, altamente prejudicial para o feto. Se forem baixos, a paciente pode ter tonturas, desmaios e taquicardias.

A glicemia deve ser realizada logo na primeira bateria de exames pré-natais. Já a curva de glicemia (teste oral) é sempre pedida a partir do 5º mês.

Sistema ABO e fator Rh

O procedimento indica qual é o tipo de sangue da grávida, fundamental para saber qual o sangue ajudará em possíveis transfusões sanguíneas.

Mães que possuem fator Rh negativo e que têm bebês com fator positivo, por exemplo, podem resultar em um quadro chamado de eritroblastose fetal.

Quando os sangues de tipos distintos entram em contato, anticorpos anti-Rh são formados, podendo destruir hemácias do próximo feto que a mulher vier a ter. Esse exame também é solicitado nas primeiras consultas, sem necessidade de ser repetido.

Sorologia para HIV e VDRL

Esse exame é fundamental para saber se a mãe é soropositiva, com o vírus HIV no sangue, com indícios (ou não) de desenvolver AIDS. Caso o resultado seja positivo, o HIV pode prejudicar o sistema imunológico do feto, causando complicações em diversos órgãos. Ele é requisitado logo no início do pré-natal.

Exame de TORCHS– toxoplasmose, rubéola, herpes e sífilis 

As evidências a favor e contra o rastreamento das TORCHS (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes simples e sífilis) variam muito quando são consideradas as condições de saúde pública e os dados epidemiológicos da população. Essas doenças são agrupadas em uma mesma sigla, pois possuem apresentação clínica semelhante.

Citomegalovírus, herpes simples vírus, sífilis e hepatite B

Podem ocasionar transmissão vertical das infecções da mãe para o filho e podem aumentar a morbimortalidade do binômio mãe-filho. Quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente, ocasionam um sério problema de saúde pública. É muito importante que os testes sejam realizados logo no início do pré-natal e repetidos no terceiro trimestre.

Resultados adequados: se a infecção é antiga, os valores de IgM apresentam como baixos e os de IgG altos.

Ultrassonografia

Esse é um exame que se repete ao longo da gravidez, mas não é obrigatório em todas as fases, ao contrário do que algumas pacientes acreditam. Através do eco gerado por ondas sonoras, é possível saber qual o estado físico do bebê e onde ele está se desenvolvendo — se dentro ou fora do útero, por exemplo.

Por volta da 32ª semana, é essencial a realização desse exame, pois ele dirá como foi o progresso do bebê dentro da barriga da mãe, se ele se desenvolveu corretamente ou se apresenta alguma deficiência.

Urina

Exame geral de indicativo clínico que pode identificar se a gestante possui alguma infecção urinária.

Caso seja positiva a presença desta infecção, é preciso tratá-la o quanto antes, pois as bactérias da região íntima podem ir para outras partes do corpo, como rins e fígado.

O exame de urina é realizado nas primeiras semanas da gestação e precisa ser repetido no último trimestre.

Fezes

O exame mostra alguns tipos de verminoses que podem estar no organismo da grávida. Caso sejam comprovadas, precisam ser tratadas, pois podem criar ou aumentar quadros de anemia, bastante preocupantes para a gestante. Ele é realizado logo nas primeiras semanas de gestação.

Agora que você já sabe quais são os exames mais procurados pelas gestantes, que tal conhecer o nosso blog para ficar por dentro do assunto? Clique aqui e veja todos os nossos conteúdos publicados!

Источник: https://www.diagnosticosdobrasil.com.br/artigo/exames-gestantes

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