Mãe solteira: saiba quais são as principais dificuldades!

Quais as Dificuldades de Ser Mãe Solteira?

Mãe solteira: saiba quais são as principais dificuldades!

Com toda a modernidade que o mundo vem passando, uma das que ainda não nos acostumamos a ver, é o fato das mulheres decidirem ser mãe solteira. Por vários motivos este fato está se tornando cada vez mais comum em nossas vidas e nas de nossas conhecidas.

Diversos são os motivos, algumas mulheres engravidam e assumem, o filho, sozinhas porque o pai da criança não quis esta responsabilidade, outras as vezes nem sabem quem é o pai. E há ainda o caso das mulheres que acreditam não ter mais tempo de esperar um pai para o seu filho e fazem a tão conhecida “produção independente”.

.

Claro que desde sempre, quando uma mulher engravida e não tem um marido para ajudar na criação do seu filho, ela é extremamente criticada, isso não mudou ao longo de todas essas gerações.

Sem dúvida a decisão de criar um filho, sozinha é muito difícil, mas as mulheres cada vez mais se aventuram e não temem o julgamento das pessoas, afinal o sonho de ser mãe muitas vezes fala mais alto, do que qualquer tipo de preconceito que a sociedade tem imposto sobre essas mulheres.

A Aventura de Ser Mãe Solteira

Quando a mulher decide ser mãe solteira, seja o motivo escolhido, inicia-se uma nova batalha, não só com as pessoas que estão ao seu redor, mas também consigo própria, para ser mãe não é obrigatório engravidar e passar os 9  meses esperando o seu bebê nascer, hoje em dia, muitas mulheres que  estão impossibilitadas ter filhos decidem pela adoção ou quem pode pagar pelo tratamento, recorre a inseminação artificial. Mas não existem somente estes casos para ser mãe solteira, a mulher pode ser abandonada pelo pai da criança ou até mesmo a criança ser fruto de um estupro, mesmo diante de tudo isso as mulheres veem encarando esta nova missão de forma extremamente humana e transformando o que era sonho em realidade.

Mãe Solteira

Como  já foi dito anteriormente, vários são os motivos e nenhum deles é maior ou menor que o outro, todos sem sombra de dúvidas são exemplos de muito amor, provavelmente é o amor mais lindo e incondicional que se conhece.

Para muitas mulheres que estão dispostas a adotar um filho, não importa a origem da criança, se ela é negra ou branca, nova ou já crescidinha, o que importa é o amor dessas mulheres para com estas crianças, os seus filhos.

Por mais que se repita que é uma vitória da mulher, o fato dela assumir a criação e a educação de seu filho sozinha não é algo simples de ser feito.

Em muitos casos, há quem faz ares de pai para estas crianças que não convivem ou possuem um pai, normalmente é um parente mais próximo, tal qual como um avô, um tio ou um irmão mais velho.

Nestes casos a educação da criança não fica exclusivamente a cargo da mulher, facilitando um pouco o oficio que estas mulheres assumiram.

Dificuldades

As Responsabilidades em Ser Mãe Solteira

É público e notório que existem muitas dificuldades quando se fala em ser mãe solteira, talvez uma das principais é o excesso de responsabilidades que estas mulheres assumem, afinal, ter funções de pai e mãe não é tão simples assim.

Vinculado diretamente ao papel de pai, outra responsabilidade, que também pode ser considerada dificuldade, é o fator econômico. Em muitos casos, as mulheres se separam dos seus então maridos, ou não os possui, precisando arcar com todas as despesas da casa, desde comida até a educação.

Muitas vezes estas mesmas mulheres não conseguem localizar o pai e passam por sérios problemas econômicos, pois acabam não recebendo nenhum tipo de pensão oriunda dos pais das crianças.

Cuidados Redobrados

[]http://www..com/watch?v=e9TGbFU1DOw[/]

Neste momento fala-se exclusivamente para as mulheres que estão carregando seus herdeiros na barriga. Antes de qualquer coisa procure se organizar para que a gestação seja um período muito tranquilo, sem nenhum problema mais grave. Procure estar cercada por pessoas queridas e amigas, que possam lhe ajudar em algum momento que seja necessário.

Evite problemas, evite stress, angustia e desespero, pois isso pode prejudicar a gestação, essas regras, também podem ajudar uma mãe que vai adotar uma criança, deve haver uma preparação financeira e psicológica, tanto com a criança, como com a mãe que a está levando.

Algumas mães quando estão educando seus filhos, tentam suprir a falta do pai com mimos e atendendo todas as vontades das crianças, e assim a criança acaba tendo sua educação prejudicada. É fundamental que a mãe explique sobre a ausência do pai, nada se deve ser escondido, o filho deve crescer sabendo toda a verdade para que num futuro isso não se volte contra a mãe.

Pode-se achar que ter cuidados redobrados é bobagem, mas a superproteção, nunca pode acontecer, pois desta forma a criança nunca chegará a assumir suas responsabilidades, para as mães de primeira viagem, não se preocupem, basta educar e amar ao mesmo tempo que tudo fluirá da melhor maneira possível.

Saber Deixar as Suas Prioridades de Lado e Assumir o Lado Mãe

[]http://www..com/watch?v=QPo792S8GXE[/]

Por mais que isso seja repetitivo, as mulheres lutaram muito tempo para que fossem reconhecidas atualmente no mercado trabalhista e por isso é bem valiosa a mulher que consegue administrar seu emprego, sua vida pessoal e ainda cuidar dos filhos, sem deixa-los escapar de uma educação digna. Se possível planeje a gravidez ou a época em que a criança será adotada, para que você consiga arcar com todas as despesas que estão vindo pela frente.

Por fim, é de suma importância que as futuras mães solteiras ou aquelas que já o são, sejam verdadeiras com as crianças, que nunca escondam nada e que saibam dosar todas as informações que as crianças pedem ao longo do seu crescimento.

.

Se você estiver sofrendo pressões por parte do pai da criança, ou de sua família, busque convencer que você é capaz de cuidar da criança sozinha e de dar uma educação de qualidade, livrando a mente da criança de preconceitos e formando um excelente caráter que dará orgulho sempre. Lembre-se, ser mãe solteira pode ter suas dificuldades, mas é sempre muito bem recompensado.

Categoria(s) do artigo:

Источник: https://casamento.culturamix.com/vida-a-dois/relacionamento/quais-as-dificuldades-de-ser-mae-solteira

Encontrar o amor sendo mãe solteira. “Há mulheres que não têm relações, não porque não querem, mas porque não têm tempo”

Mãe solteira: saiba quais são as principais dificuldades!

Se tem filhos, certamente saberá que as crianças exigem muito tempo. Tirando da equação os momentos de diversão e lazer que queremos e devemos partilhar com eles, são os banhos, as refeições, as idas ao médico, o ir pôr e buscar da escola, e mais uma dezena de afazeres inerentes à educação dos miúdos.

Toda esta logística já é complicada para um casal, quanto mais para uma mãe (ou pai) solteira ou separada, caso a guarda da criança esteja totalmente a seu cargo. Os ponteiros do relógio não abrandam, e as 24 horas do dia são reduzidas para tudo o que há para fazer. Logo, onde, e como, se arranja tempo para namorar?

“Sem o apoio da família, nada feito”, conta Catarina Santos à MAGG. A doméstica, mãe de três crianças (2, 3 e 12 anos), separou-se do pai da filha mais velha ainda durante a gravidez e assumiu a guarda total da menina, dado que o ex-companheiro residia fora do País.

Tal como relata Catarina Santos, a ajuda da família foi fundamental para que conseguisse continuar a ter vida social, a conviver com os amigos e, consequentemente, a conhecer pessoas novas com quem poderia vir a relacionar-se.

“A minha avó ficava com a minha filha durante a noite, ou vinha para minha casa para tomar conta dela, para eu conseguir sair”, explica a mãe de três filhos. “Há muito menos tempo, como é lógico, e passar fins de semana fora exige muita ginástica. Ou temos realmente ajuda ou gastamos muito dinheiro com babysitters”.

A falta de tempo é um grande entrave para mães solteiras

As relações exigem tempo e dedicação. Os filhos também. E quando alguém tenta refazer a sua vida amorosa ao mesmo tempo que é o único responsável pela educação de uma criança, o tempo foge pelas mãos, tal como a areia numa ampulheta.

“Quando se tem um filho a cargo, o principal problema é o tempo e a gestão deste”, explica Pedro Brás, psicoterapeuta da Clínica da Mente. O especialista acrescenta que “um novo relacionamento exige muito tempo para a relação e, quando se tem todas as obrigações inerentes a um filho, esta torna-se uma situação um pouco incompatível”.

Quando existe guarda partilhada, as mães podem ficar mais disponíveis para conhecer pessoas novas e relacionarem-se com elas.

“Já quando isto acontece apenas aos fins de semana e de 15 em 15 dias, o tempo da mãe fica absurdamente limitado”, salienta Pedro Brás, que aconselha, sempre que possível, que a guarda dos filhos seja dividida, dando oportunidade a ambos os pais de “recuperar a vida amorosa”.

O especialista acrescenta que não é por acaso que há muitas mulheres, separadas ou divorciadas, que permanecem sem um novo companheiro a vida toda, “muito mais do que os homens, que têm mais tempo para eles — tradicionalmente, eram as mães que ficavam com a guarda das crianças”.

Pedro Brás acrescenta: “Há mulheres que não têm relações, não porque não querem, mas porque não têm tempo para criar essas oportunidades”.

Os critérios, os medos e a aceitação dos filhos pelo novo companheiro

Tatiana Dias, 26 anos, trabalha como vigilante numa receção e é mãe de uma menina de 4 anos. Depois de se separar do pai da filha às sete semanas da gravidez, aquando da confirmação da gestação, Tatiana Dias passou os dois primeiros anos da vida menina sem nenhum relacionamento.

“Depois do nascimento da minha filha, dediquei-me a 200% ao papel de mãe e pai. A falta de tempo e disponibilidade, dado que não tenho com que dividir as tarefas da parentalidade, ocupava-me todo o tempo disponível. Mas também fiquei muito mais cautelosa com os homens”, conta Tatiana Dias.

Antes de entrar numa relação, e entre outras exigências, a jovem assume que sempre fez com que as suas prioridades fossem bem entendidas pelas pessoas com quem se relacionava: “Tinha de ter a certeza que as pessoas percebiam e tinham consciência de que a prioridade era a minha filha”.

Mas entrar num novo relacionamento com alguém que já tem filhos nem sempre é fácil. Hoje, Sofia Salgado Mota, 46 anos, educadora de infância e autora do blogue “Pedaços de Nós”, tem um relacionamento de 20 anos com o atual companheiro, com quem já tem uma filha de 4 anos, Carlota, em comum. Mas quando se conheceram, houve medos à mistura.

Sofia Salgado Mota já era mãe de Rui, hoje com 23 anos, quando conheceu o atual companheiro. “Lembro-me de a minha irmã o avisar que eu vinha com os extra todos”, recorda com humor.

“Apesar de nunca termos falado muito sobre isso, o meu marido confessou-me que o Rui foi um condicionante no início da nossa relação, que lhe causou algum medo.

A verdade é que não estávamos a falar de um simples namoro, para ele assumir uma relação comigo, tinha de ter a certeza daquilo que queria.

Não era só eu, era eu e uma criança, que tinha de ser protegida caso as coisas não corressem bem”, conta a educadora de infância.

Tal como explica o psicoterapeuta Pedro Brás, quando se inicia uma relação, “o amor aproxima as pessoas”, mas os filhos podem afastar. “Para o novo companheiro, existe sempre a pressão de educarem um filho que não é deles”, sendo a adaptação mais fácil quando se fala de crianças mais novas.

“Se a criança for um bebé, os laços de paternidade vão-se criar. Quando falamos de miúdos de 5 anos para cima, pode existir uma maior dificuldade em que a própria criança aceite o novo elemento”, explica Pedro Brás.

Mas tal como explica o especialista, “os pais solteiros têm de encontrar outros relacionamentos e, depois de ultrapassada esta primeira gestão emocional, é normal que tudo se normalize”.

A adaptação pode ser mais fácil se o novo companheiro já tiver filhos

Com o divórcio mais banalizado nos dias de hoje, é cada vez mais comuns vermos novos modelos de famílias, com filhos de anteriores relacionamentos e até outros em comum — um género de “os meus, os teus e os nossos”.

“Há uma enorme percentagem de casamentos que dão em divórcio em Portugal, o que torna bastante normal que se formem relacionamentos entre duas pessoas com filhos de anteriores relações”, salienta Pedro Brás, que acredita que tal pode ser benéfico.

Para o especialista, “a problemática ou o tabu de aceitar um filho que não é nosso perde peso se a outra pessoa também tiver filhos, que quer obviamente que esses sejam bem aceites pelo companheiro”.

Esta situação não é inédita para Clementina Carvalho, 40, auxiliar de geriatria e professora de ioga. Mãe de duas filhas, Helena, 17, e Madalena, 9, Clementina Carvalho viu os dois relacionamentos com os pais das duas meninas falharem, mas hoje encontra-se a viver com um novo companheiro, que também já tem um filho de uma anterior relação.

“Acho que pode ser mais fácil relacionarmo-nos com alguém que já tem filhos mas, na minha idade, também é difícil encontrar alguém que não seja pai. No entanto, se a pessoa que estiver connosco gostar realmente de nós, não acredito que um filho seja impedimento”, afirma Clementina Carvalho.

Para a mãe de duas meninas, mais do que os filhos e a gestão do tempo, que apesar de ser complicada se consegue contornar, as maiores dificuldades para as mães solteiras entrarem num novo relacionamento passam pelas relações mal resolvidas.

“As minhas filhas nunca me impediram de nada e acredito que temos de ser nós a provar que não existem dificuldades — e isso tem muito a ver com a forma como nos assumimos como mulheres e mães.

Às vezes, não são os filhos que são um impedimento, mas sim situações que ficaram por resolver, relações anteriores, por exemplo.

Desde que tenhamos amor-próprio e que estejamos bem connosco mesmas, as pessoas que se aproximam de nós conseguem entender que as crianças não representam qualquer obstáculo”.

O processo de os filhos conhecerem o novo companheiro deve ser gradual

Sempre que apresentou novos namorados à filha, Tatiana Dias foi sempre muito cautelosa. “Nunca disse logo que era meu namorado, apresentei-o sempre como amigo para que se pudessem conhecer e criar laços, e mesmo para ver como se davam”, relata a mãe da menina de 4 anos.

Esta é uma dinâmica recomendada por Pedro Brás, que acredita que a apresentação e entrada na família de um novo elemento deve ser “gradual”.

“Para que as crianças consigam familiarizar-se com uma pessoa nova, é benéfico que se comecem a habituar e a conviver com o companheiro, primeiro como amigo, e não como namorado ou como a pessoa que dorme com a mãe”, salienta o especialista, que acrescenta que se deve ter muito cuidado com a vertente da sexualidade. “A ideia de que a mãe tem uma vida íntima com uma nova pessoa não é fácil de aceitar pelas crianças”.

Assim, Pedro Brás aconselha que se apresente primeiro o namorado como amigo: “Se o filho conhecer o novo elemento primeiro como amigo, vai ser mais simples.

Começa-se por informar que o amigo da mãe vem almoçar, depois jantar.

Às tantas, o tempo que o ‘amigo’ passa em casa vai ser tanto e tão comum que, quando surge a notícia do namoro, a situação já é esperada e muito mais fácil de aceitar”.

Источник: https://magg.sapo.pt/filhos/educacao/artigos/encontrar-o-amor-sendo-mae-solteira-ha-mulheres-que-nao-tem-relacoes-nao-porque-nao-querem-mas-porque-nao-tem-tempo

Mãe solteira: conheça direitos e apoios sociais em 2021

Mãe solteira: saiba quais são as principais dificuldades!

Ser mãe solteira é uma realidade para muitas mulheres portuguesas, não apenas por necessidade ou imposição (nomeadamente, por divórcio ou viuvez) mas, cada vez mais, por opção.

Já os dados da Conferência de Pequim indicavam que uma em cada cinco famílias no mundo era assumida pela mulher. Em 1991 existiam 254 000 famílias monoparentais no nosso país, o que representava 13% de todos os núcleos familiares com filhos a nível nacional.

A monoparentalidade tem vindo a aumentar nos últimos anos, continuando a ser vivida essencialmente por mulheres. De acordo com dados oficiais, em 2019 havia uma percentagem de 85,2% de famílias monoparentais femininas em Portugal.

Em tempos de pandemia de COVID-19 as dificuldades com que se depara quem vive nestas circunstâncias estas podem ficar acentuadas, desde logo pelo aumento do desemprego, a falta de apoio familiar ou condições de trabalho atípicas difíceis de gerir para quem assume sozinha as responsabilidades de uma família.

Se é mãe solteira, conheça os seus direitos e saiba que apoios pode solicitar.

Mãe solteira: direito ao trabalho a tempo parcial e regime de horário flexível

Entre os direitos dos pais e das mães trabalhadores/as, incluem-se, entre outros, o trabalho a tempo parcial, em regime de horário flexível e o teletrabalho.

De acordo com o artigo 55º do Código do Trabalho (CT), o trabalhador

“com filho menor de 12 anos ou, independentemente da idade, filho com deficiência ou doença crónica que com ele viva em comunhão de mesa e habitação tem direito a trabalhar a tempo parcial.”

Nas mesmas condições, o trabalhador pode também, segundo o disposto no artigo 56º da mesma lei, trabalhar em regime de horário flexível, a elaborar pelo empregador.

Em ambos os casos o trabalhador não pode ser penalizado em matéria de avaliação e de progressão na carreira.

Se a entidade empregadora manifestar a intenção de recusa ao pedido do/a trabalhador/a, deve solicitar obrigatoriamente parecer a emitir, em 30 dias, pela CITE – Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.

Teletrabalho

Ainda de acordo com as necessidades impostas pela pandemia, é confirmado pelo artigo 166º do CT que o trabalhador com filho com idade até 3 anos (e mesmo sem filhos) tem direito a exercer a atividade em regime de teletrabalho, quando este seja compatível com a atividade desempenhada e a entidade patronal disponha de recursos e meios para o efeito, não podendo o empregador opor-se a tal pedido.

O trabalhador em regime de teletrabalho tem os mesmos direitos e deveres dos demais trabalhadores.

Apoio ao emprego

Existem condições especiais de acesso e majoração nos apoios do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) concedidos a entidades empregadoras que integrem pessoas de famílias monoparentais.

Por isso, se é mãe solteira e está desempregada ou à procura de uma nova oportunidade de trabalho, informe-se junto do Centro de Emprego/IEFP da sua área de residência.

Desemprego

Para os trabalhadores que tenham ficado sem emprego durante o período de estado de emergência e de situação de calamidade pública, o montante diário é igual à remuneração de referência líquida.

Quem é mãe solteira (famílias monoparentais) o montante diário do subsídio é majorado em 25%.

Em caso de receber o subsídio social de desemprego, esse é majorado em 2,22 € diários por cada filho que integre o agregado.

Mercado Social de Arrendamento

O Mercado Social de Arrendamento é iniciativa do Governo português criada no âmbito do Programa de Emergência Social. Trata-se de uma bolsa de imóveis dispersos por todo o país com rendas inferiores às praticadas no mercado livre e que se destinam, especificamente, a famílias menos favorecidas.

Apoio ao arrendamento

O regime do arrendamento apoiado é aplicável às habitações pertencentes a entidades do Estado, nomeadamente autarquias locais, com rendas calculadas em função dos rendimentos dos agregados familiares a que se destinam. Encontra a respetiva informação no Portal da Habitação.

Podem candidatar-se ao regime de arrendamento apoiado todos os cidadãos nacionais e ou estrangeiros que vivam em condições habitacionais indignas, não tenham alternativa habitacional e estejam emsituação de carência financeira.

Para se candidatar a um apoio habitacional, deve submeter um pedido na Plataforma eletrónica do Arrendamento Apoiado (eAA), através do preenchimento de um formulário.

Apoio excecional no âmbito da COVID-19

Atendendo à situação epidemiológica provocada pela doença COVID-19 e no âmbito das medidas extraordinárias, foi criado o regime excecional para as situações de mora no pagamento da renda devida nos termos de contratos de arrendamento urbano habitacional e não habitacional, aprovado pela Lei n.º 4-C/2020, de 6 de abril.

Este regime excecional é aplicável às rendas vencidas nos meses em que vigore o estado de emergência e no primeiro mês subsequente, desde 1 de abril de 2020.

Apoios para famílias monoparentais em Portugal

Ser mãe solteira é ser chefe de uma família monoparental. Ser a única fonte de rendimento para um agregado com um ou mais filhos pode ser uma missão, em muitos casos, deveras difícil, especialmente no contexto atual.

O abono de família para crianças e jovens é um dos apoios que, no caso de famílias monoparentais apresenta condições específicas, nomeadamente uma majoração de 35%.

Abono de família

O abono de família é um subsídio financeiro atribuído mensalmente pela Segurança Social às famílias que a ele têm direito, com o objetivo de compensar os encargos respeitantes ao sustento e educação das crianças e jovens.

Têm direito a esta prestação social crianças e jovens cujo agregado familiar:

  • Não tenha património mobiliário (contas bancárias, ações, obrigações, certificados de aforro, títulos de participação e unidades de participação em instituições de investimento coletivo) no valor superior a 105.314,40€ (240xIAS) à data do requerimento;
  • Tenha um rendimento de referência igual ou inferior ao valor estabelecido para o 3.º escalão de rendimentos ou igual ou inferior ao 4.º escalão de rendimentos no caso de crianças com idade igual ou inferior a 72 meses ou sejam considerados pessoas isoladas.

A partir dos 16 só têm direito se estiverem a estudar.

Valor: Como calcular

O montante do abono de família para crianças ou jovens é calculado em função:

  • Da idade da criança ou jovem
  • Da composição do agregado familiar
  • Do rendimento de referência do agregado familiar, em que a mesma se insere, agrupados em escalões indexados ao valor do IAS.

É majorado nas seguintes situações:

  • Monoparentalidade (35 % sobre os respetivos valores);
  • Famílias mais numerosas (2 ou mais crianças com idade até aos 36 meses).

Escalões

Rendimentos de referência:

  • 1.º escalão – Iguais ou inferiores a 0,5xIAS*x14;
  • 2º escalão – Superiores a 0,5xIASx14 e iguais ou inferiores a 1xIASx14;
  • 3º escalão – Superiores a 1xIASx14 e iguais ou inferiores a 1,5xIASx14;
  • 4º escalão – Superiores a 1,5xIASx14 e iguais ou inferiores a 2,5xIASx14;
  • 5º escalão – Superiores a 2,5xIASx14.

*O valor do IAS em 2021 é de 438,81€.

Abono de criança/jovem de familia monoparental

Os valores, em vigor desde 2019, para o abondo de família por criança/jovem inserido em agregado familiar monoparental varia de acordo com a idade e o numero de filhos.

A tabela com os valores e informação pertinente encontra-se disponível no site da Segurança Social e pode ser consultada aqui.

Prestação complementar

A prestação complementar de abono de família para crianças e jovens integra as medidas temporárias de apoio social no âmbito da COVID-19, para agregados dos 1º, 2º e 3º escalões com filhos até aos 16 anos completados inclusive até 31 de dezembro de 2020.

Ação social escolar

As famílias do 1º, 2º e 3º escalões podem candidatar-se à ação social escolar nas respetivas escolas frequentadas pelos educandos.

Este apoio que tem como objetivo apoiar alunos com menores recursos inclui refeições na escola, manuais e material escolar, em que se incluem atualmente computadores para acesso ao ensino a distância.

COVID-19: Medidas temporárias de apoio social

Numa altura tão sensível como a atual, com todas as implicações económicas e sociais geradas pela pandemia de COVID-19, são várias as medidas em ação com o objetivo de ajudar a minimizar as dificuldades das famílias, sobretudo as monoparentais. Uma atenção especial, para quem é mãe solteira, habitualmente mais vulnerável.

Para além das medidas já mencionadas, no que toca ao emprego há a considerar as novas medidas de layoff que garantem 100% do salário.

No caso de ser trabalhadora independente, e em especial no setor das artes, há também novos apoios do Estado em 2021.

Outros apoios sociais

No portal do Governo Tenho uma Criança pode encontrar alguns apoios que pode (e deve) solicitar em caso de necessidade, como o Subsídio de Desemprego, o Subsídio de Doença ou o Rendimento Social de Inserção.

Há ainda outros apoios, tais como:

  • Tarifa Social de Eletricidade, Gás e Águas
  • Passe Social +
  • Redução da Contribuição para o Audiovisual

Se é mãe solteira, tome nota dos apoios disponíveis e faça valer os seus direitos, pela sua família.

O Ekonomista disponibiliza e atualiza informação, não presta serviços de aconselhamento fiscal, jurídico ou financeiro.

O Ekonomista não é proprietário nem responsável pelos produtos e serviços de terceiros apresentados, por conseguinte não será responsável por quaisquer perdas ou danos que possam resultar de quaisquer imprecisões ou omissões.

A informação está atualizada até à data apresentada na página e é prestada de forma geral e abstrata, tratando-se de textos meramente informativos, pelo que não constitui qualquer garantia nem dispensa a assistência profissional qualificada. Se pretender sugerir uma atualização, por favor, envie-nos a sua sugestão para: [email protected].

Источник: https://www.e-konomista.pt/mae-solteira/

Mãe solo: os desafios de criar os filhos sozinha

Mãe solteira: saiba quais são as principais dificuldades!

O termo mãe solo vem ganhando popularidade e, cada vez mais, substituindo o “mãe solteira”. Isso se deve pela carga negativa que a segunda expressão traz consigo, como se faltasse algo. Ser mãe não é sinônimo de estar em um relacionamento estável. Além disso, uma família composta apenas pelos filhos e pela mãe é tão completa quanto qualquer outra. 

Com objetivo de aproximar mais as pessoas sobre o tema, de criar uma rede de apoio entre as mulheres que estão nessa situação e de mostrar as verdadeiras dificuldades de criar um filho sozinho, a Thaiz Leão, mãe do Vicente, idealizou o projeto “A mãe solo”. A página já conta com mais de 90 mil curtidas, desmistificando, diariamente, o conceito de mãe solteira.

O aumento de mãe solos

O número de crianças criadas em um lar monoparental, ou seja, que moram apenas com a mãe ou com o pai, vêm crescendo. Isso se deve a diversos motivos. Entre eles o aumento de divórcios, a adoção, o abandono e a viuvez. 

Contudo, apesar de todos esses aspectos poderem afetar tanto o pai como a mãe, segundo o IBGE, entre 2005 e 2015, o país ganhou 1,1 milhão de famílias compostas por mães  solos. Nesse último ano da pesquisa, enquanto os pais solos representavam apenas 3,6% das famílias com filhos, o número das mães foi bem mais significativo, com 26,8%. 

Andrea Zoli é uma das mães que compõe esse número. Grávida aos 23 anos de um namoro que não deu certo, ela se encontrou em uma situação na qual deveria criar seu filho sozinha. “A dificuldade em fazer tudo sozinha começa já na gravidez”, afirma.

No entanto, a maior dificuldade para Andrea é educar o filho. Pois o cuidar, como levar para escola, dar banho, ajudar nas tarefas, entre outras atividades, virou rotina.

Porém, “a parte de ensinar o que é certo e errado, responder os ‘porquês’ e ser firme enquanto ele vai crescendo” já se torna uma dificuldade maior quando  não se pode contar com “uma segunda pessoa que deveria ser tão responsável por ele quanto você”. 

Segundo ela, o pai de seu filho, Vinicius, que hoje tem 10 anos, nunca foi presente. Assim, a chegada da criança não modificou a rotina dele. “Não tive nenhum apoio do pai. E, para piorar o sentimento, a vida dele continuava normal, como se o filho não existisse. Apenas a minha vida estava se modificando”.   

Para Andrea Zoli, aceitar ajuda das pessoas próximas é importante para conseguir vencer os desafios de ser mãe solo (Arte: Caroline Doms/Repórter Unesp)

O peso de ser mãe solo

Ainda é muito comum o peso da criação dos filhos recair quase que inteiramente nos ombros das mulheres.

Eduardo de Oliveira Leite, pós-doutor em Direito da Família pela Universidade “Jean Moulin “, afirma em seu livro “Famílias monoparentais: a situação jurídica de pais e mães solteiros, de pais mães separados e dos filhos na ruptura da vida conjugal” que a crença em relação à maternidade, que a mulher nasceu com um dom de  cuidado inato, portanto a criança e o adolescente devem viver e serem cuidados por ela, ainda é muito forte no imaginário social.  

A sociedade brasileira é profundamente marcada por um modelo patriarcal de família, apesar da constante desconstrução do conceito família nas últimas décadas. Dessa maneira, o homem muitas vezes é visto como o provedor e a autoridade máxima, enquanto a mulher é responsável pelos cuidados do lar e dos filhos. 

Além dos desafios de criar o filho sozinho, a mãe solo lida com críticas alheias o tempo todo (Foto: Caroline Doms/Repórter Unesp)

Sendo assim, em situações de divórcio, geralmente a guarda vai para a mãe. Isso é um fator que contribuiu muito para o aumento significativo de famílias compostas por mãe solos.

Esse é o caso da Ana Maria Delbin, que arcou com a criação do seu filho, Jorge Luiz, quando ele tinha sete anos.

Segundo ela, a parte mais difícil de se tornar uma mãe solo foi não se apavorar e “recobrar as forças para os próximos passos”. 

Para Ana Maria Delbin, todo o esforço da maternidade solo vale a pena quando vê o filho conquistando os objetivos dele (Arte: Caroline Doms/Repórter Unesp)

Reconhecimento constitucional

A família monoparental é reconhecida pelo Estado brasileiro. O artigo 226 da Constituição Federal Brasileira de 1988, afirma: “entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes”. Sendo assim, qualquer família composta por pai ou mãe solo possui os direitos familiares assegurados pelo Estado.

Repórter: Beatriz Bethlem
Produção multimídia: Caroline Doms
Editora: Maria Eugênia Martelli

Saiba como contar aos filhos sobre o divórcio

with: #formatosdefamilia, #larmonoparental, #mãesolo

Источник: http://reporterunesp.jor.br/2019/10/22/mae-solo-os-desafios-de-criar-os-filhos-sozinha/

Especial Mês das Mães: mulheres comentam as dificuldades de ser mãe solteira

Mãe solteira: saiba quais são as principais dificuldades!

Quando uma mulher se torna mãe, é praticamente impossível que a vida continue exatamente como era antes.

O corpo, as prioridades, as preocupações a rotina e o orçamento sofrem mudanças, ainda mais quando a mulher não está em um relacionamento; para a mãe solteira, além das dificuldades e responsabilidades naturais da maternidade, há também o julgamento da sociedade, que vem tanto pela ausência de um parceiro quanto pela vontade de retomar a vida amorosae sexual. 

Leia também: Saiba o que é mito e o que é verdade sobre fazer sexo durante a gravidez

É natural que, em um primeiro momento, a mulher fique tão ocupada com as necessidades da criança que realmente não tenha olhos para si, mas, eventualmente, ela pode, sim, sentir vontade de voltar a se enxergar como a mulher que ainda existe paralelamente à maternidade. Quando há um parceiro por perto, o casal pode trabalhar essa questão em conjunto, mas, no caso de uma mãe solteira, as coisas podem ser bastante diferentes.

Julgamento de todos os lados

Arquivo pessoalPara Bianca de Souza, o período que viveu como mãe solteira após Rafaela nascer foi repleto de julgamentos, não só por não se relacionar com o pai da criança, mas por ter escolhido voltar a sair retomar a vida amorosa pouco tempo após dar à luz

Em grande parte dos casos, retomar a “vida de solteira” envolve sair para se divertir, conhecer pessoas novas e, eventualmente, torná-las parte da vida.

Se a mulher é mãe solteira, porém, sair significa não estar com o filho, e envolver-se com uma nova pessoa significa trazê-la para o convívio da criança, impactando a vida dela de alguma forma.

E, além desses obstáculos que a mulher encontra, a especialista em sexualidade e relacionamentos Cátia Damasceno explica que há ainda a questão do julgamento alheio.

“Infelizmente, ainda existe, sim, um preconceito – às vezes até velado – sobre as mães solos, como se elas não tivessem direito a uma vida sexual. É machismo puro.

A mãe continua sendo uma mulher e, como tal, tem o direito de se satisfazer, de ser desejada.

Ser uma boa mãe não quer dizer que você precisa anular o resto de você e da sua vida”, explica a criadora do projeto “Mulheres Bem Resolvidas”.

Ainda que a mulher tenha consciência disso, porém, falar é muito mais fácil do que fazer. Para Bianca de Souza, mãe de Rafaela, a questão da liberdade sexual da mulher nunca foi um mistério, mas a moça conta que, mesmo assim, sentiu o peso dos olhares, perguntas e imposições de quase todos à sua volta após a gravidez.

“Houve momentos em que estávamos eu e o pai dela na mesma balada e nossos amigos me perguntavam onde a nenê estava. Eu falava: ‘Você já fez essa pergunta para o pai dela?’»

Bianca tinha 17 anos e ainda estava cursando o ensino médio quando engravidou da filha. Hoje, aos 24, ela conta que tudo aconteceu quando ela estava trocando uma pílula anticoncepcional por outra e que, de início, ela não queria seguir com a gravidez de forma alguma.

“Eu estava com intercâmbio pago, não pude fazer a faculdade que havia planejado… Eu não queria perder os planos que já tinha. Não queria ter filha, bati o pé nisso, mas, quando fiz meu primeiro ultrassom e ouvi o coração dela, desisti”, relata.

Quando descobriu que estava esperando um bebê, Bianca estava há apenas três meses namorando o pai de Rafaela.

Os dois tentaram permanecer juntos, mas ela conta que, devido ao nervoso por enfrentar preconceito extremo na escola, largar os estudos e deixar os planos para trás, a relação entre os dois ficou abalada e, assim que a pequena nasceu, eles decidiram terminar. Ainda que não fossem mais um casal, os dois não pararam de se falar e Rafaela não deixou de conviver com o pai ou com a família dele.

A moça explica que, como ainda era adolescente quando engravidou e estava em um ambiente escolar muito conservador e preconceituoso, ela não sabia muito bem o que era ser uma mulher independente.

Sendo assim, ela conta que não teve medo de perder a “liberdade de solteira” quando soube da gravidez simplesmente porque ainda não tinha começado a descobri-la.

Porém, depois, quando ela voltou a ser solteira, as coisas mudaram.

Segundo Bianca, Rafaela desmamou aos três meses e, logo, a avó paterna da criança quis começar a levar a neta para passear e viajar. “Eu fui bem liberal e deixava eles saírem com ela, aí aproveitava esse tempo para sair.

Quando ela tinha seis meses, eu comecei a me envolver com um antigo colega de escola”, explica, ressaltando que, nesse momento, enfrentou o julgamento da própria família – por ter voltado a sair com alguém “tão rápido” – e da família do rapaz, que não caía de amores pelo fato de que ela tinha uma filha.

“As pessoas têm dificuldade de entender que sou mãe e sou mulher com desejos e vontades, e que é possível, sim, separar essas duas esferas»

O relacionamento deles durou cerca de um ano e, depois do término, a mãe solteira realmente se jogou na vida de solteira – e se deparou com mais preconceito.

“Comecei a sair mais, ir para baladas, e minha filha ficava com a avó paterna enquanto isso. Houve momentos em que estávamos eu e o pai dela na mesma balada e nossos amigos em comum me perguntavam onde a nenê estava. Eu falava: ‘Você já fez essa pergunta para o pai dela?’. Isso me irritava profundamente”, relata Bianca.

A questão do preconceito contra o fato de a mãe solteira querer aproveitar a vida além da maternidade não se limita a mulheres que curtem badalar. A educadora Juliana (nome fictício), que também cria um filho sozinha por não se relacionar com o pai da criança e não ter um relacionamento fixo, por exemplo, teve de lidar com algo parecido mesmo não sendo muito festeira.

Leia também: Cinco mulheres contam como «pagaram a língua» com seus filhos

“Eu sempre fui uma pessoa mais caseira, nunca fui de sair muito, mas realmente não é muito tranquilo conciliar a maternidade com o lado mulher. Em primeiro lugar, se você sai com algum homem, as pessoas já ficam desesperadas achando que você vai engravidar de novo.

Se você sai com uma mulher – porque sou bissexual –, tem todo o preconceito de como se explica isso para uma criança. As pessoas têm dificuldade de entender que sou mãe e sou mulher com desejos e vontades, e que é possível, sim, separar essas duas esferas”, relata.

Culpa, medo e momento de se (re)conhecer

Tanto Juliana quanto Bianca enfrentaram preconceito em vários âmbitos da vida, mas nenhuma das duas se deixou abalar por isso.

Ainda assim, porém, há outros fatores que impedem a mãe solteira de ter paz quando decide ter uma vida amorosa paralela à maternidade.

Bianca conta que, durante o primeiro relacionamento que teve após a chegada de Rafaela, ela tinha dificuldade em realmente se aproximar do rapaz.

“A relação dele com a minha filha era ótima e ela era bem pequena, então não entendia o que ele era, mas eu tinha medo de não dar certo e eu ter envolvido minha filha”, conta. Alguns anos após terminar esse relacionamento, Bianca – ainda driblando o preconceito – chegou a ficar noiva de um rapaz e, com ele, tentou se soltar um pouco mais.

Ainda assim, como engravidou cedo, teve de adiar todos os planos que tinha de uma futura carreira, e está fazendo faculdade só agora, Bianca seguia morando com a mãe.

Desde a gravidez, porém, a relação das duas não era das melhores e outros fatores tornaram a situação em casa insustentável. “As coisas estavam muito conturbadas e o pai da Rafaela estava me chamando para morar com ele.

Eu terminei meu noivado e, há dois anos, vim morar com ele mesmo estando separada dele”, afirma.

Apesar de ser um caso particular, isso mostra como a vida de uma mãe solteira que tem vontade de voltar a se envolver com as pessoas pode se complicar facilmente. “Faz dois anos que moro na casa dele e essa parte é bem difícil. É difícil me relacionar com alguém dizendo que moro na casa do meu ex”, desabafa Bianca.

Assim como Juliana, Bianca também é bissexual e passou a se assumir mais na época em que foi morar com o pai de Rafaela; outra questão que, para uma mãe solteira, é ainda mais difícil do que o normal.

  “Comecei a ficar com mais mulheres, procurar um círculo em que eu me encaixasse mais, e aí é que veio a parte difícil, porque como é que eu vou contar para os outros que eu fico com mulher sendo que todo mundo só me conhece ficando com homem?”, explica.

Relacionamento é possível, mas não necessário

Apesar de todo o julgamento da sociedade e do medo que mães solteiras podem ter de ter relacionamentos após a maternidade, tanto Cátia quanto a psicóloga Livia Marques incentivam que elas sigam seus desejos, independentemente de quais forem. “A mulher precisa se sentir bem e ser feliz também. Às vezes, um relacionamentopode trazer esse bem-estar, ela pode se sentir completa do lado mulher, ser amada e desejada”, afirma a psicóloga.

Cátia afirma que, se há vontade, não existe um momento certo para começar, mas que a “falta de prática” e as novas obrigações podem deixar muitas delas sem saber o que fazer. A especialista então aconselha começar devagar, respeitando o próprio tempo.

“É ir retomando pouco a pouco os hábitos de antes da maternidade, ir a lugares que te faziam feliz, aos quais você costumava se arrumar para ir e se divertia”, explica ela, além de aconselhar que a mulher procure criar momentos em que deixe um pouco o “papel de mãe” de lado.

“Não se esconda. Você é uma mulher e merece ser feliz, seja com um parceiro ou uma parceira. Esteja bem consigo mesma e sua relação com seu filho ou filha fluirá”

Para Livia, é importante que, nessa hora, a mãe se cerque de amigos – algo que pode, inclusive, facilitar a retomada da vida amorosa e sexual. “Conversar e se distrair faz bem. Caso a mulher deseje conhecer alguém, ela pode estar entre as pessoas de quem gosta, pois a possibilidade de conhecer alguém que possa ser um bom companheiro ou companheira podem ser boas”, afirma a psicóloga.

Outro aspecto que Cátia ressalta quanto a sexualidade é a necessidade de a mulher ficar “a sós consigo mesma” e se redescobrir antes de partir para a conquista.

“Outra dica legal é voltar a se tocar, a reconhecer suas necessidades sexuais, sentir o próprio corpo, entender o que mudou, se os mesmos toques ainda excitam…

Isso com certeza vai ajudar a relaxar quando ela estiver na cama com alguém”, explica.

Quando essa vontade surge na vida de uma mãe solteira, outro fator que a impede de agir é a eventual culpa por deixar a criança “de lado” para se divertir.

No entanto, as especialistas afirmam que, se a situação for bem pensada, isso não precisa ser um problema.

O ideal é deixar a criança com pessoas que façam bem para ela e usar momentos como aqueles em que ela está na escola para “dar uma escapada”.

De acordo com Cátia, a criança não precisa saber de detalhes enquanto a mãe estiver envolvida em situações mais casuais, com pessoas que provavelmente não farão parte da vida dela por muito tempo. No entanto, se a brincadeira ficar séria, é preciso decidir os próximos passos com responsabilidade.

“Em primeiro lugar, é preciso ter um bom diálogo com a criança. Além disso, acredito ser importante conhecer essa pessoa.

Não conhecemos ninguém 100%, mas é necessário diálogo para sabermos se confiamos ou não, sempre trabalhando com cautela”, explica Livia.

Assim como o diálogo com a criança, a honestidade com a outra pessoa também é algo essencial, então nada de esconder o fato de ser uma mãe solteira.

Tanto Juliana quanto Bianca afirmam que seus filhos estão crescendo conscientes de que não há problemas em mulheres ficarem com mulheres e homens ficarem com homens, mas a mãe de Rafaela ainda não contou à filha sobre o fato de que, hoje, ela está se relacionando com uma mulher.

Como sempre, a escolha deve partir da mãe, mas Livia afirma que não há problema algum em se abrir caso haja vontade. “Não se esconda. Você é uma mulher e merece ser feliz, seja com um parceiro ou uma parceira.

Esteja bem consigo mesma e sua relação com seu filho ou filha fluirá”, aconselha a psicóloga.

Leia também: Mães relatam tudo o que mudou em suas vidas após a chegada dos filhos

Ao mesmo tempo, também não há problema algum caso a mulher queira curtir a vida de mãe solteirasem o objetivo ou a vontade de voltar a ter um relacionamento.

É o caso de Juliana, que não tem a intenção de ser tão próxima de alguém novamente, e Livia apoia a decisão. “Se a própria mulher quiser ficar sozinha, não há problema.

Nossa vida é feita de escolhas, não precisamos nos perturbar com o que as outras pessoas nos impõem, e sim analisar o que é melhor para nós”, explica a psicóloga.

Leia tudo sobre:

Источник: https://delas.ig.com.br/amoresexo/2018-05-12/sexualidade-mae-solteira.html

Embarazo saludable
Deja una respuesta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: