Mudanças em crianças de 2 a 3 anos de idade

As fases da infância: quais são e porque você deve conhecer?

Mudanças em crianças de 2 a 3 anos de idade

O maior desenvolvimento de um indivíduo ocorre justamente na infância, que é o período compreendido do nascimento de um bebê até completar seus 12 anos. É durante as fases da infância que acontece um marcante ganho de volume do corpo, além de aquisições de habilidades básicas, como andar e falar, e a construção da personalidade.

A médica neurologista da infância e adolescência Jeania Christielis Damasceno de Souza, ressalta que as fases da infância precisam ser compreendidas não apenas pelo crescimento físico, mas também pelo desenvolvimento cognitivo e psicossocial. 

“Quando nos referimos ao desenvolvimento físico, queremos explicar as mudanças corporais que são observadas enquanto nossos filhos crescem.

O desenvolvimento cognitivo se refere às funções cerebrais como linguagem, pensamento, raciocínio e memória, e é importante saber que o desenvolvimento das várias áreas cerebrais é um processo de amadurecimento e que conforme a idade elas vão se interconectando e se integrando.

E o desenvolvimento psicossocial se refere às questões de construção das relações sociais, à personalidade e às emoções do indivíduo”, pontua.

De acordo com a psicóloga e neuropsicóloga Luciana Caldas, as fases da infância são caracterizadas por faixa etária como uma forma de ter referência nos avanços e retrocessos da criança, dentro do que é esperado em cada idade. Entretanto, Luciana afirma que o processo de desenvolvimento infantil está relacionado às condições biológicas, ambientais e de interação vivenciadas pela criança ao longo da sua infância. 

“Como leva em conta esses variados fatores, assume um caráter muito individual, ou seja, cada criança se desenvolve à sua maneira, de acordo com a relação desses aspectos que vão proporcionando mudanças graduais e sucessivas na sua estrutura biopsicossocial”, completa.

Conheça cada fase e sua importância no desenvolvimento infantil

Geralmente, a classificação dos períodos da infância varia de um autor para outro, dependendo da corrente de pensamento que segue cada pesquisador. Porém, uma das vertentes amplamente conhecida e discutida é de Jean Piaget, um dos maiores pensadores do século XX. 

“Do ponto de vista pedagógico e com bases no Jean Piaget, grande pesquisador das fases do desenvolvimento infantil, são quatro as fases: o sensório motor, que acontece de 0 a 2 anos; o pré-operatório que abrange dos 2 aos 7 anos; o  operatório concreto, que envolve as crianças dos 8 aos 12 anos de idade; e o operatório formal, que tem início aos 12 anos”, explica a pedagoga Marília Frassetto de Araújo, mestre em educação escolar, criadora de conteúdo no perfil @conexao.crianca, no Instagram.

Nesse contexto, médica neurologista da infância e adolescência Jeania Christielis Damasceno de Souza afirma que do nascimento até os 2 anos, os bebês estão em um estágio sensório motor em que é observado um intenso desenvolvimento nos movimentos corporais. 

“Dos 2 aos 7 anos as crianças estão em uma fase chamada de pré-operatória ou simbólica. Nesta idade, o grande salto de desenvolvimento é a linguagem, e muitos pais vão perceber também que nessa fase as crianças podem parecer egocêntricas e, ao mesmo tempo, gostam de usar a imaginação”, explica.

Já dos 7 aos 12 anos, as crianças estão em um estágio chamado de operatório concreto, em que conseguem estabelecer relações em diferentes pontos de vista de maneira lógica. “Nesta fase, o mais interessante é observar que as crianças conseguem realizar operações mentais”, ressalta.

Então, a partir dos 12 anos entraram na fase chamada de período das operações formais. Começa, aqui, a adolescência, onde conseguem construir valores morais e pensam de modo mais intuitivo. 

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Mas porque você deve conhecer cada fase da infância?

Entre tantas demandas necessárias para criar um filho, você pode estar se perguntando porque é importante entender esses períodos, não é mesmo?

Segundo a psicóloga e neuropsicóloga Luciana Caldas, conhecer essas fases e o que é esperado para cada uma delas permite notar quando há algum processo que está aquém do esperado, o que pode levar a intervenções específicas para favorecer o desenvolvimento saudável da criança. Além disso, detectar atrasos ou até mesmo patologias precocemente pode possibilitar um melhor prognóstico.

“Por exemplo, uma criança de 18 meses que não compreende comandos verbais simples e não usa gestos ou palavras para se expressar apresenta atraso de linguagem. Conhecer esse padrão de respostas inadequadas para a idade pode levar o adulto a buscar ajuda especializada”, explica.

Apesar de existirem os marcos de desenvolvimento, a pedagoga Marília Frassetto de Araújo acredita que cada criança tem o seu tempo. “Não é porque a criança fez 1 ano que ela acorda sabendo falar ou andar. Então, é preciso estimular e observar o desenvolvimento no dia a dia”, afirma.

Por outro lado, a médica neurologista Jeania Christielis Damasceno de Souza também afirma que, conhecendo cada etapa, permite aos pais, mães e cuidadores oferecerem mais estímulos, proporcionando melhores experiências de aprendizado. 

“Assim como conseguem construir com os filhos um espaço familiar acolhedor, em que o adulto é capaz de compreender os pensamentos e sentimentos da criança, garantindo um vínculo seguro, o que é fantástico para a construção de indivíduos mais autônomos”, enfatiza.

Como incentivar o desenvolvimento em cada etapa?

Segundo a pedagoga Marília Frassetto de Araújo, pais e mães podem auxiliar o desenvolvimento em cada fase da infância brincando junto com as crianças, tanto dentro quanto fora de casa, além de ler diariamente para os pequenos.

“Mesmo que a criança ainda não fale, é importante que os pais conversem, nomeiem tudo o que está acontecendo. Por exemplo: ‘agora você vai tomar um banho quentinho na banheira.

Eu estou lavando seu cabelo… ‘ e, assim, a criança vai aprendendo e também o vínculo vai sendo fortalecido”, recomenda.

A psicóloga e neuropsicóloga Luciana Caldas ainda orienta proporcionar uma interação saudável e funcional da criança com o ambiente, com os estímulos e com as outras pessoas. “Estimule a usar seu corpo, explorar os recursos, se expressar, incitar seus sentidos e vivenciar sua inserção no mundo com as infinitas e complexas possibilidades”, ressalta.

Já a médica neurologista Jeania Christielis Damasceno de Souza lembra ainda que é necessário ter cautela ao orientar os pais, para que não atropelem com a sua ansiedade, seus desejos e anseios, o desenvolvimento dos filhos.

“Estimular o cérebro potencializa suas aptidões, mas esse processo tem que ser prazeroso e motivador. Se os pais desejam ter filhos inteligentes, permitam que brinquem e brinquem com eles, isso fará com que aprendam habilidades que poderão ser usadas na vida prática”, explica.

E quando a criança não corresponde ao esperado em determinada fase?

A psicóloga e neuropsicóloga Luciana Caldas enfatiza que é importante ter avaliação profissional quando for verificada a incompatibilidade entre o nível de desempenho da criança, a idade cronológica e o que é esperado de acordo com os marcos do desenvolvimento. 

Quem compartilha da mesma opinião é a médica neurologista Jeania Christielis Damasceno de Souza. “Não recomendo o que muitos ainda dizem: ‘vamos aguardar o tempo da criança’.

Pois esse tempo deve respeitar os limites pré-definidos da idade máxima de aquisição de cada marco, conforme escalas já bem validadas pela ciência e que devem ser usadas no acompanhamento dos pequenos, principalmente pelo pediatra”, esclarece.

A médica ainda traz outra orientação. “Se os pais percebem que as crianças mudaram de comportamento ou apresentam comportamentos inadequados em todos os ambientes que frequentam também pode ser necessário investigação”, completa. 

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Источник: https://familycenter.com.br/as-fases-da-infancia-quais-sao-e-porque-voce-deve-conhecer/

6 mudanças importantes entre os 2 e os 3 anos

Mudanças em crianças de 2 a 3 anos de idade

Entre os 2 e os 3 anos de idade, os pequenos deixam de ser bebês para se tornarem crianças. Por esse motivo, é esperado que durante essa fase do desenvolvimento as crianças vivenciem uma infinidade de mudanças, tanto cognitivas quanto físicas, emocionais e sociais.

Você quer saber quais são algumas das mudanças mais importantes que acontecem nessas idades? Preste atenção ao que vamos mostrar a seguir.

6 mudanças principais entre os 2 e os 3 anos

Dos 2 aos 3 anos, as crianças, além de crescerem fisicamente, também amadurecem cognitivamente e, por isso, muitas das suas habilidades são amplamente desenvolvidas durante essa fase.

Além disso, elas também passam a se relacionar com o mundo de uma forma diferente e ganham autonomia e independência, de modo que passam a assumir certas tarefas que antes não realizavam ou que realizavam com a ajuda integral dos pais ou outros adultos.

Assim, os pais observam como seus filhos mudam e se tornam crianças dispostas a continuar aprendendo e adquirindo novas habilidades.

“Há beleza e alegria em cada fase da vida das crianças, mas há um pouco de dor inevitável quando elas passam de uma fase para a outra.”~ Nichole Nordeman ~

1. Entre os 2 e os 3 anos, as crianças adquirem autonomia para ir ao banheiro

De acordo com a equipe de atendimento precoce de La Rioja, aos 2 anos as crianças são capazes de reconhecer o troninho e o vaso sanitário, e podem utilizá-los adequadamente, desde que orientadas por um adulto.

A partir dos 3 anos, elas geralmente pedem para ir ao banheiro e até mesmo podem ir sozinhas, embora, em geral, precisem de ajuda para se limpar. Além disso, depois de fazer suas necessidades, elas podem lavar e secar as mãos de forma autônoma.

2. Adquirem alguma autonomia para se vestir

Aos 2 anos, a maioria das crianças sabe tirar os sapatos e as calças, desde que previamente desabotoadas. Aos 3 anos, elas adquirem mais habilidades nesse aspecto: aprendem a se despir sozinhas e começam a se vestir com a ajuda de um adulto.

3. Aprendem a comer de forma independente

Outra mudança notável entre os 2 e os 3 anos de idade é que as crianças deixam de usar a colher para dominar completamente o uso dos talheres, derrubando cada vez menos comida, mesmo que com certa dificuldade.

4. A fala se torna mais complexa e compreensível

Durante o segundo ano de vida, as crianças usam uma linguagem simples baseada na construção de frases compostas por um substantivo e um verbo. Por exemplo: “Quero água” ou “Vem mamãe”. Além disso, também respondem a perguntas simples, tais como: “O que você está fazendo?”, “O que você quer?”, “Onde você está?”, etc.

No entanto, durante o terceiro ano, a fala se torna mais complexa e compreensível, pois as crianças já dominam praticamente todos os fonemas e adicionam verbos no gerúndio, plurais, pronomes e artigos ao seu vocabulário. Isso faz com que usem a linguagem oral frequentemente para contar o que estão fazendo, o que querem ou o que está acontecendo.

5. Aumentam a vida social

Entre os 2 e os 3 anos de idade, a maioria das crianças inicia a etapa da Educação Infantil, passando da interação quase exclusiva com o núcleo familiar para a interação com seus pares (colegas de classe) e com outros adultos (professores).

Portanto, é um momento no qual, ao aumentar a sua vida social significativamente, elas aprendem habilidades relacionadas a normas e hábitos de comportamento socialmente aceitos.

6. Começam a ajudar em casa

Embora possa parecer muito cedo, as crianças entre os 2 e os 3 anos podem começar a ajudar em casa, contribuindo para manter a ordem no lar. Por exemplo, elas podem ajudar a recolher e guardar os brinquedos ou a colocar alguns objetos fáceis sobre a mesa, tais como pratos, guardanapos, colheres, etc.

Quanto ao desenvolvimento das crianças de 2 a 3 anos…

A vida das crianças de 2 a 3 anos muda muito, mas a dos pais também. Eles precisam aceitar que os filhos estão crescendo e não são mais tão dependentes quanto antes.

Contudo, se nessas idades algumas das mudanças discutidas até agora não forem alcançadas, não é preciso se alarmar, pois cada criança segue o seu próprio ritmo de desenvolvimento e aprendizagem.

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Источник: https://soumamae.com.br/mudancas-importantes-dois-tres-anos/

Crise dos 2 anos de idade

Mudanças em crianças de 2 a 3 anos de idade

Comumente, ocorre entre 1 ano e meio (18 meses) e 3 anos(36 meses) de idade, embora não seja raro se estender até os 4 anos de idade.

Como as crianças se comportam nessa fase

A principal característica da crise dos dois anos é uma mudança no comportamento da criança com ocorrência de birras, sempre que sua vontade é contrariada, diante de uma situação.

Normalmente, este comportamento é observado diante das intervenções dos pais.

No entanto, as crises podem ocorrer diante de responsáveis com a qual a criança estabelece um relacionamento de confiança e obediência, sendo que, neste caso, isto possa simplesmente ser um reflexo daquilo que já está acontecendo dentro de casa, com os pais. Um exemplo, seria no ambiente escolar, com as professoras.

Em outras palavras, aquele “anjinho” que outro dia era um exemplo de criança passa a agir com ataques de gritos, choros, agressividade contra o outro, ou mesmo contra si.

Apresenta comportamentos como dizer “não” ao que lhe é pedido, jogar-se no chão e espernear todas as vezes em que sua vontade é contrariada.

Deve-se ressaltar que o desejo de contrariar os pais parece ser uma constante na crise dos dois anos.

Nem toda a crianças passa por esta fase

Nem toda criança passa pelo período com este padrão de comportamento, embora todas estejam sujeitas, uma vez que esta crise também se associa ao desenvolvimento normal da criança.

É importante sublinhar que, neste mesmo período, algumas mudanças importantes estão ocorrendo, como: um abrupto desenvolvimento cerebral, interferindo em processos intelectuais importantíssimos para a criança.

Por consequência, o aumento considerável na competência linguística, na organização do pensamento e capacidade de exploração do mundo trazem, conjuntamente, certa percepção de autonomia e independência para explorar o mundo e tomar decisões ao seu modo, bem como a certeza de que agora ela age e pode interferir no mundo de acordo com sua vontade. Isto, por si, também evidencia um processo de maturação emocional inerente ao período. Normalmente, a intervenção adequada dos pais é o que garante e promove o uso coerente destas descobertas e recursos adquiridos pela criança e sua aplicação ajustada e equilibrada no meio em que vive. É importante ressaltar que a intervenção dos pais durante essa fase da criança contribuirá mais facilmente para que seja uma passagem tranquila. Ou seja, quanto mais adaptativa for a atuação dos pais, mais rápido se observa a diminuição da ocorrência dessas crises.

É possível minimizar estes comportamentos

Dentre as situações que podem contribuir para minimizar os efeitos desta etapa, diversos estudos sugerem:

Atentar-se para as reais necessidades de rotina da criança. É comum que cada vez mais as crianças sejam introduzidas a uma rotina diária que nem adultos conseguiriam suportar.

Dança, atividade física, creche, cursos… enfim, uma agenda ocupada da primeira à última hora do dia.

Além de produzir uma superestimulação e sobrecarga, o próprio convívio social em família pode ser prejudicado, o que facilita o surgimento das crises;

Em qualquer sinal de frustração na realização de atividades ao longo do dia, ainda que seja o simples manejo de um brinquedo, é importante que o pai encoraje-o a continuar, com zelo e carinho. Oferecer ajuda, nestes casos, pode ser uma atitude que faz a diferença;

Encorajá-lo a realizar tarefas por si só, desde que estejam de acordo com aquilo que é possível que ele mesmo faça, bem como estimular que ele realize escolhas, ainda que as opções sejam ditadas e limitadas pelos pais. Isto pode ser traduzido como incentivo à independência, desde que se realize de forma coerente;

Negociar somente o que for passível de negociação. Por exemplo, pode ser adequado ceder ao desejo de se visitar um primo ou os avós em um horário diferente daquele previamente estipulado. No entanto, fazer o caminho de carro até a casa dos avós sem usar a cadeirinha do banco de trás não entra em pauta de negociações.

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Sinais da crise – como identifica-la

Os estudos sugerem que a crise tem início quando começam a ser frequentes comportamentos de irritação, mau humor, birras e a presença constante da palavra “não” no vocabulário da criança. Isto faz parte do processo exploratório do ambiente.

No entanto, é importante ficar atento às situações rotineiras que a criança vivencia.

De fato, o acompanhamento de todos os passos de nossos filhos, cada vez se torna tarefa mais difícil, em função da rotina que os pais se submetem para garantir benefícios e condições melhores de criação e futuro para a família.

O que é importante perceber é que a crise dos dois anos reflete um comportamento de exploração do mundo. Todo movimento em direção a esta característica, pode ser bem vinda.

Ao contrário, respostas comportamentais dessa natureza associadas a outros aspectos de agressividade externa, comumente vem acompanhadas de sinais, tais quais: falta ou excesso de apetite, alterações no sono, sinais de maltrato no corpo, medo no enfrentamento de situações rotineiras e evitação de convívio e contato social, são opostos a questão central da crise de dois anos.

Como os pais ou cuidadores devem agir nos momentos de crise

Um ponto importante de se ressaltar é o fato de que a chamada crise dos dois anos faz parte do processo normal de desenvolvimento.

Sendo assim, é importante entender que estes atos indicam o desenvolvimento de independência, da capacidade que a criança adquire em expressar seus sentimentos de insatisfação e frustração, bem como a sua preparação para o entendimento de regras e estabelecimento de relações sociais.

Com isso, não se quer dizer, também, que deve-se deixar que tais comportamentos corram de forma solta.

Ao contrário, sabemos que o estabelecimento de limites faz parte do processo educativo e é essencial para o crescimento e sucesso de qualquer ser humano diante das situações que a vida oferece, bem como na formação do caráter, auto-estima e bom convívio social. Um ambiente saudável e comprometido na relação pai e filho é o ponto chave para a passagem equilibrada e instrutiva por este período.

Durante a crise os pais/ou cuidadores podem seguir algumas recomendações: Mantenham-se calmos, pois, duas pessoas irracionais, definitivamente não vai melhorar a situação; Sejam compreensivos, mesmo que não ceda às exigências do seu filho não significa que não possa entender o porque dele estar alterado.

Dessa forma, deve-se abaixar à altura da criança e conversar; Não reforce o mau comportamento. Por mais que seja difícil suportar os gritos e más-criações, o não reforçamento diminuirá a frequência com que o comportamento ocorre.

Da mesma maneira, deve-se reforçar quando ele tiver um bom comportamento; Não negocie no calor da crise, nesse momento você pode sentar-se ao lado da criança e esperar até que as coisas se acalmem, pode tentar abraçá-la, mesmo que ela não aceite bem o seu afeto, isso demonstra que ela pode esperar compreensão e amor e por fim, não leve muito a sério essas crises.

Mesmo que esteja na fila do supermercado e seu filho comece a dar uma birra e todos os olhares se voltarem para você, não se preocupe e tente não supervalorizar a situação. Tudo vai passar!

Quando a crise ocorre na época na qual irá frequentar a escolinha

Em princípio, ter que frequenter a escolinha ou creche estando nesse período difícil não significa um problema. Estar em contato com outras crianças pode favorecer o processo de socialização. Além disso, a interação social pode ajudar a passar até mais rapidamente por essa fase.

É importante observar, caso a inserção da criança no ambiente escolar intensifique as crises e faça os comportamentos piorarem, um plano de intervenção da escola juntamente com a família deve ser traçado, buscando sempre a melhor opção para a criança.

Não sendo suficiente, outros profissionais poderão contribuir.

Como a escolinha pode ajudar

Uma coisa é certa: se a criança aprende a comportar-se de maneira opositiva, sem que haja uma intervenção adequada e assertiva dos pais, dentro do ambiente familiar, o papel da escolar se torna, muitas das vezes, evidentemente limitado. Portanto, em primeiro lugar é essencial se estabelecer uma comunicação confiável e saudável com os pais ou responsáveis pela criança.

Em Segundo lugar, deve-se pontuar que, em ambiente escolar, as crianças já passam a vivenciar a noção de limites e de certo e errado, inerente ao próprio processo de socialização vivenciada nessa situação. Nesse sentido, os professores exercem o papel de mediadores desse processo.

Apesar de haver uma interação diferente no ambiente escolar, uma vez que se prioriza o convívio com outras crianças de mesma idade, a intervenção normalmente se dá como uma espécie de extensão daquilo que deve ser desenvolvido no contexto familiar.

Afinal, as regras sociais a serem aprendidas, neste caso, estão postas à prática e atuar conforme as regras do jogo já não é feito com apoio direto dos pais. Nesse sentido, o aprendizado depende diretamente da preparação adequada e atuação responsável dos cuidadores e professores, a fim de contribuir para o bom andamento do processo.

Resumidamente, a adoção e adaptação de estratégias semelhantes àquelas que regem as ações dos pais, nesta situação, podem ser valorosas, tais quais o não reforçamento de crises, compreensão, mantê-lo participativo, em vez de isolá-lo do convívio social, evitar confrontos ou barganhas para controlar o comportamento, estabelecer limites, etc.

Como a escolinha deve agir em relação à comunicação com os pais

A comunicação da escola com os pais é extremamente necessária. É a partir desse contato que muitas dificuldades e/ou facilidades da criança são discutidas.

Quanto mais participativos forem os pais, melhor é o desenvolvimento do trabalho realizado com a criança.

Dessa forma, qualquer percepção que tanto os pais quanto a escolar tenham em relação à criança deve ser considerado em conjunto, buscando sempre o melhor para ela.

Dica para os pais

Em resumo, o que poderia ser colocado é que os pais devem compreender que apesar dos seus bebês terem mudado de comportamento e que essa mudança nem sempre seja fácil, eles ainda continuam sendo seus bebês.

Porém, agora estão se tornando pessoas mais independentes, com opiniões, desejos e comportamentos diferentes. Esse é o momento em que estão descobrindo o mundo por seus próprios sentidos e decisões e nem sempre sabem o que estão fazendo.

Na verdade, na maioria das vezes estão perdidos nessas escolhas. Por isso, é importante que os pais estejam sempre por perto para mostrar-lhes o caminho. É uma fase difícil, mas não será a última que seu filho passará.

Ser capaz de compreender seus sentimentos, mesmo que confusos e estar ao seu lado o ajudará a superar essa e qualquer outra dificuldade que possa vir a passar em sua vida.

Anne Tarine Tavares Chaves Veloso – Psicóloga- CRP 06/117148

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Источник: https://www.marisapsicologa.com.br/crise-dos-2-anos-de-idade.html

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