Mudanças nas mulheres no segundo mês de gravidez

Gravidez 2º mês

Mudanças nas mulheres no segundo mês de gravidez

As características faciais do bebé também estarão visíveis no final do segundo mês. Influências externas negativas durante este período sensível da gravidez podem levar a sérios danos orgânicos e sérios transtornos do desenvolvimento da criança. Os cigarros, o álcool e os medicamentos que o médico não tenha prescrito expressamente agora são absolutamente um tabu.

Embora as mulheres grávidas devem abster-se de o fazer, tanto quanto possível também nos próximos meses de gravidez.

A mãe também luta contra as alterações hormonais durante o segundo mês de gravidez. Muitas mulheres sentem cada vez mais sinais de gravidez, como sensibilidade nos seios ou náuseas. Esses altos e baixos físicos e emocionais acompanharão a maioria até ao final do primeiro trimestre, antes do início do quarto mês de gravidez, em que entrará numa fase muito mais tranquila e agradável.

O bebé no segundo mês de gravidez: começam a formar-se os órgãos

O segundo mês começa com um grande desenvolvimento para o embrião. Na quinta semana de gravidez, formam-se os primeiros órgãos. Nalgum momento desta semana, o coração do bebé também vai bater pela primeira vez. A partir de agora, bombeará sangue e oxigénio através do corpo do bebé com cerca de 150 batimentos por minuto.

Além disso, formam-se o fígado, os rins e o tubo neural, a partir do qual se formam mais tarde o cérebro e a medula espinhal. O embrião já flutua no líquido amniótico e, portanto, está protegido contra ruídos, pressões e vibrações: o desenvolvimento do saco amniótico (âmnio) ocorrerá em meados do segundo mês de gestação.

Ao mesmo tempo, a placenta e o cordão umbilical também começam o seu trabalho.

Até agora, o embrião era alimentado através do saco vitelino, que continuará a assumir importantes funções metabólicas até que o fígado comece a funcionar.

Na segunda metade deste mês, a espinha começa a formar-se, apresentando inicialmente uma cauda como vestígio evolucionário, mas que rapidamente desaparecerá; começam a se formar-se também os ossos e as primeiras fibras musculares.

No início do mês, o embrião e o saco vitelino eram visíveis na ecografia apenas como uma pequena mancha preta. No final do segundo mês de gestação, o embrião tem cerca de 15 milímetros de comprimento. Cresce cerca de um milímetro por dia, e a partir de agora a sua altura é indicada no comprimento cabeça-nádegas (CCN).

Depois de passar por vários estágios evolutivos no segundo mês de gestação e ter sido inicialmente indistinguível dos embriões de outros mamíferos, o bebé agora assumiu claramente traços humanos. No final do segundo mês, levanta a cabeça pela primeira vez e adota uma postura ereta.

Vários órgãos internos, como o estômago e os rins, estão já ativos. O sistema cerebral, os membros, os lábios e a língua também já estão presentes. O resto dos órgãos irá formar-se durante o próximo mês de gravidez.

A mãe no segundo mês: frequentemente esgotada devido a alterações hormonais

Durante o segundo mês de gravidez, o corpo da mulher grávida é inundado por inúmeras hormonas: Por exemplo, a hormona hCG (gonadotrofina coriónica humana) previne a nova ovulação e suprime a menstruação. Os estrogénios começam a preparar os seios para a produção do leite materno.

A progesterona relaxa os músculos uterinos para que o bebé possa crescer sem obstáculos. A relaxina faz com que o tecido cervical e do pavimento pélvico se torne mais elástico no segundo mês.

No início do segundo mês de gestação, muitas mulheres primeiro sentem a sensação de que lhes vai vir a menstruação. Os seios ficam tensos, no abdômen inferior sente-se um puxão, que resulta do afrouxamento dos ligamentos da mãe e do tecido conjuntivo.

A falta de um período menstrual é o primeiro sinal relativamente seguro de gravidez. A hormona da gravidez hCG agora pode ser detetada de forma confiável na urina da mulher por meio de um teste de gravidez disponível comercialmente. Através de um exame médico, por meio de exames de sangue hCG e ecografia, uma confirmação confiável da gravidez é possível vários dias antes.

A maioria das gestantes sente-se cansada e exausta durante o segundo mês devido a alterações hormonais. Muitos sofrem de náuseas durante a gravidez, o que, por certo, não acontece apenas de manhã. Como o bebé requer parte do oxigénio inalado, é possível que, mesmo com pouco esforço, se note alguma falta de ar.

Os sentimentos da futura mãe também tende a ser uma montanha russa no segundo mês de gravidez.

O segundo mês é o momento certo para o primeiro check-up médico durante a gravidez. As mulheres que pensam que estão grávidas devem consultar o seu ginecologista para esta primeira consulta o mais rápido possível.

O médico fará uma análise detalhada, em cujo contexto também se discutem doenças anteriores, fatores de risco especiais, bem como cargas familiares ou sociais. Além disso, são determinados os valores de sangue e urina, bem como qualquer possível incompatibilidade Rh.

Uma incompatibilidade Rh existente significa que, se uma mãe Rh negativo está grávida de um bebé Rh positivo, o seu sistema imunológico forma anticorpos contra o sangue da criança. Durante a primeira gravidez, o número desses anticorpos e, consequentemente, a sua incompatibilidade estão dentro dos limites, portanto são inofensivos para o bebé.

Nas gravidezes seguintes, são administradas à mãe as chamadas imunoglobulinas anti-D, que bloqueiam de forma fiável a formação desses anticorpos. É por isso que hoje são administrados de forma padrão a todas as mulheres grávidas cujo sangue é Rh negativo.

O estado de desenvolvimento do embrião é verificado através de uma ecografia. O médico também informa a mulher sobre os cuidados médicos durante a gravidez, as possibilidades de diagnóstico pré-natal e exames complementares.

Os resultados do primeiro check-up são registados no Boletim de Saúde da Grávida e são complementados nas consultas seguintes. Se não se tratar de uma gravidez de alto risco, os check-ups serão feitos até às 32 semanas de gestação em intervalos mensais, e depois com intervalos de duas semanas. Em cada trimestre da gravidez é marcada uma ecografia, independentemente o check-up inicial.

Se pretende um parto não hospitalar, informe-se sobre a possibilidade de ofertas e possibilidade de parto domiciliário.

Источник: https://www.bebitus.pt/guia/gravidez/meses-de-gravidez/gravidez-2o-mes.html

Dá para não saber que está grávida? Leia relatos e o que dizem os médicos

Mudanças nas mulheres no segundo mês de gravidez

Para muitas mulheres, descobrir uma gravidez é sinônimo de alegria e da realização de um sonho. Embora não seja comum, algumas alegam não ter os sintomas típicos de uma gestação e só descobrem que estavam grávidas prestes a dar à luz.

É o caso da capixaba Jackeline Boldt Bastos, 33. Era maio de 2018 quando tudo aconteceu. Na época, Jackeline era solteira e trabalhava como balconista em uma loja de doces, em Cariacica (ES). Ela conta que levava uma vida normal e nem suspeitava de uma possível gestação, embora sentisse muita dor nas costas.

Imagem: Arquivo pessoal

Com o passar dos meses, a dor não cessou, por isso ela decidiu ir até um hospital e o médico constatou que as dores eram causadas por gases. «Tomava o remédio de gases e não sentia nada. E minha barriga não cresceu, mas sempre fui gordinha e muito desligada», comenta.

Além disso, ela também não teve a maioria dos sintomas comuns de uma gestação e ainda conseguiu emagrecer. «Quando ele nasceu, estava fazendo dieta».

No Dia das Mães, Jackeline estava em um churrasco na casa da avó. «Bebi e quando cheguei em casa comecei a passar mal. Liguei para um amigo e pedi para ele me levar ao hospital. Quando cheguei lá, na madrugada de domingo para segunda, o médico disse que era começo de infecção urinária, me deu dipirona, buscopam na veia e mandou eu ir embora e buscar o exame na segunda de manhã», recorda.

Na manhã seguinte, quando foi buscar o resultado, o médico confirmou que se tratava de uma infecção urinária, e ela foi novamente medicada, já que as dores não haviam cessado com os medicamentos da noite anterior.

Já na terça de manhã, as dores persistiram e ela foi para outro hospital. Ao chegar, o médico disse que a infecção estava muito forte e a colocou no soro. Em dado momento, ela precisou ir ao banheiro e, quando voltou, o ginecologista já estava na sala sugerindo que ela fizesse um teste de gravidez.

A princípio, ela se recusou, alegando que havia menstruado normalmente nos últimos meses, mas depois acabou concordando. «O resultado saiu às 14h e o médico disse: 'vai para a maternidade que você está ganhando neném'.

Fiquei em estado de choque e fui para o Hospital São João Batista. Para o anestesista conseguir me dar a injeção, uma assistente social ficou ao meu lado porque eu não conseguia parar de chorar.

Ganhei neném às 15h08 do mesmo dia», relata.

Apesar das circunstâncias, o bebê nasceu bem por uma cesárea. «Ele nasceu saudável, grandão, com 2,8 kg e 46 cm», recorda. Assim que viu o filho pela primeira vez, Jackeline conta que foi tomada por um sentimento imediato de rejeição.

«Na hora em que a médica veio chegando perto de mim, falei: 'não chega com esse menino perto de mim que vou jogá-lo longe, só fui vê-lo quando estava no quarto». Por fim, passado o susto inicial, hoje ela não se imagina sem o filho. «Rejeitei-o no começo, mas agora ele é a minha vida», afirma.

Um susto

Imagem: Arquivo pessoal

Situação semelhante viveu Lindinalva Dias Silva Rufino, 46, dona de casa. Questionada sobre quando teria engravidado, ela diz que foi em maio do ano passado, porque o filho nasceu em fevereiro, com nove meses completos.

Lindinalva é casada há 18 anos e sempre tentou engravidar. Um dos ginecologistas que a atendia chegou a afirmar que ela não tinha nenhum problema e sugeriu que o marido procurasse ajuda. Contudo, ele não seguiu o conselho, embora o casal sempre tenha desejado um filho.

Ela conta que não teve sintomas durante a gestação, exceto um. «A menstruação já tinha um tempinho que não estava descendo, e também estava sentindo um calorão, suando muito e bebendo bastante água. Mas como eu era um pouco irregular e nunca vinha no mês certo, achei que estivesse entrando na menopausa e já ia fazer consulta médica», diz.

Ela conta que a barriga também não aumentou, mas quando faltava uma semana para o bebê nascer, o marido chegou a comentar que a barriga havia crescido, de repente. Mas como eles são casados há muitos anos e ela nunca engravidou, a suspeita de uma possível gestação foi ignorada.

Uma semana depois, o cenário mudou. «Acordei e fui levar meus sobrinhos na escola. Quando fui subir no ônibus, levei um tropeção no degrau e senti uma pontada no pé da barriga. Achei que era a minha menstruação que desceria», descreve.

No entanto, a dor persistiu o dia inteiro. Ela conta que ainda lavou roupa e fez todos os afazeres de casa normalmente, mas sempre acompanhada de uma forte cólica. «À noite, fui ao banheiro, sentei no vaso e não parava de descer aquela água meio verde. Daí chamei meu marido e falei: 'a minha bolsa estourou'». Nessa hora ela descobriu que estava grávida.

Ainda sem acreditar no que estava acontecendo, ligou para a mãe e a irmã. Foi tudo muito rápido: «Meu marido olhou para mim e viu o líquido descendo nas minhas pernas.

Fiquei sentada, minha pressão começou a subir e fiquei fora de mim», lembra. Em seguida, ela e a família seguiram para o Hospital da Unicamp, em Campinas (SP).

Ao chegar, os médicos ainda fizeram um exame de urina para confirmar a gravidez.

«Daí foram verificar os batimentos, mas estavam demorando para encontrar. Falei que sentia uma coisinha na minha costela que doía bastante, então eles colocaram o aparelho perto da costela e conseguiram ouvir os batimentos dele», conta.

Lindinalva ficou um tempo em observação devido a pressão alta e na manhã do dia seguinte o bebê nasceu por uma cesárea. Apesar do susto, ela diz estar muito feliz, pois depois de muitos anos o filho tão sonhado chegou. «Foi de repente. Uma surpresa muito grande para mim e para o meu marido. Agora, ele é tudo na minha vida», finaliza a mãe.

O que acontece com o corpo durante uma gestação?

Imagem: iStock

Durante uma gravidez, o corpo da mulher passa por inúmeras transformações físicas e emocionais. A pausa na menstruação é a mais comum, porém há casos em que as mulheres continuam menstruando, mas são exceções.

Assim que a mulher engravida, ela começa a acumular líquidos chamados de embebição gravídica, que geram inchaços. A partir do terceiro mês é possível observar o crescimento da barriga. No entanto, quem tem a musculatura abdominal mais forte, consegue sustentar o útero dentro do abdome, por isso a barriga não fica tão aparente.

Mulheres com problemas de sobrepeso também não costumam evidenciar a barriga. O tamanho da barriga e o ganho de peso, em geral, também são definidos pela alimentação.

Os seios também podem ser um forte sinal de que há um bebê a caminho. A partir da sexta semana, o aumento de volume é notável e muitas vezes a mulher começa a sentir dores ou incômodos. A cor da aréola e dos mamilos também pode escurecer.

É importante ressaltar que durante a gestação, a vulva e a vagina tendem a ficar com uma coloração mais roxa e inchadas. Há, ainda, um aumento da descamação da vagina, com mais secreção (corrimento branco, fluido e sem odor).

Há também as alterações emocionais que podem ocorrer durante a gestação. Elas são responsáveis por sintomas como sonolência, dificuldade de concentração, memória e mais irritabilidade.

A gestação também altera a frequência cardíaca, a circulação sanguínea, a pressão arterial, a imunidade e os hormônios. Além disso, há mudanças no sistema urinário, respiratório, articular e no trato gastrointestinal, este último sendo o responsável pela maioria dos famosos enjoos. Ainda é possível notar mudanças na pele, que pode ficar mais oleosa e até nos cabelos.

Então como é possível esperar um filho e não saber?

Imagem: iStock

Os especialistas ouvidos por VivaBem divergem.

De acordo com Giuliane Jesus Lajos, ginecologista e obstetra do Caism (Centro de Assistência Integral à Saúde da Mulher ) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e docente da divisão de obstetrícia do Departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, é possível a mulher não saber que estava grávida.

«É muito difícil, mas não impossível. Já testemunhei pelo menos umas seis vezes nestes meus 21 anos de ginecologia e obstetrícia. É muito mais comum em mulheres com obesidade, pela dificuldade de percepção do próprio corpo. E o atraso menstrual pode ser comum para elas», explica.

«Já testemunhei caso de a gestante ser magra, com um filho prévio, ou seja, já tinha vivenciado gestação anterior e chegou parindo, relatando surpresa com o fato. E parecia real.

Também vivenciei umas três situações em que a gestante procurou o pronto-socorro geral, não o ginecológico, com queixas de dores abdominais, sendo tratada como um abdome agudo a esclarecer, e na verdade era uma gestação e trabalho de parto. A gente chega a pensar que a gestante sabia e estava escondendo a gestação, mas não.

Testemunhei um caso em que o sonho do casal era ter um filho, e descobriram apenas quando rompeu a bolsa e procuraram o hospital, com 38 semanas de gestação. Então, sim, é possível», afirma a obstetra.

Silvana Maria Quintana, docente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto) também acredita na possibilidade de ocorrer uma gestação silenciosa.

Segundo a especialista, não dá para afirmar que a mulher sabia da gestação e estava mentindo. Ela explica que essa possibilidade até existe, mas há casos em que muitas mulheres dão à luz em casa e sozinhas —sem nenhum tipo de cuidado médico.

«Essa mulher, de alguma forma, negou evidências pelas quais o corpo passou por todo esse período. Por algum motivo ou problema, ela não se permitiu perceber essas mudanças do corpo e se preparar para a grande mudança que vai acontecer com a chegada de uma criança», avalia.

«Acho que é uma negação ou falta de atenção com o próprio organismo, mas não acho, de jeito nenhum, que elas estejam mentindo. É raro, mas é possível», completa. Silvana ainda afirma que mulheres que passam por essa situação precisam de cuidados, principalmente psicológicos, já que do dia para a noite se tornam mães, o que é uma mudança radical na vida de qualquer pessoa.

Por outro lado, há quem diga que é impossível uma gestação perdurar por cerca de 40 semanas sem que a mulher perceba. Segundo os especialistas, os sintomas de uma gestação são muito evidentes, e não há como serem confundidos.

«Existe um volume interino, uma história condizente com atraso menstrual e, a partir do quinto mês, você tem o bebê se mexendo dentro na barriga.

Então é impossível, na minha concepção, que uma pessoa não perceba o bebê se movimentando dentro dela.

No sétimo e oitavo mês, o bebê já tem força muscular suficiente para, inclusive, alterar o formato do abdome», alega Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio Libanês e do Hospital Albert Einstein (SP).

«Não acho possível, principalmente pela movimentação do neném, de dois quilos ou até três mexendo na barriga. Não tem como não perceber», opina Marina Nunes Machado, coordenadora do Departamento de Obstetrícia de Alto Risco do Hospital do Rocio (PR).

No entanto, ela acredita que mulheres obesas podem, sim, ter uma maior dificuldade de reconhecer uma gestação, mas ressalta que os sintomas são inconfundíveis e cita também o processo de negação gestacional, que, para ela, significa apenas negar o fato.

«O que eu já vi é a pessoa esconder, mas não, não saber. A partir do quarto mês não tem como não perceber uma gestação em andamento. São tantos sinais. Acho que ela tem que se ignorar muito, se negligenciar, para não perceber», finaliza Machado.

Processo de negação pode acontecer

Quem também afirma ser possível uma gestação silenciosa é Rafaela de Almeida Schiavo, especialista em psicologia perinatal, pós-doutora em psicologia do desenvolvimento e aprendizagem pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), fundadora do Instituto MaterOnline e membro da Sociedade Brasileira de Psicologia.

«Existem, sim, mulheres que engravidam e passam a gestação inteira sem saber. É claro que podem existir aquelas que propositalmente escondem a gestação até o final, mas uma boa parte das mulheres realmente não sabia. É perfeitamente possível», afirma.

De acordo com a psicologia, esse é um processo chamado de negação. Isso ocorre quando a mulher tem os sintomas gestacionais, mas não consegue associá-los a realidade.

«Mas tem alguns indicativos aí, por exemplo, são mulheres que não conseguem reparar muito bem no seu corpo, algumas alegam que continuaram menstruando normalmente, muitas também estão com sobrepeso.

E muitas vezes ela atribui o movimento do feto a gases, a uma indisposição intestinal, exatamente por não saberem que estão grávidas», diz Schiavo.

Para a psicóloga, cada mulher tem um motivo para a negação. Entretanto, não é possível generalizar. Logo, cada caso precisa ser avaliado individualmente.

«O inconsciente é tudo aquilo que não temos acesso, a gente não sabe que existe, nem o que é», descreve. «Do ponto de vista psicológico, elas não estão mentindo.

E isso ainda pode trazer vários prejuízos para essa mulher e até para essa criança, já que ela pode apresentar uma depressão pós-parto, alta ansiedade, um transtorno, justamente porque ela está levando a vida dela normalmente e, de repente, se torna mãe sem saber», explica a psicóloga. «Essas mulheres precisam ser compreendidas e não discriminadas».

Источник: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/11/11/da-para-nao-saber-que-esta-gravida-leia-relatos-e-o-que-dizem-os-medicos.htm

Tudo sobre o segundo trimestre da gravidez: cuidados, exames e mudanças no corpo – Pais&Filhos

Mudanças nas mulheres no segundo mês de gravidez
No segundo trimestre da gestação, a ideia da gravidez torna-se mais concreta e interessante (Foto: Getty Images)

Depois do desafiador primeiro trimestre, chega a melhor parte da gravidez.

Afinal, é a partir daí que você pode, finalmente, contar a outras pessoas que está grávida. Neste período também você começa a ser mais paparicada, se sentir quase uma celebridade, e poderá sentir seu bebê mexer.

A ideia da gravidez torna-se mais concreta e interessante.

É no segundo trimestre também que é possível descobrir o sexo do bebê e sentir ainda mais a ideia de estar esperando um filho.

Neste ponto, é provável que você se encontre com um sorriso de orelha a orelha, se pegue rindo alto em uma reunião chata de trabalho e o que muitas mulheres sentem é um aumento de libido, graças a maior quantidade de sangue fluindo pelo corpo.

Emoções à flor da pele

Quando se está grávida, qualquer coisa faz chorar. Desde um pedaço de queijo até uma propaganda de fraldas. É uma emoção atrás da outra, e você acha que ninguém em volta te entende. Sabe quando você está no auge da emoção? Parece que algum ser está invadindo o seu cérebro (além daquele que cresce na barriga). Mas, calma.

Não é que você esteja louca, ou sendo controlada por alienígenas. A mudança de humor é normal durante a gravidez. É durante esse período que acontecem mudanças nos níveis hormonais, além das mudanças físicas e emocionais.

Então, não estranhe: enquanto sua barriga cresce, é normal que você chore, dê risada e esqueça o próprio nome – às vezes, tudo isso em poucos minutos.

Os desejos malucos

Chupar limão, comer quilos e quilos de doces e até comer tijolo. São desejos que muitas grávidas têm e ninguém – muito menos os futuros pais – entendem o porquê.

Essas vontades não são simples caprichos, mas sim uma resposta do organismo da mulher às necessidades do corpo dela e do bebê que vai nascer. Totalmente normal.

Não há nada comprovado em relação a esse fenômeno, mas o que os médicos percebem é que as vontades estão intimamente ligadas aos diferentes períodos da gravidez.

No segundo trimestre da gravidez, quando os enjoos já não aparecem tanto, o corpo da mulher precisa de mais energia para formar o bebê.

É daí que vem o desejo de comer alimentos calóricos, como doces, massas, gorduras e carboidratos em geral.

Já nas últimas semanas de gestação, o útero está bastante distendido e chega a comprimir o estômago, o que faz com que a grávida não consiga comer muito, mesmo que sinta fome normalmente.

Episódios extremos, como vontade de ingerir coisas não comestíveis, como tijolo ou terra, não são considerados normais, e podem ser observados em mulheres que não têm uma alimentação adequada e saudável. Esses desejos indicam uma deficiência intensa de algum nutriente. Hoje, é difícil ver ocorrências desse tipo em grandes cidades, onde o acesso à alimentação é maior.

Em alguns casos, esse tipo de desejo também pode ser fruto de um distúrbio psiquiátrico, o que pode acontecer com qualquer mulher, grávida ou não.

É por isso que, no caso das gestantes, é muito importante que o ginecologista questione no exame pré-natal se há antecedentes psiquiátricos no histórico da paciente. A gravidez, por ser um período em que a mulher fica muito suscetível ao emocional, pode desencadear uma doença desse tipo.

Sentir vontade de comer coisas engraçadas tem um limite, e é essencial ficar atenta aos sintomas como depressão e bipolaridade, ok?

O muda no corpo?

Agora, as mudanças no corpo da gestante são consideráveis, como aumento de peso, mudança no formato do rosto e até um possível inchaço na face. Os cuidados são para evitar trabalho de parto prematuro e ruptura da membrana amniótica, mantendo o repouso quando indicado pelo obstetra.

Com o corpo, é preciso manter uma alimentação saudável, rica em vitaminas, com frutas e legumes, e ingerir bastante água.

Se você for para praia no final do ano, não se esqueça de usar chapéu, bloqueador solar, ficar longe do sol entre às 10 e 16 horas e estar sempre protegida pelo do guarda-sol. As viagens de avião estão garantidas até a 32ª semana de gestação.

A mudança na cor do cabelo também é liberada, dando preferência aos tonalizantes, luzes ou reflexos.

Hora das compras!

Agora que você já passou pelo primeiro trimestre e já garantiu cremes, óleos, algumas roupas que você amou e comprou na empolgação, é a hora de começar a pensar mais alto. No segundo trimestre as peças já podem ser oficialmente compradas, os produtos de higiene e também a cadeirinha, que é megaimportante. Mas vamos falar de cada mês individualmente, para você fazer tudo com calma:

No quarto mês:

Agora você já sabe quantos bebês virão e, se quiser, também o sexo.

Concentre-se no quarto: berço, colchão, protetor de colchão e lençóis de baixo! O pediatra da maternidade Pro Matre Paulista, André Dutra, filho de Maria Lúcia e Francisco, adverte contra cobertas superiores e travesseiros: ambos devem ser evitados pelo risco de sufocamento, segundo ele. “Além disso, o travesseiro pode elevar demais a cabeça do bebê e dificultar sua respiração.” Ou seja, desapegue dos conjuntos de cama e foque num lindo móbile com música como arremate perfeito para a hora de dormir do seu filho. E, enfim, podem ser comprados os primeiros looks do bebê: bodies, calças culotes, camisetas, meias e casaquinhos. Para você também! Garanta que você tenha vestidos soltos, batas, leggings e jeans de grávida para os próximos meses.

No quinto mês:

Que tal tirar parte deste mês para se dedicar à higiene do bebê? Comece pela banheira ou balde, conforme sua preferência. Inclua no cartão de crédito: cueiros, fraldas de pano, toalhas, kit higiene (potes de algodão, garrafa térmica, etc.

), kit manicure (ou só uma tesourinha!) e um aspirador nasal. É nessa fase que o peso da barriga começa a fazer diferença. Com isso, você também vai notar o inchaço das pernas e pés, o que pode incomodar muito nas atividades do dia a dia.

Para ajudar a resolver o problema, cremes e meias elásticas podem ser seus melhores amigos, inclusive se você quiser continuar borboleteando pelas lojas para escolher cada detalhe dos novos produtos.

Esse também é o momento de começar a adotar as calcinhas mais confortáveis – mês que vem, a barriga vai dar um salto no tamanho, então é bom estar preparada!

No sexto mês:

Hora de planejar os passeios. Com muita calma, escolha o carrinho que vai levar seu filho por aí.

Ele deve ser fácil de montar e desmontar – imagine-se sozinha colocando-o no porta-malas! Outra dica preciosa: modelos com rodas grandes são mais resistentes a pavimentos irregulares. Do mesmo departamento, vem a cadeirinha do carro.

Como seu filho vai usá-la até por volta dos 7 anos, aposte naquelas que se adaptam às várias fases do crescimento. Para encerrar o ciclo das compras de passeio, não se esqueça do canguru ou do sling para andar com o bebê bem grudado em você.

Os acessórios do carrinho (colchão, lençóis, brinquedos) e um tapa-sol de carro podem também ser adquiridos nesta fase. E, claro, aquela bolsa que servirá para carregar todos os itens do bebê no primeiro ano que tenha a sua cara, afinal é você quem vai usar.

Exames em dia

A partir da 16ª semana:

– Amniocentese: é a coleta de líquido amniótico por meio de agulha guiada por ultrassom para avaliação do cariótipo ou infecções fetais. Também pode ser utilizado para confirmação diagnóstica no caso de NIPT alterado.

Entre a 18ª e a 24ª semana:

– Morfológico do segundo trimestre: detecta as deficiências estruturais e marcadores de cromossomopatias no feto, que consegue diagnosticar 85% das malformações fetais. O exame serve para avaliar detalhes da formação do cérebro, coração, tórax, órgãos abdominais, membros, genitália, coluna, pés e mãos.

– Doppler colorido das artérias uterinas: faz o rastreio das pacientes de maior risco para desenvolvimento de pré-eclâmpsia ou de fetos muito pequenos no decorrer da gestação.

– Avaliação do colo uterino via transvaginal: é a época mais indicada para rastreamento de risco do parto prematuro, por meio da medida do colo uterino. Se diagnosticado um colo curto, as formas de prevenção precisam ser imediatamente implantadas.

A partir da 20ª semana:

– Ecocardiograma fetal: faz o diagnóstico precoce de malformação cardíaca que pode ser essencial para um planejamento do parto e acompanhamento da equipe de cardiologia pediátrica.

Entre a 26ª e a 30ª semana:

– Obstétrico 3D/4D: são geradas imagens do feto em três ou quatro dimensões e em tempo real. É a maneira mais real de conhecer o rostinho do bebê!

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Источник: https://paisefilhos.uol.com.br/gravidez/tudo-sobre-o-segundo-trimestre-da-gravidez-cuidados-exames-e-mudancas-no-corpo/

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