O que você faz quando descobre que sua filha têm relaçoes sexuais?

Podem os pais fazer sexo no mesmo quarto onde dorme o filho?

O que você faz quando descobre que sua filha têm relaçoes sexuais?

A notícia chegou até à Índia. Em junho um casal foi filmado a ter relações sexuais numa praia fluvial de Paredes de Coura. Mais do que a questão do sexo em público, o ato foi concretizado à frente de uma menor de seis anos.

O caso despertou, por isso, a atenção mediática e fez com que a justiça retirasse a menina à mãe de 41 anos, residente em Guimarães.

Tanto o homem — que não é o pai da criança — como a mulher foram indiciados por abuso sexual de menor e a investigação está entregue à Polícia Judiciária de Braga.

“A exposição ao ato sexual é um ato que entra em conflito com o desenvolvimento normal da criança, do ponto de vista da sua identidade sexual e enquanto pessoa”, explica ao Observador Joaquim Manuel da Silva.

O juiz de direito da secção de família e menores do Tribunal da Comarca de Lisboa Oeste reflete que, quando a liberdade e autodeterminação sexual da criança é afetada, tal constitui um crime punido com pena de prisão.

O mais importante, diz o juiz, passa por apurar responsabilidade parental.

De tão insólita, a notícia em causa chegou a ultrapassar as barreiras nacionais, ocupando espaço em jornais britânicos e até indianos. Mas não é preciso ir tão longe para refletir sobre ela.

Ainda que as situações sejam proporcionalmente diferentes — pela idade das crianças e também pelo cuidado e intenção dos progenitores –, é possível que alguns pais se questionem sobre se podem ter sexo na presença dos mais novos, isto é, no mesmo quarto onde dormem os filhos quando ainda são bebés.

Para Sónia Morais Santos, autora do blogue Cocó na Fralda, a resposta é afirmativa, ainda que haja algumas limitações à mistura. Ao Observador, a blogger explica que os seus quatro filhos dormiram no quarto dos pais até completarem seis meses de idade, pelo que o casal reacendia a chama debaixo dos lençóis quando estes “dormiam profundamente” e estavam “quietinhos”.

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“O berço era muito alto, era impossível ver o quer que fosse. E para mim seria um completo turn off saber que o meu filho poderia ouvir alguma coisa”, conta a também jornalista do outro lado da linha do telefone.

E se a ideia de um dos filhos ouvir os pais em pleno ato sexual a incomoda, a situação inversa não deixa de fazer semelhante confusão: “Barulhinhos de um bebé desmontam qualquer clima que possa existir”, atira Sónia.

E exemplo de que o casal é discreto foi a reação dos filhos de cada vez que a mãe contou que estava grávida:

Questionam sempre: ‘Mas vocês fazem isso quando?’. Quando tivemos a Madalena [filha mais nova, com um ano e meio], um deles perguntou-me: ‘Vocês fizeram aquilo outra vez?!’. Tem graça eles pensarem que o sexo é só para ter filhos.”

Sexo sim, mas à porta fechada

Para a pergunta colocada no título não existe uma “resposta única e verdadeira”, palavra da psicóloga infantil Inês Afonso Marques, que lidera a equipa infanto-juvenil da Oficina de Psicologia.

Ainda assim, é possível opinar: “Se pensarmos que a sexualidade remete para uma questão de intimidade, de partilha de um casal, faz todo o sentido que seja vivida em privado.

O facto de esta acontecer na presença de uma criança ou de uma pessoa é algo que, por princípio, não deve acontecer”.

A sexóloga Vânia Beliz, que já antes explicou ao Observador a importância da educação sexual e de como esta deve começar em casa, defende também que a “relação sexual deve ficar restrita a situações de intimidade”, pelo que “não é adequado que as crianças a possam presenciar”.

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Nestas circunstâncias é preciso ter em conta a idade da criança, como quem diz o grau de perceção das coisas que se passam à sua volta.

Inês Afonso Marques é a primeira a dizer que um bebé não tem consciência do que acontece, pelo que, considerado os bebés que até aos seis meses partilham o quarto com os pais, e desde que o casal se sinta à vontade para tal, ter relações no mesmo espaço acaba por ser algo mais consensual.

Vânia Beliz acrescenta que essa perceção depende muito do desenvolvimento de cada criança, sendo que até aos dois anos esta poderá não ter grande capacidade de compreensão.

“Em idades mais precoces as crianças não têm a capacidade de entender o ato sexual”, continua a psicóloga clínica e terapeuta familiar Sofia Nunes da Silva. “Muitas vezes, o ato pode até ser confundido com agressividade e zanga entre os pais, em vez de carinho e afeto.

A partir dos dois anos é plausível que todos os gestos e momentos possam ser assumidos como atos de agressividade de um corpo contra o outro”, explica, referindo-se a dinâmicas de casal mais intensas. Na opinião da profissional, ter relações na mesma divisão onde esteja o filho, mesmo que com meses de vida, é sempre de evitar, até porque “nunca se sabe quando uma criança está a dormir”.

“Não é desejável que isso aconteça, o ato sexual é suposto ser íntimo e não deve ser exposto a uma criança.”

Mas qual é, mediante a situação em causa, o risco que os mais novos correm? Sofia Nunes da Silva defende que tal depende sempre do contexto em que as coisas acontecem e também da sua frequência:

Uma coisa é um acontecimento esporádico, outra é a criança ser exposta a uma situação destas com frequência e quase de uma forma repetida, sem qualquer proteção, no sentido em que o ato sexual ocorre como se ela não estivesse lá. Neste caso diria que é uma negligência.”

E quando pais e filhos praticam o “co-sleeping”?

Apesar de não haver uma só maneira de pensar sobre o assunto, as psicólogas e sexóloga fazem questão de salientar que há sempre cuidados a ter, mesmo quando a intimidade entre o casal acontece noutra divisão.

Diz Sofia Nunes da Silva que os pais não vivem sozinhos, pelo que começar por trancar a porta é uma iniciativa a ter em conta (além de controlar a intensidade do barulho).

Em causa estão os conceitos de privacidade e espaço próprio tanto dos pais como dos filhos, em igual medida.

“Bater à porta é muito importante e previne ocasiões desprevenidas”, assegura a terapeuta familiar, salientado que esta é uma aprendizagem que deve ser adquirida desde cedo.

“É muito bom que haja uma delimitação de espaços.

É bom que as crianças sejam ensinadas desde cedo que há uma linha de espaço que não deve ser invadida”, continua, fazendo questão de referir que a imposição de limites aos mais novos é uma forma de lhes dar segurança e tranquilidade.

E o que acontece quando uma criança se esquece de bater à porta e entra inadvertidamente no quarto dos pais? A primeira coisa a fazer, diz Vânia Beliz, é salientar que a criança não bateu à porta e só depois — embora não imediatamente a seguir — tentar perceber o que ela acha que viu. “Mesmo que a criança não tenha percebido nada, deve-se explicar que não se entra no quarto dos pais sem bater”, afirma a sexóloga. A isso acrescenta que, na sua opinião, os mais pequenos devem ir para o seu quarto o mais depressa possível, uma vez que “o quarto dos pais é um espaço íntimo, que não deve ser invadido”. Vânia diz ainda que, pela sua experiência, muitas mulheres têm dificuldade em relaxar, sendo que há mães que deixam de atingir o orgasmo precisamente por pensar que as crianças possam ouvir alguma coisa.

Para cima da mesa vem, então, o conceito de co-sleeping, que basicamente consiste no facto de uma criança dormir na cama dos pais, uma realidade elogiada por uns e contestada por outros — ao Observador, Mário Cordeiro chegou a dizer que “salvo casos diagnosticados como patológicos em termos de saúde mental por pedopsiquiatras, acho profundamente errado”. A afirmação do pediatra tem em conta os perigos de asfixia e o aumento da incidência da morte súbita.

Para o bem ou para o mal, ela [a criança] está cá fora desde que nasceu, pelo que tudo o que seja ‘branquear’ essa realidade funciona como um impedimento ao crescimento saudável e tranquilo das crianças”, justifica Mário Cordeiro.

4 Tips on Transitioning your Child from Co-Sleeping .. #parenting https://t.co/jS62e8WypI pic..com/6RHWHUUvdh

— Dina Kulik (@DrDinaKulik) June 28, 2016

Sobre isso Sofia Nunes da Silva não tem papas na língua e diz, sem rodeios, que à partida o co-sleeping é mau: “Acho péssimo a todos os níveis, sobretudo para o desenvolvimento individual da criança.

” Já Inês Afonso Marques recorda que quem defende esta prática consegue enumerar um conjunto de vantagens para pais e filhos.

“Há famílias em que isso acontece com grande satisfação para todos e outras em que é forçado”, argumenta, referindo que, tendo em conta o último caso, as crianças correm o risco de perder autonomia nas suas rotinas e de ficar demasiado dependentes dos pais. A psicóloga infantil faz ainda uma ressalva ao afirmar que o co-sleeping não tem de ser necessariamente um entrave à intimidade do casal, até porque o momento a dois não se cinge ao quarto e à noite.

A importância da educação sexual

Se por um lado se fala das relações sexuais entre dois adultos, por outro importa explorar a ideia da educação sexual que, repita-se, deve começar em casa. Mas antes de saltar para esse tópico, convém abordar, mesmo que ao de leve, a sexualidade. Já antes Vânia Beliz, uma das autoras do livro A Viagem de Peludim, explicou ao Observador que muitas pessoas confundem o conceito em causa.

Quando falamos no desenvolvimento psicossexual das crianças, falamos da satisfação que existe desde o momento em que ela nasce, à gratificação que sente quando é alimentada e cuidada, e isso não tem nada que ver com genitalidade nem com a sexualidade adulta em que normalmente pensamos quando esta palavra está em causa. As pessoas esquecem-se de todas as outras variáveis que estão à volta da sexualidade. (…) Tudo o que tenha que ver com a forma como nos relacionamos com os outros, e não apenas com sexo ou com a prática sexual, está englobado na sexualidade.”

A sexualidade é algo que se vai construindo, acrescenta a terapeuta familiar Sofia Nunes da Silva. “Tem muito mais que ver com afeto e comunicação, bem como com a construção de relações seguras.

Nesse sentido, os pais falam sobre sexualidade com os filhos mesmo quando acham que não o fazem.

” Exemplo disso é quando se diz aos filhos para cumprimentar alguém acabado de chegar a casa — tudo isto representa a construção da tal identidade sexual.

Istock/strelss

“Esta questão da educação sexual e do despertar para a educação sexual passa por várias fases. Uma criança de dois, três anos começa a ter um interesse diferente no seu próprio corpo e começa a fazer perguntas”, adianta a também psicóloga Inês Afonso Marques.

E o que fazer quando, efetivamente, começam a surgir as primeiras dúvidas por parte dos mais pequenos? A ideia passa por os pais responderam da forma mais franca possível tendo em conta a idade das crianças. Mais do que isso, importa que sejam elas a colocar as questões sem que os pais caiam no erro de antecipar os temas.

Fundamental é também não fazer do tema um tabu, nem falar com os filhos num tom e registo ansiosos.

Foi precisamente isso o que fez Sónia Morais Santos com o filho mais velho, de 14 anos. A blogger conta que já teve “a conversa” com o adolescente, embora feita sem grandes aparatos. Sónia recorda-se de ter abordado a questão das relações sexuais protegidas e de responder a algumas dúvidas do filho. “Não ficou embaraçado. Nós falamos à vontade, mas não à vontadinha.”

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Источник: https://observador.pt/2016/07/03/podem-os-pais-fazer-sexo-no-mesmo-quarto-onde-dorme-o-filho/

Como e quando falar sobre sexualidade com crianças e adolescentes? – Emais – Estadão

O que você faz quando descobre que sua filha têm relaçoes sexuais?

Apesar de dispositivos de segurança, pais se surpreendem ao se deparar com filhos vendo conteúdo adulto na internet. Foto: Pixabay

Um adolescente nos anos 1990, com a sexualidade à flor da pele, teria que usar a criatividade para esconder as famosas revistas pornográficas – até então, um dos únicos meios de acesso a conteúdo adulto na época. Além disso, a publicação não era comercializada para menores de 18 anos.

Agora, em 2019, muitos desses adolescentes da época se tornaram pais e mães e estão perdidos quando o assunto é sexualidade dos filhos. «Meus pais falavam sobre sexo, mas não era uma forma muito clara.

Sempre tinha o viés que homem era aproveitador e que não deveríamos, eu e minha irmã mais velha, cair no conto deles. E que, caso acontecesse algo, deveria ser com alguém que a gente gostasse e não fosse por onda de amigas.

Ah, eles colocavam muito medo sobre a questão da gravidez», lembra Ana Paula Olinto.

Hoje, ela é mãe de dois meninos: Patrick, de 17, e Nicolas, de 12 anos. «Me lembro de ter falado sobre sexo com o meu filho mais velho quando ele tinha sete anos. Ele me perguntou o que era sexo. A pergunta foi inesperada e me pegou de surpresa.

De imediato respondi que sexo era 'sexo feminino' ou 'sexo masculino' e só. Uns 15 minutos depois ele questionou se sexo era a mesma coisa que transar. Fiquei passada!», recorda. Ana Paula conta que ela e o marido sentaram para conversar com o garoto e entender o que ele sabia sobre o assunto.

Depois do episódio, a família fala abertamente sobre relacionamentos, doenças, proteção e gravidez.

Regina Elizabeth é mãe de duas meninas: Gabriela, de 21 anos, e Luiza, de 18, e lembra como a família se comportava quando o assunto era sexualidade. «Minha mãe nunca conversou comigo sobre sexo.

Eu aprendi sozinha e de certa forma foi difícil romper esse tabu porque, quando se conhece bem o corpo, a relação com a outra pessoa flui melhor.

Demorou para entender que eu tinha meus desejos e que não era vergonha expor eles», conta.

Hoje, com as filhas, ela tenta promover o diálogo constante desde sempre. Tanto que a mais velha se sentiu a vontade para revelar que perdeu a virgindade. «Hoje em dia eu acabo conversando com elas até…

'puxa, esse cara que você ficou é legal? Você gostou mais desse do que daquele? E aí, estão usando camisinha? Ah, essa camisinha é ruim…então, pesquisa no mercado'. A gente não tem receio. Elas não têm receio de questionar e perguntar. Temos uma abertura muito boa para conversar sobre isso», relata.

E o pai das meninas também participa das conversas, para dar uma visão masculina sobre o assunto.

Questões homoafetivas, por exemplo, também não são tabu na família, como afirma Elizabeth: «Uma vez perguntaram porque tinha duas mulheres abraçadas e eu respondi que era um casal. Elas vieram me contar depois que aquela informação no momento havia solucionado a dúvida e que elas cresceram sem esse preconceito e acham normal essa relação». 

A verdade é que boa parte dos adultos atualmente não foram treinados para falar sobre sexo com seus filhos. A maioria, quando crianças e adolescentes, teve orientação sexual na escola basicamente para a reprodução.

«Um grande desafio é, sem dúvida, abordar um tema que a criança terá que postergar a sua concretização, como no caso da relação sexual em si. E por isso muitas famílias acham que não devem abordar o assunto.

Além disso, há dois grandes mitos sobre falar de sexo com crianças: que isso acelera a 'sexualidade delas' e que falar de sexualidade pode influenciar a orientação sexual das crianças.

Por falta de conhecimento, os pais acham que falar de sexualidade é falar de relação sexual, sendo que na verdade a genitalidade é apenas um dos aspectos da sexualidade e às vezes nem é o principal», explica a psicóloga Ana Canosa, diretora da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana.

Os conteúdos relacionados ao conhecimento do corpo, como higiene, diferenças entre sexos e gestação precisam ser explicados aos pequenos. Mas, para essa geração, questões como sexualidade na infância, fortalecimento da identidade, autoestima, ser assertivo e respeitar os outros são fundamentais.

«Aprender a negociar, a respeitar, a reivindicar direitos e espaços, a não se deixar abusar, conhecer e ir elaborando as emoções no relacionar-se com o mundo.

Tudo isso que a gente precisa para ter uma relação saudável com os outros e que infelizmente não é a realidade de grande parte das pessoas adultas que se relacionam.

Não digo que trabalhar a sexualidade é o que vai resolver conflitos humanos, pois há muitos outros fatores envolvidos, mas certamente é uma boa via de acesso para construção de reflexões», avalia a educadora sexual.

O que fazer se eu flagrar meu filho vendo conteúdo adulto?

Você está chegando no quarto do seus filhos e, de repente, o flagrante. O que fazer ao ver as crianças ou adolescentes assistindo a vídeos eróticos? Fingir que não aconteceu nada não é a melhor saída.

Para a psicóloga, é preciso falar sobre o assunto. «Se é criança, a gente precisa explicar que esse conteúdo não é adequado para a idade dela, que surgirá o tempo para desenvolver-se nesse aspecto. É importante compreender onde a criança está buscando referências para o pornô, quem apresentou, etc.

Com púberes e adolescentes, o papo já pode ser mais profundo e crítico, como a reprodução de violência de gênero nos filmes, o modelo de erotismo que é passado, os corpos que viram modelo de comparação, as práticas sexuais que parecem todas muito fáceis e prazerosas e a dependência da pornografia como uma categoria que vem crescendo muito», aconselha.

Para além da conversa, aplicativos para bloqueio de conteúdos adultos nos dispositivos móveis devem ser providenciados, mas não são a solução do problema.

Como e quando falar sobre sexualidade com crianças e adolescentes? Foto: Pixabay

A sexualidade, de acordo com a faixa etária

É preciso entender que, no mundo das crianças e dos adolescentes, todos os assuntos são permitidos. O que vai mudar é o jeito de falar e o entendimento de cada um deles. A educadora sexual Ana Canosa separou algumas dicas para cada faixa etária:

* Até os cinco anos de idade: Observar o desenvolvimento infantil (corpo, diferenças entre os sexos, higiene, gestação, noção de privacidade, prevenção de abuso sexual, cuidados na exploração de corpos e jogos infantis). Nessa fase, é importante trabalhar o tema aos poucos com a criança.

* A partir dos cinco anos: A criança já tem mais noção do que é uma relação sexual e algumas perguntas podem estar relacionadas às práticas sexuais. Muito importante focar em temas sobre relacionamento/famílias – orientação sexual.

* A partir da puberdade, entre nove e 15 anos: Foco na mudança do corpo (surgimento de pelos, aumento dos órgãos genitais, por exemplo). Promover conversas sobre a entrada na adolescência, autoimagem, amigos, padrões de beleza, prazer sexual (masturbação).

* De 15 a 18 anos: As questões da puberdade são ampliadas para discussões mais críticas e reflexivas sobre o comportamento sexual.

De qualquer maneira, manter o diálogo sempre aberto com os filhos sobre sexualidade, em tempos de fácil acesso à informação, é o melhor caminho. Com os pequeninos, o jeito lúdico de abordar a situação pode ser mais eficiente. Com os mais velhos, a descontração também ajuda a 'quebrar o gelo' entre pais e filhos.

Para aqueles que se interessam mais profundamente pelo assunto, a Unesco preparou um guia com orientações técnicas de educação em sexualidade para o cenário brasileiro. 

Boa parte dos pais não foram treinados para falar sobre sexualidade com seus filhos. Foto: Pixabay

Dicas de livros para falar sobre sexo com crianças e adolescentes

Muitos pais gostariam de ter acesso à literatura que pudesse ajudar, de maneira didática, a lidar com a sexualidade dos filhos. Separamos uma lista de publicações que podem auxiliar nesse momento, inclusive leituras para crianças e adolescentes. Confira:

* 'Somos iguais mesmo sendo diferentes', 'Conversando com seu filho sobre sexo', 'Um bate-papo sobre sexo', livros de Marcos Ribeiro;

* 'Mamãe, o que é sexo?', de Lilian Macri;

* 'Mamãe botou um ovo' e 'Cabelinhos nuns lugares engraçados', os dois livros de Babete Cole;

* 'Conte para alguém', de Thais Laham Morello, sobre prevenção de abuso sexual;

* 'Pipo e Fifi', de Carolina Arcari, também sobre prevenção de abuso sexual.

Atitudes que podem proteger seus filhos da pedofilia

Novamente, a conversa com os filhos é a melhor forma de prevenção. E, desde a tenra infância, é preciso ensinar noções sobre as partes íntimas e quem pode tocá-las e de que forma isso é feito. Orientação e esclarecimento são fundamentais.

É difícil impedir que um pedófilo se aproxime de seus filhos. No entanto, se a criança e o adolescente tiverem conhecimento do que é perigoso, poderá dizer não. Se o abuso ocorrer, terá condições de informar um adulto. Não subestime a capacidade de entendimento dos pequenos.

A ONG SaferNet Brasil possui um portal com dicas para manter a internet segura para as crianças. Lá, é possível acessar conteúdos sobre prevenção e ações de combate à pedofilia e pornografia infantil. Mais informações aqui.

Источник: https://emais.estadao.com.br/noticias/comportamento,como-e-quando-falar-sobre-sexualidade-com-criancas-e-adolescentes,70002837665

Como engravidar de menina: 3 métodos comprovados pela ciência

O que você faz quando descobre que sua filha têm relaçoes sexuais?

Desde há muitos anos que a humanidade tem procurado escolher o sexo dos bebês, seja por questões sociais ou apenas por uma vontade antiga de ter um menino ou uma menina.

No entanto, existem várias questões éticas associadas à seleção do sexo do bebê e, por esse motivo, a comunidade médica ainda não liberou o uso de técnicas de edição genética ou seleção de espermatozoides para esse fim.

Por esse motivo, a procura por métodos naturais que possam ajudar a engravidar mais facilmente de uma menina ou de um menino tem aumentado. A seguir, mostramos alguns métodos naturais que parecem ser confirmados pela ciência e que ajudam a engravidar de menina, assim como aqueles que parecem não ter qualquer fundamento ou que, pelo menos, ainda não foram estudados. 

Se está tentando ter um menino, veja os métodos comprovados para engravidar de menino

O sexo do bebê é determinado geneticamente através da presença de um par de cromossomos, chamados cientificamente como cromossomos sexuais, que podem ser de dois tipos: X ou Y. Quando o bebê possui um par de cromossomos X, ou seja um par XX, significa que é uma menina, já se possuir um par XY, é um menino.

Uma vez que a mãe é sempre do sexo feminino e, por isso, possui apenas cromossomos do tipo X no óvulo, a determinação do sexo do bebê é feita pelo espermatozoide do pai, que tanto pode ser X ou Y. Assim, se o espermatozoide for X, o bebê será uma menina (XX) e se for Y, será um menino (XY).

Métodos com comprovação científica

Existem poucos estudos sobre a eficácia das formas naturais para escolher o sexo do bebê e, a maior parte, já foi realizada há muitos anos. Ainda assim, existem algumas teorias que parecem ajudar quem quer engravidar de menina, e incluem:

1. Ter relações 2 a 4 dias antes da ovulação

Esta teoria surgiu pela primeira vez perto do ano de 1970, quando foi descoberto pela primeira vez que os espermatozoides do tipo Y têm um tempo de vida inferior aos do tipo X.

Isso implicava que, quanto mais longe da ovulação a mulher tivesse relações sexuais, menor parecia ser a tendência de ter um menino, já que os espermatozoides do tipo Y não conseguiam sobreviver tempo suficiente para fecundar o óvulo.

Em 2010, um estudo feito na Holanda demonstrou que esta teoria parece ser verdadeira, já que obteve uma elevada taxa de sucesso para ter meninas em casais que tiveram atividade sexual apenas nos 2 a 4 dias antes da ovulação.

Como fazer: a mulher deve ter relações apenas 2 a 4 dias antes da ovulação, evitando ter contato sexual depois desse período. Este método funciona melhor em mulheres com um ciclo regular, já que conseguem prever com maior precisão o dia da ovulação. Confira como descobrir qual o dia da sua ovulação.

2. Aumentar o consumo de cálcio

Ter cuidado com o tipo de dieta como forma de ter uma menina é outra teoria bastante antiga, que apareceu quando foi observado que em alguns mamíferos aquáticos o tipo de alimentação da mãe parece influenciar o sexo do bebê.

Além disso, numa pesquisa feita no Reino Unido, onde foram entrevistados mais de 700 casais, os investigadores descobriram que a concentração de alguns minerais na alimentação também parecia afetar o sexo do bebê, já que as mulheres que faziam uma alimentação mais rica em cálcio e magnésio pareciam ter maior número de filhas do que filhos.

A hipótese da alimentação foi estudada mais recentemente em 2010, na Holanda, onde um outro estudo, que envolveu mais de 100 casais, confirmou que mulheres que tinham maior concentração de cálcio no organismo, depois de aumentarem o consumo desse tipo de alimentos assim como fazerem suplementação com o mineral, apresentaram uma elevada taxa de sucesso para ter uma menina. Quanto ao magnésio, nenhuma relação foi encontrada.

Como fazer: mulheres que estejam tentando engravidar de uma menina podem aumentar o consumo de cálcio, dando preferência para alimentos como o queijo, o leite ou a amêndoa, por exemplo.

Este tipo de alimentação deve ser iniciada entre 5 a 9 semanas antes do momento em que se pretende engravidar, já que esse foi o tempo utilizado no estudo de 2010.

Confira uma lista dos alimentos mais ricos em cálcio.

3. Ter relações 1 a 3 dias antes do dia de pico

O dia de pico é um conceito que foi introduzido pela primeira vez no método de Billings, que é um método muito utilizado por mulheres que tentam aumentar suas chances de engravidar.

Neste método, a mulher deve avaliar o tipo de muco que é liberado pela vagina, de forma a identificar quando está no seu momento mais fértil, já que as características desse muco variam ao longo do ciclo menstrual.

O dia de pico corresponde ao último dia em que o muco está mais líquido e que, normalmente, acontece cerca de 24 horas antes da ovulação.

Segundo a teoria do dia de pico, mulheres que têm uma relação sexual antes desse dia têm maior tendência para ter uma menina, enquanto mulheres que têm relações depois desse dia têm maior probabilidade de ter um menino.

Essa teoria foi confirmada em 2011 na Nigéria, onde um estudo, feito com base no método do dia de pico, demonstrou uma taxa de sucesso superior a 85% para obter uma menina tendo relações 1 a 3 dias antes desse dia. Esta teoria também parece bater certo com a teoria de ter a relação sexual 2 a 4 dias antes da ovulação, já que o dia de pico acontece cerca de 24h horas antes da ovulação.

Como fazer: para ter uma menina seguindo esta teoria, a mulher deve ter relações sexuais apenas 1 a 3 dias antes do dia de pico. Para ter maior chances de sucesso, a mulher deve também conhecer o método de Billings, que ajuda a identificar o dia de pico.

Existem ainda outros métodos que são utilizados desde a antiguidade, mas que não possuem comprovação científica ou que ainda não foram estudados. Esses incluem:

1. Usar a tabela chinesa

Este é um dos métodos que não tem qualquer comprovação científica e que consiste no uso de uma tabela chinesa, baseada em astrologia, para tentar prever o sexo do bebê de acordo com o mês da concepção e a idade lunar da mulher. Essa tabela, segundo algumas lendas, era utilizada por um rei chinês, que a utilizava para garantir que sempre tinha herdeiros do sexo masculino.

No entanto, em um estudo feito entre 1973 e 2006, sua eficácia foi desmentida e, por isso, este método não tem qualquer apoio da comunidade científica. Entenda melhor qual a teoria da tabela chinesa e porque não funciona.

2. Ter orgasmo ao mesmo tempo ou depois do parceiro

Segundo esta teoria, se a mulher tiver um orgasmo ao mesmo tempo ou depois do homem, os espermatozoides Y têm maior dificuldade em chegar primeiro ao óvulo, já que o pH vaginal será mais ácido, o que favorece os espermatozoides X, que dão origem a meninas.

Esta teoria parece ser defendida por alguns ginecologistas e obstetras, no entanto, não existem pesquisas recentes que confirmem esse resultado.

3. Ficar por baixo do parceiro na hora do sexo

Segundo este método, se a mulher ficar por baixo do parceiro na hora do sexo ou em outra posição em que a penetração é menos profunda, os espermatozoides X parecem ser favorecidos, e conseguem fecundar o óvulo antes dos espermatozoides Y.

Embora seja assente numa teoria verdadeira, não existem estudos sobre a relação entre a posição da relação sexual com o sucesso de obter uma menina ou menino. Dessa forma, esta teoria pode ser utilizada, mas não tem qualquer comprovação científica.

Como engravidar mais rápido 

Para engravidar rápido o mais importante é não ter nenhuma doença ginecológica, assim como ter relação sexual durante o período fértil. Insira seus dados na calculadora a seguir para saber quais são os melhores dias para engravidar:

Confira algumas outras dicas para engravidar mais rápido.

Источник: https://www.tuasaude.com/como-engravidar-de-menina/

Embarazo saludable
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