Os meus filhos na adolescência

Felipe Aquino

Os meus filhos na adolescência

“Ame-me quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso” (Provérbio)

Na adolescência, o mundo começa a se abrir para a criança. Os pais precisam compreender e ajudar os filhos nesta idade com especial carinho e atenção. Eles já foram adolescentes e devem recordar essa fase da vida.

Na adolescência, tanto para o menino como para a menina, há mudanças fisiológicas consideráveis provocadas pelos hormônios do desenvolvimento da idade. De uma hora para outra, eles dão uma espichada no corpo e também no psiquismo.

É a fase também em que descobrem o mundo, os amigos, as saídas de casa, as aventuras etc. É a fase da contestação.

O adolescente é como um pintinho que faz força para sair da casca do ovo; ele esperneia, quer se afirmar como “alguém”. “Não sou mais criança”.

Algumas vezes, ele mostra alguma agressividade, rebeldia e quase sempre “é do contra”; tudo isto é da idade, e os pais têm que ter sabedoria e paciência para educá-los sem perder a calma.

Isso não quer dizer abrir mão dos conceitos do certo e do errado, mas não perder a via do diálogo sem o qual nada será possível. E o mais importante é a amizade e o exemplo.

Foto ilustrativa: SeventyFour by Getty Images

É preciso encontrar a chave certa para conquistar o seu filho adolescente e, assim, ajudá-lo no caminho certo a seguir

Esforce-se para se atualizar na realidade deles, conheça as músicas, o computador, os jogos, as gírias, a moda etc. Não fique para trás. Acompanhe-os para ter condições de orientar sem sufocar. Há algo de bom neste comportamento, às vezes excêntrico, que tanto irrita os adultos.

É a fase em que o jovem busca a “liberdade” e a “independência”. Daí a importância de eles já terem sido ensinados pelos pais sobre o real sentido da liberdade e da independência, do amor, da fé, do namoro, das bebidas, da droga, da homossexualidade, da disciplina, do respeito aos outros etc., para que não caminhem por vias tortas.

O leão é domado mais com uma pedra de açúcar na boca do que com o chicote.

Precisamos ser sábios o suficiente para saber aproveitar toda essa energia acumulada na adolescência. Sem ventos e correntes o barco não pode navegar, mas o marujo precisa saber aproveitá-los para que a viagem seja boa.

Saiba dirigir a potência dos seus filhos para atividades que eles gostem e que lhes façam bem. Saibam dosar com inteligência e prudência as reprimendas, castigos e recompensas, tudo muito bem regado com diálogo e boa explicação de tudo.

Saiba ser paciente e nunca deixe de dar outra oportunidade para que o jovem possa se redimir do seu erro. E saiba elogiar.

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O castigo e a correção

O bom castigo e a boa correção não podem faltar quando a falha é grave. Eles, no fundo, querem ser educados e sabem que isso acontece, porque são amados por seus pais. Crianças sem correção chegam à conclusão de que não são amadas pelos pais, que não se interessam por elas.

Mas a correção não pode ser violenta , muito menos humilhante. Às vezes, o adolescente irrita os pais e “os tira do sério”, mas é preciso estar predisposto a não perder a calma. O furacão passa.

Não dê importância demais às palavras deles, pois, muitas vezes, estão extravasando os seus sentimentos mais secretos.

Lembro-me de um amigo que chegou às lágrimas quando leu, no diário de sua filha, o seguinte: “Aquele fdp do meu pai não me deixou ir ao show”. Ela já tinha obtido a permissão da mãe, mas o pai não a autorizou.

Meu amigo quase morreu de desgosto; eu o fiz ver que a expressão da filha, embora grave, não podia ser motivo de uma crise, e tudo devia ser resolvido com uma boa conversa. Pai e mãe precisam conversar antes de autorizar ou não algum pedido deles.

Nunca um deles deve autorizar algo complicado sem antes ter falado com o outro. Isso evita que um seja jogado contra o outro.

Conquiste seu filho adolescente, não com o que você dá a ele, mas com o que você é para ele. Tenha tempo para seu filho. Então, poderá educá-lo como deseja e poderá falar para ele dos perigos da vida e o caminho certo a seguir.

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”.

Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.

br : @pfelipeaquino

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Источник: https://formacao.cancaonova.com/familia/pais-e-filhos/como-dialogar-com-meu-filho-adolescente/

Como lidar com meu filho pré-adolescente?

Os meus filhos na adolescência

De uma hora para outra seu pequeno não cumpre mais regras nem combinados? É sempre do contra, tem mania de reclamar e coloca defeito em tudo? Briga o tempo todo com o irmão, tem argumentos na ponta da língua e sempre se sente injustiçado? Só quer saber de celular e computador? É… esses são sinais de que o seu filho já não é mais aquela criancinha que costumava ser. Ele está deixando a infância para trás, para entrar na pré-adolescência. Essa transição começa por volta dos 10 anos de idade, quando a segunda infância termina e a puberdade se inicia, e se estende até os 14 anos, quando começa a adolescência.

Como lidar com filhos na pré-adolescência?

Se você teve que testar sua paciência nos terrible twos, prepare-se para exercitá-la mais uma vez. A fase que antecede a adolescência, é um momento em que os pequenos estão passando por muitas mudanças e lidar com tudo isso não é nada fácil. Deixar de ser criança mas ainda não ser adolescente envolve muitos conflitos, físicos e emocionais.

A intensidade e o tempo de duração deste período, difere de criança para criança podendo ser encarado com mais ou menos tranquilidade.

Mas, seja como for, não dá para negar que este é um momento importante tanto para a vida do pequeno, quanto para a família como um todo, sendo uma base fundamental para uma adolescência mais tranquila e com menos problemas de relacionamento com a família.

Para ajudar pais e mães que, de repente, se viram com um pequeno pré-adolescente em casa, nós preparamos 5 dicas preciosas de como lidar com filhos na pré-adolescência. Confira:  

1. Esteja próximo e converse

Pode parecer que não, mas nessa fase os pequenos precisam e querem atenção. Por isso, por mais que eles se fechem e se distanciem, é importante que os pais permaneçam próximos e procurem saber sobre seus sentimentos.

Aproveite os momentos que passam juntos, como à caminho da escola ou na hora das refeições, para conversar com seu filho.

Pergunte sobre o seu dia, seus planos e interesses, estreitando o vínculo entre vocês e dando abertura para que ele conte algo que o está incomodando, se for o caso.  

2. Não minimize os sentimentos

Na pré-adolescência tudo parece enorme, um probleminha vira um problemão. Uma nota ruim na prova, uma viagem que não deu certo, uma briga com um amigo, uma rejeição na escola, um “não” fora de hora… Tudo é vivido intensamente, como se cada momento fosse para sempre.

Para você, tudo isso pode parecer bobo e exagerado, mas é importante que você tente compreender que os hormônios do seu pequeno estão à flor da pele. Tente se lembrar dos seus dias de pré-adolescência e tenha um pouco de empatia.

Minimizar os sentimentos e acontecimentos da vida do seu filho pode só piorar a situação, fazendo com que ele perca a confiança em você e deixe de contar o que se passa. Por isso, tente ter paciência e converse francamente, de igual para igual.

Mostre que entende o que ele está sentindo, mas também explique que logo esse sentimento vai passar e ele vai ver que isso que aconteceu não é o fim do mundo. Afinal, as experiências e frustrações são fundamentais para nosso amadurecimento, nos tornando mais fortes e resilientes.

3. Estabeleçam uma rotina

Ter uma rotina faz com que pequenos e adultos se sintam confortáveis e seguros. Como seu filho já está maior, vocês podem sentar juntos para definir as atividades, obrigações e horários dele. Isso fará com que ele se sinta incluído nas decisões de sua própria vida, estimulando a autonomia e a responsabilidade.

Também vale apostar em um cronograma de rotina para vocês se organizarem. Lembrando que existem combinados negociáveis e inegociáveis, e que as regras e os limites são fundamentais para mostrar aos pequenos até onde eles podem ir.

Isso colabora para que se sintam mais seguros e confiantes, estimulando o autocontrole e ensinando-os a viver em família e em sociedade.

4. Conheça e se envolva com os interesses do seu pequeno

Seu filho só quer saber de internet, vídeos e jogos, e você já não sabe mais o que fazer? Nessa fase é comum que os pequenos fiquem mais “seletivos” e se distanciem de coisas que antes gostavam.

Por isso, desenvolver bons hábitos (de leitura, alimentação e saúde) é fundamental para que os pequenos tenham uma boa base, que vai persistir mesmo após essa fase da pré-adolescência e adolescência. Mas, durante este período, é legal descobrir e se envolver mais com os interesses do seu pequeno.

Conheça seus rs favoritos, procure livros relacionados aos temas que ele gosta, descubra alguma atividade física ou aula extracurricular que ele se interesse… E lembre-se que simplesmente proibir determinadas coisas não é suficiente, pois nessa idade é muito difícil ter controle sobre tudo que seu filho faz.

Por isso, conversar, se aproximar e se envolver é a melhor maneira de garantir a segurança do seu pequeno e, ainda, encontrar brechas para incentivar o contato com bons hábitos e com conteúdos de qualidade nessa fase.

5. Invista em mais tempo junto!

A pré-adolescência é a fase onde tudo é “chato” e “um mico”.

Mas não se engane com o jeitinho arredio do seu pequeno, ele pode não ser mais a criança fácil de lidar de outrora, mas, pode apostar, ele ainda adora passar tempo com você! Os momentos juntos são fundamentais nessa fase para fortalecer o vínculo e a relação de confiança entre vocês, por isso, que tal propor um passeio de bicicleta? Ou irem ao cinema para ver o filme favorito dele? Ou assistirem ao futebol juntos? Afinal, os hormônios podem até estar a mil, mas não há quem resista a momentos de carinho e diversão junto de quem se ama, não é?

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Jornalista e editora do Blog da Leiturinha, é fascinada por tudo que envolve o mundo da leitura, da educação e da infância. Acredita que as palavras aproximam pessoas, libertam a imaginação e modificam realidades. Gosta de escrever, viajar e aprender sempre.

Источник: https://leiturinha.com.br/blog/como-lidar-com-meu-filho-pre-adolescente/

Como lidar com o seu filho na adolescência: confira 8 dicas!

Os meus filhos na adolescência

Ah, a juventude! Essa é uma época superimportante para o desenvolvimento humano, em que ocorrem diversas descobertas e experiências únicas. Mas, para os pais, nem sempre é fácil saber como lidar com a adolescência, não é mesmo?

Muitos deles acabam sobrecarregando os jovens ou deixando-os ansiosos, além de gerar um clima de descontentamento no lar. Embora possa parecer difícil lidar com alterações de humor e a instabilidade dos filhos, saiba que é possível compreendê-los e dialogar eficientemente, desde que haja muito amor e uma dose de paciência.

Então, quer conhecer algumas dicas para entrar em sintonia, falar a língua dos jovens e lidar com os adolescentes de maneira efetiva? Continue a leitura e saiba como evitar atritos constantes com seu filho e criar um relacionamento saudável.

1. Dê autonomia

Autonomia é o nome dado à capacidade humana de pensar por si mesmo e decidir o que fazer com a própria vida. Embora os adolescentes ainda sejam dependentes de seus pais, é interessante trabalhar a autonomia de cada um deles, ainda que impondo alguns limites.

Estimular o pensamento crítico, o encontro das suas opiniões e, até mesmo, permitir que façam escolhas erradas é fundamental para a formação de adultos conscientes de que suas ações geram consequências que devem ser administradas, sejam elas positivas, sejam elas negativas.

Assim, seu filho pode aprender com seus erros e exercitar a própria cidadania — coisas que são cruciais para qualquer adulto. Portanto, deixe que ele tome algumas decisões e lide com as consequências, boas ou ruins, de seus atos.

2. Dialogue sempre que possível

A conversa é sempre o método mais eficaz de garantir que a relação entre você e seu filho seja satisfatória.

Nesses casos, vale conversar sobre tudo, sempre com a mente muito aberta e com muita paciência.

Lembre-se de que aquilo que os jovens não ouvem de seus familiares poderão escutar em algum outro lugar sem a garantia da qualidade e veracidade da mensagem.

É recomendado, por exemplo, que assuntos como estética do corpo e padrões de beleza sejam abordados no ambiente familiar e com racionalidade. Afinal de contas, muitas vezes as redes sociais e influenciadores transmitem comportamentos e referências inalcançáveis que podem afetar a autoestima dos adolescentes.

Além disso, compulsão alimentar, distorção da imagem pessoal (que leva à bulimia), bullying e outros problemas vivenciados nessa fase não são fáceis de serem compreendidos pelos adolescentes — que, se não tiverem um diálogo saudável com seus familiares para assimilá-los e se livrarem corretamente deles, podem sofrer consequências graves.

Para isso, demonstre abertura, compreensão e mostre que você consegue conversar sobre os mais variados assuntos, até mesmo os tabus, sem maiores problemas. Escute a opinião de seu filho e explique a sua, criando um debate saudável e construtivo.

3. Saiba limitar

Como mencionamos, incentivar a autonomia é muito importante para os jovens. Afinal, eles precisam conhecer a si mesmos e saberem qual é o seu lugar no mundo. Apesar disso, os limites também são fundamentais para o desenvolvimento dos adolescentes devem ser dados e respeitados, mas sempre com paciência e entendimento.

Horários para voltar para casa, seguir uma rotina de estudos e cuidar da alimentação, por exemplo, são limites que devem fazer parte do dia a dia e levados a sério. Além disso, proibições também valem, especialmente quando se tratam de álcool, cigarro e outros elementos inadequados à idade.

Todas as regras e limites impostos, no entanto, devem ser explicados e até mesmo negociados, demonstrando que a relação entre familiares e filhos é respeitosa. Ou seja, ser flexível e ceder em alguns questionamentos é muito saudável e demonstra que o diálogo é o caminho para o entendimento.

Mas é importante ressaltar que, uma vez que as regras sejam definidas, precisam ser cumpridas integralmente e os familiares devem ser o exemplo comportamental.

Grupos de WhatsApp são muito comuns entre alunos e as famílias da comunidade escolar, mas devem ser usados com moderação e com cuidado para que não interfiram nas lições da escola, que vão muito além do conteúdo programático.

Os adolescentes são orientados a anotarem suas tarefas extras, e, sabem que se não entregarem o conteúdo, perderão pontos que podem ser preciosos no final do ano. Se eles baseiam seus atos nessa situação, seguem registrando suas atividades com o máximo de atenção e comprometimento.

Porém, se eventualmente esquecem, e, seus familiares decidem consultar a informação no grupo de WhatsApp, estão demonstrando que existem atalhos para burlar regras e as consequências de seus atos.

4. Mantenha um contato com a escola

Conversar com a escola é uma ótima maneira de alinhar sua comunicação com seus filhos. Ela é um ambiente em que o adolescente não está sob o seu olhar e, assim, muitosproblemas podem ocorrer, como o bullying e outras situações.

O diálogo com a escola e a participação dos pais na vida escolar são fundamentais para observar se alguma coisa está ocorrendo e, então, conversar com o seu filho sobre isso. Além disso, é possível descobrir afinidades e utilizá-las para se aproximar ainda mais do jovem adolescente.

É preciso lembrar que, como instituição de ensino focada em crianças e adolescentes, é natural que seus profissionais e colaboradores tenham amplo conhecimento e experiência no trato com esse público e seus dilemas. Ou seja, eles trazem uma luz técnica ao relacionamento entre familiares e alunos que pode ser valiosa para seu fortalecimento.

5. Descubra os seus gostos

Não sabe do que seu filho gosta? Não consegue dialogar com ele por conta disso? Então, esses são bons tópicos para começar a deixar as coisas mais divertidas. Lembre-se de que ser pai ou mãe não significa que não possam existir momentos de descontração — eles são, na verdade, tão importantes quanto quaisquer outros.

Converse sobre os gostos de seu filho em relação à música, séries ou filmes, e participe desses momentos. Faça maratonas de seriados, leia os mesmos livros ou dê uma chance aos seus álbuns preferidos.

Criar essa conexão também é uma forma nostálgica de lembrar-se da sua própria adolescência e até fazer dela um tema para vocês se divertirem juntos, não é mesmo?

Além disso, quando criamos um laço emocional em nossa memória, a empatia com as alegrias e dores do seu filho serão muito melhores. Depois disso, vale também apresentar a ele as coisas que você gosta. Quem sabe vocês não se tornam fãs de um mesmo artista?

6. Elogie as pequenas coisas

Uma das principais queixas dos adolescentes é justamente a falta de elogio de seus pais ou responsáveis. Elogiar é uma forma de mostrar que você reconhece aquele esforço, acredita em seu potencial, além de deixar claro que ele está mandando superbem em determinado ponto.

Por isso, elogie mais! Se possível, busque algo para elogiá-lo diariamente. Pode ser desde o seu desempenho escolar até coisas mais simples, como o modo que o cabelo está penteado naquele dia. Esse tipo de atitude fortalece a autoestima, o deixando mais confiante, seguro e mais próximo de você.

Além disso, elogios são um dos pilares da disciplina positiva que demonstra ser muito mais eficiente reforçar as boas atitudes do que apontar e punir pelos erros. Ou seja, valorizar os acertos dos adolescentes é uma forma de validar suas atitudes, e, vale tanto para as notas escolares como para engrandecer suas atitudes de solidariedade com idosos ou pessoas desassistidas na rua.

7. Mostre sempre o seu apoio

Muitas vezes, os adolescentes acham que não podem contar com os seus pais. Isso leva a muitos erros que, na maioria das vezes, não são reportados aos seus responsáveis por medo de repressão ou punições.

Para evitar esse tipo de situação, que tal demonstrar que você sempre estará ali por ele? Converse, sempre que possível, reitere que ele pode contar tudo e que vocês resolverão, juntos, os problemas que surgirem no caminho.

A adolescência é cheia de desafios sociais, emocionais e, claro, escolares, que separadamente já são confusos, mas, no caso dessa fase, podem acontecer todos ao mesmo tempo.

Ao demonstrar apoio, os familiares transmitem algumas lições importantes aos seus filhos, como:

  • a importância de encarar os problemas;
  • como pessoas queridas podem ajudar em nossas vidas;
  • o verdadeiro poder do engajamento e motivação.

Ou seja, são maneiras diferentes de iniciar e estabelecer um relacionamento com seus filhos, mas que trazem bons resultados para os envolvidos.

8. Seja também um amigo

Isso nos leva à última dica: seja também um amigo de seu filho. O trabalho de um pai não deve, jamais, ser desconectado da amizade que deve ser nutrida e cultivada entre você e os adolescentes de sua casa.

Ainda que façam parte de gerações diferentes, nada impede que as duas partes busquem compreender uma a outra e se inserir em suas realidades. A amizade entre pais e filhos é, portanto, fundamental para que a relação seja forte e saudável.

Como podemos ver, entender como lidar com a adolescência não é assim tão difícil, não é mesmo? Seguindo essas pequenas dicas, fica muito mais fácil dialogar com os jovens e deixá-los confortáveis e seguros.

Essa aproximação faz com que as relações se estreitem e que você passe a ser visto não só como um responsável, mas como um amigo.

Assim, o respeito é mútuo e tudo flui de maneira muito melhor!

Gostou deste artigo ou vive situação similar dentro de casa? Como está lidando com as orientações do profissional de psicologia, e, consegue perceber diferenças comportamentais significativas? Comente neste post.

Источник: https://blog.colegioarnaldo.com.br/como-lidar-com-adolescencia/

Filho adolescente: quer conhecê-lo? Converse com ele!

Os meus filhos na adolescência

22 de agosto de 2016

  |  Tempo de leitura: 6 minutos

Filho adolescente: quer conhecê-lo? Converse com ele. Parece simples, mas às vezes soa complicado. Passamos anos tentando ensinar os filhos a conversar, mas quando eles finalmente estão com a linguagem dominada, não aproveitamos para dialogar.

 Não seria melhor conhecer primeiro o filho para depois ver o que em que ele mais precisa ser orientado? Dessa forma não há o risco de conclusões precipitadas.

 Vou ilustrar abaixo alguns exemplos de como você pode melhorar essa comunicação e, consequentemente, esse relacionamento tão importante.  

Filho adolescente – Fale a língua da tribo

Não é preciso falar na linguagem, mas sim na língua deles. Um adulto, um pai ou uma mãe falando “adolescentês” certamente é esquisito, mas conhecer alguns códigos é fundamental para estabelecer um verdadeiro diálogo.

São inúmeras gírias, palavras estranhas, frases esquisitas. Isso sem falar na linguagem escrita em mensagens que mais parecem códigos.

O adolescente está passando por mudanças, consolidando sua identidade, e para isso o grupo é fundamental! Pertencer a um grupo significa seguir seus códigos.

A linguagem nada mais é do que uma junção de códigos com a finalidade de expressão. Começar a entender esse linguajar, por mais “esdrúxulo” que pareça, é o primeiro passo.

Domine a cultura do grupo

Outro aspecto importante é conhecer seu mundo. Saber de que bandas gosta, quais filmes curte, o que e quem são significantes para ele(a), o que ele(a) faz, quem são seus amigos. Não é necessário gostar dessas referências ou passar a ter hábitos adolescentes. Esse tempo já passou para nós, não se esqueça! Use essas informações para compreender o mundo dele(a).

Desça do palanque

Parece que os pais se transformam em verdadeiros discursistas quando querem tomar conta dos filhos, ensinar e proteger nessa fase tão importante e, por que não, perigosa. Para aconselhá-los, porém, é importante sair da posição superior e evitar ficar simplesmente exercendo o papel de educador. Conhecer esse universo é importante para saber onde e como ele(a) precisa ser orientado(a).

Perguntas simples como“O que acha do que disse?” e “Isso faz sentido para você?” tornarão tudo mais agradável, envolvente e eficiente. Converse, pergunte, dê abertura.

Não despreze os dramas do adolescente

Tudo para um adolescente pode tomar proporções enormes. Os hormônios estão fervendo, sua cabeça pensando em tudo, seus valores sendo revistos, seu corpo mudando.

Adolescentes estão entrando numa fase de responsabilidades, onde estão cientes de que sua infância despreocupada está acabando e de que de agora em diante terão cada vez mais deveres. Há muito sofrimento.

Cabe aos pais nunca desprezar essas emoções e sentimentos tão confusos.

Ouvir por horas a fio o filho reclamar do professor que o odeia, que o persegue (mesmo sabendo que é exagero, dado que ele só tira 9 nessa matéria) ou a filha cuja melhor amiga (que ela conheceu há 3 meses) contou que ela dorme abraçada com um ursinho de pelúcia para toda a escola pode parecer bobo. Afinal, temos coisas muito maiores para nos preocupar. Mas essa é a vida de cada um e isso tem que ser respeitado, dando a cada fato o valor que o adolescente atribui. Ouçam, perguntem, conversem, aconselhem se for o caso, mas nunca menosprezem.

Não exagere: filho adolescente não é amigo

Ter um bom diálogo não quer dizer que, como muitos pais fazem, é possível conversar sobre tudo sem censura.

É aí que os exageros e grandes erros são cometidos, como dizer o que eles ainda não têm maturidade para ouvir, contar outras para quem não está ainda pronto para conhecer, e pior, passar a falar como se seu filho fosse seu amigo. Não! Tudo tem seu tempo.

Filhos adolescentes podem ser excelentes companhias, mas não são seus amigos. Pais são pais, filhos são filhos, amigos são amigos. São papeis diferentes. Não se pode misturar. As figuras parentais têm que ser preservadas.

Filhos têm segredos. Especialmente os adolescentes. E isso tem que ser respeitado.

Da mesma forma que os pais não podem (nem querem) sair dividindo com eles aspectos muito íntimos de sua vida privada, os filhos também têm esse direito.

Para isso, em ambos os casos, existem os amigos, os psicanalistas e os parentes com os quais o diálogo é outro. Respeito aqui é fundamental. Tenha maturidade para entender que nunca saberá absolutamente tudo da vida de seu filho.

Reverta o silêncio do adolescente

“Ah, mas meu filho adolescente não conversa comigo, é cheio de segredos! Não consigo trocar 5 minutos de conversa”. Problema à vista! Talvez porque em algum dos aspectos enumerados acima, esteja havendo falha.

Reveja o relacionamento, a forma como a conversa (ou a falta dela) é conduzida. Tente, mude, é possível. Se houver vontade e interesse, pode-se começar realmente a conversar com os filhos e fazê-los gostar disso.

 

Filho adolescente que não conversa com os pais é um filho desconhecido. E isso só piorará com o tempo e só aumentará a distancia entre as partes. Dialogar inclui ouvir, de ambas as partes.

Conversar é fundamental, é conviver, é conhecer, é dividir. É curtir um ao outro. Seu filho ficará muito mais aberto e querendo participar sua vida se houver diálogo, e isso requer ambas as partes. Educar é exemplo.

Se não começarem a conversar, não espere que eles o façam.

E se pintarem dúvidas, angústias, maiores conflitos ou problemas, procure um psicólogo!

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“Adolescer”, de José Outeiral. (Editora Revinter)

Artigo revisado em: 18/10/2019

Letícia Rangel (CRP 06/129638) é psicóloga e psicanalista parceira da Vittude. Ela atende adolescentes e adultos. Marque já sua consulta! 

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Quando procurar um psicólogo? 

Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental.

Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.

Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta

Источник: https://www.vittude.com/blog/filho-adolescente/

10 hábitos que irão fortalecer o relacionamento com seus filhos

Os meus filhos na adolescência

Foto: Pixabay

Ter filhos é uma experiência única e que faz com que as mulheres descubram novos sentimentos, novas responsabilidades e, claro, novas alegrias.

Desde a gestação, passando pela magia do momento do parto e seguindo pelas novas descobertas, como o primeiro sorriso, a primeira papinha e o primeiro passo, a experiência da maternidade se mostra única e intensa.

Não há dúvidas de que a relação entre a mãe e seus filhos é forte, emocionante e eterna, o que só vai se provando cada vez mais verdadeiro com o passar do tempo. E que atire a primeira fralda a mulher que não se emocionou ao ouvir seu bebê dizer “mamãe” pela primeira vez…

Ainda que exista toda essa poesia no ato de ser mãe, e que a experiência de ter filhos seja algo realmente emocionante e bonito, nem sempre conseguimos nos conectar com nossos pequenos (ou não tão pequenos assim), especialmente quando eles vão crescendo e começam a interagir com o mundo de maneira mais independente.

Sem dúvidas, a pré-adolescência e adolescência em si são períodos desafiadores na vida de uma mulher que é mãe, e as mudanças no comportamento dos filhos, que passam a querer ser donos de si, às vezes trazem medos e preocupações. Felizmente, existe como fortalecer o relacionamento entre vocês, e você pode conhecer algumas dicas valiosas a seguir:

1. Tenha como meta 12 abraços diários

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Para a terapeuta familiar Virginia Satir, quatro abraços diários são necessários para a nossa sobrevivência; oito para a manutenção e 12 para nosso crescimento. A ideia aqui é criar contato físico mesmo: abrace seu filho todos os dias quando ele acordar e sempre que ele estiver indo dormir.

O contato físico, por meio do abraço, do cafuné, do olho no olho e do sorriso é algo que cria um forte laço afetivo, especialmente entre a mãe e seus filhos.

Adolescentes podem não gostar muito de ficar abraçando, então é preciso buscar outras formas de conexão, como uma conversa mais intensa, demonstrando interesse pela vida dele, enquanto vocês fazem um lanche juntos.

Demonstrar real interesse pela vida do seu filho, e o abraçar sempre que possível, é uma atitude que traz resultados positivos.

2. Brinquem juntos

Foto: Pixabay

Quando você brinca com seu filho pequeno e faz bagunça com ele, o corpo da criança vai liberar endorfinas e a oxitocina, o que dá a sensação de bem-estar e ajuda a criar laços estreitos entre vocês dois.

Crie situações diárias que envolvam o riso e a diversão, assim se filho vai crescer com menos ansiedade e se sentindo conectado com você.

Aposte em brincadeiras que o ajudem a criar valores sobre cooperação e liderança.

3. Deixe a tecnologia de lado

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Quando estiver com seu filho, não fique checando suas redes sociais frequentemente nem faça com que ele se sinta estressado com o excesso de fotos que você tira dele. Acredite: para as crianças, o seu amor vale mais na prática do que nas fotos do Instagram. Quando não há interferências tecnológicas, a conexão fica mais fácil e verdadeira.

4. Entenda os momentos de transição

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Crianças nem sempre conseguem lidar muito bem com a transição de uma fase para a outra, e vai ser assim por um bom tempo, por isso elas acabam tendo comportamentos mais agressivos e rebeldes às vezes. O jeito é mostrar que você está ali, usar sempre o nome do seu filho, olhar em seus olhos e tentar fazer com que ele sorria e perceba que pode contar com a sua compreensão e com o seu apoio.

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5. Dedique tempo exclusivo para cada um de seus filhos

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Se você tem mais de um filho em casa, é bacana que dedique um tempo exclusivo a cada um deles. Estamos falando aqui de algo como 15 minutos por dia, e nesse tempo você deve mostrar interesse e atenção para a criança ou para o adolescente com o qual estiver interagindo.

Uma boa dica é que cada um tenha o seu dia de escolher a atividade. Nos seus dias, busque realizar tarefas que envolvam contato e que, de preferência, façam seu filho se divertir e rir bastante.

6. Deixe que seu filho chore

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Às vezes o choro da sua criança vem na hora que você menos espera, mas crianças choram e sempre vai ser assim. Deixar que seu filho chore é uma boa forma de mostrar a ele que ele tem a oportunidade de mostrar seus sentimentos e, além do mais, você pode aproveitar a ocasião para ajudá-lo a lidar com seus problemas.

Não diga ao seu filho que o choro dele deixa você triste ou com raiva – em vez disso, demonstre compaixão e interesse em ajudar. Quando a criança sente que sua frustração ou sua raiva é compreendida, ela começa a aprender a lidar com esses sentimentos com mais facilidade e, uma vez que isso aconteça, vai ser mais relaxada e cooperativa.

É difícil não demonstrar falta de paciência ou irritabilidade diante do seu filho, mas se você aprender um jeito de fazer isso vai ter os melhores resultados.

7. Aprenda a ouvir e a demonstrar empatia

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Demonstre interesse pelo que seu filho fala, e sempre o estimule a contar para você quais são os pontos que o deixam feliz, o que o angustia, o que o deixa com medo e por aí vai. Isso vai fazer com que você enxergue as situações pela perspectiva do seu filho e, a partir daí, crie empatia.

8. Vá com calma e viva o momento

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O ritmo frenético da vida adulta e cheia de compromissos não combina com a vida de uma criança, então é bacana que você se acostume a entender isso e a colocar essa ideia em prática. Vá com calma. Antes de dar uma fruta ao seu filho, por exemplo, mostre a ele como é a casca e o cheiro do alimento, faça alguma brincadeira e o ajude a entender que esse tipo de fruta faz bem para a saúde.

O mesmo vale para a hora do banho: cheire o cabelo do seu filho, demonstre que gosta de estar com ele, escute suas risadas, entenda que ele queira brincar enquanto está na banheira e brinque com ele também. Estar com seu filho no momento presente é uma alegria – não tenha dúvidas disso.

9. Dê valor à hora de dormir

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O ideal é levar a criança para a cama um pouco mais cedo do horário em que ela deve dormir.

Nesse tempinho, fique ao lado dela, conte alguma historinha, mostre que a ama e fale sobre coisas legais, como algo diferente que aconteceu na escola.

Deixe que a criança conte alguma coisa também e, quando ela estiver fazendo isso, ouça tudo com calma e atenção. O bacana é não abandonar esse ritual do sono quando seu filho começar a crescer.

10. Esteja presente

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Aquela história de que o tempo passa rápido demais é a mais pura verdade, então aproveite cada momento ao lado de seu filho, pois quando você menos imaginar ele já estará pensando em fazer faculdade em outra cidade.

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A dica aqui é simples: quando estiver com o seu filho, realmente esteja com ele, evite ficar pensando em problemas no trabalho ou na roupa que precisa ser lavada sem falta.

Interaja, viva, sinta as emoções do seu filho, o abrace sempre que possível e não deixe de perguntar o que ele pensa sobre o convívio familiar.

Se todas as famílias fossem assim, teríamos crianças e pessoas adultas muito mais felizes.

Источник: https://www.dicasdemulher.com.br/como-fortalecer-sua-relacao-com-seus-filhos/

Embarazo saludable
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