Quais são as causas e as consequências do bullying?

Entenda 5 principais consequências do bullying na vida da criança

Quais são as causas e as consequências do bullying?

Você sabe quais são as principais consequências do bullying? A escola é onde as crianças se tornam cidadãs, mas, além da proposta de aprendizado, o local é um palco frequente para brincadeiras de mau gosto que saem do controle e afetam a vida de muitos estudantes.

Para detectar e combater o bullying, de modo a garantir um desenvolvimento saudável aos pequenos, é importante entender o que é esse problema social e seus desdobramentos. Acompanhe o post e saiba mais sobre o assunto!

O que é bullying?

O bullying é caracterizado por agressões intencionais e repetitivas que ocorrem de maneira física, verbal e/ou psicológica contra uma pessoa.

Embora seja uma prática mais comum em escolas, a situação pode acontecer em diferentes contextos sociais, como universidades, ambientes de trabalho e, também, núcleo familiar.

Inclusive, uma criança que vive em um clima de desrespeito e assédio dentro de casa tende a ser a agressora, oprimindo os colegas.

É necessário lembrar que nem sempre esse problema aparece na forma de um olho roxo ou de outros tipos de hematomas. Além disso, às vezes, um apelido, aparentemente inofensivo, pode gerar danos irreparáveis no alvo da ofensa. Para compreender melhor, veja quais são os tipos de bullying:

  • físico — violência física de todo tipo;
  • psicológico — intimidações, chantagens, calúnias e perseguições no que diz respeito à religião, orientação sexual, aparência física etc;
  • verbal — apelidos maldosos, xingamentos e humilhações;
  • virtual — o cyberbullying acontece como ataques verbais e psicológicos por meio da internet;
  • social — quando a pessoa é constantemente excluída das atividades e do convívio social.

Quais as consequências do bullying?

É válido ressaltar que o bullying não é uma “mera brincadeira de criança”, pois a prática pode afetar uma pessoa de forma grave e abrangente. Confira 5 razões pelas quais você deve prestar atenção aos sinais que são manifestados.

1. Agressividade

Além do comportamento problemático dos ofensores, a vítima pode parecer sempre na defensiva e demonstrar sintomas de estresse e agressividade para com os demais, como pais, professores e colegas. Ademais, quando essas situações desagradáveis acontecem dentro da sala de aula, o professor pode ter dificuldade em obter a concentração dos alunos.

Mais do que um desconforto, o bullying contribui para um clima de angústia e medo no ambiente escolar, marcando a vítima e moldando sua personalidade. Afinal, trata-se de uma criança ou adolescente que está descobrindo o mundo e crescendo.

Isso pode afetar a vida de uma pessoa de tal forma a ponto de cooperar para a construção de um adulto agressivo. Lembre-se das diversas manchetes dos últimos anos que informaram ataques motivados pelo bullying.

2. Conflitos na aula

As piadas maldosas, os xingamentos e até alguns tipos de agressões físicas podem acontecer dentro da escola e interromper a aula. Nesses casos, o professor pode ter dificuldade para expor o conteúdo e atrair a concentração da turma.

O impasse deve ser resolvido no momento em que acontece e encarado com a seriedade que merece. De outra forma, a violência pode evoluir, alcançando níveis ainda mais difíceis de lidar. Por essa razão, é fundamental que a escola esteja comprometida com o desenvolvimento de atividades educativas acerca do bullying, orientando os estudantes e punindo os agressores.

3. Desinteresse pela escola e queda do desempenho

É comum que o aluno, vítima de bullying, tenha pavor de ir às aulas, uma vez que os ataques não colaboram para um ambiente propício para o aprendizado. Esse quadro favorece o desinteresse pelas atividades e tarefas escolares.

Nesse sentido, as experiências traumatizantes podem levar ao desenvolvimento de uma fobia escolar, isto é, um medo intenso de frequentar a escola, o que pode resultar em inabilidade social, repetências por faltas, queda do desempenho e, até mesmo, evasão escolar.

O bullying, portanto, é um problema muito sério que deve ser acompanhado pelos pais, pois, além de carregar uma série de dificuldades pessoais devido à violência, a pessoa que desiste precocemente dos estudos corre o risco de perder diversas oportunidades ao longo da vida.

4. Transtornos psicológicos

O isolamento, as humilhações e a forte sensação de medo propiciam impactos a longo prazo nas vítimas do bullying. Baixa autoestima, insegurança, ansiedade, estresse, ataques de pânico e depressão são alguns exemplos.

Por outro lado, os autores do bullying também precisam de atenção, visto que o mau comportamento apresentado pode ser uma extensão das agressões sofridas em um ambiente familiar tumultuado, sem a presença dos genitores e/ou sem limites. Geralmente, esses jovens são imaturos, hiperativos, dispersivos e têm necessidade de autoafirmação.

5. Distúrbios alimentares

Uso de óculos, peso, altura, cor de pele, cabelos, religião, timidez e outras coisas banais são motivos para o bullying. Nesse contexto, muitas crianças que são vítimas desse problema social passam a acreditar nas ofensas e a se enxergar com um olhar tão crítico e cruel quanto o do agressor.

Ou seja, a autoimagem é diretamente afetada e é assim que começam os distúrbios alimentares. Um exemplo disso é quando, determinado a mudar sua estética a fim de se livrar dos ataques, o jovem se submete a regimes rigorosos para emagrecer, ocasionando transtornos como bulimia e anorexia.

O desenvolvimento dessas patologias acontece com frequência em vítimas de bullying e pode levar à desidratação, à desnutrição e à morte. Sendo assim, é imprescindível estar atento a esse sinal e a outros, como o consumo de bebidas alcoólicas e de drogas ilícitas.

Como detectar esse problema social?

Muitas vezes, o bullying tem consequências devastadoras para suas vítimas, por isso quanto mais cedo detectado, melhor. A seguir, confira alguns sinais que a criança pode apresentar quando vivencia esse problema social:

  • está constantemente triste;
  • fica sempre isolada;
  • tem piora nas notas escolares;
  • anda com postura curva, olhando para os pés e evitando encarar outras pessoas;
  • pede muitas vezes para faltar às aulas;
  • tem mudanças extremas de humor;
  • aparece com hematomas.

Também é possível verificar algumas características apresentadas pelos autores do bullying. Veja:

  • tem comportamento arrogante;
  • não sente empatia;
  • não se arrepende quando faz algo errado;
  • se irrita e perde o controle com rapidez;
  • recorre ao uso da força por qualquer razão;
  • demonstra muita preocupação com a aparência.

As consequências do bullying podem marcar, negativamente, uma pessoa por muitos anos. Isso acontece porque os traumas dessa infeliz experiência mexem com a saúde mental e física, podendo, inclusive, significar risco de vida. Logo, é imprescindível notar os primeiros sinais e reagir às ocorrências agilmente.

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Os 3 principais problemas e consequências do bullying | par

Quais são as causas e as consequências do bullying?

As consequências do bullying podem ser prejudiciais para o desenvolvimento adequado das atividades em sala de aula e para a construção de um processo de aprendizado eficiente. Além de afetar o contexto educacional, o bullying pode prejudicar o desempenho dos alunos e causar danos psicológicos e físicos.

As agressões verbais, por exemplo, estão cada vez mais presentes nesse contexto, gerando necessidade de observação maior por parte da equipe escolar, o que é um desafio para os gestores e os professores.

Neste artigo, separamos algumas dicas para lidar com esse problema e fazer com que toda a equipe escolar faça parte do processo. Confira!

O que é o bullying?

O bullying é a prática de ações e comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos contra uma pessoa. Ele envolve agressões verbais, físicas, materiais, psicológicas, sexuais e virtuais. Além disso, pode surgir de diversas maneiras e influenciar os meios em que a pessoa está inserida: casa, escola, trabalho, ambiente de lazer, etc.

Geralmente, a vítima de bullying tem alguma característica que a diferencia dos demais, tornando-a vulnerável à agressão. Alunos com notas altas, por exemplo, podem sofrer perseguição de outros colegas que apresentam desempenho menor.

Por sua vez, um aluno com condição financeira inferior aos demais membros da turma pode ser alvo de ofensas ou piadas, por exemplo. Tudo depende do contexto em que os jovens estão inseridos e da formação pessoal de cada um.

Essa agressividade nas escolas pode gerar muitos problemas para os alunos e para a instituição. As consequências do bullying causam prejuízos ao desenvolvimento do estudante e à sua autoconfiança durante toda a vida. Conheça a seguir os principais problemas e consequências do bullying:

1. Agressividade no ambiente escolar

A agressão, seja ela física ou psicológica, gera um ambiente de angústia e medo na escola. Os professores começam a ter mais dificuldade para obter a atenção dos alunos, o que pode prejudicar o desenvolvimento das aulas.

O grande problema é que nem sempre o professor consegue identificar quando o bullying acontece. Sendo assim, fica difícil tomar alguma atitude sobre o assunto.  

O aluno que sofre bullying perde a vontade de ir à escola e não consegue se concentrar nos conteúdos expostos. Os demais estudantes podem apresentar sintomas de estresse e insegurança, o que dificulta ainda mais a atuação do professor em sala de aula. Isso demanda paciência e proatividade para identificar quais são as causas da agressão e tomar atitudes a esse respeito.

2. Conflitos nas aulas

Há algumas situações em que os episódios de bullying ocorrem e isso, muitas vezes, pode gerar interrupções em sala de aula. O professor tem dificuldade de expor os assuntos, argumentar com a turma e promover um ambiente propício para o aprendizado. Portanto, o educador precisa resolver tal impasse.

Para lidar com a situação é muito importante que o educador converse com alguns membros da turma para compreender o que está acontecendo e desenvolver atividades educativas para prevenir novas ocorrências de bullying. O causador da agressão também precisa ser punido para compreender a gravidade da situação.

Para a vítima, as agressões prolongadas podem gerar transtornos graves. Logo, os profissionais de educação e os responsáveis precisam ficar atentos às demonstrações dos jovens para identificar os casos graves e aconselhar as famílias a procurar um tratamento psicológico.

A gestão escolar pode convidar um psicólogo para alguns encontros com os estudantes e trabalhar temas em sala de aula sobre violência e a necessidade de incentivar o convívio saudável entre todos. Também podem ser realizados teatros sobre a prática, estudos de casos, distribuição de cartazes e flyers e uso de jogos para abordar o assunto de forma mais clara.

3. Dificuldade para a escola identificar os casos

O bullying ocorre em diversos locais do mundo, independentemente das características culturais ou econômicas de cada região.

O ambiente escolar sofre uma influência negativa com esses casos, pois o espaço se torna hostil e a violência toma conta das aulas e das áreas de lazer.

Em algumas situações, a agressão pode ocupar muito o tempo da equipe educacional e desviar a instituição do seu foco, que é ensinar.

Por isso, os pais e os educadores precisam prestar atenção ao comportamento dos jovens para identificar possíveis ocorrências de agressão. Na escola, por exemplo, os professores podem perceber que uma criança sofre bullying se ela fica isolada de grupos no recreio ou se está sempre perto de adultos que possam protegê-la.

A escola passa a ter dificuldade para garantir a integridade e o bem-estar dos estudantes. Os professores não conseguem transmitir todos os conteúdos das disciplinas e o aprendizado da turma é prejudicado.

Caso não tome uma atitude em relação ao bullying, a instituição pode ser responsabilizada judicialmente mediante o pagamento de indenizações ou de sessões de terapia para o aluno prejudicado pela agressão.

Conclusão

Pequenas ações podem mudar o contexto escolar e evitar as principais consequências do bullying.

A escola deve valorizar a formação integral e criar um ambiente para fortalecer o convívio entre as pessoas e, para isso, precisa trabalhar os aspectos emocionais dos alunos e promover o autoconhecimento.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) valoriza muito o desenvolvimento das competências socioemocionais e a autogestão.

É muito importante compreender que o aspecto emocional influencia no aprendizado do aluno. O professor, cada vez mais, passa a exercer um papel de mediador do conhecimento e influenciador em sala de aula. O contato direto e a integração com os estudantes contribuem para fortalecer a confiança dos jovens na escola.

A escola pode utilizar ferramentas para favorecer a comunicação entre alunos e professores com o intuito de facilitar o envio de sugestões ou notificações sobre problemas no ambiente escolar. Assim, o diálogo se torna mais efetivo e transparente e a instituição consegue promover mudanças para evitar casos de agressões.

Além disso, é muito importante envolver os pais no processo de ensino e buscar o apoio deles para criar um ambiente de tranquilidade e respeito na instituição. O bom relacionamento com os pais e responsáveis é fundamental para manter a qualidade de ensino.

De qualquer forma, é fundamental que a escola se preocupe em desenvolver programas para um desenvolvimento dos alunos que vai além do puramente cognitivo.

Afinal, o trabalho das competências socioemocionais pode contribuir muito no combate ao bullying.

Quer ler mais sobre o que são as competências socioemocionais, como elas podem ser trabalhadas e como são previstas pela BNCC? Baixe o e-book gratuito:

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Источник: https://www.somospar.com.br/principais-problemas-e-consequencias-do-bullying/

Quais são as causas e as consequências do bullying?

Quais são as causas e as consequências do bullying?

O bullying está presente diariamente e cada vez com mais frequência. Infelizmente, são muitas as crianças que têm que sofrer o bullying na escola.

Sorrir, rir e outras expressões de rosto servem para a crianças comunicarem com os que estão ao seu redor. O sorriso, depois do choro, é percebido pelos pais como o primeiro comportamento social do bebé e, ingenuamente, acreditam que o seu recém-nascido está a sorrir para eles.

No entanto, os bebés não o fazem até completarem um mês de vida, aí sim esboçam um autêntico sorriso. Mas, o que é que lhes provoca essa aparente felicidade? Tudo o que chama a atenção dos bebés os alegra. Sorriem quando vêem uma cara, quando estão a mamar, a descobrir ruídos, as imagens, o movimento, etc.

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O que é o bullying?

O bullying é o assédio físico ou psicológico ao qual subordinam, de forma continuada, um aluno os companheiros da turma. É certo que não sempre é na mesma escola, as vezes das escolas vizinhas podem se transladar para começar com o bullying.

Essa forma de maltrato psicológico, verbal ou físico produzido entre estudantes de forma reiterada nas aulas é cada vez mais presente nas redes sociais, conhecido como ciber- bullying, caracterizado principalmente pela utilização de médios de comunicação digitais para assediar mediante a divulgação de uma informação confidencial ou falsa. Isso também é bullying.

Causas do bullying

As causas que fazem com que uma criança ou adolescente assediar outra podem ser tanto familiares, quanto por falta de controle ou vigilância da escola.

A questão das causas pessoais é porque normalmente a criança faz o bullying sobre outra , quando é humilhada pelos adultos. Esse aluno se sente superior, bem porque conta com o apoio de outras crianças ou porque a vítima que sofre o bullying tem poucas capacidades para respondes as agressões.

Em relação a questão familiar está relacionada com a forma de expressar seus sentimentos no entorno familiar pouco afetivo, onde por exemplo existem situações de ausência de algum familiar (do pai ou da mãe), um divórcio ou abuso feita pelos pais ou pelos irmãos mais velhos. Pode ser um menino que esteja baixo uma pressão constante na sua casa ou, inclusive, excessivamente mimado.

Todo isso pode provocar um comportamento agressivo, até inclusive de adultos.

Consequências do bullying

As consequências para a vítima são muitas e algumas delas, irreversíveis. Uma autoestima baixa, uma atitude passiva, perdida de interesse pelos estudos, depressão, ansiedade, trastornos emocionais, problemas psicossomáticos e inclusive pensamentos suicidas.

A criança agresora se sente frustrada porque sua convivência com outras crianças é mais difícil porque sente a recusa de algumas crianças. Seu rendimento acadêmico será mais baixo, terá dificuldade para cumprir as normas e suas relações sociais serão bastante negativas.

Como agir se meu filho sofre bullying?

Se pensas que teu filho sofre bullying, primeiro terás que saber o que aconteceu. As recomendações da Associação Espanhola para a Proteção do Assédio Escolar (AEPAE) são:

– se aconteceu na aula, pedir uma tutoria.

– verificar se foi um episódio pontual ou aconteceu em mais ocasiões.

– animar teu filho para ele comunicar esses episódios.

– oferecer ferramentas de defesa pessoais tanto verbais como físicas.

– conseguir que a criança saiba que tú estás perto dele para ajudar e proteger.

Se já sabes que não é um episódio pontual:

– os pais terão que tentar saber toda a informação possível sobre o que aconteceu, onde aconteceu, quando aconteceu, com quem aconteceu… Depois de saber a informação se deve que fazer uma cronológia (se existem partes médicos ou psicológicos se ajuntam).

– rápidamente, falar toda a informação ao tutor ou tutora do seu filho e pedir que se investiguem os fatos acontecidos.

– numa segunda reunião, o centro deve informar das medidas de proteção que estão postas na criança.

– se o bullying continua, terá que solicitar uma reunião com o chefe de estudos ou com a direção da escola para solucionar o problema com urgência. Se não se consegue acabar com o bullying, se deve denunciar os fatos.

Como prevenir o bullying?

As recomendações da prevenção do bullying são:

– observar o comportamento do teu filho para detetar possíveis mudanças.

– fomentar um clima de confiança com a criança para que sinta que pode confiar em ti.

– passar tempo a diário com tua criança.

– põe limite ao comportamento do teu filho. Que tenha responsabilidades e auto-estima.

– ensina mostrar os sentimentos sem medo.

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Bullying na escola: por que acontece e como combatê-lo?

Quais são as causas e as consequências do bullying?

Outubro é o mês de sensibilização para a prevenção e combate mundial ao bullying na escola. O dia 20 é dedicado à conscientização das pessoas para esse problema, que atinge crianças e adolescentes do mundo inteiro.

Nas instituições de ensino, as ações para prevenir a prática costumam se intensificar nesse período. Segundo publicação do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2015, aproximadamente um em cada dez estudantes brasileiros é vítima frequente de bullying dentro do ambiente escolar.

Outro dado, do relatório Talis, – da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), indica que 28% dos diretores de escola no Brasil já testemunharam situações de intimidação ou bullying entre os alunos.

Como lidar com as diferentes dificuldades dos alunos da minha escola?

Já a Unicef divulgou em setembro deste ano, dados que indicaram que um a cada três jovens em 30 países já sofreu com o problema na internet. O chamado cyberbullying, demonstra que a questão ultrapassa os muros da escola e, muitas vezes, reflete em atitudes dentro dela.

O gestor precisa estar atento a qualquer sinal do problema e incidir sobre ele rapidamente. Por isso, veja neste post como evitar e combater a prática do bullying na escola.

Bullying nas escolas: conheça 5 filmes e séries que abordam o tema

Quais são as causas do bullying?

A culpa sobre uma agressão nunca é da vítima mas sim do agressor. Porém, é preciso ter em mente que estamos falando de crianças e adolescentes, que ainda estão formando o seu caráter e que são bastante influenciáveis. Portanto, é possível fazer uma análise dos agressores de uma forma geral e buscar entender as causas para esse tipo de comportamento negativo.

Os praticantes de bullying, normalmente, são crianças e jovens com maior porcentagem de reprovação e que se sentem ameaçados pelo bom desempenho dos demais.

Em grande parte dos casos, eles vêm de relações familiares desestabilizadas e, por vezes, violentas.

É comum a falta de diálogo e compreensão na casa desses agressores, que podem, também, ser vítimas de agressão por parte de um ou mais membros da família.

Além disso, existe, na sociedade a filosofia de que “o maior e mais forte derrota o menor e mais frágil”. Este pensamento perigoso estimula a competição entre os estudantes e pode resultar em uma disputa que não é saudável.

Quais são os efeitos negativos e devastadores dessa prática?

O bullying não faz bem para ninguém — nem para vítima, nem para o agressor. Ambos podem sofrer sérias consequências físicas e psicológicas, como problemas de autoestima, dificuldade de aprendizado.

Também é comum a dificuldade em se fazer amigos, a ansiedade, medo e, até mesmo, depressão.

Em casos extremos, a vítima pode chegar a ter pensamentos suicidas, e não são raros os que chegam efetivamente a esse desfecho.

Atraso no desenvolvimento, queda de rendimento e evasão escolar também são consequências desse tipo de prática. Entre os jovens que sofrem bullying, pode ocorrer alterações de comportamento, como o isolamento e mudanças repentinas de humor. Fisicamente, baixa da imunidade e perda de peso são alguns dos resultados encontrados.

Ao notar esses sintomas, gestores e professores devem procurar a família e tentar resolver a situação o mais rápido possível.

Por isso é importante que pais e responsáveis também estejam atentos e procurem a escola caso percebam que a criança sofre bullying.

Quanto mais cedo for detectada a situação, menos consequências desastrosas ela trará. Dependendo do caso, deve-se buscar ajuda psicológica.

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Como evitar e combater o bullying na escola?

Existe um conjunto de ações que podem ser promovidas para combater a prática do bullying dentro do ambiente escolar.

Na prevenção, a escola deve trabalhar para conscientizar os alunos e suas famílias sobre o assunto. Em síntese, é importante deixar claro que o ato é errado, imoral e será punido.

Infelizmente, muitos estudantes, não sabem que o bullying é criminoso, segundo a lei federal 13.185/15.

Uma forma de preveni-lo é focar no desenvolvimento emocional dos estudantes. Além disso, existem alguns programas para esse fim como o “Escola da Inteligência”.

O projeto é praticado em diversos estados brasileiros e consiste em encontros semanais e em grupo. Em resumo o objetivo é debater situações do cotidiano e a forma com que cada um lida com elas.

Assim, aos poucos, os alunos aprendem a respeitar uns aos outros e a expressar os seus sentimentos.

Para combater o bullying, gestores, professores e demais funcionários devem ficar atentos às situações que geralmente ocorrem durante o recreio, na entrada e saída da escola e nos intervalos das aulas:

  • empurrões e pontapés;
  • insultos;
  • circulação de boatos humilhantes;
  • situações embaraçosas;
  • apelidos que ferem a dignidade;
  • circulação de imagens (inclusive pela internet, que configura um caso de cyberbullying);
  • ameaças presencialmente e por mensagens;
  • exclusão de atividades sociais ou pedagógicas.

Ao presenciar alguma dessas ocorrências, a escola deve intervir imediatamente. Contudo, para fazer isso, a comunidade deve estar preparada.

A própria Lei Antibullying orienta para a realização de atividades de capacitação sobre o tema, como práticas de orientações à família, palestras, promoção de campanhas e ações de fortalecimento da cidadania. Todavia, professores e funcionários da escola devem receber formação para lidar com as situações de conflito, dando suporte às vítimas.

Tecnologia como aliada

Eventos como palestras, encontros e debates, materiais de divulgação como cartilhas, atividades lúdicas e artísticas, e rodas de leitura são algumas das ações recomendadas para prevenção e combate ao bullying. Do mesmo modo, a escola também pode reforçar o seu posicionamento nas reuniões de pais, na distribuição de cartazes pelos corredores e de comunicados na agenda do aluno.

A tecnologia também pode ser uma aliada na hora de combater a prática negativa, pois ela auxilia na comunicação com as famílias, o que é fundamental para identificar esse tipo de situação.

De fato,  enviar e-mails e comunicados por um mural virtual é uma forma de estar presente e demonstrar a preocupação com os alunos.

Além disso, pelo acompanhamento do desempenho dos estudantes por meio de um software, a escola pode perceber quedas de rendimento e detectar casos de agressão.

Dar atenção ao bullying na escola é fundamental para que a instituição cumpra o seu papel de formadora de cidadãos responsáveis e maduros. Afinal, educação não é apenas aprender a ler, escrever, fazer contas etc.: é aprender a pensar criticamente e a conviver em harmonia na sociedade.

Gostou deste texto? Então aproveite para saber mais sobre como prevenir o bullying!

Источник: https://wakke.co/bullying-na-escola/

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