Quando recomenda se ter o segundo filho?

Gravidez planejada: o que fazer antes de decidir ter um bebê

Quando recomenda se ter o segundo filho?

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Independentemente de ter sido planejada ou de ter sido descoberta num momento em que o casal ainda não esperava, a gravidez é um período mágico e de transformações – não só para a gestante, mas para toda a família envolvida.

Mas é fato que uma gestação planejada apresenta certas vantagens em relação a uma gestação “surpresa”. Isto porque, quando planejada, todos os fatores necessários para uma boa gravidez para a mãe e para o bebê são mais fáceis de serem alcançados, anteriormente à gestação.

Márcio Coslovsky, ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana da Primordia Medicina Reprodutiva, no Rio de Janeiro, aponta como principais vantagens de uma gravidez planejada: “poder realizar um check-up clínico que antecede a gravidez e emagrecer, caso necessite. Também é uma oportunidade para tratar alguma eventualidade apontada nos exames de check-up prévios”.

Para o ginecologista e obstetra, dois ou três meses normalmente é um tempo razoável para a mulher começar a planejar sua gravidez.

Engana-se quem pensa, porém, que planejar a gravidez significa simplesmente ir ao ginecologista e dizer “estou querendo ter um bebê”. Existem inúmeros fatores que devem ser levados em consideração antes desta tomada de decisão e vários outros para serem colocados em prática quando a decisão de engravidar estiver totalmente certa.

9 coisas para pensar e fazer antes de planejar a gravidez

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Você acha que chegou a hora de “aumentar a família”, que está preparada para receber um bebê e, por isso, quer, o quanto antes, engravidar! Mas, calma: achar não é o suficiente, é preciso ter certeza, afinal, filho, por melhor que seja, é uma responsabilidade para a vida inteira.

“A mulher, antes de pensar em engravidar, deve consultar três áreas: a idade reprodutiva, a estabilidade da relação e o equilíbrio profissional e financeiro, ou seja, o conjunto biológico, emocional e racional deve estar em perfeita harmonia”, comenta Cristiane M. Maluf Martin, psicanalista da Clínica Crisma, especialista em Psicanálise, Terapia de Casais, Psicodiagnóstico, Ludoterapia e Dinâmicas de Grupo.

“É importante levar em consideração tudo antes de planejar uma gravidez, seja no aspecto físico, mental, financeiro e espiritual, pois com certeza essa decisão vai mexer com todas as áreas da sua vida”, acrescenta Cristiane.

Neste sentido, você confere orientações do que deve pensar e fazer antes de começar, de fato, a planejar a gravidez.

1. Aproveitar a vida

Antes de tomar a decisão de engravidar, de acordo com Cristiane, o casal deve aproveitar e desfrutar a vida despreocupada sem filhos. “Viaje, namore muito, durma até tarde, surfe, monte a cavalo, enfim, faça tudo que te der prazer e tiver vontade”, diz.

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2. Fazer algumas perguntas para você mesma

Ter um filho é um compromisso para a vida toda, então, de acordo com Cristiane, é importante fazer algumas perguntas para si mesma, como, por exemplo:

  • “É de comum acordo com o meu parceiro?”
  • “Eu e ele temos diferença de religião, já discutimos como isso vai ser para a criança futuramente?”
  • “Como vou conciliar o trabalho com a educação da criança?”
  • “Ambos estamos dispostos a abrir mão do luxo, como dormir até mais tarde, por exemplo?”

3. Pensar nas condições financeiras

Uma criança precisa ser planejada em todos os sentidos, inclusive no financeiro. “É importante que o casal faça uma estimativa de gastos e verifique se o orçamento familiar, no momento, pode passar por essa significativa alteração”, destaca Cristiane.

“É recomendável que o casal tenha economias para que possa arcar com os gastos que se disparam, principalmente nos últimos meses da gravidez, e durante a preparação para a chegada do bebê”, acrescenta a psicanalista.

“Deve-se ter em mente que essa escolha tem um preço, ‘a gente dá um jeito’ não é a melhor maneira de pensar”, lembra Cristiane.

4. Pensar no espaço físico

É muito importante ainda pensar no espaço físico. “Pensar se há lugar na casa para um bebê, se a região é legal para criar um filho… O momento é ideal para lidar com uma possível reforma ou mudança de casa, pois é uma ótima terapia”, comenta Cristiane.

5. Cuidar de si mesma

Cristiane lembra que ninguém nasce preparada para ser mãe. “Ter um filho é uma responsabilidade e um compromisso, uma decisão que deve ser meditada com tranquilidade, confiança e sinceridade”, diz.

“Portanto, organize seus sentimentos e saúde mental, mulheres que sofrem de depressão tendem a ter mais dificuldade para engravidar. Caso você não esteja com a ‘cabeça boa’, é melhor buscar ajuda antes de engravidar, porque as mudanças hormonais são intensas e, muitas vezes, podem provocar depressão na gravidez e depressão pós-parto”, explica a psicanalista.

“Se a mulher estiver equilibrada no momento da gravidez, tudo tende a ser mais fácil, inclusive o parto. Ressalto que a gravidez NÃO é uma doença, porém deve estar claro para a mulher que as alterações físicas e psicológicas são inevitáveis”, acrescenta Cristiane.

É importante ainda a mulher cuidar da sua saúde física, também. “Será que estou me alimentando bem?”; “Será que tenho bons hábitos de vida?”; “Minha saúde, de uma forma geral, está bem?” são alguns dos pontos a serem pensados.

6. Ter uma conversa franca com seu parceiro

O casal precisa ter a certeza de que está preparado para ter um filho. “Não é uma decisão qualquer, portanto, ambos devem estar atentos à emoção dessa decisão, mas em nenhum momento deixar a razão de lado”, diz Cristiane.

“Como anda seu relacionamento? O futuro pai do bebê e você têm a mesma vontade? Pensar em um filho como solução para uma relação que anda abalada pode ser uma armadilha, pois a situação em si exige várias renúncias, ou seja, essa escolha acaba nos dando menos do que perdemos, e isso pode gerar um desconforto interno chamado ansiedade.

O pequeno ser assume o comando de tudo à sua volta, por exemplo, os horários da casa, a estrutura do quarto, os móveis da sala, tudo passa em torno da necessidade e dos desejos dos pequenos”, comenta a psicanalista.

Essas mudanças podem acontecer em maior ou menor grau, mas certamente tem uma influência em como a vida do casal funciona a partir do nascimento do bebê.

Cristiane ressalta que o maior erro de uma pessoa é achar que um filho vai trazer felicidade ao casal. “Pois, na verdade, o que deve estar claro para o casal é que o filho vai compartilhar a felicidade que já existe, mesmo porque seria muito egoísmo da parte de ambos colocar essa responsabilidade na criança”, destaca.

7. Estar preparada para enfrentar opiniões

Se o casal, de fato, tomar uma decisão importante como esta, certamente vai acabar ouvindo diversas opiniões – algumas no sentido de incentivar, outras, talvez, com a proposta de questionar.

“Que bom! Já estava na hora, né?”; “Vocês têm certeza que querem ter um filho? Dá trabalho!”; “Será que vocês não são muito novos para isso?”… Esses são alguns exemplos de comentários que podem surgir.

Mas, vale ressaltar: a decisão é unicamente do casal.

“E ambos devem ter em mente que independentemente de comentarem sobre o desejo de terem um filho, as cobranças são reais em qualquer família ou roda de amigos, porém, não significa que esses palpites devem ser aceitos.

Por exemplo, a pessoa começa a namorar, cobram o casamento; depois que ela se casa, a cobrança é em relação aos filhos; depois que o casal tem o primeiro filho, perguntam quando vem o segundo, e assim por diante”, comenta Cristiane.

“Ressalto que o casal deve manter uma postura firme, para colocar limites e enfrentar as perguntas e críticas da família e dos amigos, e deixar claro para eles sobre como se sentem desconfortáveis com os questionamentos”, acrescenta a psicanalista.

8. Ir ao dentista

Do ponto de vista mais prático, é bom a mulher ir ao dentista para checar, de uma forma geral, como está a saúde da sua boca.

“É importante ir ao dentista antes da gravidez e durante a gravidez. Existe uma fragilidade na gengiva ocasionada pela gestação que pode causar sangramentos gengivais e pequenos focos de infecção na boca”, destaca o ginecologista Coslovsky.

9. Pensar sobre o obstetra que a acompanhará

É interesse começar a pensar no médico que você gostaria que te acompanhasse durante a gravidez e no parto. Seu ginecologista de confiança faz isso ou você terá que buscar um novo?

“O obstetra que acompanhará a gravidez tem que ser alguém com experiência e de conhecimento atualizado, com quem a gestante tenha e/ou faça um bom relacionamento”, destaca Coslovsky.

7 passos para planejar a gravidez

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Você e seu parceiro estão mesmo decididos: querem ter um bebê e vão começar a planejar a gravidez a partir de agora. Abaixo você confere alguns passos que deve colocar em prática para garantir uma gestação de sucesso:

1. Busque o peso adequado

Se estiver acima do peso, é interessante buscar entrar no seu peso adequado (que poderá ser informado por seu médico). “Isso não é fundamental, mas é muito melhor para a mulher.

As pessoas que estão acima do peso têm mais chances de ficar diabéticas ou hipertensas na gravidez.

A gravidez é uma sobrecarga para o corpo, e se a mulher já estiver sobrecarregada pela obesidade, configura-se um somatório de problemas”, explica Coslovsky.

Para perder peso, não há segredos: é preciso unir uma alimentação saudável e balanceada à prática de alguma atividade física.

2. Pare de fumar

Coslovsky destaca que o cigarro é um inimigo da fertilidade. “Ele antecipa a menopausa, diminuindo a função ovariana. Uma vez grávida, as substâncias tóxicas atravessam a placenta e aumentam as chances de prematuridade e baixo peso fetal. Para quem deseja engravidar, o cigarro deve ser abandonado para ontem”, diz.

3. Diminua a ingestão de bebida alcoólica

“Para pessoas que bebem socialmente, não há problemas em engravidar. Mas, a partir do momento que a gravidez for descoberta, é preciso parar de beber”, explica o ginecologista.

4. Realize check-up clínico

A mulher deve fazer um check-up completo para verificar como está sua saúde. De acordo com Coslovsky, existem exames fundamentais que devem ser feitos antes da mulher engravidar.

“Sorologias para afastar infecções.

Sorologia para rubéola e toxoplasmose, glicemia, Papanicolau, ultrassons para diagnosticar possíveis malformações dos órgãos reprodutivos e exames de HIV, sífilis e hepatites”, explica.

5. Interrompa o uso do método contraceptivo e tenha relação sexual no período fértil

Se estiver fazendo uso de algum método contraceptivo, como, por exemplo, anticoncepcional, é necessário interrompê-lo.

É fundamental ainda se informar sobre seu período fértil, que é o momento do ciclo menstrual em que se torna mais provável a fecundação do óvulo pelo espermatozoide e, portanto, a gravidez. Ou seja, é o momento em que ocorre a ovulação — quando o ovário libera um ou mais óvulos para serem fecundados.

Considera-se que a ovulação acontece sempre no meio do ciclo, ou seja, em torno do 14º dia de um ciclo normal de 28 dias. Então, já que o desejo é engravidar, o período ideal para ter relações é de 3 dias antes a 3 dias depois do dia esperado para a ovulação.

6. Comece a tomar ácido fólico

A mulher que está tentando engravidar pode começar a tomar ácido fólico. “É uma boa ideia. O ácido fólico é benéfico para diminuição da má formação fetal e dos defeitos no tubo neural do bebê, como a anencefalia”, explica Coslovsky. Consulte o seu obstetra e sua nutricionista para que juntos eles possam criar um plano de nutrição adequado para a vinda do bebê.

7. Atente-se à sua alimentação

A mulher que está desejando engravidar não precisa necessariamente mudar sua alimentação (ao menos que tenha hábitos ruins e os reconheça, como, por exemplo, consumir muita fritura e doce). “Ela deve ficar atenta às carnes cruas e saladas mal lavadas, por causa da toxoplasmose. Fora isso, os outros hábitos alimentares podem continuar os mesmos”, diz Coslovsky.

Há muitas dúvidas e até mitos sobre o consumo de café, mas, de acordo com o ginecologista, o café não é contraindicado na gravidez ou no planejamento dela. “Sem exageros e com bom senso o consumo é permitido, mas é preciso moderação”, lembra.

De toda forma, é sempre importante conversar claramente com o médico sobre possíveis alterações que devam ser feitas na alimentação.

Por fim, além destas questões práticas, é muito importante controlar a ansiedade neste período e, também, “zelar pelo relacionamento”, não deixando que esta fase de preparação para a gravidez se torne algo penoso, estressante.

A relação sexual para ter um filho também deve ser especial, de consagração de uma união, o casal deve aproveitar para desfrutar deste momento e nunca realizá-lo por obrigação (somente com aquela ideia fixa de gerar um bebê). Esta é uma fase que pede cumplicidade, amor e romantismo!

Источник: https://www.dicasdemulher.com.br/gravidez-planejada/

Quanto tempo deve esperar para ter um segundo filho?

Quando recomenda se ter o segundo filho?

Índice

Aqui estão algumas das vantagens e desvantagens de ter um segundo filho imediatamente depois de ter o primeiro ou de esperar alguns anos. Depois disso, será você quem decidirá.

Menos de 2 anos de diferença

– Como amigos: as crianças que estão a poucos meses de distância geralmente crescem como amigos. Eles não são apenas irmãos, mas também companheiros de brincadeira. Podem aproximar-se ou odiar-se mutuamente como inimigos numa fracção de segundo, para se reconciliarem num curto espaço de tempo.

– Fase de desenvolvimento semelhante: é mais fácil entretê-los ao mesmo tempo se estiverem próximos da idade, uma vez que os seus gostos e necessidades serão semelhantes. Não terá de ler «Aprendo cores» a um deles enquanto o outro quer ouvir «Harry Potter». Ou pode jogar os mesmos jogos com ambos sem que um peça um jogo de Monopoly e o outro peça música infantil.

– Etapa de fraldas mais curta: o tempo para criar as crianças é mais reduzido. Haverá mais fraldas de cada vez, mais choro e mais lutas pela taça da Minnie Mouse, mas quando este período terminar, acabou-se para sempre.

– O pai fica mais comprometido: ter dois filhos em dois anos pode ser benéfico para o seu casamento ou para a sua vida como casal. Muitas vezes o pai, ao ter um bebé, pode ser deslocado nas tarefas dos seus cuidados. Quando o segundo chega demasiado cedo, a ajuda de outra pessoa é essencial. Desta forma, ambos os pais tornam-se envolvidos.

– Tempo para trabalhar: se decidir parar de trabalhar e ficar em casa até os seus filhos irem para a creche, esse tempo sem trabalho será menor se tiver os filhos em fila e não terá de adiar a sua carreira por muito mais tempo.

– Esgotamento constante: não há dúvida de que cuidar de uma criança é fisicamente esgotante, por isso será ainda mais se tiver dois filhos de idades semelhantes, especialmente se não tiver alguém para ajudar.

– Mais despesas: o dobro da quantidade de fraldas, garrafas, carrinhos de bebé, etc. É evidente que as despesas irão multiplicar-se consideravelmente. Os recibos virão sempre em dobro: escola, roupas, livros…

Entre 2 e 4 anos de diferença

– Desfruta de ambos os bebés: o seu primeiro filho tem agora mais de dois anos de idade e tem prestado atenção exclusiva a ele enquanto era bebé.

Muitas mulheres experimentam sentimentos de culpa por não terem dedicado tempo suficiente aos seus filhos durante os primeiros anos de vida.

Se decidir ter o seu segundo filho após os 2 anos de idade, pode cuidar de um bebé enquanto o mais velho já está na escola.

– Companheiros de jogo: a diferença de idades é ainda suficientemente pequena para que ambos encontrem passatempos e jogos para partilhar. Além disso, o mais antigo irá ensinar-lhe a jogar.

– Menos stress: ter filhos separados por um certo período de tempo dá uma pausa à sua relação. Terão mais tempo para a vossa vida como casal.

– Recupera o seu tempo: esperar alguns anos para ter um segundo filho permitir-lhe-á pôr a sua vida em ordem após o caos de ser mãe pela primeira vez, ou pôr o seu corpo em forma e recuperar a linha que tinha antes da primeira gravidez.

– Casal por obrigação: muitas vezes há uma tendência para que os irmãos façam tudo em conjunto. São de idades semelhantes, mas existem diferenças suficientes e já não gostam das mesmas coisas. Por vezes, inconscientemente, são obrigados a fazer coisas juntos mesmo não queram. Para a criança mais velha, tudo o que o seu irmão faz pode parecer «infantil».

– Competição pela mãe: O irmão mais velho está numa idade perigosa quando se trata de ciúmes.

Não é demasiado velho para passar tempo com os amigos, e não é demasiado jovem para estar consciente do que se passa, pelo que precisará de tempo para se adaptar ao novo irmão.

É lógico que ele sente ciúmes e frustração por não poder brincar com um recém-nascido que tinha anunciado como novo companheiro de brincadeira.

Mais de 5 anos de diferença

– Uma mão extra: com um pouco de sorte, o seu filho mais velho pode tornar-se uma pequena ajuda. Terá todo o gosto em ajudar a mudar as fraldas ou trazer uma toalha de banho ao seu irmão mais novo. Pode dar-lhe pequenas responsabilidades, que ele aceitará de bom grado como um irmão mais velho.

– Novos papéis: o seu filho mais velho assumirá o papel de cuidador e o seu filho mais novo beneficiará dos seus «conselhos sábios». Ao longo da sua vida, o seu primeiro filho poderá aconselhá-lo e orientá-lo, graças à sua experiência, nas relações com os amigos, na escola, com os trabalhos de casa, nos primeiros pequenos problemas…

– Estabilidade financeira: após vários anos de aperto do cinto, terá tido tempo para recuperar. Estará em melhor posição financeira para comprar um carro maior, uma casa mais grande, etc. e para pagar todas as despesas relacionadas com o bebé.

– Calmo e confiança: sejamos realistas, saberá mais agora do que há alguns anos atrás. Este tempo entre as duas crianças e a nova perspectiva pode ajudá-la a realizar a sua nova maternidade de uma forma mais descontraída. Além disso, com o seu primeiro filho, apercebeu-se da rapidez com que as crianças crescem, pelo que agora poderá desfrutar mais do seu segundo filho.

– Vidas divididas: os seus filhos passarão por diferentes fases de desenvolvimento e pode ser um pouco cansativo ter de atender a ambas necessidades ao mesmo tempo, pois provavelmente terão horários e actividades diferentes: enquanto você tem de ir buscar um na sua aula de inglês, o outro tem de beber leite.

– Infâncias diferentes: os seus filhos não partilharão tanto como se fossem menos diferentes na idade, nem terão as mesmas memórias familiares.

– Voltar às fraldas: pode ser difícil voltar à fase de criar um recém-nascido depois de se ter habituado à liberdade de ter um filho mais velho. A sua vida terá de voltar a mudar e adaptar-se à vida com um bebé, e passado algum tempo sem treino será mais difícil fazê-lo.

Como se diz a uma criança que vai ter um irmãozinho?

De acordo com Natalia Sastre, psicóloga do Gabinete Sastre Reyes «não há altura certa para o dizer, todos conhecem os seus filhos e têm de observar se há alguma mudança no seu comportamento: fazem mais chamadas de atenção, começam a fazer coisas de quando eram mais novos…

O que temos de evitar é esperar que o novo bebé nasça. O irmão precisa de se preparar pouco a pouco, temos de lhe dizer o que está a acontecer e envolvê-lo tanto quanto possível no processo de gravidez, para que ele sinta os pontapés, para que ele saiba o que vai acontecer.

Ele deve saber como isto afectará a vida de todos e como poderá ajudar a cuidar do bebé.”

Para o fazer, Sastre aconselha habituar-se mais cedo a esta mudança com amigos com quem possa passar tempo e a perceber que os pais também lhe tiram tempo para o dar a outra criança, para partilhar brinquedos com eles, os seus espaços… ou seja, para começar a experimentar que não é o único a ser escutado, brincado ou mimado.

Para evitar os medos

«Deve ser tratado normalmente, – diz Natalia Sastre -. A chegada do novo irmãozinho não o deve apanhar de surpresa.

Deve estar preparado para a mudança, dizendo-lhe que o seu irmão nascerá, que terá de partilhar as coisas e tomar conta dele, mas que também ganhará outras coisas. É inevitável que se sinta zeloso; acontece com os amigos, com a relação dos pais…

é um sentimento normal no ser humano, o que acontece é que devemos, na medida do possível, torná-lo apenas uma fase de adaptação à mudança e não algo que se mantenha para toda a vida.”

Como pode uma criança reagir quando nasce o seu irmão mais novo nasce?

As reacções são muito variadas dependendo de cada criança, em geral poderíamos dizer que há frequentemente comportamentos de rivalidade com o bebé e apercebemo-nos com comentários como «não, não o bebé, ele é pequeno e não gosta» ou «não, o bebé não vem connosco», comportamentos agressivos como retirar a chupeta do bebé, brinquedos, tapar-lhe o nariz…

Muitas vezes procuram fazer ou deixar de fazer coisas que sabem que irão perturbar a mãe e o pai, tentando esgotar a sua paciência. É também é comum voltar ao comportamento infantil, parecendo muitas vezes ter voltado a fases anteriores, por exemplo, se já não urinam na cama, começam a fazê-lo…

Outros sintomas que podemos observar são retracção, problemas de sono, birras, choro, recusa de comer, vómitos…

Como é que a idade influencia os ciúmes?

Embora não exista uma regra estrita nestes casos, poderíamos assumir que quanto mais velhas são as crianças, mais fácil é falar com elas e fazê-las compreender que ninguém vai tomar o seu lugar ou deixar de as amar; mas por outro lado, à medida que envelhecem, têm vivido mais tempo sendo a única criança sem partilhar espaço, tempo, ou afecto com outra, o que a torna mais cara. Em suma, não depende tanto da idade em alguns casos, mas da forma como cresceram: partilhando com outros, exclusivamente com os pais, etc., ou da atitude dos próprios pais quando o novo membro da família chega e da forma como se tratam uns aos outros.

O que normalmente tem influência é a diferença de idade entre o irmão e o bebé. Se é mais de três anos, é mais difícil para eles terem ciúmes porque o seu nível de maturidade e independência é diferente, bem como as necessidades que pedem para serem cobertas pelos pais.

Filhos únicos e filhos com irmãos

Natalia Sastre não acredita que existam diferenças psicológicas importantes entre os filhos únicos e os filhos com irmãos.

Ela considera mais relevante a educação e o desenvolvimento que tiveram: «A priori parece que uma criança única é mais possessiva, zelosa ou dependente dos seus pais do que uma que tem irmãos, mas isso não tem de ser o caso, dependerá da forma como essa criança se relacionou com outros, se está habituada a partilhar coisas com outros, a ser o centro das atenções… e isso não tem de estar ligado à ausência de irmãos».

Adeus aos ciúmes

Os ciúmes desaparecem quando a criança já se adaptou à nova situação. Se o tempo passar e o comportamento de agarrar as atenções e a regressão do desenvolvimento se mantiver, devemos preocupar-nos.

Quando o comportamento da criança mantido ao longo do tempo afecta e interfere com a actividade diária e surgem outros distúrbios psicológicos, tais como ansiedade, depressão, distúrbios específicos da aprendizagem escolar, atraso na língua …

é altura de recorrer a um profissional para nos ajudar a tratá-lo.

Gota

Definição:

Transtorno metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue.

Sintomas:

Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo.

Tratamento:

Os ataques agudos tratam-se com anti-inflamatórios não esteróides. Uma vez passada a crise, é necessário um tratamento de prevenção para evitar futuros ataques. Isto leva-se a cabo através de diferentes fármacos e com uma dieta baixa em purinas e rica em líquidos.

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Источник: https://www.todopapas.com.pt/pre_gravidez/psicologia-concepcao/quanto-tempo-deve-esperar-para-ter-um-segundo-filho-2023

Existe tempo certo entre primeira e segunda gravidez?

Quando recomenda se ter o segundo filho?

Muitas mulheres desejam ter um segundo filho, mas não sabem quanto tempo é necessário esperar para ficar grávida novamente. Afinal, será que existe um “tempo certo” entre uma gravidez e a outra? 

Para responder a essa pergunta, preparamos este texto que aborda: o tempo recomendado pela Organização Mundial da Saúde; a partir de quando se torna perigoso tentar engravidar novamente; se o emocional interfere na segunda gestação; e como preparar o primogênito para receber o novo irmãozinho ou irmãzinha. 

Desejamos uma excelente leitura!

Qual é o tempo certo entre a primeira e a segunda gravidez?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda realizar um intervalo de dois anos depois do primeiro parto para uma segunda gestação.

Esse tempo é importante, porque ajuda a evitar riscos que podem ser graves para a saúde da mãe e do bebê, caso a gravidez ocorra antes desse período, como: o rompimento da cicatriz uterina (em caso de cesárea), a restrição do crescimento do feto, o baixo peso no nascimento e até mesmo um parto prematuro.

Isso se explica porque o corpo da mulher muda completamente durante a gestação. Por exemplo: ela sofre uma maior retenção de líquidos e o volume de sangue circulando no seu corpo aumenta, exigindo um grande esforço cardiorrespiratório. Por isso, é fundamental deixar o ritmo cardíaco e as condições naturais do organismo voltarem ao normal antes de engravidar novamente. 

O que fazer neste período?

Durante esse intervalo, a mulher consegue restabelecer os nutrientes do seu corpo (que são muito exigidos durante a gestação, o parto e a amamentação) e os órgãos começam, aos poucos, a voltar aos seus devidos lugares.

Neste tempo, também é aconselhável que a mulher realize exercícios de fortalecimento abdominal e de fisioterapia pélvica (que ajudam a estabilizar a musculatura da região do assoalho pélvico).  

Posso esperar muito tempo para engravidar novamente? 

Segundo um estudo norte-americano realizado pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC), não é recomendado esperar mais de 5 anos para engravidar novamente.

Um dos motivos que explicam essa recomendação é a idade da mãe, porque um intervalo de 5 anos é capaz de trazer diversas mudanças ao corpo da mulher. Engravidar aos 30 anos, por exemplo, traz menos complicações do que engravidar aos 35, quando a capacidade da fertilidade feminina tende a diminuir. 

O emocional interfere na segunda gravidez?

Depende do contexto. Se a segunda gestação foi planejada e/ou se a primeira não sofreu nenhuma inconstância, é possível que não seja necessário um acompanhamento psicológico ou psiquiátrico. Caso contrário, a ajuda de um profissional pode ser muito importante para ajudar a mulher a se preparar psicologicamente para essa nova chegada. 

Também é fundamental que as mulheres que passaram por uma depressão pós-parto anteriormente conversem com o obstetra, para que seja avaliado um tratamento que corresponda às necessidades da mulher. Em caso de um tratamento ainda recorrente, é possível que o profissional elabore uma nova abordagem para acompanhar essa paciente. 

Como preparar o primogênito? 

Não podemos nos esquecer dele! Geralmente, as crianças com idade mais avançada conseguem entender e aceitar melhor a chegada de um irmãozinho, colocando-se à disposição para ajudar a mãe no que for necessário. 

Por outro lado, os menorzinhos podem se sentir rejeitados, mesmo de forma inconsciente. Portanto, se a mãe perceber que a notícia não foi tão bem recebida, ou que o primogênito está mais isolado, é fundamental conversar e explicar a importância de dividir a atenção, os bens e de compartilhar o amor. Se a conversa não evoluir, é aconselhável procurar por ajuda psicológica. 

Considerações finais

Ao planejar uma segunda gravidez, é imprescindível evitar o consumo de bebidas alcoólicas e de cigarro, ter uma boa alimentação e praticar exercícios físicos para manter o peso. Afinal, os cuidados para essa nova gestação devem ser exatamente iguais aos cuidados com a anterior.

Normalmente, a mulher costuma ficar mais calma em uma segunda gravidez, devido a sua experiência anterior. Por isso, se esse for o seu caso, aproveite o tempo para curtir as delícias da gestação e compartilhá-las com o restante da família. 

Se você achou que o nosso post possa ter te ajudado a entender sobre qual é o tempo certo entre a primeira e a segunda gravidez, clique aqui e conheça o nosso Hospital Maternidade. 

Temos todo o conforto que você e o seu bebê merecem.

Источник: https://blog.domingoslourenco.com.br/existe-tempo-certo-entre-primeira-e-segunda-gravidez/

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