Saiba quando é que deve introduzir a alimentação complementar na dieta do seu filho!

Como deve ser feita a introdução alimentar do bebê

Saiba quando é que deve introduzir a alimentação complementar na dieta do seu filho!

A fase de introdução alimentar é vital para o desenvolvimento do paladar e o início de um hábito alimentar diversificado. 

Introdução alimentar é o termo usado para designar a fase em que a alimentação dos bebês começa a incorporar outros alimentos além do leite materno.

Ela deve ser iniciada no sexto mês de vida, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

Até essa idade, o aleitamento materno deve ser exclusivo e não há necessidade de nenhum outro alimento, nem mesmo água, já que o leite da mãe supre também as necessidades de hidratação do bebê.

Aos seis meses, recomenda-se começar a introduzir outros alimentos na dieta, ao mesmo tempo em que, na medida do possível, o aleitamento continue até os 2 anos de idade. Nos casos em que a mãe não pode amamentar por qualquer motivo, pode-se recorrer às fórmulas infantis, mas nessas situações a orientação é procurar a ajuda de um pediatra para saber qual a melhor conduta em cada caso.

Veja também: Bebês não devem tomar suco de frutas antes de 1 ano

A alimentação complementar deve ser introduzida de maneira lenta e gradual. Algumas crianças podem estranhar no início e recusar determinados alimentos, o que é normal, pois trata-se de uma experiência totalmente nova para elas. “Se ela não aceitou, não insista, não force e não agrade. Às vezes, ela recusa, e isso é normal.

É importante que o alimento seja novamente oferecido em outra ocasião”, explica o pediatra e presidente do Departamento de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), dr. Rubens Feferbaum.

Segundo informações do Ministério da Saúde, é necessário oferecer um alimento de oito a dez vezes, em média, até que a criança o aceite.

O que oferecer

Segundo o pediatra, o ideal é oferecer ao bebê uma alimentação variada e rica em nutrientes, tanto macro (proteínas, carboidratos e gorduras) quanto micro (ferro, zinco e vitaminas). Para tanto, é preciso unir representantes dos quatro grupos alimentares principais: hortaliças e frutas, carnes e ovos, cereais e tubérculos e grãos.

“A composição de todos esses grupos é que vai permitir que a criança tenha energia, proteínas, sais minerais e as vitaminas necessárias para um crescimento adequado”, explica o dr. Rubens. Ele também alerta que até o oitavo mês é preciso introduzir alimentos como ovos, peixes e glúten para criar tolerância e evitar possíveis alergias.

Não se recomenda bater os alimentos no liquidificador para não deixar a comida muito fina nem misturar os grupos, para permitir que a criança experimente novas texturas e sabores e aprenda a mastigar. É fundamental que ela tenha uma discriminação do sabor dos alimentos e movimentos de mastigação

Por outro lado, pelo menos até os 2 anos é importante evitar itens como frituras, enlatados, salsicha, refrigerantes, café, salgadinhos, balas e açúcar adicionado nos alimentos. O sal deve ser usado com moderação, o mínimo possível. Para temperar, a dica é utilizar ingredientes como salsinha e cebolinha, e mesmo nesses casos, sem exagero: o  tempero deve ser leve.

Quando precisar usar óleo, recomendam-se os vegetais, como óleo de canola, soja ou milho, mas também sempre em pequena quantidade. Por fim, priorize sempre alimentos frescos, ou seja, evite congelados e processados.

Hora da refeição

O dr. Feferbaum explica que é necessário ter disciplina nos momentos de refeição e proporcionar um ambiente calmo e tranquilo para a criança comer. “A refeição tem que ser um momento prazeroso.

Não devemos ficar prendendo a atenção deles com telas, desenhos e coisas do tipo. Isso prejudica o horário da alimentação.” Ainda segundo o especialista, não se deve castigar a criança por não comer ou oferecer recompensas por ela “limpar o prato”.

Quando a criança está sem fome, o melhor a fazer é não insistir nem forçá-la.

Rotina alimentar

A introdução alimentar deve começar com a oferta de duas papas de fruta e uma papa de legumes diariamente durante o primeiro mês. A papa de legumes deve conter um alimento de cada grupo alimentar:

  • Hortaliças (folhas verdes, abóbora, beterraba, quiabo, tomate, cenoura etc.)
  • Cereais e tubérculos (arroz, batata-doce, batata, inhame, macarrão, aipim etc.);
  • Carnes e ovos (frango, peixe, boi, pato, vísceras ou miúdos, codorna, ovos etc.);
  • Grãos (feijão, lentilha, soja, ervilha, grão-de-bico etc.).

A alimentação deve ser variada, por isso é interessante oferecer diferentes opções a cada dia. Se um dia a hortaliça foi representada pela cenoura, tente outra no dia seguinte. O mesmo vale para as papas de frutas do mesmo dia: se pela manhã foi abacate, opte por outra à tarde ou à noite.

No início, a consistência da comida deve ser pastosa e ir se solidificando gradativamente. Não é necessário o uso de peneira, basta amassar os alimentos com um garfo. Logo após o primeiro mês de introdução, os pais podem deixar pequenos pedaços sólidos na papa para estimular a mastigação. Perto do primeiro ano de vida, a criança já pode comer a refeição básica da família.

“Não se recomenda bater os alimentos no liquidificador para não deixar a comida muito fina nem misturar os grupos, para permitir que a criança experimente novas texturas e sabores e aprenda a mastigar.

É fundamental que ela tenha uma discriminação do sabor dos alimentos e movimentos de mastigação”, afirma o pediatra.

Ou seja, cada grupo deve ser amassado, mas colocados em porções separadas no prato, sem formar uma papa única.

Além disso, lembre-se de oferecer água filtrada e fervida nos intervalos das refeições. Também é importante oferecer duas frutas diferentes por dia. As refeições podem ser feitas conforme os horários da família, mas é preciso respeitar o apetite da criança e saber diferenciar sinais de fome de outros desconfortos, como sede ou sono, por exemplo.

Veja o esquema alimentar recomendado pelo Ministério da Saúde para crianças amamentadas:

Veja o esquema alimentar recomendado pelo Ministério da Saúde para crianças não amamentadas:*

* Atenção: No caso de crianças que não são amamentadas, o ideal é buscar orientação médica para tirar dúvidas e saber quando dar início à introdução alimentar de forma personalizada.

Источник: https://drauziovarella.uol.com.br/pediatria/como-deve-ser-feita-a-introducao-alimentar-do-bebe/

Introdução Alimentar para cada idade

Saiba quando é que deve introduzir a alimentação complementar na dieta do seu filho!

O desenvolvimento saudável das crianças e adolescentes passam necessariamente por uma boa alimentação. Saiba quais alimentos oferecer para garantir uma vida saudável para seu filho

Quando nasce um bebê, junto com o encantamento de ter um novo membro na família, chegam as inúmeras dúvidas de como cuidar de todas as diferentes fases do seu desenvolvimento.

À medida em que os meses vão passando, as dúvidas aumentam na mesma proporção do desenvolvimento da criança.

Sempre existem pessoas para opinarem nos cuidados: “Esse bebê já está grandinho, será mesmo que não pode experimentar nossa comida?”, “Está muito calor, ele deve precisar de mais água ou um suquinho”. “O chá ajuda o recém-nascido a não ter cólicas.”

São tantas informações e opiniões diferentes, que muitas vezes os pais ficam em dúvida qual seguir, não é mesmo?

Pensando nisso, preparamos um resumo sobre as práticas adequadas de introdução alimentar, de acordo com cada etapa de vida da criança.

Por onde começamos?

Bem, para entendermos a importância de respeitarmos a alimentação de cada fase de vida da criança, podemos fazer um paralelo com seu desenvolvimento.

Da mesma maneira que as habilidades psicomotoras dos bebês são desenvolvidas ao longo do seu crescimento, como por exemplo, a capacidade de sentar, engatinhar, andar e falar, os órgãos dos bebês também não nascem completamente formados.

O sistema digestivo e os rins dos bebês e das crianças pequenas são imaturos, o que limita a sua habilidade de manejar alguns componentes presentes nos alimentos, podendo apresentar reações de hipersensibilidade e alergia.

Nas fases maiores as crianças precisam de mais ou menos ingestão de calorias e nutrientes para suprir suas necessidades diárias que passam a incluir atividades físicas e principalmente mentais com a frequência escolar.

Por isso, separamos a seguir algumas recomendações divididas por fases.

FASE – 0 a 2 anos

Especialmente os dois primeiros anos de vida da criança são caracterizados por um crescimento muito acelerado.

Em média um bebê cresce 25 centímetros no primeiro ano de vida e 12 centímetros no segundo, passando então a crescer de 5 a 7 centímetros a partir dos três anos.

Desta maneira percebemos o quanto o organismo precisa de muitos nutrientes para se desenvolver nessa fase inicial e a alimentação passa a ter um valor fundamental na saúde da criança.

Quando a ingestão de alimentos é inadequada, pode gerar deficiência nutricional, alterar o crescimento, rendimento escolar futuro e ocasionar doenças crônicas não transmissíveis. Em casos graves, a falta de nutrientes pode levar a criança a óbito.

O Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) criaram o “Guia Alimentar para crianças menores de dois anos” para melhorar a alimentação das crianças pequenas no Brasil.

Neste guia foi destacado um manual de dez passos para a alimentação saudável da criança brasileira, respeitando sua cultura e desenvolvimento.

São eles:

PASSO 1

Dar somente leite materno até os seis meses, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento.

  • O leite materno contém tudo o que a criança necessita até o 6.º mês de idade, inclusive água, além de proteger contra infecções.

PASSO 2

A partir dos seis meses, oferecer de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais.

  • Com a introdução da alimentação complementar, é importante que a criança beba água nos intervalos das refeições.

PASSO 3

A partir dos seis meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) três vezes ao dia se a criança receber leite materno e cinco vezes ao dia se estiver desmamada.

  • No segundo ano de vida, devem ser acrescentados mais dois lanches, além das três refeições.
  • Se a criança não está mamando no peito, deve receber cinco refeições ao dia, com alimentos complementares já a partir do sexto mês.

PASSO 4

A alimentação complementar deve ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando-se sempre a vontade da criança.

  • Sugere-se que para a introdução alimentar das crianças em aleitamento materno sejam oferecidas, sem esquema rígido de horário, três refeições complementares: uma no período da manhã, uma no horário do almoço e outra no final da tarde ou no início da noite.
  • Para as crianças já desmamadas, devem ser oferecidas três refeições e dois lanches, assim distribuídos: no período da manhã (desjejum), meio da manhã (lanche), almoço, meio da tarde (segundo lanche), final da tarde ou início da noite (jantar).

PASSO 5

A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher; começar com consistência pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a sua consistência até chegar à alimentação da família.

  • A partir dos oito meses, podem ser oferecidos os mesmos alimentos preparados para a família, desde que amassados, desfiados, picados ou cortados em pedaços pequenos.

PASSO 6

Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida.

  • Só uma alimentação variada evita a monotonia da dieta e garante a quantidade de ferro e vitaminas que a criança necessita, mantendo uma boa saúde e crescimento adequados.
  • Os alimentos devem ser oferecidos separadamente, para que a criança aprenda a identificar as suas cores e sabores. Colocar as porções de cada alimento no prato, sem misturá-los.

PASSO 7

Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições.

  • Para temperar os alimentos, recomenda-se o uso de cebola, alho, óleo, pouco sal e ervas (salsinha, cebolinha, coentro).

PASSO 8

Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas, nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação.

PASSO 9

Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados.

  • Os alimentos oferecidos às crianças devem ser preparados pouco antes do consumo; nunca oferecer restos de uma refeição.

PASSO 10

Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.

  • Para garantir uma melhor nutrição e hidratação da criança doente, aconselha-se oferecer os alimentos de sua preferência, sob a forma que a criança melhor aceite, e aumentar a oferta de líquidos.

O governo brasileiro e órgãos representativos no Brasil recomendam o aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida e adequação das práticas da alimentação complementar ao leite materno a partir dessa idade.

FASE – 2 a 7 anos

Essa fase é caracterizada pela estabilização do crescimento estrutural e ganho de peso. Desta forma, existe uma necessidade maior de ingestão energética.

Nessa etapa as crianças sofrem muitas influências dos hábitos das famílias, no entanto é nessa etapa também que elas começam a fazer suas próprias escolhas alimentares, portanto, passa a ser um desafio para os pais manter a alimentação adequada.

FASE – de 7 a 10 anos

Esta fase é caracterizada por um período de crescimento e, portanto, demandas nutricionais elevadas. A criança costuma ser muito exigida fisicamente e mentalmente por conta das atividades que pratica no dia.

Nesta etapa, a criança já tem seu cardápio adaptado a rotina e hábitos da família.

FASE – de 10 a 20 anos

Essa etapa contempla a pré-adolescência, adolescência e início da vida adulta.

Os hábitos alimentares nessa fase sofrem mais influências das culturas, regiões e estilo de vida da pessoa.

Nesse período também cada pessoa já tem sua peculiaridade quanto a estatura, maturação sexual, mudanças na estrutura do corpo e entre outros, portanto, recomenda-se utilizar as orientações de um médico ou nutricionista para a criação de um cardápio personalizado.

O Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde elegeram dez passos para uma alimentação saudável para crianças e adolescentes nessa fase.

São eles:

Saiba quando e como introduzir alimentos sólidos na dieta do bebê

Saiba quando é que deve introduzir a alimentação complementar na dieta do seu filho!

Um dos maiores cuidados dos pais desde que o bebê nasce tem a ver com a alimentação.

Ainda bem: as boas práticas alimentares são responsáveis por fornecer, em quantidade e qualidade, o necessário para suprir as necessidades nutricionais definidas pelo crescimento e desenvolvimento, de acordo com o «Manual de Orientação do Departamento de Nutrologia», da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).

Até os seis meses de vida de uma criança saudável, não há muito com o que se preocupar. O leite materno deve ser o alimento exclusivo de acordo com recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde). Depois desse período, dúvidas podem surgir. Muitas delas têm a ver com a introdução, na dieta do filho, dos alimentos consumidos pela família.

Depois do sexto mês de vida, o leite materno não supre mais todas as necessidades do bebê. A partir desse ponto, ele precisa –e tem condições para tal– consumir outras fontes nutricionais.

Segundo a nutricionista Glauce Yonamine, supervisora do ambulatório do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e uma das autoras do livro “Alimentação no Primeiro Ano de Vida” (editora Manole), a partir dessa idade, a criança é capaz de mastigar e engolir.

“O estímulo para a mastigação tem início com a alimentação complementar de consistência de purê, mesmo que a criança ainda não tenha dentes. A gengiva está suficientemente endurecida”, diz Glauce.

O corpo do bebê começa a se preparar para mastigar e engolir pedaços já na época da amamentação, de acordo com Clery Bernardi Gallacci, pediatra do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo, e professora de pediatria e neonatologia da Santa Casa de São Paulo. “Nessa fase, a musculatura facial das crianças é estimulada pelo ato de sugar o peito da mãe, o que é fundamental para fortalecer a região para as mastigadas e mordidas futuras.”

O que dar

“As papas ou purês são comidas pastosas, amassadas com garfo, que devem ser dadas ao bebê em colheradas”, diz Fabio Ancona Lopez, professor titular aposentado da disciplina de nutrologia do Departamento de Pediatria da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Segundo Clery, o mal de usar o liquidificador no preparo das receitas, ou passar os alimentos em uma peneira, tem a ver com facilitar demais a vida da criança, que recebe um alimento fácil demais de engolir. “É essencial que ela tenha a oportunidade de aprender e exercitar o ato de mastigar”, fala a pediatra.No preparo da papa doce, qualquer fruta pode ser utilizada.

Nenhuma é contraindicada, mas não se deve acrescentar açúcar nem mel. Este último é proibido até um ano por causa do risco de contaminação com a bactéria Clostridium Botulinum, causadora do botulismo.

Quanto à receita salgada, Lopez diz que, inicialmente, ela deve ser oferecida no almoço ou no jantar e complementada com a amamentação.

A receita deve conter sempre cereais (como arroz e milho), tubérculos (batata, mandioca, inhame e cará, dentre outros), verduras (como agrião e acelga), legumes (cenoura e abobrinha, por exemplo), leguminosas (tal como feijão, soja, ervilha, lentilha e grão de bico) e carne desfiada (de vaca, de frango, de porco, de peixe ou vísceras, em especial fígado).

“Com pouco sal e óleo e evitando caldos e temperos industrializados”, diz. De acordo com o «Manual» da SBP, o ovo inteiro pode ser introduzido às receitas somente depois do sexto mês, sempre cozido.

Cuidados

Entre o sétimo e o oitavo meses, a segunda papa salgada está liberada e é aí que os primeiros pedacinhos podem começar aparecer no prato da criança, de forma lenta e gradativa, acompanhando o nascimento dos dentes.

Nesse momento, os pais devem ficar atentos às colheradas que oferecem ao filho e à habilidade de mastigação dele para que assim possam ir aumentando a quantidade e o tamanho dos pedaços.“Não existe uma medida certa e ninguém precisa se preocupar em picar os ingredientes de forma milimétrica. Se os pedaços estiverem grandes, o bebê vai recusar porque não consegue mastigar”, fala Lopez.

De acordo com Glauce, no cardápio dos bebês, é importante evitar alimentos inteiros que possam provocar engasgos, como uva, ovo de codorna e tomate-cereja, por causa do formato e da dificuldade de controle na boca. “Miolo de pão também não é indicado, porque pode grudar na boca, formando um bolo”, fala Clery. Se mesmo com pedacinhos o bebê engasgar, nada de dar água para ajudá-lo a engolir.

O líquido pode piorar a situação.A pediatra recomenda dar tapinhas nas costas da criança para estimulá-la a tossir e assim se livrar do que está obstruindo a garganta.

Outros cuidados devem ser tomados para evitar engasgos: sempre alimentar a criança sentada no cadeirão usando o cinto de segurança para deixá-la bem acomodada –nunca no colo ou deitada no bebê-conforto–, e atentar se ela está desperta. “Mesmo crianças com um ano de idade ainda não têm competência motora nem concentração para comer sem a supervisão de adultos”, diz Clery.

Vale lembrar ainda que nem sempre os bebês aceitam e gostam do que experimentam logo na primeira vez, seja doce ou salgado. Por isso, Lopez diz que é importante fazer entre oito e dez tentativas. “A exposição frequente facilita a aceitação.” Outro cuidado tem a ver com o histórico familiar de alergias. Antes da introdução de novos alimentos, a SBP recomenda pesquisar o assunto e discutir a questão com o pediatra que acompanha a criança.

Источник: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2013/02/25/saiba-quando-e-como-introduzir-alimentos-solidos-na-dieta-do-bebe.htm

Embarazo saludable
Deja una respuesta

;-) :| :x :twisted: :smile: :shock: :sad: :roll: :razz: :oops: :o :mrgreen: :lol: :idea: :grin: :evil: :cry: :cool: :arrow: :???: :?: :!: