Tristeza, cansaço e medo depois da gravidez, serão sintomas de uma depressão pós-parto?

Tristeza Materna e Depressão pós-parto. Quais as diferenças?

Tristeza, cansaço e medo depois da gravidez, serão sintomas de uma depressão pós-parto?

1 de agosto de 2016

  |  Tempo de leitura: 6 minutos

Observo que há muitos esclarecimentos necessários sobre a depressão pós parto. Entretanto, o primeiro passo é diferenciar a depressão pós-parto da tristeza materna, também conhecida como baby blues ou blues puerperal.

O nascimento de um bebê mobiliza muitas coisas não só no físico da mulher. Mobiliza também no emocional e no ambiente em que vive. Durante a gestação, a mãe provavelmente se preparou para receber o bebê.

Isso inclui mudanças que envolvem o corpo, como hábitos físicos e alimentares, preparação do seio para o aleitamento materno. Além de mudanças no ambiente para receber o bebê e do preparo interno (psicológico) para a chegada da criança.

O período que se sucede ao parto é propício para que a mulher vivencie várias questões. Em primeiro lugar, ocorre uma queda drástica nos hormônios progesterona e estrogênio. Isto pode interferir no físico e também no emocional da mulher.

Inevitavelmente acontece uma mudança cotidiana que pode ser causadora de estresse. Essa queda interfere no seu estilo de vida e até no seu ritmo de sono. Seu universo está completamente voltado para recém-nascido, que necessita de cuidados exclusivos dia e noite.

Ao mesmo tempo, a experiência da maternidade poderá mobilizar questões psíquicas muito primitivas e até inconscientes, que talvez fujam à sua compreensão. Essa fase pode ser vivenciada em muitos casos, como uma turbulência de sentimentos, emoções e expectativas que podem provocar uma instabilidade emocional.

Tristeza materna ou baby blues?

A tristeza materna, também conhecida como baby blues ou blues puerperal, pode atingir até 80% das parturientes.  Diferentemente da depressão pós-parto, não é considerada doença.

É considerada benigna, pois não incapacita a mãe de prestar os cuidados ao bebê e em geral não provoca prejuízos na rotina diária.

É como se fosse um momento de transição e preparo para uma nova fase, que necessita de adaptação.

Os sintomas de baby blues incluem:

  • Mudanças de humor
  • Ansiedade
  • Irritabilidade
  • Sentir-se sobrecarregado
  • Choro
  • Concentração reduzida
  • Problemas de apetite
  • Problemas para dormir
  • Tristeza sem motivo aparente.

Entretanto, tais sintomas costumam aparecer logo nos primeiros dias após o nascimento do bebê. Eles podem durar por volta de uma ou até duas semanas, devendo desaparecer espontaneamente.

Depressão pós-parto

Já a depressão pós-parto é uma condição diferente, que deve ser olhada com especial atenção. Necessita ser tratada justamente por ser classificada como doença.  Atinge cerca de 10 a 20% das mães e tem se tornado cada vez mais motivo de discussão e preocupação nas diversas áreas da saúde.

Na depressão pós-parto, o humor deprimido da paciente deve estar presente na maior parte do dia, quase todos os dias, por um período mínimo de 2 semanas. Ela pode apresentar muito desânimo e sofrimento intenso que persiste, com muita tristeza e angústia.

Esses sentimentos não desaparecem espontaneamente, como no caso da tristeza materna. Outros sintomas como ansiedade, alterações do sono, apetite e da libido, oscilações de humor, sensação de incapacidade, culpa e pensamentos suicidas também podem aparecer.

Tentativas de suicídio, delírios e alucinações, assim como situações de risco para o bebê podem estar presentes em casos mais graves. Nesses casos, o diagnóstico pode ser outro, como o de psicose puerperal, doença que felizmente acomete um número muito menor de pacientes.

Segundo o Hospital Israelita Albert Einstein, mulheres que desenvolvem depressão pós-parto possuem maior risco de desenvolver depressão em um outro momento da vida. Se não for tratada, a depressão pode durar vários meses. O tratamento inclui terapia, antidepressivos ou tratamento de reposição hormonal.

É importante a paciente e seus familiares estarem sempre atentos aos sintomas. Eles se manifestam no período pós-parto, sendo que a literatura mostra que podem ocorrer até por volta  1 ano depois.

É preciso procurar ajuda para obter um diagnóstico diferencial, que poderá ser feito por um psicólogocom condições de avaliar inclusive a necessidade de encaminhamento para um psiquiatra a fim de incluir medicamentos no tratamento.

Fatores de risco da depressão pós-parto

Qualquer nova mãe pode experienciar a depressão pós-parto e pode se desenvolver após o nascimento de qualquer filho, não apenas o primeiro. No entanto, o risco aumenta nos seguintes cenários:

  • Histórico de depressão, durante a gravidez ou em outros momentos
  • Tiver transtorno bipolar
  • Teve depressão pós-parto após alguma gravidez anterior
  • Familiares que tiveram depressão ou outros transtornos do humor
  • Passou por eventos estressantes durante o ano passado, como complicações na gravidez, doença ou perda de emprego
  • Bebê apresenta problemas de saúde ou outras necessidades especiais
  • Nascimento de gêmeos, trigêmeos ou outros nascimentos múltiplos
  • Dificuldade em amamentar
  • Problemas conjugais
  • Problemas financeiros
  • Gravidez não foi planejada ou indesejada

Importância da Psicoterapia na depressão pós-parto

Ressalto aqui a importância da psicoterapia para o tratamento da depressão pós-parto. Isso, no entanto, não significa que a intervenção não seja necessária em casos de tristeza materna.

A tristeza faz parte da vida e precisa ser integrada a ela, mas as mães não precisam fazer isso sozinhas.

Contar com ajuda profissional, nesse período de vida tão sublime, delicado e complexo pode fazer toda a diferença para a saúde emocional das mães e seus bebês.

Plataformas como a Vittude podem facilitar a busca por um psicólogo que atenda a requisitos específicos para atender a todos que precisem de acompanhamento. Acesse nosso site e confira você mesmo todas as oportunidades oferecidas!

Artigo revisado em: 04/12/2019

Autora: Cynthia Boscovich

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental.

Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.

Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta

Источник: https://www.vittude.com/blog/tristeza-materna-depressao-pos-parto/

Depressão Pós-Parto

Tristeza, cansaço e medo depois da gravidez, serão sintomas de uma depressão pós-parto?

Você acabou de ter um lindo bebê e esperava estartransbordando de alegria durante esse período. Mas, em vez disso, você se sentedominada por sentimentos como o medo, a dúvida, tristeza e confusão.

Sentir-se sobrecarregada – principalmente nessesprimeiros meses – pode ser totalmente normal: você ganhou um novo membro em suafamília, não está dormindo muito e tem muitas tarefas para dar conta.

Contudo, se seus sentimentos parecerem ser algumaoutra coisa, talvez um pouco mais severos, é possível que você esteja sofrendode depressão pós-parto, ou DPP. Essa condição não é um “defeito”, nem um sinalde fraqueza – ao contrário disso. Ela pode ser considerada uma complicaçãorelacionada a ter filhos.

Continue lendo para entender melhor o que é adepressão pós-parto, alguns dos sinais e sintomas e descobrir alguns mecanismosque poderão ajudá-la a controlar os sintomas, sempre seguindo as orientações deseu médico primeiro.

O que é depressãopós-parto?

Depressão pós-parto é uma condição médica que fazcom que a nova mamãe tenha emoções e pensamentos negativos e intensosconstantemente nos meses que se seguem ao nascimento do bebê.

Alguns dos principais sinais e sintomas da DPPestão listados abaixo.

A depressão pós-parto pode ocorrer após qualquerparto – não necessariamente só o do primeiro filho.

Ela geralmente começa entre a primeira e a terceirasemanas após o nascimento do bebê, mas para algumas mulheres, pode começarmuitos meses depois, ou até um ano após o parto.

A depressãopós-parto é comum?

É mais comum do que se imagina. Uma em cada setemulheres que ganham bebês apresentam essa condição.

Mais ou menos metade das mulheres que sãoposteriormente diagnosticadas com DPP podem começar a ter sintomas durante agravidez.

Portanto, se você sente que tem sintomas de DPP ourecebeu um diagnóstico recentemente, saiba que não está sozinha e que, com otempo, você voltará a se sentir bem novamente.

Quanto tempo dura adepressão pós-parto?

Sua situação pessoal e o plano de tratamento de seumédico influenciarão quanto tempo levará para que você se cure.

Para algumas mulheres, os sintomas podem atingirseu pico após algumas semanas e depois permanecer de forma mais moderada porcerca de 3 a 12 meses.

Ter acesso a um tratamento no início poderáajudá-la a controlar melhor os sintomas e chegar a uma resolução maisrapidamente.

Depressão pós-partoe “baby blues” são a mesma coisa?

Depressão pós-parto não deve ser confundida com“baby blues”. Essa expressão em inglês se refere a sintomas menos severos,como tristeza ou choro, ansiedade ou dificuldade para dormir, que geralmentesurgem alguns dias após o parto e geralmente somem depois de algumas semanas.

Mesmo que os “baby blues” a façam se sentirdesanimada, fique tranquila, pois esses sentimentos logo passarão. A DPP tambémnão deve ser confundida com uma condição rara chamada de psicose pós-parto,cujos sintomas são mais severos, como alucinações.

Sinais e sintomasda depressão Pós-Parto

O primeiro passo é reconhecer se você está com DPP.Os sinais de depressão pós-parto compreendem:

  • Sentir-se deprimida
  • Alterações de humor severas
  • Choro excessivo
  • Dificuldade de criar laços com seu bebê
  • Afastar-se de pessoas queridas
  • Perda de apetite
  • Comer muito mais do que o normal
  • Não conseguir dormir (insônia)
  • Dormir demais
  • Fadiga e perda de energia extremas
  • Menor interesse e prazer em atividades que costumava apreciar
  • Irritabilidade e raiva intensas
  • Medo de não ser uma boa mãe
  • Sentimentos de inutilidade, vergonha, culpa ou inadequação
  • Diminuição da concentração
  • Sentir que não dá conta das tarefas diárias
  • Ansiedade severa e ataques de pânico
  • Pensamentos que envolvam vontade de se ferir ou ferir o bebê
  • Pensamentos recorrentes sobre morte ou suicídio.

Somente depois de falar com seu médico, você poderáresponder se está ou não com depressão pós-parto. No entanto, talvez vocêqueira investigar (e depois informar seu médico) se está sentindo algum dossintomas listados acima e se:

  • Qualquer um dos sintomas esteja durando mais de duas semanas
  • Os sintomas estiverem piorando e não melhorando
  • Você estiver achando difícil cuidar de seu bebê
  • Você estiver achando desafiador concluir tarefas do dia-a-dia

Causas e fatores derisco

Não se sabe exatamente o que causa a depressãopós-parto, mas ela é provavelmente desencadeada por uma combinação de fatoresfísicos e emocionais, que podem compreender:

  • Mudanças hormonais. Uma queda acentuada dos hormônios da gravidez, como o estrogênio e a progesterona, após o nascimento do bebê, pode contribuir com as alterações de humor. Além disso, o nível de outros hormônios produzidos por sua glândula tireoide também pode diminuir, fazendo com que você se sinta cansada, desanimada e deprimida.
  • Privação do sono. Não só se recuperar do parto, mas também cuidar do recém-nascido são fatores que dificultam o descanso tão necessário da nova mamãe. Esse déficit do sono pode se acumular e levar ao desconforto físico e à exaustão, que podem desencadear sintomas de depressão pós-parto.
  • Problemas emocionais. Esse é um período de grandes mudanças na vida de uma mulher. Se sentir sufocada e ansiosa, menos atraente, ter dificuldades para se lembrar de sua identidade antes de ser mãe e sentir que perdeu o controle sobre sua vida também podem ser fatores influenciadores.

Os fatores de risco da depressão pós-parto podemser os seguintes:

  • ter um histórico de depressão, seja durante a gravidez ou em outro momento
  • ter tido depressão pós-parto após gravidez anterior
  • ter um membro em sua família que teve depressão ou outros problemas psicológicos
  • ter vivenciado algo extremamente estressante no ano anterior (mesmo que não seja algo relacionado à gravidez)
  • ter um bebê com problemas de saúde ou outras necessidades especiais
  • ter tido dificuldade na amamentação
  • ter problemas no relacionamento com seu parceiro
  • não ter muitas pessoas a quem pedir apoio
  • preocupações financeiras
  • ter bipolaridade.

Se você teve depressão pós-parto anteriormente,informe seu médico assim que ficar grávida. Ele poderá, então, tomar as seguintesmedidas:

  • Monitorá-la de perto para verificar se há sinais ou sintomas de depressão
  • Dar-lhe um questionário que mede os níveis de depressão e ansiedade durante sua gravidez e após o parto
  • Sugerir que você frequente grupos de apoio, terapia, ou outros, para ajudá-la a lidar com qualquer sintoma de depressão.
  • Recomendar antidepressivos—mesmo durante a gravidez
  • Recomendar psicoterapia imediatamente após o parto.

Como lidar com adepressão pós-parto

Saiba que existem medidas de apoio à depressãopós-parto disponíveis. Seu médico conversará com você sobre as opções detratamento da depressão pós-parto, como psicoterapia (também conhecida comoterapia da fala ou aconselhamento psicológico) e/ou medicamentos, como antidepressivos.

Embora a DPP não seja algo que, no geral, resolva-sesozinha, essas ideias poderão ajudá-la a estabelecer uma base sólida para seutratamento médico e poderão acelerar a recuperação:

  • Mantenha um estilo de vida saudável. Agregue exercícios leves à sua rotina diária. Por exemplo, dê uma caminhada com seu bebê. Tente descansar o suficiente e coma alimentos saudáveis.
  • Tenha expectativas realistas. Você está se ajustando ao novo bebê, então não se pressione para que tudo esteja perfeito.
  • Tenha tempo para si. Peça para alguém para cuidar de seu bebê e tire uma folga. Saia de casa e faça algo relaxante que você goste de fazer.
  • Conecte-se com os outros. Sentir-se isolada pode ser um problema para novas mamães. Fale com pessoas queridas sobre seus sentimentos e fale com outras mães sobre suas experiências.
  • Compartilhe o peso que está sentindo. Sua família e amigos geralmente querem ajudar. Às vezes, basta pedir! Esse tempo lhe dará a chance de respirar, algo que você precisa fazer.
  • Continue com o tratamento. Siga os conselhos de seu médico, mas não pare o tratamento só por que “se sente melhor”, pois isso pode levar a uma recaída.

Como apoiar um entequerido com depressão pós-parto

Pessoas com DPP podem não saber que estãodeprimidas; elas podem não conhecer os sinais e sintomas.

Se você suspeita queuma pessoa querida está com depressão pós-parto, ajude-a a buscar atençãomédica imediatamente.

Tenha em mente que, como parceiro, amigo, ou parente,você não tem o poder de “resolver” a depressão pós-parto, mas você pode estarpresente para a nova mamãe. Abaixo estão algumas dicas que você podeexperimentar:

  • Reafirme que ela vai melhorar
  • Ouça e aceite seus sentimentos; entenda que ela não pode controlar os sentimentos negativos
  • Ofereça-se para cuidar do bebê para que ela tenha espaço para atividades relaxantes, como uma caminhada ou uma massagem, sem culpa
  • Encontre um parente, amigo ou babá para cuidar do bebê por algumas horas, para que ela tenha a oportunidade de dormir
  • Ajude com as tarefas básicas e atividades do dia a dia, para tirar algumas das responsabilidades das costas da nova mamãe.

Se você for o pai do recém-nascido, saiba que que adepressão pós-parto masculina ou paterna também existe. Se sua parceira estiverdeprimida, isso também poderá afetá-lo, pois seu risco de depressão também émais alto nesse período. Se você estiver se sentindo deprimido, experimentealgumas das ideias sugeridas acima e fale com seu médico.

A depressão pós-parto não é sua culpa. Infelizmente, muitas mulheres se sentem culpadas ou envergonhadas por não ter uma razão para se sentirem tão infelizes.

Algumas podem até passar por situações em que seus sentimentos são desrespeitados ou criticados por outras pessoas. Lembre-se, essa é uma condição médica que requer tratamento e é importante não sofrer sozinha.

O apoio existe e quando o turbilhão passar, você com certeza conseguirá curtir seu tempo com seu bebê.

Fonte: Pampers

Источник: https://saudementalatibaia.com.br/blog/depressao-pos-parto/

Pós-parto pode trazer medo, solidão e tristeza

Tristeza, cansaço e medo depois da gravidez, serão sintomas de uma depressão pós-parto?

Tornar-se mãe pode ser a experiência mais gratificante da história de uma mulher, mas isso não impede que ela vivencie esse momento como um dos mais assustadores e estressantes de sua vida. A maternidade é uma grande transição, e a mulher pode sentir todo o espectro das emoções humanas: desde medo e solidão, até felicidade plena e amor incondicional.

A maternidade é uma fase do desenvolvimento psicoafetivo da mulher e vai para além do acontecimento biológico. Isto pode ser uma tarefa fácil ou não.

Muitos podem ficar surpresos com essa afirmação, mas a forma como o nascimento de um bebê é vivido depende da história, da personalidade e da sensibilidade do casal e de todos a sua volta.

Muitas vezes a atenção no pós-parto fica voltada para o recém-nascido, mas não podemos esquecer que a mulher também merece cuidado no puerpério, considerado por especialistas como o período de maior vulnerabilidade psíquica no ciclo vital feminino.

Baby Blues: tristeza e ansiedade são comuns no pós-parto

Mudanças de humor na mulher após o nascimento de um bebê não são raras. O “Baby Blues” acomete de 60% a 80% das mães no pós-parto.

Essa condição ocorre devido às mudanças hormonais e químicas súbitas que ocorrem após o parto e é marcada por tristeza e irritabilidade, crises de choro, agitação e ansiedade.

De repente, o corpo tem grandes ajustes a fazer – os níveis de certos hormônios que foram necessários durante a gravidez caem, enquanto os de outros, principalmente aqueles relacionados à amamentação, sobem rapidamente.

Muitas mulheres sentem-se confusas e envergonhadas por estarem tristes após um evento tão alegre como a chegada de um bebê. Por sentirem-se inadequadas, muitas vezes não falam sobre isso. Mas a melhor maneira de lidar com o “Baby Blues” é justamente falando sobre as emoções, o impacto das mudanças e os desafios desta fase.

É importante esclarecer que “Baby Blues” é diferente de Depressão Pós-Parto (DPP). Enquanto o primeiro é passageiro – dura, geralmente, até 15 dias após o parto – e está intimamente relacionado às mudanças hormonais, a DPP é uma condição mais persistente, que requer acompanhamento psicológico e psiquiátrico, e o uso de medicação pode ser recomendado.

A Depressão Pós-Parto geralmente se desenvolve dentro das primeiras semanas após o nascimento do bebê, mas pode começar mais tarde – até um ano depois do parto.

A princípio a DPP pode ser confundida com o “baby blues” – mas os sinais e sintomas são mais intensos e duradouros e, eventualmente, podem interferir na capacidade da mãe de cuidar de seu bebê e de lidar com outras tarefas diárias.

É importante ligar para o médico se os sinais e sintomas de depressão têm uma ou mais dessas características:

  • Não desaparecem após duas semanas.
  • Estão piorando.
  • Prejudicam sua habilidade de cuidar do bebê ou de realizar tarefas.
  • Incluem pensamentos de agressão ao bebê ou a si mesma.

Amamentar pode ser doloroso e desafiador

Outro ponto que pode dificultar o pós-parto é a amamentação. O valor do leite materno é conhecido por todos, mas pouco é falado sobre como o ato de amamentar pode ser difícil e frustrante.

A mídia, os profissionais e a sociedade discursam que a amamentação é um ato de amor e, se por um lado essa afirmativa valoriza o papel da mãe, gera também uma expectativa na mulher. Se ela apresenta alguma dificuldade ou não consegue amamentar, pode imaginar que não ama tanto seu bebê, ou se sente menos mãe.

Além disso, essa abordagem totalmente romântica sobre a amamentação a coloca como algo totalmente natural, que não há o que aprender, só basta querer ? isso pode gerar na mulher o sentimento de que ela não quis o bastante.

O que deveria ser difundido na sociedade é que a amamentação pode ser ensinada e facilitada. Se a mulher tiver informações durante a gestação, ou até antes de engravidar, se sentirá muito mais segura.

O olhar sobre a amamentação como algo determinado também pela cultura, não apenas pelo biológico, pode reduzir a ansiedade que permeia esse ato que, sem dúvidas, é de extrema importância para o vínculo da mãe com seu bebê.

A partir dessa breve reflexão, podemos perceber que a informação é algo que empodera e que pode ser determinante em como será o pós-parto da mulher.

É importante que as futuras mães e seus parceiros conheçam os sinais e os sintomas do ?baby blues? e da depressão pós-parto antes do bebê nascer, bem como buscar informações sobre as possíveis dificuldades que a mãe pode passar depois do nascimento do filho.

Dessa forma, o casal saberá o que esperar e será mais fácil identificar se a recém-mãe está entre a maioria das mulheres que experimentam mudanças de humor de curta duração (o “Baby Blues”), ou se é necessário procurar ajuda profissional (depressão pós-parto).

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Источник: https://www.personare.com.br/pos-parto-pode-trazer-medo-solidao-e-tristeza-m7123

Embarazo saludable
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